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quinta-feira, 22 de julho de 2021

Tóquio em detalhes: o vôlei de praia

Desde o dia 20 de junho aqui no Blog de knunes apresentamos os 33 esportes do programa olímpíco, os locais e os brasileiros que vão nos representar. Hoje nossa série chega ao fim e o último esporte a ser apresentado é o võlei de praia.

* Postagem publicada originalmente em 2016 e republicada em 2021 com adaptações.



Esporte criado nas praias da Califórnia o vôlei de praia é esporte olímpico desde os jogos de Atlanta em 1996 com praticamente todas as regras iguais às do vôlei. As partidas são disputadas em melhor de três sets e uma dupla conquista a vitória vencendo dois sets. Os dois primeiros são disputados em 21 pontos e se necessário o terceiro set é disputado em 15 e sempre com diferença mínima de dois pontos.

As duplas podem tocar até três vezes e o bloqueio é considerado toque. O saque pode ser feito de qualquer posição na zona de saque da quadra e o jogador que fica na rede fará o bloqueio.

O local de competições


Os jogos do torneio de vôlei de praia serão disputados no Parque Shiokaze localizado em Shinagawa, às margens do Rio Meguro.

O Brasil nos jogos



Quatro duplas representarão o Brasil nos jogos de Tóquio. No feminino nossas duplas serão Ágatha e Duda, considerada a melhor na atualidade e Rebeca e Ana Patrícia. ágatha tentará sua segunda medalha olímpica pois na Rio 2016 foi medalha de prata ao lado de Bárbara Seixas. No masculino a dupla campeã olímpica no Rio estará em ação, mas com novos parceiros. Alison Cerutti terá como parceiro Álvaro Filho e Bruno Schmidt terá Evandro como seu companheiro. 

E nossa série termina aqui. O que mais desejo de coração é que sejam jogos tranquilos, seguros e principalmente uma bonita celebração da vida por tudo aquilo que todo o mundo passou e ainda passa com essa terrível pandemia. Que venha uma chuva de medalhas pros atletas do Time Brasil. A partir de amanhã nossa cobertura estará tanto no Blog de knunes como no Missão Tóquio com o balanço do dia olímpico e a agenda do dia seguinte da mesma forma nas coberturas que fiz em Pequim, Londres e Rio. Conto com vocês nessa jornada olímpica.

quarta-feira, 21 de julho de 2021

Tóquio em detalhes: o vôlei

 A série que apresenta os esportes dos Jogos Olímpicos chega ao seu penúltimo capítulo e hoje traz o vôlei.

* Postagem publicada originalmente em 2016 e republicada em 2021 com adaptações.


O voleibol é esporte que está presente nas Olimpíadas desde os jogos de Tóquio 1964. Consiste em um jogo de duas equipes de seis jogadores e tem como objetivo passar a bola sobre a rede de modo com que a bola toque no chão dentro da quadra adversária evitando que o adversário faça o mesmo. Inventado pelo professor americano William Morgan no estado de Massasshucets em 1895 o objetivo inicial era evitar o contato físico entre adversários sem risco de lesões.

As partidas são disputadas em melhor de 5 sets, sendo que quatro deles são de 25 pontos e o set desempate se necessário tem pontuação de 15 pontos, caso haja empate é preciso que um time estabeleça uma vantagem de dois pontos para o encerramento de cada set. Até 1998 a pontuação terminava em 15 pontos, pois havia a vantagem. A partir de 1999 o esporte mudou sua regra e toda bola passou a valer ponto

O posicionamento dos jogadores na quadra é feito em sentido horário a cada vez que uma equipe marca ponto após receber o saque adversário. A linha de 3 metros separa a zona de defesa da zona de ataque e se um jogador pisar na linha é caracterizado como invasão e ponto para o adversário. O líbero é um jogador diferenciado e joga restrito na zona de defesa, portanto não pode atacar.

Fundamentos: Os fundamentos do esporte são seis.

- Saque: Também chamado de serviço marca o início do jogo. O jogador efetua a jogada do fundo da quadra, estendendo o braço e acerta a bola fazendo atravessar o espaço aéreo acima da rede e das antenas para a quadra adversária. No voleibol vários tipos de saque foram desenvolvidos como o saque por baixo, o saque Viagem ao Fundo do Mar e o Jornada nas Estrelas feito por Bernard Razman na década de 80 em que ele exercia uma força descomunal fazendo com que a bola ganhasse efeito e altura impressionantes numa curva parabólica confundindo a recepção do adversário. O ace é o tipo de saque em que a bola toca direto no chão.
- Recepção: é o contato do jogador com a bola no saque adversário. Sua variação é a manchete, que consiste em recepção com as mãos unidas e realizado de baixo para cima.
- Levantamento: passe feito pelo levantador preparando o ataque;
- Ataque: é o momento de definição. O objetivo é aterrisar a bola na quadra adversária. Possui várias formas como o ataque de fundo, na linha de 3 metros, paralela ou diagonal, largada, cortada, bola de xeque e explorando o bloqueio.
- Bloqueio: O objetivo é impedir o ataque do adversário por isso três jogadores ficam de frente pra rede para interceptar a trajetória da bola.
- Defesa: consiste em evitar que a bola chegue no chão. Dentre as ações praticadas estão o peixinho,o rolamento, o martelo e a posição de expectativa.



A quadra mede 18 m de comprimento por 9 de largura e é dividida por uma linha central que divide a quadra em dois lados de 9 metros. A rede é feita de material sintético com alturas variando de 2,24 à 2,43 m e a bola é feita de couro sintético com circunferência variando entre 65 e 67 cm e peso de 260 à 280 g.

O local de competições


Inaugurada em fevereiro do ano passado a Arena Ariake receberá os jogos do vôlei.

O Brasil nos jogos



As duas seleções: masculina e feminina estão no páreo das favoritas. O time feminino bicampeão olímpico em Pequim e Londres quer o tri, mas a missão não será fácil pois as favoritas para levar o ouro olímpico são as seleções da Sérvia, atual campeã mundial e a China, atual campeã olímpica que no Rio interrompeu o sonho do tri consecutivo brasileiro. O Brasil tá no bolo junto de outras cinco seleções. Já o time masculino treinado por Renan Dal Zotto que se recuperou da Covid terá pedreiras logo de cara na defesa do título como Estados Unidos, França e Rússia. 

A série se encerra amanhã com o vôlei de praia.

terça-feira, 20 de julho de 2021

Tóquio em detalhes: a vela

 A série sobre os esportes olímpicos está chegando ao fim e hoje o destaque é para a vela.

* Postagem publicada em 2016 e republicada em 2021 com adaptações


A vela ou iatismo é um esporte onde os barcos se movem inpulsionadas pelo vento e o objetivo é completar o percurso num número de voltas específico em um tempo menor que os adversários. Estreou em Olimpíadas nos jogos de Paris 1900 e as competições são divididas em regatas em série onde os atletas acumulam pontos de acordo com sua colocação. Exemplo: o vencedor da regata soma um ponto, o segundo dois e assim por diante. A regata da medalha ou medal race reúne os dez melhores e a pontuação é duplicada e vence aquele que somar menos pontos.

O percurso de cada regata é montado quando dois barcos da organização ficam posicionados em posições paralelas formando uma linha imaginária onde a largada de cada regata é dada. Os trajetos são definidos em boias posicionadas na área de regata.

A previsão do tempo é um importante fator para definir um vencedor. As condições climáticas e de vento são determinantes na adaptação à navegação e aquele que se adaptar melhor vence a prova.

Classes 

Na Olimpíada são usadas as seguintes classes:

- Classes masculinas: Laser, 470, 49er, RS:X e Finn
Os barcos da classe Laser são cascos simples e embarcação de um tripulante. Tem comprimento de 4,23 m e peso de 59 kg, já os barcos da Finn possuem uma vela e tem comprimento de 4,5 m e 130 kg de peso. A prancha da RS:X tem 2,88 m de comprimento e peso de 30 kg. Nas embarcações com dois tripulantes o casco é simples e as velas são três com uma diferença: na classe 49er existem duas asas laterais. Os comprimentos dessas classes são: 470: 4,70 e peso de 120 kg e 49er com comprimento de 4,99 m e peso de 94 kg.
- Classes femininas: Laser Radial, 470, 49er FX e RS:X.
- Classe mista: Nacra 17.Classe que fará sua segunda apresentação olimpica. Seu catamarã tem casco duplo e três velas para uma embarcação de dois tripulantes. O seu comprimento é de 5,25 m e o peso é de 135 g.

O local de competições


A ilha de Enoshima sediará as disputas da vela nos jogos de Tóquio.

O Brasil nos jogos



O país terá 13 atletas brigando pra manter a tradição do esporte. E as grandes favoritas são as campeãs olímpicas e mundiais Martine Grael e Kahena Kunze. Elas dominam a 49erFX e vão em busca do bicampeonato olímpico. O veterano Robert Scheidt, bicampeão olímpico e cinco medalhas na conta volta à classe Laser onde foi soberano e agora pode se despedir com mais um lauréu. 

Amanhã o vôlei.

segunda-feira, 19 de julho de 2021

Tóquio em detalhes: o triatlo

 Na sua reta final a série sobre os esportes olímpicos traz hoje o triatlo.

* Postagem publicada originalmente em 2016 e republicada em 2021 com adaptações


O triatlo é um desafio multidisciplinar que testa os limites dos atletas. Surgiu nos Estados Unidos como parte do treinamento para os competidores do atletismo manterem a forma. Disputado desde os jogos de Sydney em 2000 consiste em três disputas de três modalidades diferentes: natação, ciclismo e corrida.

A prova tem 1,5 km de natação, 40 km de ciclismo e 10 km de corrida. Vence a prova quem completar o percurso no menor tempo possível. A prova de natação é feita em águas abertas num trajeto de 1,5 km e determinado por boias. O estilo é de preferência livre. A prova do ciclismo é feita num percurso de 40 km. Os triatletas saem da água e colocam o capacete para a disputa. A corrida de 10 km fecha o triatlo e quem vencer fica com a medalha de ouro.

O local de competições


O Parque Marinho de Odaiba sediará as disputas.

O Brasil nos jogos

O país terá três representantes na disputa: Luísa Baptista, Manoel Messias e Victoria Lopes obtiveram suas vagas pelo ranking olímpico.

Amanhã a vela.

domingo, 18 de julho de 2021

Tóquio em detalhes: o tênis de mesa

 A série sobre os esportes olímpicos do programa dos jogos do Rio entra em sua reta final e hoje o destaque é para o tênis de mesa.

* Postagem publicada originalmente em 2016 e republicada em 2021 com adaptações


O Tênis de mesa ou o popular ping pong é um dos esportes mais praticados do mundo. O esporte requer que o atleta lance a bola com o auxílio de uma raquete na área da mesa do adversário passando por cima da rede para somar pontos.

As partidas são disputadas em games de 11 pontos - caso haja empate de 10 a 10 vence aquele que abrir dois pontos de vantagem. As disputas são em melhor de sete sets nos jogos de simples e cinco sets nos jogos por equipes sendo quatro sets de simples e um de duplas.

O atleta marca pontos quando o adversário lança a bola pra fora da mesa ou a bola não passar da rede, não alcançar a bola após a mesma ter batido em seu lado da mesa e colocar a mão livre na mesa. O saque é alternado a cada dois pontos e a cada ponto quando o placar for de 10 a 10 e nas duplas os jogadores se revezam entre si não só no serviço, mas a cada rebatida na bola.

Os equipamentos 


A bola tem peso de 2,7 g e diâmetro de 40 mm é feita de plástico e pode ser branca ou laranja, já a raquete é feita sobretudo de madeira e conta com uma cobertura de borracha que faz com que os golpes tenham efeitos e precisam ser de cores diferentes: vermelho vivo e preto.

O local de competições


O Ginásio Metropolitano de Tóquio será a sede das partidas da modalidade.

O Brasil nos jogos


O principal nome da modalidade no país é Hugo Calderano, sétimo do mundo. Nos jogos do Rio em 2016 chegou até as oitavas de final e depois conseguiu resultados expressivos que o credenciam como potencial candidato à uma medalha inédita na história. Além de Calderano o Brasil terá Gustavo Tsuboi, Bruna Takahashi e Jessica Yamada no individual e ainda Caroline Kumahara e Victor Ishiy que disputam no torneio por equipes.

Amanhã o triatlo.

Tóquio em detalhes: o tênis

 A série sobre os esportes olímpicos segue e hoje é dia do tênis.

* Postagem publicada originalmente em 2016 e republicada em 2021 com adaptações.


O tênis é esporte olímpico desde Atenas 1896, saiu e voltou a ser esporte olímpíco nos jogos de Seul 1988. Inventado na França no século XII o tênis foi evoluindo ao longo dos séculos. É disputado em jogos de simples e duplas masculino e feminino além das duplas mistas.

Sua pontuação é distinta. Começa com 15, 30 e vai até 40. Vence um game o tenista que fizer o ponto seguinte. Caso haja igualdade em 40- 40 o jogador precisa fazer dois pontos seguidos para vencer o game. As partidas tem duração de três sets exceto a final masculina em melhor de cinco sets.

Se um set empatar em 6 - 6 haverá a disputa de um tie break, game de desempate em melhor de sete pontos e requer vantagem mínima de dois pontos. No terceiro set de cada jogo e na final não tem tie break, o jogo segue até que um jogador obtenha dois games de vantagem.

No saque quem vence o sorteio decide se começa sacando ou recebendo a bola. Deve começar sempre à direita da linha do centro da quadra e a bola deve quicar no lado oposto da quadra adversária, é o saque cruzado. O jogador tem direito à dois saques a cada ponto, sendo que o primeiro costuma ser um golpe arriscado e o segundo mais conservador, porque precisa colocar a bola dentro, caso contrário ocorre a dupla falta e o ponto vai de bandeja pro adversário.

Equipamentos

As bolas são feitas de borracha e pesam de 56 à 59 g.O seu segredo é uma explosão que faz com que a bola quique mais rápido, graças à uma pastilha de nitrogênio que é aquecida e estoura dentro da bola fazendo o efeito do quique. A raquete é feita de materiais variáveis do carbono, diferente das cordas que são feitas de tripa natural e usadas pela maioria dos tenistas profissionais. O seu comprimento é de 73,7 cm, largura de 31,7 cm e peso de 300 g. A rede possui cabos de sustentação nas laterais da quadra que mede 1,07 de altura e mais baixa no centro da quadra com 0,94 m.

O local de competições


Os jogos serão realizados na Ariake Coliseum, na ilha de Ariake no distrito de Koto.

O Brasil nos jogos



O Brasil terá sete representantes: João Menezes foi campeão do Pan de 2019 em Lima e conseguiu sua vaga pois ele está entre os 300 melhores ranqueados. Além de João Menezes Thiago Monteiro jogará a chave de simples e nas duplas ao lado de Marcelo Demoliner. Luísa Stefani e Laura Pigossi disputarão a chave de duplas feminina e o Brasil ainda terá nas duplas Bruno Soares e Marcelo Melo. Bruno conquistou quatro títulos de Grand Slam e é considerado um dos melhores duplistas da história e um dos melhores tenistas do Brasil. 

Ainda hoje o tênis de mesa.

sábado, 17 de julho de 2021

Tóquio em detalhes: o tiro com arco

 A série sobre os esportes olímpicos chega hoje ao tiro com arco.

* Postagem publicada em 2016 e republicada em 2021 com adaptações


O tiro com arco é um dos esportes mais antigos da história da humanidade. Surgiu nos primórdios da civilização como atividade de caça e guerra. Nos séculos XVI e XVII na Inglaterra virou esporte com a realização de torneios. O esporte foi introduzido nos jogos de Paris em 1900 e foi disputado até 1920 voltando em 1972.

O objetivo dos atletas é simples, mas nada fácil: acertar com a flecha o alvo que está à 70 metros de distância. Nos Jogos Olímpicos o arqueiro usa o arco recurvo que é composto por lâmina, punho e corda. Ainda é adicionado ao equipamento componentes como mira e estabilizadores. O esporte exige força, flexibilidade e nervos no lugar além de muita mira.

Cada arqueiro carrega seis flechas e nas fases iniciais tem 40 segundos para atirar suas flechas. Nas fases finais o tempo cai pela metade assim como as flechas: 20 segundos para atirar 3 flechas. A pontuação vai de 1 até 10 sendo o 10 o alvo principal localizado no círculo central. Os atletas que tiverem melhor pontuação depois de 72 flechadas avançam de fase.

Equipamentos



O arco recurvo é composto por lâminas, punho, corda e acessórios auxiliares como miras e estabilizadores. As flechas tem diâmetro máximo de 9,3 mm, só que a maioria tem diâmetro menor, de 5,5 mm e possibilitam voos mais velozes na direção do alvo. Uma vez disparadas as flechas podem atingir velocidades de 240 km/h. O alvo tem 1,22 m de diâmetro e é posicionado à 1,22 m do chão e possui dez círculos concêntricos.

O local de competições


O Yumenoshima Park será o local das disputas do tiro com arco.

O Brasil nos jogos


O país terá dois atletas na competição. No masculino Marcus Vinícius D'Almeida chega à sua segunda olimpíada com a vaga vindo com a medalha de prata conquistada em Lima. No feminino Ane Marcelle dos Santos obteve a vaga no pré olímpico do México.

Amanhã o tênis e o tênis de mesa.

Tóquio em detalhes: o tiro esportivo

 A série sobre os esportes do programa olímpico traz hoje o tiro esportivo.

* Postagem publicada originalmente em 2016 e republicada em 2021 com adaptações


Presente desde a primeira edição dos jogos em 1896 o tiro esportivo é um verdadeiro teste de precisão e velocidade no manejo de uma arma de fogo. As provas são todas individuais, sendo seis no masculino e três no feminino.

As armas usadas são: pistola, pistola de ar, pistola de disparo rápido, carabina, carabina de ar e espingarda. As provas em disputa são: carabina deitado e 3 posições 50 m, carabina de ar 10 m, pistola 50 m, pistola tiro rápido de 25 m, pistola de ar 10 m, fossa olímpica, double e skeet para os homens e para as mulheres as provas são carabina 3 posições 50 m, carabina de ar 10 m, pistola 25 m, pistola de ar 10 m, fossa olímpica e skeet.

Nas provas de carabina e pistola o atleta de acordo com a característica da prova dispara em alvos variando as distâncias de 10 à 50 metros e nas posições deitado, de joelhos e em pé. A pontuação varia de 1 à 10, de acordo com a zona acertada no disparo e cada zona é dividida em dez setores, sistema usado na fase final. Nas provas de pistola de 25 m a pontuação contabiliza erros e acertos.

Nas provas de fossa olímpica, skeet e fossa double como o tiro ao prato o objetivo é acertar o maior número de pratos que são lançados ao ar numa área chamada de pedraria. Vence quem acertar mais pratos na fase final. Os pratos são lançados por máquinas eletromecânicas, não agressoras no meio ambiente e atingem velocidades de 88 km/h. Cada prato tem diâmetro de 11 cm, peso de 100 à 110 g e altura de até 2,6 cm.

As posições de tiro variam de acordo com o tipo de prova disputado: na fossa olímpica e na fossa double os atletas atiram nas cinco posições centrais no stand e alvejam pratos na trincheira. Na prova de skeet são oito as posições numeradas no stand e os pratos são lançados nas casas alta e baixa.

Equipamentos:


Além das armas os atiradores usam protetores de ouvido para mininizar o barulho do tiro e óculos com lentes que protegem os olhos.

O local de competições


As disputas acontecerão no Asaka Shooting Range em Saitama.

O Brasil nos jogos


Medalha de prata na Rio 2016 o atirador Felipe Wu teve um ciclo muito irregular e conseguiu a vaga pra pistola de ar 10 m ficando em quarto lugar na Copa do Mundo na Índia que valeu a vaga pra Tóquio além de uma boa subida no ranking da modalidade.

Ainda hoje o tiro com arco.

Tóquio em detalhes: o taekwondo

 A série sobre os esportes olímpicos segue e hoje é dia do taekwondo.

* Postagem publicada originalmente em 2016 e republicada em 2021 com adaptações


Arte marcial criada e desenvolvida na Coreia o taekwondo significa "caminho dos pés e das mãos". O esporte faz parte do programa desde os jogos de Sydney e aqui as armas são braços e pernas. As lutas são garantia de chutes precisos e poderosos cheios de plasticidade.

As lutas são disputadas em três rounds que tem duração de dois minutos com um minuto de intervalo entre eles. O objetivo é acertar o oponente nas áreas vermelhas e azuis e cada golpe vale um ponto. Se o atleta conseguir encaixar um giratório vale dois pontos e se o chute for na cabeça vale três pontos ou quatro se for giratório. Um atleta pode vencer o combate em quatro maneiras: pela soma do maior número de pontos, nocaute no oponente, atingindo uma diferença de 12 pontos e desclassificação do adversário.

Nas lutas é proibido usar o joelho, empurrar, segurar, bater abaixo da cintura e acertar o adversário caído no chão. Essas infrações são passíveis e poem ocasionar em punições.

O local de competições


O Makuhari Messe será a sede das lutas da modalidade.

O Brasil nos jogos


O país terá três representantes no esporte. Edival Pontes, o Netinho que luta na categoria até 68 kg (peso pena), Ícaro Miguel na categoria até 80 kg (médio) e Milena Titoneli (peso médio) até 67 kg.

Ainda hoje o tiro esportivo

sexta-feira, 16 de julho de 2021

Tóquio em detalhes: os saltos ornamentais

 A série sobre os esportes olímpicos prossegue e hoje é dia dos saltos ornamentais.

* Postagem publicada em 2016 e republicada em 2021 cm adaptações



Os saltos ornamentais são o conjunto de habilidades que envolvem saltar de alturas elevadas até a água. Nas competições oficiais as disputas acontecem na plataforma de 10 metros e no trampolim de 3 metros.

Os homens saltam seis e as mulheres cinco vezes e são avaliados através dos quesitos: apresentação, aproximação, saída, execução e entrada na água. As mãos e braços alinhados acima da cabeça são as primeiras partes a entrarem na água, já na entrada em pé o atleta deve furar a água com a ponta dos dedos do pé.

Na pontuação sete juízes dão notas de 0 a 10 e nas sincronizadas são 11 os juízes. A mais alta e a mais baixa são descartadas, as restantes são somadas e multiplicadas pelo grau de dificuldade dos saltos. Os movimentos são analisados nos mínimos detalhes e qualquer falha leva o saltador a perder pontos.

A piscina tem profundidade de 5 metros e jatos d'água são lançados constantemente na superfície da piscina para agitar a superfície e orientar os atletas durante o salto.

O local de competições


O Centro Aquático de Tóquio sediará as competições.

O Brasil nos jogos


O país terá quatro atletas competindo, três deles na plataforma de 10 m. Ingrid Oliveira, Isaac Souza e Kawan Pereira e no trampolim de 3 m nossa representante é Luana Lira.

Amanhã o taekwondo, tiro esportivo e tiro com arco.

quinta-feira, 15 de julho de 2021

Tóquio em detalhes: o surfe

Hoje é a vez de apresentarmos um esporte que também debuta nos Jogos Olímpicos em Tóquio, o surfe.

Esporte individual criado nas Ilhas da Polinésia foi difundido no Havaí, a meca do esporte. No século passado através de Duke Kahanamoaku o surfe foi difundido e em 1920 começaram a ser disputados os primeiros campeonatos na Califórnia. Em 1960 o surfe vira esporte profissional e é criada a Associação Mundial de Surfe que organiza o circuito mundial de surfe que começa a ser disputado a partir de 1976. 

As manobras conhecidas e executáveis são os tubos onde o surfista fica envolto pela onda e passa pela parede de água e o aéreo onde o surfista usa a onda como rampa e alça voo pousando sobre a água. 

A prancha

Principal instrumento do surfista é feita de materiais diversos sendo os mais utilizados os produzidos por poliuretano e de polietileno além da fibra de vidro.

Dentre os maiores nomes da história se destaca o multicampeão Kelly Slater, detentor de 11 troféus mundiais, mas que não vai competir em Tóquio e o havaiano Andy Irons, reverenciado pelos surfistas e contemporâneo de Slater, tricampeão mundial entre 2002 e 2004.

O Brasil de 2014 pra cá se tornou uma das potências da modalidade, antes pioneiros como Pedro Paulo Lopes, o Pepê, Teco Padaratz, Jojó de Olivença e Fábio Oliveira participaram com destaque no circuito mundial e em 1999 Victor Ribas foi o terceiro colocado no circuito. Mas a partir do surgimento da Brazilian Storm o país vem dominando o esporte e nos seis últimos anos quatro títulos mundiais foram conquistados por nossos surfistas: dois com Gabriel Medina, um com Adriano de Souza, o Mineirinho e o mais recente conquistado em 2019 por Ítalo Ferreira.

O local de competições

Localizada a 64 km de Tóquio a praia de Tsurigaski em Chiba receberá as disputas da primeira edição olímpica que o surfe fará parte dos Jogos Olímpicos. Como a modalidade depende das condições climáticas provavelmente não haverá a final na data programada e uma janela ficará aberta até o final dos jogos.

O Brasil nos jogos



Os dois últimos campeões mundiais estarão na disputa e provavelmente vão disputar a final olímpica. Gabriel Medina e Ítalo Ferreira chegam como favoritos à disputa no masculino. No feminino o Brasil será representado por Silvana Lima e Tatiana Weston - Webb.

Amanhã os saltos ornamentais

quarta-feira, 14 de julho de 2021

Tóquio em detalhes: o skate

Hoje trazemos um esporte que fará a estreia em Olimpíadas e que pinta com grandes chances de medalha para o Brasil, o skate.

Quando o COI (Comitê Olímpico Internacional) propôs a inclusão de novos esportes para atrair o público jovem nas Olimpíadas o skate foi escolhido porque atende a cartilha da entidade. Criado na Califórnia na década de 50 do século passado o skate foi criado por surfistas que cansavam de esperar baixar a maré na região de Los Angeles. O esporte se espalhou pelo país e em 1963 ganhou o nome definitivo de skate. O skate é feito por um suporte parecido com uma prancha de madeira e quatro rodinhas. No Brasil a modalidade chegou em 1974 com a construção da primeira pista apropriada para a prática e nos anos 80 o esporte se difundiu entre os jovens. Dentre os grandes nomes destacam - se Lincoln Ueda, o japonês voador, Sandro Dias, o Mineirinho, Karen Jonz e aquele que é considerado um dos maiores da modalidade: Bob Burnquist, considerado um dos grandes ao lado de monstros sagrados como Tony Hawk, considerado o rei dos verticais e Denny Way.

As manobras mais conhecidas são: 360º, uma manobra onde o atleta dá uma volta completa em torno de si no ar, kickflip, heelflip e background flip além do 900º, onde o atleta dá duas voltas e meia no ar. 

Equipamentos

Além do skate o atleta se equipa com capacete, luvas, cotoveleiras e joelheiras, todos acessórios de proteção obrigatória que protegem de quedas e tombos.

Modalidades

Em Tóquio o skate acontecerá em duas das inúmeras modalidades

- Skate park: os atletas competem em uma pista que simula os ambientes recreativos dos skatistas e neles estão contidos elementos do skate. A pista é montada em tigelas ou bowls que são piscinas onde os elementos de street são inseridos.

- Skate street: nessa modalidade a pista simula obstáculos encontrados nas ruas das grandes cidades e as manobras são feitas em cortinões, rampas, degraus, muretas de calçadas e outros obstáculos. As notas são dadas por um corpo de juízes.

O local de competições

A Ariake Urban Sports Park será o ponto de encontro dos atletas e a pista reproduz exatamente todos os obstáculos. O local será sede também do BMX .

O Brasil nos jogos




Com 12 atletas o esporte tem ótimas chances de trazer muitas medalhas e até um pódio 100% nacional. O favoritismo está com a gente no street feminino com Pâmela Rosa, Letícia Bufoni e com a fadinha Rayssa Leal, campeã mundial da modalidade e atleta mais nova da delegação. No street masculino nossos skatistas aparecem com boas chances, já no skate park nossas esperanças de medalha estão com Pedro Barros, seis vezes campeão dos X- Games, a olimpíada dos esportes radicais.

Amanhã o surfe.