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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Mangueira volta a conquistar o carnaval carioca depois de 14 anos





Numa apuração acirrada até o último quesito Alegorias e Adereços no fim quem sorriu foi a Estação Primeira de Mangueira que com o enredo sobre Maria Bethânia conquistou seu 19º título quebrando um jejum de 14 anos sem ganhar o carnaval carioca. O último havia sido em 2002 com Brasil com Z- Sou Cabra da Peste. Não é à toa que a escola sempre que homenageia figuras do Nordeste sempre se dá bem. O título é a grande redenção pois no ano passado foi prejudicada pela chuva e ficou apenas em 10º lugar. A Unidos da Tijuca ficou em segundo, seguidos de Portela, Salgueiro que liderava até o quesito final, Beija Flor e Imperatriz Leopoldinense. Essas escolas irão desfilar novamente no Desfile das Campeãs no próximo sábado. A Estácio de Sá foi rebaixada e volta pra Série A de 2017.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Império de Casa Verde leva o carnaval de São Paulo em apuração confusa



Após uma apuração confusa a Império de Casa Verde é a grande campeã do carnaval de São Paulo pela terceira vez em sua história. Campeã em 2005 e 2006 a escola fundada em 1994 volta a ganhar depois de dez anos com um enredo sobre os mistérios. A apuração das notas foi muito confusa e por duas vezes a leitura das notas teve de ser suspensa. Na primeira a Império não teve uma nota do quesito evolução dada e como prevê o regulamento da Liga das Escolas de Samba a maior nota é duplicada. A segunda confusão foi por causa de uma das notas da Dragões da real no quesito harmonia. De novo o tumulto foi formado e um integrante da Unidos de Vila Maria teve de ser algemado por policiais e retirado da sala. A Mocidade Alegre liderou até o quesito bateria quando a Império de Casa Verde assumiu para não mais perder. Em segundo lugar ficou a Acadêmicos do Tatuapé que falou da Beija Flor e em terceiro lugar ficou a Mocidade Alegre. Fechando o grupo das 5 mais vieram Vai - Vai e Unidos de Vila Maria. Foram rebaixadas para o grupo de acesso a Pérola Negra e a X - 9 Paulistana.

Noite de gala na Sapucaí com Salgueiro, Portela e Mangueira se destacando

A segunda noite de desfiles no Sambódromo do Rio de Janeiro teve de tudo: malandragem, palhaçada e homenagens na música.

Márcio Alves, Antonio Scorza, Guilherme Pinto e Roberto Moreyra/Ag. O Globo e Ricardo Borges/Folhapress






Sabrina Sato e Viviane Araújo, rainhas de bateria de Vila e Salgueiro foram destaque. A malandragem foi retratada pelo ator Ailton Graça, destaque da Salgueiro e palhaços deram o tom no enredo da São Clemente que teve problemas de evolução

Depois de dois anos de apresentações ruins a Unidos de Vila Isabel abriu a segunda noite homenageando o político Miguel Arraes num desfile correto. À frente da bateria Sabrina Sato veio de leoa do Norte. Com uma ode à malandragem a Acadêmicos do Salgueiro trouxe a Ópera do Malandro, uma típica homenagem ao malandro carioca incorporado pelo ator Ailton Graça. A rainha de bateria Viviane Araújo se destacou. Com um enredo falando sobre o palhaço a São Clemente transformou a Sapucaí num circo, mas a escola enfrentou problemas com um de seus carros alegóricos e deixou um buraco entre as alas, o que pode caracterizar perder décimos em evolução.

Wilton Júnior e Marcos Arcoverde/AE, Daniel Marenco, Hermes de Paula (2) e Guito Moreto/Ag. O Globo, Cacau Fernandes/Ag. O Dia e Ricardo Borges/Folhapress

A Portela iniciou o seu desfile com um paraquedista descendo na Sapucaí



Zezé di Camargo e Luciano, homenageados da noite, estavam presentes na festa






Portela veio com tudo no desfile de estreia de Paulo Barros e empolgou o público, Imperatriz trouxe o universo da música sertaneja falando da vida de Zezé di Camargo e Luciano e Mangueira fechou os desfiles com uma bonita homenagem à Maria Bethânia que comemora meio século de carreira

O carnavalesco Paulo Barros estreou com tudo na Portela. A escola de Madureira trouxe o mundo imaginário e inimaginário da Humanidade. A águia, símbolo da escola surgiu mostrando no abre alas dois momentos da história: a Odisseia retratada por Homero e a travessia do Mar Vermelho. Num desfile empolgante a escola levantou as arquibancadas que reagiram gritando É campeã!. A Imperatriz Leopoldinense retratou na avenida a história dos cantores sertanejos Zezé di Camargo e Luciano, os filhos de seu Francisco. Num dos carros alegóricos astros da música sertaneja como Daniel, Roberta Miranda e Sérgio Reis. A dupla Chitãozinho e Xororó veio junto da comissão de frente. Fechando o desfile a Estação Primeira de Mangueira contou a trajetória da cantora Maria Bethânia e fez um desfile ousado apostando em um tema que sempre deu certo e que fez a escola ganhar muitos carnavais, mas desde 2002 que a escola não celebra um título.

E assim terminaram os desfiles e a expectativa fica pra quarta feira de cinzas quando será conhecida a grande campeã do carnaval carioca.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Beija Flor é o destaque do primeiro dia de desfiles na Sapucaí

Na primeira noite de desfiles no Sambódromo do Rio de Janeiro a Beija Flor foi o grande destaque ao trazer muito ouro nas fantasias.

Márcio Alves/Ag. O Globo e Wilton Júnior (2)/AE 





Estácio de Sá falou de São Jorge, a União da Ilha falou do espírito olímpico do carioca e Beija Flor esbanjou luxo nas alegorias em enredo sobre o Marquês de Sapucaí

De volta ao Grupo Especial a Estácio de Sá abriu os desfiles falando de São Jorge, o destaque ficou para as paradinhas da bateria. A União da Ilha cantou o Rio olímpico. No ano da Olimpíada na cidade a escola trouxe alas e alegorias leves. Entre os destaques que a escola levou estava Vanderlei Cordeiro de Lima, bronze na maratona nos Jogos de Atenas 2004 cruzando a avenida com uma réplica da tocha olímpica. A Beija Flor abusou do dourado e em tempos de crise econômica não economizou no luxo pra falar do Marquês de Sapucaí que leva o nome da avenida do samba. Um drone sobrevoou a avenida na busca por corrigir eventuais falhas. Neguinho da Beija Flor, o intérprete comemorou 40 anos de avenida e o casal de mestre sala e porta bandeira Claudinho e Selminha Sorriso completaram um quarto de século na avenida.

Pablo Jacob (2)/Ag. O Globo, Antonio Lacerda/EFE, André Mourão e Severino Silva/Ag. O Dia






Estreando na avenida Paloma Bernardi foi o destaque da Grande Rio, mas escola pode perder pontos em evolução, na Mocidade Anitta foi um dos destaques no enredo que falou de corrupção e Tijuca empolga o público com enredo sobre a cidade de Sorriso, a capital da soja

A Grande Rio, escola de Caxias trouxe a cidade de Santos. Sem Pelé e Neymar a escola acabou tendo problemas na evolução e harmonia. Estreando como rainha de bateria a atriz Paloma Bernardi representou uma das taças conquistadas pelo Santos Futebol Clube. Com um desfile politizado sobre Dom Quixote a Mocidade Independente de Padre Miguel falou sobre os problemas e a cultura do país. Temas como inflação e corrupção deram a tônica no enredo. A cantora Cláudia Leitte veio novamente como rainha de bateria e Anitta veio à frente de um dos carros alegóricos como militar. Fechando a primeira noite a Unidos da Tijuca falou sobre a cidade de Sorriso. A cidade é a capital da soja e o desfile empolgou as arquibancadas na alta madrugada. Nesta segunda mais seis escolas entram na avenida.

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Mocidade Alegre é o destaque da segunda noite de desfiles em São Paulo

O segundo dia de desfiles no Sambódromo do Anhembi foi marcado por confusão e pelo brilho da Mocidade Alegre.

Letícia Macedo/G1, Diego Padgurschi/Folhapress, Paulo Whitaker/Reuters e Marcos Alves/Ag. O Globo

Ju Isen mostra o tapa-sexo  (Foto: Letícia Macedo/G1)




Juliana Isen é expulsa por tirar roupa no desfile da Peruche, Vai - Vai trouxe a França até a avenida, X-9 teve problemas no seu desfile e Mocidade Alegre levantou o público com enredo sobre o centenário do samba

Com um desfile que levantou a arquibancada a escola do bairro do Limão cantou as origens do samba que completa este ano um século. A Unidos do Peruche abriu o segundo dia contando também o surgimento do samba, mas um fato polêmico poderá custar caro na apuração. A modelo Juliana Isen foi impedida de desfilar com um tapa sexo anti Dilma e por ter tirado a roupa foi expulsa do desfile. O strip tease poderá fazer a escola perder pontos em evolução e fantasia. Com carros alegóricos grandiosos a Império de Casa Verde falou sobre o fascínio em decifrar mistérios. A Acadêmicos do Tucuruvi viajou pelo Brasil para falar das festividades religiosas. À frente da bateria Aline Riscado fez sua estreia à frente do grupo de ritmistas. Na sequência a Mocidade Alegre veio com um samba forte que levantou a arquibancada, mas a escola deixou buracos nas últimas alegorias que podem custar caro no quesito evolução. A Vai Vai trouxe a França até a avenida. A maior campeã do carnaval paulista fez um desfile técnico, só que uma agressão do diretor da escola a um membro da Liga poderá fazer a escola perder pontos. A Dragões da Real falou sobre o ato de dar e receber presentes e fechando os desfiles a X-9 Paulistana teve um desfile confuso e cheio de falhas. O tema do enredo foi o açaí. A série de problemas foi causada por uma alegoria problemática e a ausência de vários integrantes, o que pode custar caro e fazer a escola perder pontos em evolução e alegorias.

Na terça feira acontece a apuração dos desfiles e aí vamos saber quem foi a grande campeã do carnaval de São Paulo.

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Rosas de Ouro se destaca na primeira noite dos desfiles de São Paulo

A primeira noite de desfiles do carnaval de São Paulo teve como destaque a escola Rosas de Ouro que falou sobre tatuagens.

Daniel Teixeira (2)/AE, Fabio Braga e Marcus Leoni/Folhapress

A Rosas de Ouro escolheu a tatuagem como tema do samba-enredo do carnaval de 2016

'Ave Maria cheia de faces': este foi o título do enredo entoado pela Águia de Ouro em 2016



Rosas de Ouro trouxe o mundo das tatuagens, Águia de Ouro falou sobre a fé, Cláudia Raia foi homenageada pela Nenê de Vila Matilde e Sabrina Sato atraiu olhares no desfile da Gaviões da Fiel

O desfile começou com atraso de 20 minutos por conta do estouro de um transformador e quem abriu os trabalhos foi a escola Pérola Negra que falou sobre o bairro de Vila Madalena, na sequência veio a Nenê de Vila Matilde que homenageou a atriz Cláudia Raia e empolgou o público. A Unidos de Vila Maria não empolgou o público com um enredo sobre Ilhabela. A Rosas de Ouro trouxe o mundo das tatuagens pro Sambódromo e se destacou. A atriz Ellen Rocche, rainha de bateria atraiu a atenção dos fotógrafos e cinegrafistas, da mesma forma Sabrina Sato que desfila na Gaviões da Fiel que trouxe pra avenida o mundo dos seres imaginários. A Águia de Ouro falou sobre Maria, mãe de Jesus e fechando o primeiro dia já com o sol raiando a Acadêmicos do Tatuapé homenageou a Beija Flor que comemora os 40 anos de seu primeiro título no carnaval carioca. Hoje mais sete escolas desfilam no segundo dia de desfiles: