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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Moto GP e Indy iniciam suas temporadas cheias de expectativas

Os amantes da velocidade estão ansiosos, pois março vem aí e o mês é de começo de novas temporadas das categorias automobilísticas e neste fim de semana duas categorias começam seus novos campeonatos.



Novidade no cardápio de velocidade do site a Moto GP começa sua temporada cheia de expectativas pois este é o último ano dos motores de 1000 cilindradas e pelos testes de pré temporada a Ducati larga na frente enquanto a Yamaha teve de adaptar o seu motor nas suas motos. Entre os pilotos a expectativa fica pro espanhol Marc Márquez que corre pela Ducati e pode se tornar o maior campeão das duas rodas buscando o seu décimo título na motovelocidade e o oitavo na Moto GP podendo superar a lenda italiana Giácomo Agostini. O Brasil marcará presença depois de um hiato de quase 20 anos sem representantes na classe rainha. Estreante na temporada o brasileiro Diogo Moreira chega a categoria principal correndo na LCR, equipe satélite da Honda e com o status de campeão na Moto2 ele vem com possibilidade de fazer uma boa temporada de estreia e junto com ele vem a grande novidade no calendário, a volta da etapa brasileira. Depois de 22 anos o Brasil retorna ao calendário na pista que acolheu as motos quase 40 anos atrás. O autódromo de Goiânia está pronto e reformado pra receber as motos no dia 22 de março e neste final de semana vai passar por um evento teste para garantir sua homologação e estar apto a receber a prova. Serão 22 etapas entre março e novembro e a abertura é neste domingo com o primeiro GP na Tailândia no Chang International Circuit de Buriram.

Também neste fim de semana começa mais uma temporada da Fórmula Indy e o desafio dos pilotos do grid é parar Álex Palou. O espanhol tetracampeão começa 2026 sendo o alvo de Penske, Andretti e demais times. A Penske quer retomar a hegemonia e contratou David Malukas pro time e trouxe de volta Tim Cindric como estrategista de Scott McLaughlin, a Andretti trouxe Will Power pra vaga de Colton Herta que vai correr na Fórmula 2 e a McLaren ganhou uma nova sede física que era da Andretti. O Brasil volta a ter piloto em tempo integral no grid com a estreia de Caio Collet, vice campeão da Indy NXT ano passado que vai correr na equipe Foyt e tentará ser o novato do ano, mas a concorrência é grande pois teremos a estreia de Mick Schumacher, ex-piloto de Fórmula 1 que estará na equipe RLL, outro ex-F1 que estará no grid é o francês Romain Grosjean que vai correr na equipe Dale Coyne. No regulamento técnico não temos nada de novo pois segue com os motores híbridos implementados em 2024, já no calendário volta o oval de Phoenix e três pistas estreiam: Arlington no Texas em parceria com o Dallas Cowboys e o Texas Rangers, Markham em Ontário, no Canadá substituindo a etapa de Toronto e Washington numa corrida de rua nos arredores da Casa Branca que comemora os 250 anos da independência americana. O calendário da Indy ficou mais equilibrado pois teremos seis provas em três tipos de pista: ovais, mistos permanentes e circuitos urbanos totalizando 18 corridas que vão de março à setembro e a abertura é neste domingo com o GP de Saint Pete na Flórida.  

A transmissão da Moto GP na TV brasileira está a cargo da ESPN e da Disney que transmite todas as corridas da temporada com Hamilton Rodrigues, Juliana Tessler e Fausto Macieira na equipe de transmissão e na TV aberta a Band firmou acordo e vai transmitir o GP do Brasil. Na Indy 2026 marca o retorno da Band como detentora dos direitos de transmissão depois de cinco temporadas na TV Cultura. A emissora vai transmitir 14 das 18 corridas do campeonato graças à mudança de dia de exibição do Apito Final, mesa redonda comandada pelo Craque Neto que foi pras noites de segunda feira, com isso a Indy ganha espaço, o que é bom pra quem gosta e poderá ser 15 corridas transmitidas ampliando o leque. A narração será de Geferson Kern que veio da Cultura e agradou em cheio os fãs com sua narração vibrante e precisa, os comentários serão de Tiago Mendonça e da lenda Reginaldo Leme com Thiago Fagnani o repórter que estará in loco em todas as corridas que também serão exibidas no Bandplay, na TV fechada a ESPN segue transmitindo todas as provas com narração de Thiago Alves. E o Blog de knunes vai cobrir tudinho pra você, então fique ligado na cobertura da Indy e da Moto GP. 

quinta-feira, 30 de outubro de 2025

Band readquire direitos e volta a transmitir a Fórmula Indy em 2026

A Indy tem casa nova na TV, ou melhor, uma velha casa. Nesta quinta feira a Band anunciou o retorno da Fórmula Indy depois de seis anos e em 2026 volta a transmitir as corridas da categoria americana. A reaquisição da Indy serve como consolo após a perda dos direitos da Fórmula 1 que voltam pro grupo Globo a partir do ano que vem e o contrato terá validade de três anos. Da mesma forma que a Globo fez formando gerações de fãs que acompanharam as corridas da F1 até 2020 a relação Band e Indy também tem suas raízes, a partir de 1985 quando Emerson Fittipaldi começava a despontar na categoria e a emissora transmtiu uma corrida ao vivo. Para mais informações deixo aqui link do capítulo que falei na série sobre os 40 anos da Indy publicado ano passado. No primeiro ciclo até 1992 as corridas tiveram a voz do inesquecível Luciano do Valle dentre as quais a épica narração da primeira vitória de Emerson Fittipaldi na Indy 500 de 1989, em 93 a Indy foi pra extinta Rede Manchete e em 1995 foi pro SBT onde ficou seis anos, em 96 houve a cisão que dividiu a categoria em duas: a CART e a IRL e foi com a IRL que a Band retomou as transmissões chamando a liga dissidente de Verdadeira Fórmula Indy. A CART que foi chamada aqui no Brasil de Fórmula Mundial passou ainda na Record e Rede TV! além do extinto canal Speed. A IRL passou no Sportv por três anos e voltou pra Band em 2005, em 2008 com a categoria reunificada a Indy virou sinônimo. Com a morte de Luciano em 2014 Téo José assumiu as transmissões até 2018, depois Eduardo Vaz e Celso Miranda narraram as provas até 2020. Em 2021 a TV Cultura assumia as transmissões lançando para o Brasil a voz de Geferson Kern que formou duplas com a piloto Bia Figueiredo e com os comentaristas Rodrigo Mattar e Dedê Gomez. Na TV fechada a ESPN segue sendo o canal de transmissões com Thiago Alves, Edgard de Mello Filho, Victor Martins e Christian Fittipaldi. A temporada 2026 começa em 1º de março nas ruas de Saint Petersburg na Flórida. 

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025

Vai começar uma nova temporada de emoções na Fórmula Indy

Março chegou e junto com ele o fim da espera pelos fãs da velocidade. Nos próximos finais de semana três categorias iniciam suas temporadas trazendo muita emoção. E neste fim de semana em pleno carnaval vai começar mais uma temporada da Fórmula Indy e a categoria tem um ano de desafios pela frente. Um deles é a estreia do sistema de franquia. Os donos de equipes firmaram acordo de compromisso para assegurar 25 vagas em todas as corridas exceto a Indy 500 onde correm 33 carros. O sistema de franquia acabou limitando a presença de bons pilotos no grid. Na parte tecnológica esta será a primeira temporada completa dos motores híbridos que ainda tem algumas falhas, mas os fornecedores dos propulsores prometem avanços tecnológicos podendo testar a unidade de potência. Na questão da televisão nos EUA sai a NBC e entra a Fox que promete dar um show de transmissão pois garantiu todas as corridas em TV aberta. Aqui no Brasil a Indy terá transmissão em TV aberta pela TV Cultura pelo quinto ano seguido e na TV fechada pela ESPN. E em relação ao grid o lema é: quem vai frear Álex Palou. O espanhol tricampeão corre atrás do terceiro título seguido e do quarto em cinco anos dirigindo o carro número 10 da Chip Ganassi e tem forte concorrência ao seu lado com o hexacampeão Scott Dixon, o mais regular piloto da história que busca igualar a marca do lendário A.J Foyt que tem sete títulos. A Penske, maior vencedora da história sonha com um 2025 melhor que 2024, na Andretti a expectativa gira em torno de Colton Herta que foi vice campeão ano passado e voltou a estar em sua melhor forma e ao mesmo tempo o rock star está de olho em uma vaga na Cadillac, nova equipe da Fórmula 1, na McLaren o mexicano Pato O'Ward lidera o projeto de elevar o nível da equipe que terá como um dos chefes o campeão de 2004 Tony Kanaan, na equipe Rahal Letterman houve uma renovação com as chegadas de Christian Lundgaard e Nolan Siegel. O Brasil ficará de fora da temporada exceto na Indy 500 quando Hélio Castroneves tentará se tornar o maior vencedor da história da corrida, pois Pietro e Enzo Fittipaldi não conseguiram equipe pra disputar a temporada completa. E claro aqui no Blog de knunes a cobertura completa da temporada.

sexta-feira, 8 de março de 2024

40 anos de Indy no Brasil: Todos os pilotos brasileiros que correram na Indy

O último capítulo da nossa série especial vai trazer a relação de pilotos brasileiros que correram pelo menos uma vez na Indy nesses 40 anos.

A família Fittipaldi marcou e marca presença na categoria tendo Emerson Fittipaldi o pioneiro que disputou 180 corridas entre 1984 e 1996 pelas equipes WIT, Patrick, Penske e Hogan/Penske vencendo 22 corridas sendo duas Indy 500 (1989 e 1993) e largando 17 vezes na pole position. Seu sobrinho Christian Fittipaldi correu entre 1995 e 2002 pelas equipes Walker e Newman/Haas disputando 137 corridas vencendo 2 provas e uma pole na Rio 200 de 1999. Christian é um dos comentaristas dos canais ESPN. A terceira geração da família estará representada por Pietro Fittipaldi que disputou seis corridas em 2018 pela Dale Coyne e que estará disputando em 2024 a temporada completa pela equipe de Bobby Rahal, tricampeão na CART. 

O paulista de Ribeirão Preto Hélio Castroneves disputou ao todo 273 corridas pela CART, IRL e IndyCar largando 47 vezes na pole position e vencendo 31 corridas sendo quatro Indy 500 (2001, 2002, 2009 e 2021) que o coloca junto dos maiores vencedores da corrida que são Rick Mears, AJ Foyt e Al Unser, falecido em 2021 e conhecido nos Estados Unidos pelo apelido de Homem Aranha quando comemorou as suas vitórias em Indianápolis subindo no alambrado. Ainda é tricampeão das 24 horas de Daytona. Na Indy conquistou quatro vice campeonatos e correu pelas equipes Bettenhausen, Hogan, Penske, McLaren e Meyer Shank, equipe na qual se tornou sócio acionista. 

O baiano Tony Kanaan correu 383 provas tanto na CART como na IndyCar vencendo 17 provas entre elas a Indy 500 de 2013 e foi campeão da IRL em 2004. Passou pelas equipes Tasman, Forsythe, Mo Nunn, Andretti/Green, KV, Chip Ganassi, Foyt e McLaren onde encerrou carreira ano passado na Indy 500 para virar consultor técnico. 

O saudoso Gil de Ferran (1967-2023) correu entre 1995 e 2003 pelas equipes Hall, Walker e Penske disputando 160 corridas por CART, IRL e IndyCar vencendo 12 provas sendo uma Indy 500 em 2003, ano que se aposentou das pistas. Foi bicampeão na CART em 2000 e 2001 e depois da aposentadoria foi consultor técnico da McLaren. Gil nos deixou nos últimos dias de 2023 ao sofrer um ataque cardíaco na Flórida. 

Outro piloto que também nos deixou muito cedo e que marcou história na categoria foi André Ribeiro (1966-2021). Disputou 69 corridas pela Tasman e Penske largando uma vez na pole e vencendo três corridas sendo o único a vencer uma corrida disputada no Brasil em 1996. 

O mineiro Cristiano da Matta correu entre 1999 e 2002 e entre 2005 e 2006 sendo campeão em 2002. Venceu 12 corridas e largou 7 vezes na pole, disputou pelas equipes Arciero-Wells, PPI, Newman/Haas, PKV, Dale Coyne e Ru Sports. Em agosto de 2006 durante testes em Road America atropelou um cervo.  


Dos pilotos que venceram corridas tivemos Maurício Gugelmin que correu 147 provas entre 1993 e 2001 por Pac West, Chip Ganassi e Dick Simon. Largou quatro vezes na pole e venceu em Vancouver 1997, ano que teve seu melhor resultado, 4º lugar na classificação geral, Aírton Daré que venceu no Kansas em 2002 pela IRL e Felipe Giaffone que no mesmo ano de 2002 venceu a etapa do Kentucky.

Raul Boesel disputou 199 corridas pilotando pelas equipes Dick Simon, Shierson, True Sports, Rahal-Hogan, Green, Patrick, McCormack, Treadway e Menard e jamais venceu uma corrida na Indy. O seu melhor resultado foi um quinto lugar na classificação em 1993. 

Roberto Pupo Moreno, o operário da velocidade correu pela primeira vez na Indy em 1985 e correu a temporada completa em 1986 retornando dez anos depois. Venceu duas corridas, ambas pela Patrick e disputou 124 provas tanto pela CART como na IRL. Ficou conhecido como Super Sub quando substituiu pilotos lesionados tendo grandes desempenhos.  

O mineiro Bruno Junqueira disputou 123 corridas entre 2001 e 2009 e venceu 8 corridas, todas na CART e Champ Car sendo três vezes vice campeão entre 2002 e 2004.

Outros pilotos que passaram pela Indy:

  • Marco Greco: Correu 69 corridas entre 1993 e 1999  pelas equipes Dick Simon, Galles, Scandia e Foyt.
  • Chico Serra: Correu apenas em Portland na temporada de 1985 pela equipe Theodore
  • Affonso Giaffone Neto: Disputou o campeonato da IRL em 1997 pela equipe GM Brasil
  • Guálter Salles: Correu na CART e IRL
  • Max Wilson: Disputou a temporada de 2001 pela equipe Blair
  • Rubens Barrichello: Disputou a temporada de 2012 pela KV
  • Bia Figueiredo: Correu entre 2010 e 2013
  • Vitor Meira: Entre 2002 e 2010 chegou oito vezes em segundo lugar, uma delas na Indy 500 de 2008 e foi terceiro colocado na São Paulo Indy 300 de 2010.
  • Matheus Leist: Correu as temporadas de 2018 e 2019 pela equipe Foyt

Ainda tiveram passagem pela Indy os seguintes pilotos: Luiz Garcia Júnior, Tarso Marques, Antônio Pizzonia, Enrique Bernoldi, Mário Haberfeld, Alex e Ricardo Sperafico, Jaime Câmara, Raphael Matos, Mário Romancini, Thiago Medeiros, Mário Moraes, João Paulo Oliveira e Zaqueu Morioka

Relação completa das vitórias brasileiras na Indy

E aqui trago a mais completa lista das vitórias brasileiras em 40 anos de Indy no país num verdadeiro documento pros fãs da categoria. 

1985 - Emerson Fittipaldi: vencedor das 500 milhas de Michigan

1986 - Emerson Fittipaldi: vencedor em Road America

1987 - Emerson Fittipaldi: vencedor em Cleveland e Toronto

1988 - Emerson Fittipaldi: vencedor em Mid-Ohio e Road America

1989 - Emerson Fittipaldi: vencedor da Indy 500, Detroit, Portland, Cleveland e Nazareth

1990 - Emerson Fittipaldi: vencedor em Nazareth

1991 - Emerson Fittipaldi: vencedor em Detroit

1992 - Emerson Fittipaldi: vencedor na Austrália, Cleveland, Road America e Mid-Ohio

1993 - Emerson Fittipaldi: vencedor da Indy 500, Portland e Mid-Ohio

1994 - Emerson Fittipaldi: vencedor em Phoenix

1995 - Emerson Fittipaldi: vencedor em Nazareth, André Ribeiro: vencedor em New Hampshire e Gil de Ferran: vencedor em Laguna Seca

1996 - André Ribeiro: vencedor do GP Brasil e em Michigan e Gil de Ferran: vencedor em Cleveland

1997 - Maurício Gugelmin: vencedor em Vancouver

1999 - Gil de Ferran: vencedor em Portland, Christian Fittipaldi: vencedor em Road America e Tony Kanaan: vencedor da US 500

2000 - Hélio Castroneves: vencedor em Detroit, Mid-Ohio e Laguna Seca, Gil de Ferran: vencedor em Nazareth e Portland, Cristiano da Matta: vencedor em Chicago, Roberto Pupo Moreno: vencedor em Cleveland e Christian Fittipaldi: vencedor em Fontana

2001 - Hélio Castroneves: vencedor da Indy 500, em Long Beach, Detroit e Mid-Ohio, Cristiano da Matta: vencedor no México, Austrália e em Fontana, Gil de Ferran: vencedor em Houston e em Rockinghan (Inglaterra), Bruno Junqueira: vencedor em Road America e Roberto Pupo Moreno: vencedor em Vancouver

2002 - Hélio Castroneves: vencedor da Indy 500 e em Phoenix, Gil de Ferran: vencedor no Colorado e em Gateway, Airton Daré: vencedor no Kansas, Felipe Giaffone: vencedor no Kentucky , Cristiano da Matta: vencedor no México, Laguna Seca, Portland, Chicago, Toronto, Road America e Miami, Bruno Junqueira: vencedor no Japão (Motegi) e em Denver

2003 - Hélio Castroneves: vencedor em Gateway e Nazareth, Gil de Ferran: vencedor da Indy 500 e no Texas, Tony Kanaan: vencedor em Phoenix e Bruno Junqueira: vencedor em Road America e Denver

2004 - Tony Kanaan: vencedor em Phoenix, Texas e Nashville, Hélio Castroneves: vencedor no Texas e Bruno Junqueira: vencedor em Montreal e na Austrália

2005 - Tony Kanaan: vencedor em Sonoma e no Kansas, Hélio Castroneves: vencedor em Richmond, Bruno Junqueira: vencedor em Monterrey e Cristiano da Matta: vencedor em Portland

2006 - Hélio Castroneves: vencedor em St. Pete, Motegi, Texas e Michigan e Tony Kanaan: vencedor em Milwaukee

2007 - Tony Kanaan: vencedor em Motegi, Milwaukee, Michigan, Kentucky e Detroit e Hélio Castroneves: vencedor em St. Pete

2008 - Hélio Castroneves: vencedor em Sonoma e Chicago e Tony Kanaan: vencedor em Richmond

2009 - Hélio Castroneves: vencedor da Indy 500 e no Texas

2010 - Hélio Castroneves: vencedor no Alabama, Kentucky e Motegi e Tony Kanaan: vencedor em Iowa

2012 - Hélio Castroneves: vencedor em St. Pete e Edmonton

2013 - Tony Kanaan: vencedor da Indy 500 e Hélio Castroneves: vencedor no Texas

2014 - Hélio Castroneves: vencedor em Detroit e Tony Kanaan: vencedor em Fontana

2017-  Hélio Castroneves: vencedor em Iowa

2021 - Hélio Castroneves: vencedor da Indy 500

Ao todo foram 112 vitórias de pilotos brasileiros nesses 40 anos sendo Hélio Castroneves o maior vencedor com 31, depois vem Emerson Fittipaldi com 22, Tony Kanaan com 17, Gil de Ferran e Cristiano da Matta com 12, Bruno Junqueira com 8, André Ribeiro com 3, Christian Fittipaldi e Roberto Pupo Moreno com 2 e com uma vitória Maurício Gugelmin, Felipe Giaffone e Airton Daré. Em 1984, 1998, 2011, 2015, 2016, 2018, 2019, 2020, 2022 e 2023 não tivemos vitórias brasileiras. 35 pilotos disputaram no mínimo uma corrida. 

E assim encerramos essa série especial comemorativa dos 40 anos da Fórmula Indy no Brasil.A nova temporada começa no domingo e novas histórias começam a ser escritas e claro desejamos boa sorte ao Pietro Fittipaldi e que honre a história do Brasil nas pistas da Indy. E para fazer essa série fiz a pesquisa nos acervos de O Globo, O Estado de S.Paulo, Correio Braziliense, Jornal do Brasil, Placar, Manchete, sites da Internet e minha memória afetiva.

quinta-feira, 7 de março de 2024

40 anos de Indy no Brasil: As vozes que deram emoção na telinha

O penúltimo capítulo da série especial dos 40 anos da Fórmula Indy no Brasil traz hoje as vozes que trouxeram emoção nas transmissões da categoria em quatro décadas. 

Pioneiro das transmissões automobilísticas o Barão Wilson Fittipaldi foi o responsável pela narração do compacto da Indy 500 de 1984 pela TV Record.

Ex-piloto de corridas e ex-administrador do autódromo de Interlagos Edgard de Mello Filho foi o primeiro narrador das corridas da Indy pela Band e transmitiu as corridas até 1987. Atualmente é um dos comentaristas da categoria nos canais ESPN.

Inegavelmente a história das narrações esportivas passa por Luciano do Valle. Foi ele que deu continuidade e transmitiu corridas da Indy a partir de 1986 e junto de Emerson Fittipaldi começou a fazer da Indy uma mania nacional dividindo espaço com a Fórmula 1. Ele transmite até 1992 voltando em 1996 já na IRL. O saudoso Bolacha transmitiu quatro das oito vitórias brasileiras nas 500 milhas de Indianápolis: uma com Emerson em 1989 que ficou marcada por 10 entre 10 fãs, duas vitórias de Hélio Castroneves em 2001 e 2009 e a vitória de Tony Kanaan em 2013 que foi também a última corrida que ele transmitiu na carreira. Luciano morreu em abril de 2014.

Falar em Fórmula Indy é falar de uma das vozes mais marcantes, a do goiano Téo José que deixou o SBT semana passada. Ele estreou em 1993 na extinta Rede Manchete, mas foi no SBT que suas narrações ficaram marcantes principalmente em vitórias inesquecíveis. Téo narrou 245 corridas somando CART, IRL e IndyCar passando também pela Rede TV! e Band. Transmitiu a segunda vitória de Emmo em Indianápolis e o primeiro título do Gil.

Em 2001 quando a Record comprou os direitos de transmissão trouxe da Rádio Globo Oscar Ulisses. Narrador com passagens por SBT e Band Oscar narrou os títulos de Gil de Ferran (o segundo) e Cristiano da Matta. Em 2003 o saudoso Fernando Vannucci foi o narrador das corridas na Rede TV! formando dupla com o jornalista Celso Itiberê. 

Na temporada de 2014 quem narrou as corridas da Indy na Band foi Nivaldo Prieto que antes narrou algumas provas da IRL entre elas a Indy 500 do ano 2000.

O jornalista Celso Miranda foi narrador da Indy em 2004 e 2005 depois fez corridas esporádicas tanto na Band e no Band Sports, antes foi comentarista no SBT em 1998 e repórter de pista nos dois anos de Record nos tempos de CART, voltou a comentar em 2019 e narrou as provas de 2020 no último ano de contrato da categoria na Band. 

Narrador das corridas da NASCAR no Band Sports Sérgio Lago transmitiu corridas da Champ Car entre 2006 e 2007 quando a categoria foi mostrada no extinto canal Speed com comentários de Roberto Figueroa.

Eduardo Vaz narrou algumas corridas nos tempos da IRL e em 2018 foi narrador titular nas transmissões da Band em 2018 e 2019.

Desde 2021 as transmissões da Indy na Cultura são feitas pelo gaúcho de Venâncio Aires Geferson Kern. Ele trouxe inovações no estilo de narrar corridas e formou dupla com Rodrigo Mattar em 2021 e 2022 e desde o ano passado com Bia Figueiredo e narrou a quarta vitória de Hélio Castroneves na Indy 500 de 2021.

Luiz Carlos Largo narrou várias provas da IRL na Band entre 1997 e 1998. Jota Júnior e Tércio de Lima também narraram provas nos anos 90.

Thiago Alves é a voz da Indy desde 2022 narrando nos canais ESPN e a equipe de transmissão é composta por ele, Edgard de Mello Filho, Victor Martins, jornalista do site Grande Prêmio e Christian Fittipaldi. 


Nos três anos de Indy no Sportv tivemos como narradores Lucas Pereira, Eusébio Resende, Sérgio Maurício e João Guilherme. Lucas Pereira narrou a vitória de Helinho na Indy 500 de 2002 e Sérgio Maurício transmitiu a vitória do saudoso Gil de Ferran em 2003. 

Ex-piloto de corridas André Duek narrrou pelo DAZN entre 2019 e 2020 as provas e ficou bastante conhecido o bordão Olha a Raposa se referindo à Scott Dixon. 

 

 

Empresário e responsável pelos direitos de transmissão da categoria no Brasil Willy Hermann foi comentarista tanto na CART quanto na IRL. Entre 1993 e 1997 Dedê Gomez foi comentarista nas redes Manchete e SBT e no canal Com.Brasil em 2021 fazendo dupla com Octávio Muniz. Na época que tinham equipes nos autódromos as emissoras colocavam repórteres de pista. Na Band tivemos Roberto Cabrini, Silvia Vinhas, Maria do Carmo Fulfaro e Elia Júnior. Por seis anos Luiz Carlos Azenha fez reportagens na Manchete e SBT. Quando tinha corrida no Brasil Antônio Pétrin fez parte da equipe e também fez outras corridas nos tempos do SBT. 

 

Falando em SBT a cobertura que a emissora fez de 1995 até 1998 é considerada pelos fãs da categoria como a melhor feita em todos os tempos. Nesse período a emissora fez programas especiais como Feras da Indy, Velocidade Máxima, Raio-X e Pit Stop e nas semanas de corrida exibia boletins informativos espalhados na programação, tanto é que em 1997 a CART escolheu a emissora como a televisão modelo e no ano seguinte a qualidade das transmissões cai devido ao esvaziamento do setor e a guerra de audiência. No YouTube ainda dá pra ver corridas antigas principalmente da época da CART em vários canais, o Blog da Indy criado pelo Jackson Lincoln até o ano passado mantinha boa parte, mas ele decidiu abrir mão e as corridas estão então alocadas no canal IndyCar Series. 

Alguns bordões que ficaram na memória:

  • Aí está a largada!
  • Bandeira amarela em todo o circuito
  • Vamos sentir a saúde do motor 
  • No pit!
  • Olha a Raposa!
  • Vem pro pano!
  • Não perde mais!
  • É hora do show, bandeira verde!
  • Recomeça em altíssima velocidade...
  • Esfregue suas mãos!
  • O seu dia chegou!
  • Porque Palou, Palou porque!
  • Já chegou o Dixon voador!
  • Existem três coisas na vida: a morte, os impostos e a vitória do Dixon.
  • Feliz debaixo do capacete
  • Lá vão eles em velocidade máxima!

Amanhã no último capítulo vamos trazer a relação de pilotos e todas as vitórias do país nesses 40 anos de história.

quarta-feira, 6 de março de 2024

40 anos de Indy no Brasil: Lembranças das corridas que rolaram no país

O capítulo de hoje de nossa série será especial pois vamos relembrar as 9 vezes que a Indy correu aqui no Brasil.

Em 1985 Emerson Fittipaldi iniciou a busca por parceiros para viabilizar a realização de uma etapa da Fórmula Indy no Brasil. Inicialmente foi cogitado o Autódromo de Interlagos em São Paulo e a corrida seria disputada no anel externo do antigo traçado de mais de 7 quilômetros inicialmente prevista pra 1988, mas a ideia não foi em frente. Outra praça que chegou a abrir negociações foi Brasília, mas foi o Rio de Janeiro o local escolhido em 1995. O Autódromo de Jacarepaguá estava abandonado e relegado a corridas locais e Fittipaldi se uniu ao empresário Jorge Cintra. A pista ganharia um circuito oval inicialmente num traçado de 2 quilômetros, mas a CBA interveio e exigiu a construção do traçado em 3 quilômetros. As obras foram feitas as pressas num espaço de três meses. O circuito oval em forma de trapézio foi batizado com o nome de Emerson Fittipaldi.










Em 17 de marco de 1996 a Indy ganhava o Brasil com a realização da primeira corrida de Fórmula Indy no pais, a Hollywood Rio 400 (400 quilômetros). Patrocinada pelo cigarro Hollywood que teve sua marca colada 385 vezes nos muros em toda a extensão da pista e 35 mil pessoas nas arquibancadas a primeira corrida terminou em festa verde amarela com vitória do saudoso André Ribeiro, a primeira depois da morte de Ayrton Senna. Foi também a única vitória do país na prova. O SBT atingiu picos de 29 pontos com audiência média de 23 pontos nessa que foi a maior audiência da história das transmissões.




Nos anos seguintes os gringos levaram a prova. Nos anos de 1997 e 1998 os pilotos canadenses fizeram a festa. Paul Tracy levou a prova de 97 que comecou bem com dois brasileiros na primeira fila e no ano seguinte o inesquecível Greg Moore venceu num show de arrojo. Em 99 o colombiano Juan Pablo Montoya faturou com sobras e nesse ano a prova mudava de nome passando a ser Telemar Rio 200 milhas. No ano 2000 teve a última edição que foi vencida pelo mexicano Adrian Fernández. Esta foi a última corrida do oval, pois o autódromo foi desfigurado em 2002 quando parte do circuito foi destruída e destinada a construção da Arena da Barra e anos mais tarde Jacarepaguá desapareceu de vez devido a criação do Parque Olímpico usado nos Jogos Olímpicos de 2016.

O Brasil esperou dez anos para ter a Indy de volta e em 2010 já com a categoria reunificada São Paulo foi escolhida a sede e em 14 de março foi realizada a primeira São Paulo Indy 300 no circuito desenhado em torno do Sambódromo do Anhembi e uma reta na Marginal Tietê. Ao todo foram quatro corridas disputadas e o australiano Will Power vence três seguidas sendo o maior vencedor em toda a história da corrida brasileira. Em 2013 a Indy corria pela ultima vez aqui e a vitória foi do canadense James Hinchcliffe. 

 

Em 2014 foi anunciado que Brasília seria a sede da etapa brasileira a partir de 2015. O autódromo Nelson Piquet iniciou a reforma, mas veio a ducha de agua fria com o cancelamento da corrida a poucos dias de sua realização e essa frustração não sai da minha memória pois seria a realização de um sonho, de assistir a uma corrida, coisa que talvez nunca mais possa acontecer por aqui, mas quem sabe um dia a Indy volte a correr por aqui.

Amanhã no penúltimo capítulo vamos relembrar das vozes que narraram corridas da Indy na TV brasileira.