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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Viradouro é campeã com enredo antológico exaltando Mestre Ciça

Com um enredo que homenageou o Mestre Ciça a Unidos do Viradouro é a grande campeã do carnaval carioca em 2026. A escola de Niterói fez um desfile empolgante contando a história do mestre de bateria levantando a Sapucaí e levou o quarto título da sua história no grupo especial do carnaval do Rio. A Viradouro fez 270 pontos contra 269,9 da Beija Flor que ficou com o vice campeonato seguido de Vila Isabel, Salgueiro, Imperatriz Leopoldinense e Mangueira que voltam no sábado pro desfile das campeãs. A Acadêmicos de Niterói que homenageou o presidente Lula foi rebaixada e volta pra Série Ouro em 2027. E aqui coloco ponto final na cobertura do Carnaval de 2026, em 2027 tem mais.

Salgueiro e Vila Isabel se destacam na última noite de desfiles no Rio

A terceira e última noite de desfiles no Rio teve homenagens e estreia de influencer na bateria. 

Guito Moreto, Marcelo Theobald (3) e Alexandre Cassiano (2)/Ag. O Globo 






A Paraíso do Tuiuti contou a trajetória histórica da tradição religiosa de Ifá desde a África Oriental passando pelo Caribe até chegar ao Brasil, a Unidos de Vila Isabel trouxe a história de Heitor dos Prazeres e sua relação com a cultura afro-brasileira. À frente da bateria Sabrina Sato com uma fantasia que pesa 40 kg foi destaque mais uma vez, a Acadêmicos do Grande Rio contou a história do manguebeat, movimento musical criado nos anos 90 em Recife. Um dos destaques foi a estreia da influencer Virgínia Fonseca que foi escoltada por seguranças e fez uma declaração de apoio ao namorado, o jogador Vini Júnior do Real Madrid que foi alvo de racismo e no meio do desfile o tapa sexo descolou da fantasia. Fechando os desfiles a Acadêmicos do Salgueiro fez homenagem à carnavalesca Rosa Magalhães que ganhou seis vezes o carnaval na era Sambódromo e sete no total. A escola teve um pequeno problema na evolução e deixou um pequeno buraco na pista. 

Fabiano Rocha/Ag. O Globo 

E após os desfiles foram anunciados os vencedores do Prêmio Estandarte de Ouro promovido pelo jornal O Globo desde 1972 e a Unidos do Viradouro foi eleita a melhor escola das três noites de desfile. A escola homenageou Mestre Ciça e além do prêmio de melhor desfile a Viradouro levou o prêmio de melhor comissão de frente e melhor mestre sala com Julinho, Cintya Santos da Mangueira foi a melhor porta bandeira, Igor Sorriso do Salgueiro foi escolhido o melhor intérprete, a Paraíso do Tuiuti foi escolhida a melhor ala das baianas, a melhor bateria foi da Unidos da Tijuca e a Mocidade Independente foi a melhor ala dos passistas. A apuração das notas será hoje à tarde quando será conhecida a grande campeã do carnaval carioca de 2026.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Mocidade Alegre é campeã pela 13ª vez do carnaval de São Paulo

Com um enredo sobre a atriz Léa Garcia, deusa da arte e da resistência a Mocidade Alegre é a campeã do carnaval de São Paulo em 2026. A apuração foi muito tensa e só decidida na última nota e a escola do bairro do Limão ficou um décimo à frente da Gaviões da Fiel que ficou em segundo lugar. Este é o 13º título da escola no carnaval paulista que se consolida como a segunda maior vencedora do grupo especial ficando atrás da Vai-Vai que é a maior vencedora com 15 títulos. A Rosas de Ouro que ano passado foi campeã amarga o rebaixamento pro Acesso 1 pois foi punida em meio ponto por não entregar os documentos técnicos no prazo ficou em penúltimo e a Águia de Ouro foi a lanterna.

No ano que vem as duas escolas que caíram serão substituídas pela Acadêmicos do Tucuruvi que ganhou o Acesso 1 com a Pérola Negra em segundo empatado com a Mancha Verde, mas no número de notas descartadas que foi um dos critérios de desempate a Pérola levou o vice campeonato.  

Em dia de homenagens emocionantes Beija Flor e Viradouro são destaques da segunda noite de desfile no Rio

Na segunda noite de desfiles no Rio de Janeiro mais quatro escolas desfilaram em homenagens emocionantes.

Mauro Pimentel/AFP, Pilar Olivares/Reuters, Fabiano Rocha (2), Domingos Peixoto e Guito Moreto/Ag. O Globo 






 

A Mocidade Independente de Padre Miguel levou pra avenida um enredo homenageando a cantora Rita Lee, a padroeira da liberdade. O samba cheio de referências trouxe fantasias coloridas e sem o uso de penas pois Rita era ativista das causas animais e ainda teve espaço pra homenagear o cão Orelha, morto covardemente em janeiro num dos carros alegóricos da escola, a Beija Flor de Nilópolis, atual campeã transformou a Sapucaí em candomblé de rua com a história do ritual do Bembé e a escola trouxe carros imponentes e alas que contaram a história da tradição afro-brasileira, a Unidos do Viradouro homenageou o Mestre Ciça, um dos grandes nomes que ajudaram a construir a história do carnaval carioca com destaque pra volta de Juliana Paes ao posto de rainha da bateria depois de 18 anos e a bateria reviveu o desfile de 2007 quando subiu num carro alegórico da mesma forma que foi há 19 anos atrás. Fechando a noite a Unidos da Tijuca contou a história da escritora Carolina Maria de Jesus destacando sua obra mais marcante, Quarto do despejo. Hoje tem a terceira e última noite de desfiles com mais quatro escolas: Paraíso do Tuiutí, Unidos de Vila Isabel, Acadêmicos do Grande Rio e Acadêmicos do Salgueiro.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Mangueira e Imperatriz se destacam na primeira noite de desfiles no Rio de Janeiro

A primeira noite de desfiles no Rio de Janeiro teve quatro escolas desfilando na Marquês de Sapucaí.

Marcelo Theobald (2), Domingos Peixoto e Alexandre Cassiano/Ag. O Globo 




Abrindo os desfiles a estreante Acadêmicos de Niterói contou a trajetória do presidente Lula em meio às polêmicas dos últimos dias e sob o receio de ser propaganda eleitoral disfarçada de desfile. O presidente esteve nos camarotes e foi até a pista pra cumprimentar um dos casais de mestre sala e porta bandeira, já a primeira dama Janja não desfilou, com uma homenagem ao cantor Ney Matogrosso a Imperatriz Leopoldinense contou as várias fases da vida do camaleônico artista e os adereços das fantasias abusaram do uso de penas, uma característica dos muitos figurinos de Ney, a Portela fez uma homenagem ao Príncipe Custódio, figura histórica da religião afro-gaúcha pois o estado do Rio Grande do Sul é dono dos maiores percentuais de adeptos do candomblé. Fechando a primeira noite a Estação Primeira de Mangueira mostrou um desfile luxuoso e forte sobre o Mestre Sacaca, uma referência nos saberes afro-indígenas no Amapá. Apesar do desfile brilhante a escola teve um susto no último carro alegórico que bateu no monumento da Praça da Apoteose e atrapalhou a dispersão dos outros carros. Nesta segunda feira mais quatro escolas vão desfilar na avenida: Mocidade Independente de Padre Miguel, Beija Flor de Nilópolis, Unidos do Viradouro e Unidos da Tijuca.

domingo, 15 de fevereiro de 2026

Mocidade Alegre, Gaviões da Fiel e Império de Casa Verde são destaques e Camisa Verde e Branco tem problemas e estoura tempo de desfile

Na segunda e última noite de desfiles em São Paulo três escolas foram destaque.

Jean Carniel (3)/Reuters, Nelson Almeida (2)/AFP e Natália Rampinelli/Ag. News 






Com um enredo exaltando as joias afro-brasileiras a Império de Casa Verde trouxe um desfile rico em detalhes para celebrar o empoderamento feminino e o surgimento de peças que foram fundamentais na história da resistência brasileira, a Águia de Ouro trouxe a Holanda pra avenida com um enredo contando a história de Amsterdã, a capital holandesa e seus elementos, um deles causando polêmica: um bonecão da maconha num desfile rápido que durou menos de 1 hora, a Mocidade Alegre lembrou do legado da atriz Léa Garcia e teve de correr pra não estourar o tempo máximo de desfile, mas no final deu tudo certo. A Gaviões da Fiel levou pra avenida a preservação das florestas evitando o uso da cor verde e carros gigantescos como o abre alas de 72 metros de comprimento, tudo pra contar a história dos povos originários da floresta e o desfile também celebrou lideranças indígenas como Sônia Guajajara e o cacique Raoni, a Estrela do Terceiro Milênio contou a história do compositor Paulo César Pinheiro e sua ligação com grandes nomes do samba como Clara Nunes e Dona Ivone Lara além de homenagear a Estação Primeira de Mangueira, a Tom Maior contou a história de Uberaba, terra natal do médium espírita Chico Xavier, falecido em 2002 e o abre alas impresionou com um carro alegórico em tons turquesa exaltando as águas de Uberaba e fechando os desfiles a Camisa Verde e Branco exaltou as diferentes manifestações do orixá Exu guardião dos caminhos e da comunicação, mas teve um problema no último carro alegórico que parou e precisou ser empurrado e esse problema de evolução fez a escola estourar em um minuto o tempo máximo de desfile e foi punida com a perda de três décimos. Nesta terça acontece a apuração dos desfiles onde conheceremos a grande campeã.

João Vitor Costa/Divulgação

Agora uma informação jornalística. No desfile da Série Ouro, grupo de acesso do carnaval carioca um acidente com um carro alegórico da escola de samba União de Maricá deixou quatro pessoas feridas. O incidente ocorreu na dispersão quando o segundo carro alegórico teve princípio de incêndio e durante a manobra de recuo o veículo foi em direção à grade de proteção e feriu quatro pessoas que ficaram presas nas ferragens. Um homem teve fratura na perna direita e foi encaminhado ao hospital.  

sábado, 14 de fevereiro de 2026

Vai-Vai, Tatuapé e Dragões da Real são destaques da primeira noite de desfiles em São Paulo

A primeira noite de desfiles em São Paulo teve sete escolas desfilando no Sambódromo do Anhembi com destaque pra três agremiações.

Rariane Costa/Estadão Conteúdo, André Fleury Moraes/Folhapress, Jean Carniel/Reuters e Nelson Almeida (2)/AFP 






Abrindo os desfiles a Mocidade Unida da Mooca que debuta no Grupo Especial levou pra avenida a força da mulher negra com um enredo homenageando o Instituto Geledés de Sueli Carneiro, ativista antiracismo, a segunda escola a entrar na avenida foi a Colorado do Brás que trouxe pro sambódromo as supersitções em plena sexta feira 13 com bruxas, caldeirões e outros artefatos além de personagens do imaginário popular como a Cuca e a Bruxa do 71. A Dragões da Real trouxe a Amazônia pro Anhembi exaltando as mulheres guerreiras Icamiabas e logo de cara o carro abre alas impactou com um dragão de 9 metros, na sequência a Acadêmicos do Tatuapé, vice campeã do ano passado contou a história das lutas sociais por um pedaço de terra mostrando como a disputa evoluiu até chegar à reforma agrária. Campeã do ano passado a Rosas de Ouro entrou já punida com perda de meio ponto por não entregar pastas técnicas dentro do prazo, mas desfilou com garra recontando com o enredo Escrito nas Estrelas a relação entre a astrologia e as civilizações antigas, a tradicional Vai-Vai busca voltar aos melhores dias e trouxe um enredo sobre a história da companhia de cinema Vera Cruz, a Hollywood brasileira e uma homenagem a cidade de São Bernardo do Campo no ABC paulista e a comissão de frente celebrou o cinema junto do carro abre alas, a escola mostrou ainda a montagem dos carros e a luta sindical da cidade e fechando a primeira noite a Barroca Zona Sul levou a história de Oxum, orixá das águas doces associada à fertilidade, amor e à beleza. Mais sete escolas entram na avenida na noite de hoje no segundo dia: Império de Casa Verde, Águia de Ouro, Tom Maior, Gaviões da Fiel, Mocidade Alegre, Estrela do Terceiro Milênio e Camisa Verde e Branco.