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terça-feira, 3 de junho de 2014

A história das Copas: 2010, enfim a Espanha é campeã na primeira Copa na África

A História das Copas chega ao último capítulo falando sobre a Copa do Mundo de 2010 na África do Sul.







A primeira Copa do Mundo disputada no continente africano foi especial e marcante. Como vem acontecendo no Brasil as obras atrasaram, mas os estádios ficaram prontos. Foi a Copa das vuvuzelas, as estridentes e irritantes buzinas, da Jabulani, a bola que foi tão criticada, das musas Larissa Riquelme e Sara Carbonero, do polvo Paul, o adivinho que dava uma de profeta e do pé frio Mick Jagger que por onde passou causou estragos.


Depois do fracasso monumental na Alemanha a CBF começou do zero e escolheu Dunga, o capitão do tetra para comandar a seleção. Mesmo sem nenhuma experiência, o ex- volante tinha como missão disciplinar uma seleção que fracassou feio. Para isso adotou a tática do isolamento, mas os maus resultados e as críticas começaram a ameaçar o trabalho. Depois de fracassar nas Olimpíadas, o técnico se redimiu, venceu a Copa das Confederações e classificou com tranquilidade nas eliminatórias.

Mas quando a Copa começou Dunga tratou de isolar o time e a imprensa ficou impedida de acompanhar os treinos. Caindo em uma chave mediana o Brasil estreou com vitória diante da fraca Coreia do Norte, no segundo jogo contra a Costa do Marfim a seleção jogou bem, superou a violência e venceu por 3 x 1. No último jogo, já classificado empatou sem gols com Portugal. Nas oitavas uma vitória fácil sobre o Chile por 3 x 0, mas a relação de Dunga com a imprensa só deteriorava. No caso mais clássico entrou em atrito com o jornalista da TV Globo Alex Escobar. Cada vez mais isolada a seleção se afastava do torcedor.






Veio o jogo das quartas de final contra a Holanda. E a seleção fazia um primeiro tempo exuberante abrindo o placar com Robinho. Poderia ter sido mais, mas perdemos gols. Na segunda etapa a tragédia. Em 28 minutos o sonho virou pesadelo com dois gols, ambos marcados por Sneijder, o primeiro numa trapalhada entre Felipe Melo e Júlio César e o segundo onde ele, baixinho cabeceou livre de marcação. O descontrole emocional desmoronou a seleção e Felipe Melo que foi cirúrgico no passe para o gol de Robinho acabaria sendo vilão ao ser expulso depois de dar um pisão em Robben. Perdido, Dunga não tinha opções para mudar a história do jogo e o Brasil pagou caro por isso dando adeus ao sonho do hexa sendo abatido à laranjadas.

Como jogou o Brasil na Copa de 2010

- Goleiros: Júlio César, Doni e Gomes
- Defesa: Maicon, Daniel Alves, Lúcio, Juan, Michel Bastos, Thiago Silva, Luisão e Gilberto
- Meio campo: Felipe Melo, Gilberto Silva, Ramires, Elano, Josué, Júlio Baptista, Kléberson e Kaká
- Ataque: Robinho, Luís Fabiano, Nilmar e Grafite
Técnico: Dunga



A geração mais vitoriosa da Espanha enterrou definitivamente o complexo do amarelão e entrou no clube dos campeões mundiais, mas a caminhada começou com derrota para a Suíça na estreia, mas depois venceu Honduras e Chile terminando em primeiro, nas oitavas despachou Portugal de Cristiano Ronaldo. Nas quartas a retranca do Paraguai foi o obstáculo para a Fúria superar e a vitória veio com o gol de David Villa. Nas semifinais a Fúria parou a jovem seleção da Alemanha com gol de cabeça de Puyol e chegava à decisão pela primeira vez. A final contra a Holanda foi excessivamente violenta. Sem brilhar, mas eficiente a Espanha chegava à seu primeiro título mundial com o gol marcado na prorrogação por Iniesta que marcou o histórico gol que colocou a seleção espanhola no rol dos grandes campeões.

Os números da Copa de 2010

- Jogos: 64 (4 prorrogações e 2 decisões por pênaltis)
- Gols: 147 (2 contra) - média de 2,26
- Sedes: Johannesburgo (2 estádios), Cidade do Cabo, Durban, Pretória, Bloemfonteim, Rustemburgo, Port Elizabeth, Nelspruit e Polokwane
- Público: 3.178.856 (média de 49.670)





- Artilheiros: Artilharia dividida para quatro jogadores: Forlán (Uruguai), Thomas Müller (Alemanha), David Villa (Espanha) e Wesley Sneijder (Holanda).

A série termina aqui e a Copa tá chegando e que 2014 nos traga muitas histórias emocionantes e inesquecíveis.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

A História das Copas: 2006, o fiasco brasileiro e o tetra da Azzurra

A História das Copas chega ao penúltimo capítulo com a Copa do Mundo de 2006 disputada na Alemanha.




A Copa de 2006 foi a primeira em que o campeão do mundial anterior teve de disputar as eliminatórias para ter o direito de participar da competição. Sete países estrearam na competição: República Tcheca, Gana, Costa do Marfim, Trinidad e Tobago, Togo, Angola e Ucrânia que chegou às quartas de final.


Os holofotes do mundo estavam em cima da seleção brasileira dirigida por Carlos Alberto Parreira e de seu famoso "quadrado mágico" formado por Ronaldinho Gaúcho, na época duas vezes o melhor do mundo, Ronaldo, Adriano e Kaká. Bem antes da Copa boa parte da mídia comparava o time de 2006 com o de 70, mas tudo não passava de engodo. A fase final de preparação na cidade suíça de Weggis acabou se transformando num show para os moradores da cidade que acompanhavam os treinos do time, mas surgiram polêmicas com as bolhas em Ronaldo que estava fora de forma e a polêmica discussão com o presidente Lula.




Criou -se uma expectativa sobre o tal quadrado mágico, mas a euforia se dissipou na estreia contra a Croácia em que encontrou grande dificuldade para vencer o jogo num magro 1 x 0, gol marcado por Kaká, no segundo jogo contra a Austrália faltou criatividade e mesmo assim o Brasil venceu o jogo com gols de Adriano e Fred. O terceiro jogo contra o Japão teve os reservas entrando em campo e enfim apareceu o bom futebol que era esperado com os titulares. Ronaldo, que não havia marcado nos dois jogos anteriores marcou duas vezes com Juninho Pernambucano e Gilberto fechando o placar. Nas oitavas de final Parreira retomou a escalação pragmática e deu certo. O Brasil venceu o jogo por 3 x 0 com gols de Ronaldo, Adriano e Zé Roberto, chegou a 201 gols na história, Ronaldo chegava a 15 gols se tornando o maior artilheiro em mundiais e Cafu fazia seu 19º jogo em Copas, mas....



Havia uma França no meio do caminho e havia um certo Zinedine Zidane que custava em adiar sua aposentadoria dos gramados. E o camisa 10 francês deu um show de bola, cadenciando o jogo e comandando os Bleus. Do lado brasileiro Ronaldinho Gaúcho era apenas uma caricatura daquele que era considerado o melhor jogador do mundo. E o Brasil foi aos poucos sucumbindo à Zizou e foi nos pés dele o cruzamento para o gol de Thierry Henry. O lance gerou polêmica, pois Roberto Carlos ficou abaixado ajeitando o meião dentro da pequena área. A derrota de forma apática desencadeou uma chuva de críticas ao desempenho brasileiro: a fase final de treinamento onde virou festa, com direito à invasão de torcida e noitadas dos jogadores e os exageros além da passividade do técnico em demorar a mexer no time foram os principais fatores apontados como as causas do fracasso brasileiro na Alemanha.

Como jogou o Brasil na Copa de 2006

- Goleiros: Dida, Rogério Ceni e Júlio César
- Defesa: Cafu, Lúcio, Juan, Roberto Carlos, Luisão, Cris, Gilberto e Cicinho
- Meio campo: Emerson, Zé Roberto, Kaká, Ronaldinho Gaúcho, Gilberto Silva, Juninho Pernambucano, Mineiro e Ricardinho
- Ataque: Ronaldo Nazário, Adriano, Fred e Robinho
Técnico: Carlos Alberto Parreira






Duas coincidências uniam a Itália nas conquistas do tri e do tetra. Em ambas houve um escândalo em seu futebol, sendo que em 82 o atacante Paolo Rossi estava envolvido no Totonero, desta vez não havia nenhum jogador envolvido, pois o escândalo da vez era o esquema de manipulação de resultados que acaba com o rebaixamento da Juventus, que era equipe do goleiro Buffon. A outra coincidência é que como em 94 a final foi decidida em cobranças de pênaltis, desta vez com final feliz, mas isso é pra daqui a pouco. A Squadra Azzurra teve uma primeira fase tranquila com vitórias sobre Gana e República Tcheca e empate com os Estados Unidos, nas oitavas a classificação veio em uma vitória suada diante da Austrália com gol de pênalti nos acréscimos, nas quartas uma vitória fácil em cima da Ucrânia de Shevchenko. A semifinal foi contra a dona da casa Alemanha e a vitória veio somente na prorrogação com gols de Fabio Grosso e Del Piero.

A final foi contra a França de Zidane num jogo disputado e bastante tenso no Estádio Olímpico de Berlim. Os franceses saíram na frente com Zidane cobrando pênalti, mas a Itália empatou com Materazzi. Logo os dois autores dos gols acabaram sendo protagonistas de um lance que mudaria a história da Copa. Cãmeras de TV flagraram os dois discutindo e Zizou perdeu a cabeça dando literalmente uma cabeçada no peito de Materazzi. Zizou acabaria sendo expulso prejudicando a França e encerrando de forma melancólica sua brilhante carreira debaixo de vaias. Assim como em 94 a Copa do Mundo foi decidida nos pênaltis, e desta vez deu Itália que ganhou por 5 x 3, outra coincidência, em 94 perdeu nos pênaltis para o Brasil, 12 anos depois o feitiço virava contra o feiticeiro. A Itália era tetra e ficava próximo do Brasil.

Os números da Copa de 2006

- Jogos: 64 (6 prorrogações e 4 decisões por pênaltis)
- Gols: 147 (4 contra), média de 2,30 por jogo
- Sedes: Berlim, Munique, Frankfurt, Dortmund, Stuttgart, Gelsenkirchen, Hannover, Colônia, Hamburgo, Leipzig, Nuremberg e Kaiserslautern
- Público: 3.359.439 (média de 52.491 por jogo)


- Artilheiro: Miroslav Klose (Alemanha) - 5 gols

Na terça que vem tem o último capítulo da série com a Copa do Mundo de 2010 na África do Sul.

terça-feira, 27 de maio de 2014

A História das Copas: 2002, o penta que veio do outro lado do mundo com a Família Scolari

A História das Copas entra em sua reta final e hoje é dia de relembrar a Copa do Mundo de 2002, a primeira em dois países.



Japão e Coreia do Sul eram candidatas a sediar a primeira Copa do Mundo do século XXI, mas as duas nações se uniram e pela primeira vez sediaram juntas o evento. A Copa de 2002 foi marcada por muitas surpresas como as eliminações de França e Argentina na primeira fase. A França, campeã de 98 deu vexame: não marcou nenhum gol e nem mesmo Zidane deu jeito. A sensação da África foi o Senegal que chegou às quartas de final com um time liderado por Diouf e que tinha Coly, Camara e Bouba Diop. Por outro lado a arbitragem foi acusada de favorecimento à co- anfitriã Coreia do Sul que avançou à semifinal terminando em quarto lugar. Por conta do fuso horário de 12 horas de diferença os jogos eram na madrugada e durante um mês o café da manhã dos brasileiros teve o futebol como companhia ao pão quentinho, leite e o café.


Como uma seleção que vinha cambaleando mudou da água pro vinho em um ano? A seleção brasileira vinha de um de seus mais terríveis anos da história, mal nas eliminatórias e quase eliminada com derrotas para times de pequena expressão como Austrália e Honduras. E pra variar quatro treinadores passaram pelo comando da seleção no ciclo, o último, Luiz Felipe Scolari. Apesar da maré baixa ele acreditava na classificação que veio com uma vitória diante da Venezuela no último jogo das eliminatórias. Logo após o sofrimento ele iniciou a reconstrução do time. A sorte ajudou o Brasil que caiu em uma chave mais fácil, assim o técnico teve tranquilidade pra trabalhar o time e dar ritmo de jogo. Antes da convocação a torcida pedia a convocação de Romário, mas Felipão foi firme e não levou o Baixinho pra Copa. Ao mesmo tempo Ronaldo Nazário voltava aos gramados depois de sofrer duas lesões graves nos dois joelhos e muita gente não acreditava que ele iria voltar a jogar futebol. A seleção partiu desacreditada, mas voltaria gloriosa da Ásia. Era a Família Scolari fazendo história.

Os sete passos do penta


1º ato - Estreia sempre é complicada, ainda mais em Copa do Mundo. A Turquia engrossou o caldo ao abrir o placar com Hasan Sas, o Brasil buscou o empate no começo do segundo tempo com Ronaldo escorando meio sem jeito cruzamento de Rivaldo. A virada veio com a mão amiga do juiz coreano Kim Joo Young. Ele viu pênalti de Alpay Ozalan em Luisão, quando o lance foi fora da área. Ele expulsou o zagueiro turco, Rivaldo bateu e converteu. A Turquia ainda teria outro expulso e no fim três pontos na conta.


2º ato - A China era estreante em Copas, mas o Brasil não se intimidou e goleou fácil os chineses com gols dos Rs: Roberto Carlos cobrando falta, Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho e Ronaldo.



3º ato - A Costa Rica chegou a dar um susto, mas o Brasil não deu mole e passou fácil com outra goleada: 5 x 2 com dois de Ronaldo, um de Edmilson, um golaço, outro de Rivaldo e um de Júnior.


4º ato - A Copa começava pra valer para o Brasil. A Bélgica que se classificou em segundo no grupo H deu trabalho. Quando o jogo estava 0 x 0 o atacante Wilmots subiu de cabeça e marcou o gol, só que o juiz Peter Prendergast da Jamaica anulou o gol de forma equivocada, alegando falta em Roque Júnior. O goleiro Marcos começava a fazer jus ao apelido dado pela torcida do Palmeiras: São Marcos com grandes defesas. A vitória veio na raça com gols de Rivaldo e Ronaldo. Estavamos nas quartas.


5º ato - O jogo com a Inglaterra era considerada a final antecipada da Copa. O English Team saiu na frente com gol de Michael Owen em falha de Lúcio. Ronaldinho Gaúcho que até então vinha apagado começou a decidir o jogo. Antes do fim da primeira etapa ele pega a bola no campo de defesa, dribla os marcadores e toca com açúcar para Rivaldo empatar o jogo. No começo da segunda etapa Ronaldinho Gaúcho marcou um golaço meio sem querer surpreendendo o goleiro Seaman. Era o gol da virada, mas sua atuação de gala é manchada num lance sem bola ao pisar em Mills foi expulso de campo, mas o Brasil segurou e avançou à semifinal.



6º ato - A Turquia estava novamente no caminho dos brasileiros, pois venderam caro a derrota no primeiro jogo e estavam mordidos. Como na estreia eles deram trabalho, principalmente o goleiro Rustu Recber que defendia tudo, mas Ronaldo que vinha de penteado novo, estilo Cascão marcou de bico e levou o Brasil à mais uma final, a terceira seguida.







7º e último ato: Enfim um duelo de gigantes. Pela primeira vez na história das Copas, duas das camisas mais vitoriosas se enfrentariam, e logo em uma final de Copa. Brasil e Alemanha fizeram um jogo tenso e nervoso. Ronaldo x Kahn, o duelo do artilheiro contra a muralha alemã. Aos 22 minutos do segundo tempo um chute de Rivaldo, Kahn bate roupa e Ronaldo aproveita a falha para marcar o primeiro gol. O segundo gol surgiu em jogada de Kléberson, o corta luz de Rivaldo foi a deixa para o Fenômeno marcar o segundo gol e decretar o pentacampeonato do Brasil. Uma campanha perfeita de 7 jogos e 7 vitórias. Cafu ergueu a taça se juntando à Bellini, Mauro, Carlos Alberto e Dunga na galeria dos capitães das cinco conquistas.

Os 23 heróis que nos deram o penta

- Goleiros: Marcos, Dida e Rogério Ceni
- Defesa: Cafu, Lúcio, Edmilson, Roque Júnior, Roberto Carlos, Belleti, Júnior e Anderson Polga.
- Meio campo: Ronaldinho Gaúcho, Gilberto Silva, Kléberson, Ricardinho, Vampeta, Juninho Paulista e Kaká
- Ataque: Ronaldo, Rivaldo, Denílson, Edilson e Luizão
Técnico: Luiz Felipe Scolari

Os números da Copa de 2002

- Jogos: 64 (4 prorrogações e 2 decisões por pênaltis)
- Gols: 161 (3 contra) - média de 2,51 por partida
- Sedes: (Japão) Yokohama, Saitama, Shizuoka, Kobe, Niigata, Sapporo, Oita, Ibaraki, Miyagi e Osaka; (Coreia): Seul, Ulsan, Busan, Daejeon, Jeonju, Suwon, Daegu, Incheon, Seogwipo e Gwangiu.
- Público: 2.705.134 pessoas (média de 42.268 por jogo)


- Artilheiro: Ronaldo (Brasil) - 8 gols

Na quinta feira o penúltimo capítulo da série com a Copa do Mundo de 2006 na Alemanha.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

A História das Copas: 1998, a última Copa do Século é da França e Brasil se perde em mentiras

A História das Copas segue na reta final e hoje trazemos a história da Copa do Mundo de 1998 na França.


A última Copa do Mundo do século XX trouxe duas mudanças: a primeira, o fim da era João Havelange que comandou a FIFA por 24 anos e transformou a entidade em um negócio rentável e a outra mudança foi o aumento de países participantes que passou a ser de 32.


Campeão em 94 o Brasil não disputou as eliminatórias e a preparação foi feita com amistosos sem ritmo de competição. A derrota em pleno Maracanã para a Argentina deixou a torcida abalada e Zagallo sob pressão teve de engolir a interferência da CBF que escolheu Zico como coordenador técnico. Já na França um outro problema abalou o time. Romário foi cortado da delegação devido à uma lesão leve na panturrilha às vésperas da Copa. Diagnosticada pelos médicos da seleção como contusão leve o baixinho iria se recuperar à tempo de jogar o mundial, mas as contradições da comissão técnica acabaram tirando Romário da Copa. O clima pesou quando Edmundo brigou com Bebeto e Leonardo acusando - os de boicotar o jogador.



A estreia contra a Escócia não foi das melhores, mas o Brasil acabou vencendo por 2 x 1 com gols de César Sampaio e gol contra de Boyd. Contra o Marrocos o Brasil venceu de forma convincente por 3 x 0, gols de Ronaldo, Rivaldo e Bebeto, mas o clima seguia tenso devido à discussão áspera entre Dunga e Bebeto. A derrota de virada para a Noruega expôs a falta de união do grupo e depois da partida os jogadores trocaram farpas e críticas entre si.



Nas oitavas de final César Sampaio e Ronaldo com dois gols cada garantiram a classificação tranquila sobre o Chile. Nas quartas de final diante da Dinamarca, brilhou a estrela de Rivaldo que marcou dois gols na suada vitória de 3 x 2. A semifinal contra a Holanda foi emocionante e tensa. Ronaldo abriu o placar, o time criou as chances, mas tomou o castigo com Kluivert. A prorrogação foi eletrizante, mas nos pênaltis brilhou a estrela de Taffarel que defendeu dois pênaltis. Mais uma vez estávamos na final.

Como jogou o Brasil na Copa de 1998

- Goleiros: Taffarel, Dida e Carlos Germano
- Defesa: Cafu, Zé Carlos, Júnior Baiano, Aldair, André Cruz, Gonçalves, Roberto Carlos e Zé Roberto
- Meio campo: Leonardo, César Sampaio, Doriva, Giovanni, Dunga, Rivaldo e Emerson
- Ataque: Ronaldo, Bebeto, Edmundo e denílson
Técnico: Zagallo


Organizando o mundial pela segunda vez a França fez uma minuciosa preparação para não decepcionar sua torcida jogando em casa. A fase inicial foi tranquila com vitórias fáceis diante da Dinamarca, África do Sul e Arábia Saudita. Nas oitavas de final um jogo dramático contra o Paraguai que só foi resolvido na morte súbita com o gol de ouro marcado por Blanc. Nas quartas vitória nos pênaltis diante da Itália. Na semifinal a seleção francesa saiu atrás com o gol de Suker para a Croácia, mas Lilian Thuram marcou duas vezes e levou à França pela primeira vez à final.






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12 de julho de 1998 para franceses e brasileiros teve um sabor diferente. Tudo começou quando Ronaldo teve uma convulsão na concentração brasileira em Lesigny. Examinado em uma clínica em Paris, foi liberado para jogar. O caso abalou a seleção que entrou assustada e apática. A França dominou a partida e gastou a bola diante de uma seleção brasileira nada inspirada. Zinedine Zidane começava a se tornar o maior carrasco brasileiro em Copas ao marcar duas vezes de cabeça. No segundo tempo o Brasil tentou, mas a sólida defesa francesa parava qualquer tentativa. O golpe de misericórdia veio no fim da partida com o gol de Petit. França 3 x 0, um vareio de bola, um balie, uma festa completa no Stade de France. Era a pior derrota brasileira em todos os tempos.

Os números da Copa de 1998

- Jogos: 64 (4 prorrogações e 3 decisões por pênaltis)
- Gols: 171 (4 contra), média de 2,67 pr partida
- Sedes: Paris, Saint Denis, Nantes, Lyon, Saint Ettiene, Marselha, Lens, Montpellier, Toulouse e Bordeaux
- Público: 2.785.100 pessoas (média de 43.517 por partida)


- Artilheiro: Davor Suker (Croácia) - 6 gols

A série volta na terça que vem com a Copa do Mundo de 2002 disputada na Coreia e no Japão e o penta da Família Scolari.