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quarta-feira, 1 de março de 2017

Portela quebra jejum de 33 anos e é campeã do carnaval carioca



Comemoração pelo título da Portela após 33 anos Foto: Fábio Guimarães / Agência O Globo

Um grito preso desde 1984 quando homenageou Clara Nunes foi libertado. Depois de 33 anos de jejum a Portela, escola de Madureira volta a ser campeã do Grupo Especial do carnaval carioca. Numa disputa emocionante com a Mocidade Independente a virada veio no último quesito (enredo) levando três notas 10 e a Mocidade perdendo um décimo que acabou sendo fatal. Em terceiro ficou a Acadêmicos do Salgueiro e a Mangueira que vinha forte pra brigar pelo bi pecou em evolução e ficou em quarto lugar seguidas de Grande Rio e Beija Flor que voltam no desfile das campeãs. Este é o quarto título do carnavalesco Paulo Barros e o primeiro à frente da escola onde está desde 2015. Apesar dos acidentes não tivemos rebaixamento pois Unidos da Tijuca e Paraíso do Tuiutí não caíram.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Virada no fim dá o título à Acadêmicos do Tatuapé



Integrantes da escola comemoram no Sambódromo logo após a apuração - Foto: Werther Santana/Estadão

Um ano depois de ser vice campeã a Acadêmicos do Tatuapé conseguiu uma virada sensacional no último quesito para derrubar a Dragões da Real que estava perto de levar seu primeiro troféu no Grupo Especial de São Paulo. Até o quinto quesito tudo levava a crer que a Império de Casa Verde levaria, mas a partir daí a Dragões assumiu a ponta e vinha liderando até o último quesito quando duas notas baixas derrubaram a escola e Tatuapé levou duas notas 10 para celebrar seu primeiro título. Em terceiro lugar veio a Vai Vai seguida da Império de Casa Verde. Foram rebaixadas a Águia de Ouro e a Nenê de Vila Matilde.

Outro acidente com carro alegórico marca definitivamente o carnaval carioca de 2017

O Carnaval carioca de 2017 vai ficar marcado negativamente pelos acidentes com carros alegóricos, primeiro com o carro da Paraíso do Tuiuti e agora com o carro da Unidos da Tijuca.

Pablo Jacob/Ag. O Globo



Integrante da Unidos da Tijuca é socorrida pelos bombeiros: segundo acidente em dois dias 

O acidente foi com o segundo carro alegórico logo no início do desflile quando parte da alegoria cedeu e atingiu vários integrantes. 20 pessoas foram atendidas e 12 ficaram feridas, 2 delas em estado grave. O acidente comprometeu a escola que ficou parada por 25 minutos e prejudicou a evolução. E não foi só a Tijuca que teve problemas. Um carro alegórico da União da Ilha ficou preso deixando buracos assim como um outro carro da Mangueira.

Márcio Mercante/Ag. O Dia e Márcio Alves/Ag. O Globo



"Contam… que o governante de um país. Dançava as noites tão feliz. E brincava mascarado. Do zum zum do carnaval. Bailou… como o astro-rei de um poema", diz trecho do enredo "Onisuáquimalipanse” (Envergonhe-se quem pensar mal disso) Márcio Alves / Agência O Globo

União da Ilha trouxe o candomblé e São Clemente trouxe o baile na Corte num desfile colorido

Fora isso a segunda noite do Grupo Especial carioca teve de tudo. A União da Ilha abriu a segunda noite de desfiles trazendo o candomblé de Angola, mas o problema com um de seus carros alegóricos deve fazer a escola perder pontos em evolução. Um baile na corte de Luís XIV, o Rei Sol foi tema do enredo da São Clemente que fez um desfile leve e colorido sob a assinatura da carnavalesca Rosa Magalhães.

Alexandre Cassiano/Ag. o Globo e Alexandre Durão/G1

Um Aladim sobrevoando a Avenida em um tapete voador - na verdade um aeromodelo sustentado por drone - ditou o tom da aposta da Mocidade para o terceiro desfile já na madrugada desta terça-feira: um verdadeiro teatro de ilusões Alexandre Cassiano / Agência O Globo



Um Aladin com seu tapete voou pela Sapucaí no desfile da Mocidade em contraste com o choro de um dos componentes da Unidos da Tijuca que corre sério risco de rebaixamento

As tradições do Marrocos foi tema do enredo da Mocidade Independente de Padre Miguel. O destaque ficou para a comissão de frente da escola que trouxe um tapete voador e vários homens vestidos de beduínos. A Unidos da Tijuca falou da influência da música americana, mas isso ficou pra segundo plano devido ao acidente.

Maíra Coelho/Ag. O Dia e Mônica Imbuzeiro/Ag. O Globo



O desfile da Mangueira

Portela e Mangueira empolgaram em seus desfiles, mas um problema na evolução pode afastar a verde e rosa da briga pelo bicampeonato

A Portela trouxe pra avenida os mitos e lendas da água doce no segundo carnaval de Paulo Barros. Fechando o desfile a Mangueira, atual campeã cantando os santos e orixás das regiões brasileiras numa procissão de cores e sons para mostrar mistura e a espiritualidade do país. No fim do desfile o povo foi pra avenida fechando um desfile que entra pra história da forma negativa. A apuração será nesta quarta feira e pelo menos cinco escolas são candidatas ao título.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Beija Flor e Salgueiro se destacam e acidente deixa 20 feridos

A primeira noite de desfiles no Sambódromo da Marquês de Sapucaí ficou marcada por um acidente que deixou 20 pessoas feridas e também por desfiles irregulares.

Wilson Aquino/Ag. O Dia


Fotógrafa ficou ferida em acidente com carro alegórico da Tuiuti que deixou 20 feridos

Abrindo os desfiles a Paraíso do Tuiutí trouxe muitas cores para falar de tropicalismo, só que um acidente pode comprometer o seu desempenho. Um carro alegórico se desgovernou e deixou 20 pessoas feridas, três delas em estado grave.

Marcelo Theobald e Pablo Jacob/Ag. O Globo

Rainha do carnaval baiano, Ivete Sangalo virou enredo da Grande Rio Marcelo Theobald / Agência O Globo

Apresentação resgatou a infância da artista, nascida em Juazeiro na Bahia Pablo Jacob / Agência O Globo

Ivete Sangalo e sua energia contagiaram o público no desfile da Grande Rio

Segunda escola a entrar na avenida a Acadêmicos do Grande Rio homenageou a cantora Ivete Sangalo que esbanjou energia ao sair primeiro na comissão de frente e depois no último carro alegórico. Muitas alegorias referentes ao axé deram a tônica.

Márcio Mercante/Ag. O Dia


Cultura indígena foi o tema do enredo da Imperatriz Leopoldinense

A fauna e flora do Xingu e a cultura indígena foram temas do samba enredo da Imperatriz Leopoldinense que trouxe alas exuberantes e grandiosos carros. Cris Vianna se despediu como rainha de bateria.

Alexandre Durão/G1, Guito Moreto e Márcio Alves/Ag. O Globo


A rainha de bateria, Viviane Araújo Márcio Alves / Agência O Globo

Componentes da bateria animam Sapucaí Márcio Alves / Agência O Globo

Sabrina Sato esbanja beleza ao lado de integrantes da bateria com luzes de LED, no Salgueiro Viviane Araújo roubou a cena e Beija Flor inova sem alas num desfile que falou de Iracema

A influência negra foi tema de enredo da Vila Isabel. Do samba ao jazz, passando pelo rock, cumbia, reggae, tango e o candomblé a escola inovou na bateria com luzes de LED em seus componentes. Um derramamento de óleo atrasou o desfile da escola seguinte, o Salgueiro que lembrou outros carnavais celebrando A Divina Comédia de Dante Alighieri. Fechando o desfile a Beija Flor homenageou José de Alencar e o romance Iracema com plumas e cores além de inovar com blocos ao invés de alas. Nesta segunda mais seis escolas entram na avenida.

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Segundo dia de desfiles é marcado por atrasos em São Paulo

A segunda noite de desfiles em São Paulo foi marcada pelo atraso de uma hora no desfile da Nenê de Vila Matilde, última escola a desfilar. Dentre as escolas, destaque para a atual campeã Império de Casa Verde.

Alan Morici/G1


Império de Casa Verde falou sobre a paz entre os homens e se credencia ao bicampeonato

A Mancha Verde homenageou os Josés mais famosos do Brasil de Zé Pereira até Zé Celso, depois a Unidos do Peruche veio falando da cultura baiana com carros alegóricos bem pesados. A paz e a união dos homens foi o tema do enredo da Império de Casa Verde. A escola campeã do carnaval passado trouxe carros luxuosos e vem forte pra brigar pelo bi.

Bruno Santos/Folhapress

Destaques do 2º dia de desfiles de São Paulo

Funcionários da Prefeitura de São Paulo trabalham na secagem da pista de desfle devido ao atraso da Vai Vai que levou uma hora pra ser concluído

O Nordeste foi tema da Dragões da Real, na sequência a Vai Vai homenageou os orixás, dentre eles Mãe Menininha do Gantois, só que a escola se complicou e na correria conseguiu cumprir o tempo de desfile e a pista ficou molhada e escorregadia. A Nenê de Vila Matilde entrou uma hora depois e falou de Curitiba. Fechando o desfile a Rosas de Ouro trouxe a importância do banquete no convívio das pessoas.

A apuração será na terça feira e pelo menos três escolas são favoritas a levar o título: Casa Verde, Tatuapé e Dragões da Real.

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Gaviões, Vila Maria e Tatuapé se destacam no primeiro dia de desfiles em São Paulo

Na primeira noite de desfiles do carnaval de São Paulo três escolas se destacaram no Sambódromo do Anhembi. Gaviões da Fiel, Unidos de Vila Maria e Acadêmicos do Tatuapé trouxeram pra avenida a religiosidade, o povo africano e a migração.

Fotos de Zanone Fraissat/Folhapress e Nelson Almeida/AFP




Elba Ramalho foi tema de enredo da Tom Maior e Vila Maria trouxe pra avenida a padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida

Abrindo os desfiles a Tom Maior homenageou a cantora Elba Ramalho, só que a escola teve problemas num de seus carros alegóricos e pode perder pontos em evolução. A Mocidade Alegre que comemora meio século de carnaval trouxe pra avenida as histórias da comunidade da Zona Norte paulistana. A Unidos de Vila Maria trouxe os 300 anos da aparição de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. O cantor Daniel foi um dos destaques.

Zanone Fraissat/Folhapress e Flávio Moraes/G1



Mesmo sem parte da fantasia Sabrina Sato brilhou como rainha de bateria da Gaviões e escola do Tatuapé trouxe raízes africanas na cultura e na religião

A Acadêmicos do Tatuapé, vice campeã do ano passado trouxe as histórias do povo africano usando muitas cores representando grandes reinos. Os migrantes que vem pra São Paulo foram o tema do enredo da Gaviões da Fiel. Sabrina Sato se atrasou e mesmo sem uma parte da fantasia arrasou. A Acadêmicos do Tucuruvi trouxe os artistas de rua e por muito pouco não estoura o tempo limite do desfile. Fechando a primeira noite a Águia de Ouro falou sobre a proteção aos animais e uma homenagem aos cachorros e seu papel na sociedade. Todas as fantasias não tiveram materiais de animais. Neste sábado mais sete escolas fecham o desfile.