Em 2022 o Blog de knunes apresentou uma série em 8 capítulos sobre as eleições presidenciais brasileiras pós-redemocratização e hoje nosso capítulo especial relembra a eleição presidencial de 2022 e todo o seu contexto.


Jair Messias Bolsonaro foi eleito em 2018 e tomou posse em janeiro de 2019 simbolizando o novo na política. Naquela altura o país ainda estava dividido pois o PT estava fora do poder e Lula estava preso no âmbito da Lava Jato, mas a sorte começou a mudar pra Lula no fim de novembro de 2019 quando o STF decidiu derrubar as condenações em segunda instância e Lula deixou a prisão.




Em 2020 explode a crise envolvendo o então ministro da Justiça e ex-juiz da Lava Jato Sérgio Moro. Ele acusou Bolsonaro de interferência ao trocar o comando da Polícia Federal e rompeu com o então presidente. Veio então a explosão da pandemia de coronavírus e Bolsonaro começa a agir contrariamente às recomendações da OMS promovendo aglomerações e negando a ciência. O Brasil vê uma explosão absurda no número de casos e mortes e isso levou à criação de uma CPI no Congresso para investigar a conduta do presidente na pandemia.




A partir de 2021 Bolsonaro inicia uma série de ataques ao Supremo Tribunal Federal e em especial ao ministro Alexandre de Moraes. Quando chega o ano eleitoral de 2022 as candidaturas começaram a se desenhar e ao mesmo tempo a polarização começava a ganhar força. Em julho de 2022 um militante do PT foi asssassinado quando comemorava aniversário e o caso chocou o Brasil. Ao mesmo tempo Bolsonaro começava a atacar as urnas eletrônicas motivando a reação da sociedade no dia 11 de agosto com atos em defesa da democracia. E nesse cenário que 11 candidaturas foram lançadas:
- Ciro Gomes (PDT)
- Lula (PT)
- Padre Kelmon (PTB)
- Simone Tebet (MDB)
- Vera Lúcia (PSTU)
- Sofia Manzano (PCB)
- Jair Bolsonaro (PL)
- Eymael (DC)
- Felipe D'Avila (Novo)
- Soraya Thronicke (União)
- Léo Péricles (UP)
Tivemos no primeiro turno debates na Band, SBT e Globo sendo que Lula não participou do debate no SBT e no debate da Globo ficou explícita a participação do Padre Kelmon como linha auxiliar de Bolsonaro. O primeiro turno ocorreu em 2 de outubro e mostrou a força da polarização com Lula ficando à frente de Bolsonaro. Veio então o segundo turno e Lula buscou apoios enquanto Bolsonaro recebia apoio de governadores alinhados por ele e nos debates os dois candidatos trocaram acusações. Era a polarização em temperatura máxima. Faltando uma semana pra votação no segundo turno acontecem dois fatos que mudaram o rumo: a prisão de Roberto Jefferson e a ameaça da então deputada Carla Zambelli a um militante com revólver em punho.







E em 30 de outubro veio a votação e Lula venceu numa das mais acirradas disputas eleitorais da história chegando ao terceiro mandato. A diferença foi de menos de 2%. O resultado da eleição revoltou os apoiadores de Bolsonaro e assim que o TSE confirmou a vitória de Lula começaram motins paralisando estradas e Bolsonaro se recolheu em silêncio pois ele se tornava o primeiro presidente a não se reeleger desde a adoção da reeleição. Em dezembro Lula é diplomado e no dia da diplomação baderneiros incendeiam ônibus. Era a senha pro que iria acontecer, enquanto isso Bolsonaro deixava o Brasil sem passar a faixa. Assim Lula tomava posse em 1º de janeiro de 2023 iniciando o terceiro mandato e uma semana depois ocorreram os atos golpistas de 8 de janeiro.
Vejamos os registros da imprensa brasileira:


Os jornais do dia 3 de outubro quando foi confirmado o segundo turno entre Lula e Bolsonaro.





Os jornais e revistas pós eleição.


Os jornais e revistas no dia da posse.





E os jornais e revistas destacando os atos golpistas de 8 de janeiro.
Por ser uma eleição polarizada me mantive neutro durante todo o processo e na minha família evitei ao máximo entrar em discussão por causa de política.
E lembre-se, no dia 4 de outubro o destino do Brasil estará em jogo mais uma vez portanto vamos votar conscientes.