Agora o momento saudade da Retrospectiva. Vamos relembrar aqui quem nos deixou em 2025 em várias áreas.
O mundo acordou na segunda feira 21 de abril com a triste notícia da morte do Papa Francisco aos 88 anos. O papa simples e humilde saía de cena definitivamente encerrando 12 anos de pontificado. No começo do ano ficou internado por 40 dias no hospital Gemeli tendo alta em março. O seu último ato foi participar das celebrações da Páscoa no dia 20, horas depois o Vaticano anunciava sua morte. Os funerais reuniram 400 mil pessoas e presenças de chefes de estado de várias partes do mundo. Francisco foi sucedido pelo papa Leão XIV.
Adeus à Brigitte Bardot, musa do cinema francês
Musa do cinema francês nos anos 1950 a francesa Brigitte Bardot deixou as telas pra se tornar ativista e defensora dos animais. Símbolo sexual durante o período que atuou no cinema fez filmes que a fizeram musa como A garota do Biquíni e Deus criou a mulher que a transformou em ícone. Se aposentou em 1973 e desde então se dedicou à questão da defesa dos animais criando a fundação que leva o seu nome em 1986. Brigitte Bardot morreu no último domingo, 28 de dezembro aos 91 anos.
O cineasta que difundiu o cinema novo se vai
O cinema brasileiro perde em 14 de fevereiro o diretor Cacá Diegues. Cacá foi um dos fundadores do Cinema Novo junto de Gláuber Rocha e dirigiu filmes como Xica da Silva, Bye Bye Brasil, Quilombo, Deus é Brasileiro, Um trem para as estrelas e outros.
O cinema mundial perdeu este ano nomes notáveis: O diretor David Lynch (16 de janeiro) foi conhecido em dirigir filmes de estética surreal como O homem elefante e a série de TV Twin Peaks, o ator Gene Hackman (18 de fevereiro) ganhou em sua carreira dois Oscars como melhor ator em Operação França e ator coadjuvante em Os Imperdoáveis. Hackman foi encontrado morto junto de sua esposa e a causa da morte foi uma doença cardíaca grave, Michelle Trachtenberg (26 de fevereiro), atriz que atuou em filmes como Gossip Girl e Buffy, a caça vampiros, Richard Chamberlain (29 de março) ficou conhecido em minisséries como Dr. Kildare, Centennial, Shogun, Pássaros Feridos e outras séries pra TV, Val Kilmer (2 de abril) passou pela comédia ao drama e se destacou em filmes como Top Gun, The Doors, Batman eternamente e outros, Robert Redford (16 de setembro), ator que ganhou dois Oscars, diretor e ativista das causas ambientalistas, indigenas e das comunidades LGBTQIA+, Claudia Cardinale (23 de setembro), atriz italiana que gravou filmes em Hollywood, Diane Keaton (11 de outubro), atriz americana que foi musa de Woody Allen e Rob Reiner (15 de dezembro), diretor americano de filmes como Harry e Sally e Louca Obsessão. Ele e a esposa foram encontrados mortos a facadas.
A guerreira que lutou até o fim perde a batalha contra o câncer
Uma luta de dois anos contra o câncer chegou ao fim em 20 de julho com a morte de Preta Gil aos 50 anos. Preta foi guerreira e lutou até o fim contra a doença descoberta em 2023 da mesma forma que lutou contra preconceitos sendo voz ativa na defesa de causas e combateu o racismo. Na carreira musical gravou quatro discos de destaque e deixou pra sempre sua marca na música brasileira.
O último samba do sambista perfeito
Ele era conhecido como o sambista perfeito e redefiniu o samba, assim Arlindo Cruz foi uma das figuras mais notórias do samba como compositor e cantor seja no Fundo de Quintal ou na inesquecível parceria com Sombrinha. Arlindo se afastou dos palcos em 2017 quando sofreu AVC e no dia 8 de agosto sai de cena vitimado por falência múltipla de órgãos.
O músico que colocou Minas no mapa da MPB
Um dos criadores do famoso Clube da Esquina em Belo Horizonte Lô Borges marcou presença na MPB como símbolo de liberdade criativa. Fez parcerias com Milton Nascimento, Nando Reis e Samuel Rosa criando canções que mostraram a mescla de emoção com experimentação. Lô Borges morreu no dia 2 de novembro aos 73 anos devido à uma intoxicação por medicamentos.
O anjo torto da MPB voou pro céu
Ele era o anjo torto da MPB, assim Jards Macalé deixou sua marca com um estilo transgressor na MPB sendo parceiro de Gal Costa no auge da Tropicália e não foi só na música que ele deixou marcas, atuou no cinema, na televisão e no teatro. Jards Macalé morre em 17 de novembro aos 82 anos vitimado por uma insuficiência renal.
Uma lenda do reggae se cala
Contemporâneo de Bob Marley o jamaicano Jimmy Cliff ajudou a difundir cada vez mais o reggae no mundo. Gravou músicas inesquecíveis como Reggae Nights, Wonderful World, I Can See Cleary Now e Rebel im me e ganhou dois Grammy. Jimmy Cliff morreu em 24 de novembro aos 81 anos vitimado por uma pneumonia.
Outras mortes na música em 2025: Lilian (22 de fevereiro), cantora que fez sucesso com o hit Sou Rebelde e teve parceria com Leno, Roberta Flack (24 de fevereiro), cantora americana que se destacou nos anos 1970 com hits como Killing me soffly with his song, Klaus Hee (7 de março), foi integrante do grupo Dominó nos anos 90, Nana Caymmi (1º de maio), filha de Dorival Caymmi foi uma das maiores artistas do país e se destacou na carreira cmo sucessos como Resposta ao tempo, Não se esqueça de mim e outras, Brian Wilson (11 de junho), foi fundador da banda Beach Boys que estourou nos anos 60, Lalo Schriffin (26 de junho), pianista e compositor argentino autor de temas clássicos como o tema do seriado Missão Impossível, Ozzy Osbourne (22 de julho), ícone do heavy metal onde foi vocalista da banda Black Sabbath e ficou conhecido como Príncipe das Trevas, Ângela Ro Ro (8 de setembro), cantora que com sua voz rouca marcou gerações num estilo musical misturando vários gêneros como blues, bolero, samba-canção e rock, Rick Davies (8 de setembro), músico inglês fundador da banda Supertramp onde era o vocalista, Hermeto Paschoal (13 de setembro), multi instrumentista e compositor e Lindomar Castilho (20 de dezembro), cantor que ficou conhecido como o Rei do Bolero e em 1981 assassinou a então esposa Eliane de Grammont e foi condenado a 12 anos de prisão.
A voz marcante do esporte na TV sai de cena
Ele foi a voz marcante do esporte na televisão brasileira se tornando um dos gigantes do jornalismo esportivo brasileiro. Léo Batista fez história ao narrar momentos marcantes do esporte e foi pioneiro em vários programas esportivos da Globo sendo o primeiro apresentador do Esporte Espetacular e o Globo Esporte além de dar voz aos gols do Fantástico. Ele seguia ativo até o fim de 2024 e no começo de janeiro foi internado e morreu em 19 de janeiro aos 92 anos vítima de câncer no pâncreas.
O fotógrafo que retratou a alma do planeta
Um fotógrafo que retratou em preto e branco a vida no planeta revelando a ação transformadora, assim Sebastião Salgado através de sua sensibilidade captou momentos em que a vida se transformava e as fotos viraram documentos na guerra contra as desigualdades sociais e ainda foi defensor das causas ambientais numa atitude bonita reflorestou mais de 680 hectares que viraram o Instituto Terra. Ele morre em 23 de maio aos 81 anos.
Adeus a um jornalista que não tinha medo do poder e criou revistas históricas
O jornalista Mino Carta fez história na mídia impressa como um dos fundadores de revistas como Quatro Rodas, Veja e Istoé e fundou em 1994 a revista Carta Capital. Mino tinha uma forte amizade com o presidente Lula e foi em Istoé a primeira entrevista do então líder sindical à imprensa quando presidia o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC paulista. Mino Carta morreu em 2 de setembro aos 91 anos.
Adeus ao Amigão que fez história no jornalismo esportivo
Paulo Soares ficou conhecido como o Amigão passando por vários veículos de comunicação mas foi na ESPN que ficou muito conhecido pela parceria com Antero Greco, falecido ano passado no comando do Sportscenter trazendo humor e leveza ao noticiário esportivo. Paulo Soares ficou internado no mês de setembro e morreu no dia 29 de setembro de falência múltipla de orgãos aos 63 anos.
Outras mortes no jornalismo: Ivan Zimmerman (31 de janeiro), jornalista e narrador de esportes americanos, morreu em acidente automobilístico, Ruy Carlos Osterman (27 de junho), jornalista gaúcho que cobriu 14 Copas do Mundo no jornal Zero Hora e no grupo RBS e José Roberto Guzzo (2 de agosto), jornalista que passou pelo Jornal da Tarde e pela revista Veja onde foi diretor de redação por 15 anos, era colunista no Estadão e fundou em 2020 a revista Oeste.
O cronista que traduziu o tempo com um jeito informal
Ele foi o cronista do nosso tempo de um jeito informal e claro, assim a obra de Luís Fernando Veríssimo pode ser definida como uma obra cheia de informalidade. Criou personagens icônicos como O Analista de Bagé, Ed Mort e a Velhinha de Taubaté. Escreveu para jornais e revistas e seus 70 livros publicados entre contos, crônicas e histórias em quadrinhos foram lidos por 5,6 milhões de pessoas. Luís Fernando Veríssimo morreu em 30 de agosto aos 88 anos por complicações de uma pneumonia.
Outras mortes na literatura: Mario Vargas Llosa (13 de abril), escritor peruano cuja obra foi traduzida pra 30 idiomas, Evanildo Bechara (22 de maio), escritor que se tornou referência publicando obras essenciais pro estudo da língua portuguesa e Frederick Forsyth (9 de junho), autor de livros como O Dia do Chacal e O quarto protocolo
O eterno galã da TV, teatro e cinema sai de cena
O eterno galã da televisão brasileira nos deixou em 19 de junho. Francisco Cuoco teve uma carreira de mais de 60 anos atuando no teatro, cinema e na televisão onde foi um dos maiores nomes da história da teledramaturgia, principalmente na TV Globo onde fez novelas como Selva de Pedra, Pecado Capital, O Astro e outras.
Adeus a parceirinha das tardes nos programas femininos da TV brasileira
Modelo de sucesso nos anos 60 Ione Borges virou apresentadora de programas femininos na década de 1970 na TV Gazeta quando apresentou um quadro de moda no programa de Clarice Amaral e em 1980 passou a apresentar o Mulheres, o mais longevo programa feminino da TV brasileira e por 16 anos tendo Claudete Troiano como parceira elas viraram as parceirinhas, depois teve um programa com seu nome até ter contrato vitalício com a Gazeta. Ione Borges morre em 24 de novembro aos 73 anos.
Outras perdas da TV: Lúcia Alves (24 de abril), atriz que atuou em mais de 50 anos de carreira no teatro, cinema e TV, Dorinha Duval (21 de maio), atriz que foi a primeira Cuca do Sítio do Picapau Amarelo e em 1980 matou o então marido Paulo Sérgio Alcântara ficando seis meses presa pois havia sido condenada a pena de 12 anos de prisão, Haroldo Costa (13 de dezembro), ator e comentarista dos desfiles de carnaval nas TVs Globo e Manchete além de ter sido diretor e jurado em programas de auditório e Berta Loran (29 de setembro), atriz nascida na Polônia e que se destacou na televisão atuando em novelas e humorísticos.
O pugilista que fez história desaparece
Um dos maiores pugilistas da história George Foreman foi duas vezes campeão mundial nos pesos pesados, lutou com Muhammad Ali na conhecida Luta do Século e venceu 76 de 81 lutas, 68 por nocaute. Foi pastor evangélico e fez mais fama vendendo aparelhos grill de churrasco que levou o seu nome. Foreman morre no dia 21 de março aos 76 anos.
Outras perdas no esporte: Wlamir Marques (18 de março), ex-técnico e jogador de basquete pela seleção brasileira sendo integrante da geração de ouro bicampeã mundial em 1959 e 1963, Eddie Jordan (20 de março), ex-piloto e dono da equipe Jordan de Fórmula 1, Manga (8 de abril), lendário goleiro que foi ídolo no Botafogo e no Internacional, Diogo Jota (3 de julho), jogador de futebol português que morreu em acidente de carro na Espanha, José Maria Marin (20 de julho), ex- político e dirigente de futebol, foi chefe da delegação do Brasil na Copa do Mundo de 1986 no México e presidente da CBF entre 2012 e 2014, Hulk Hogan (24 de julho), astro da luta livre nos anos 80, Dunshee de Abranches (7 de setembro) , ex-dirigente do Flamengo na década de 1980, Edu Manga (3 de outubro), ex-jogador que passou pelo Palmeiras na segunda metade da década de 1980 e chegou a jogar pela seleção brasileira, Greg Biffle (18 de dezembro), ex-piloto e lenda da NASCAR onde venceu 19 corridas foi vítima de acidente aéreo que não teve sobreviventes, Isabelle Marcinak (24 de dezembro), ginasta que lutava contra o câncer linfoma de Hodgkin e Cláudio Mortari (25 de dezembro), treinador de basquete que foi campeão mundial pelo Sírio e dirigiu a seleção brasileira masculina nas Olimpíadas de Moscou em 1980.
Outros mortos do ano: Jean Marie Le Pen (7 de janeiro), político francês de ideias xenófobas e líder histórico da extrema direita francesa, Marina Colassanti (28 de janeiro), escritora que publicou 70 livros em toda a carreira, dias depois em 4 de março morria o escritor Affonso Romano de Sant'Anna com quem era casado, Salomão Ésper (16 de maio), jornalista e radialista que trabalhou por mais de 50 anos nas rádios do grupo Bandeirantes, Cláudio Lembo (19 de março), ex-governador de São Paulo entre 2006 e 2007, Fuad Noman (26 de março), era prefeito de Belo Horizonte e estava internado desde janeiro sofrendo parada cardiorrespiratória, Heloísa Teixeira (28 de março), escritora e crítica de teatro, Pepe Mujica (12 de maio), ex-presidente do Uruguai que foi preso na ditadura uruguaia, Divaldo Franco (13 de maio), médium e líder espírita do Brasil, Claudete Joubert (21 de junho), atriz que se notabilizou pelos filmes classe B dirigidos por Afonso Brazza, José Ornellas (28 de junho), ex-governador do DF entre 1982 e 1985, Jimmy Swaggart (1º de julho), pastor americano que ficou famoso por seus telecultos no Brasil nas décadas de 1970 e 1980, Roberto Duailibi (18 de julho), publicitário que fundou a agência de publicidade DPZ onde ganhou muitos prêmios nacionais e internacionais de propaganda, Bob Floriano (4 de agosto), comunicador que deu voz para mais de 90 mil spots publicitários e foi um dos primeiros apresentadores do Fala Brasil na Record em 1998 , Jaguar (24 de agosto), cartunista e um dos fundadores do Pasquim, jornal satírico que circulou na ditadura militar, Íris Lettieri (28 de agosto), locutora durante anos anunciando voos no Aeroporto do Galeão no Rio de Janeiro e também apresentou telejornais na TV, Giorgio Armani (4 de setembro), um dos maiores estilistas do mundo da moda, Sílvio Tendler (5 de setembro), cineasta e documentarista, Charlie Kirk (10 de setembro), ativista político americano que levou um ataque a tiros, JP Mantovani (21 de setembro), modelo e influencer que foi vítima de acidente de moto em São Paulo, Jane Goodall (1º de outubro), cientista e ativista política atuando como defensora dos chimpanzés, José de Paiva Netto (7 de outubro), líder religioso que foi presidente da Legião da Boa Vontade além de escritor e jornalista, Dick Cheney (3 de novembro), político americano que foi vice presidente durante o mandato de George W.Bush entre 2001 e 2009, James Watson (7 de novembro), cientista americano ganhador do Nobel de Medicina e co-autor da descoberta da estrutura nuclear do DNA além de liderar o projeto Genoma Humano.
A seguir começa a parte esportiva da retrospectiva com os destaques do automobilismo.

















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