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quarta-feira, 5 de março de 2025

Beija Flor ganha o carnaval carioca pela 15ª vez na despedida de Neguinho da Beija Flor

Com um enredo que homenageou o carnavalesco Laíla a Beija Flor conquistou seu 15º título da história do carnaval carioca na despedida do intérprete Neguinho da Beija Flor após 50 anos. A escola somou 270 pontos ficando na frente, a Grande Rio ficou em segundo um décimo atrás, depois veio a Imperatriz Leopoldinense, Unidos do Viradouro, Portela e Mangueira que voltarão no sábado no Desfile das Campeãs. A Unidos de Padre Miguel foi rebaixada e volta pra Série Ouro em 2026. A Beija Flor é a terceira maior vencedora do carnaval carioca atrás de Mangueira e Portela.

E assim encerramos a cobertura do carnaval de 2025, em 2026 tem mais.

Grande Rio é destaque no último dia de desfile no Rio

A terceira e última noite de desfiles no Rio teve a Grande Rio como destaque.

Fotos de Alexandre Cassiano e Domingos Peixoto/Ag. O Globo




A Mocidade Independente de Padre Miguel trouxe pra avenida um enredo sobre o futuro e a tecnologia trazendo referências de desenhos como Os Flintstones e Os Jetsons além de muitas alegorias tecnológicas e uma comissão de frente hi-tech, a Paraíso do Tuiuti contou a história de Xica Manicongo, primeira travesti do Brasil que veio do Congo, foi escravizada e trazida ao país no século 16. A escola teve problemas com os carros alegóricos que podem prejudicar no quesito evolução, a Grande Rio levou pra avenida a força das águas amazônicas e das entidades que habitam o encontro do rio com o mar. Paolla Oliveira esteve pela última vez à frente da bateria, quem também desfilou foi a apresentadora Patrícia Poeta que fez sua estreia na avenida e encerrando os desfiles a Portela fez uma homenagem a Milton Nascimento que veio em um dos carros alegóricos e o público recebeu de pé o artista. 

Após os desfiles saíram os vencedores do Estandarte de Ouro, premiação do jornal O Globo e a Imperatriz Leopoldinense venceu o prêmio de melhor escola além dos prêmios de melhor enredo e melhor bateria, a Mocidade Independente venceu o prêmio de melhor comissão de frente, Julinho e Rute da Unidos do Viradouro venceram na categoria mestre-sala e porta bandeira e o Salgueiro ficou com a melhor ala de passistasa. A grande campeã será conhecida logo mais ás 4 da tarde na apuração.

terça-feira, 4 de março de 2025

Rosas de Ouro vira no último quesito e é campeã do carnaval de São Paulo

Numa apuração decidida no último jurado do último quesito a Rosas de Ouro se sagra campeã do carnaval de São Paulo em 2025 numa disputa acirrada até o fim. Tudo parecia ser o título da Águia de Ouro que liderava até o último quesito, evolução quando duas notas baixas derrubaram a escola da ponta pro sétimo lugar e a Rosas virou o jogo quando conseguiu três notas 10 e pelos critérios de desempate levou o título do carnaval paulista depois de 15 anos pois o último título havia sido em 2010 e no ano passado escapou do rebaixamento. A Acadêmicos do Tatuapé ficou com o vice campeonato 0,1 ponto atrás seguido pela Gaviões da Fiel, Mocidade Alegre e Camisa Verde e Branco. Mancha Verde e Acadêmicos do Tucuruvi foram rebaixadas pro grupo de acesso em 2026. Este foi o oitavo título da história da escola que é a quinta maior vencedora do carnaval paulistano desde 1968. A Vai-Vai é a maior vencedora com 15 títulos seguida da Mocidade Alegre (12), Nenê de Vila Matilde (11) e Camisa Verde e Branco (9).

Beija Flor e Salgueiro conquistam preferência do público no segundo dia de desfile no RJ

A segunda noite de desfiles colocou Salgueiro e Beija Flor como as favoritas do público no dia dominado por enredos de temática afro. 

Fabiano Rocha (3) e Domingos Peixoto/Ag. O Globo




Com um enredo sobre o orixá Logun-Edé, o menino santo que o velho respeita a Unidos da Tijuca fez uma apresentação colorida e entrelaçou a vida da entidade com a juventude. A Beija Flor homenageou duas figuras históricas da sua história: o carnavalesco Laíla que ganhou 14 títulos e o intérprete Neguinho da Beija Flor que se aposenta após 50 anos de desfiles e o último carro alegórico trouxe o Cristo coberto que fez história no desfile de 1989. A Acadêmicos do Salgueiro trouxe pra avenida os amuletos e rituais de proteção que fazem parte da religiosidade brasileira e fechando a segunda noite a Unidos de Vila Isabel fez um desfile ousado falando sobre assombrações. Mais uma vez à frente da bateria Sabrina Sato encarnou uma vampira. Hoje mais quatro escolas fecham o desfile: Mocidade Independente de Padre Miguel, Paraíso do Tuiuti, Grande Rio e Portela.

segunda-feira, 3 de março de 2025

Viradouro e Imperatriz são as favoritas do público no primeiro dia de desfiles no Rio

A primeira noite de desfiles no Rio colocou Imperatriz Leopoldinense e Unidos do Viradouro como as faavoritas com desfiles que quase beiram a perfeição.

 Léo Franco/Ag. News/Eduardo Hollanda/Divulgação e Guito Moreto/Ag. O Globo

 

Abrindo os desfiles a Unidos de Padre Miguel de volta ao grupo especial depois de 52 anos trouxe um enredo em homenagem à Egbé Iya Nassô, figura importante do candomblé destacando momentos importantes de sua vida. A Imperatriz Leopoldinense levantou as arquibancadas do Sambódromo da Sapucaí com um enredo sobre a visita de Oxalá ao reino de Oyo, governado por Xangô. A Unidos do Viradouro, atual campeã vem forte querendo o bi e trouxe um enredo sobre Malunguinho, herói do século 19 que liderou o quilombo de Catucá no norte de Pernambuco e abusou dos efeitos holográficos num mergulho pela luta por liberdade e resitência. Fechando a primeira noite a Estação Primeira de Mangueira celebrou a contribuição dos povos bantos de Angola num desfile imponente, mas sem brilho. A segunda noite de desfiles tem hoje á noite mais quatro escolas: Unidos da Tijuca, Beija Flor, Acadêmicos do Salgueiro e Unidos de Vila Isabel.

domingo, 2 de março de 2025

Gaviões, Vai-Vai e Tucuruvi se destacam na segunda noite de desfiles em São Paulo

A segunda noite de desfiles no Anhembi colocou Gaviões da Fiel, Tucuruvi e Vai-Vai como favoritas na preferência do público.

Alisson Sales (2) e Felipe Iruatã/Folhapress

 



A Águia de Ouro revisitou a carreira do músico Benito di Paula relembrando seus grandes sucessos na carreira, mas a escola teve problemas em dois carros alegóricos que atrasaram a entrada e podem trazer problemas no quesito evolução, a revolução dos quadrinhos foi o tema da Império de Casa Verde onde Branca de Neve virou Preta de Neve, Batman deixando de ser herói e outras reviravoltas. A Mocidade Alegre que tenta o tricampeonato seguido falou dos amuletos da sorte na vida dos brasileiros e um terço enorme foi formado pela bateria da escola, só que o tricampeonato pode ficar comprometido pois uma das alegorias teve problemas e um carro alegórico teve problemas e precisou ser empurrado, a Gaviões da Fiel falou das máscaras africanas pra contar a história do espírito Orumilá, em busca do título inédito no grupo especial a Acadêmicos do Tucuruvi falou sobre o manto dos tupinambás que ficou 300 anos no Brasil e que foi devolvido pra Dinamarca ano passado, com um enredo sobre a comunidade LGBTQIA+ a Estrela do Terceiro Milênio falou sobre o preconceito que o grupo sofre na sociedade. Apesar do recado a escola pode perder pontos no quesito fantasia pois uma peça de um dos integrantes estava com as mangas arregaçadas. Fechando os desfiles a Vai-Vai, maior campeã da história homenageando o dramaturgo José Celso Martinez Correa, o Zé Celso que morava no bairro do Bixiga e a comissão de frente recriou o famoso Teatro Oficina. Na terça-feira será conhecida a grande campeã do carnaval paulista quando serão conhecidas as notas dos jurados na apuração dos desfiles.

sábado, 1 de março de 2025

Rosas de Ouro, Mancha Verde e Dragões da Real se destacam no primeiro dia de desfile em São Paulo

A primeira noite de desfiles em São Paulo mostrou a força de Dragões da Real, Mancha Verde e Rosas de Ouro, as preferidas do público que foi ao Sambódromo do Anhembi. 

Miguel Schincariol/AFP, Fábio Pescarini, Felipe Iruatã e Alisson Sales (2)/Folhapress





Abrindo os desfiles a Colorado do Brás que volta ao grupo especial depois de dois anos homenageou o afoxé Filhos de Gandhi,um dos mais tradicionais blocos de carnaval do Brasil, a Barroca Zona Sul homenageou Iansã, a rainha dos ventos e tempestades. A escola teve problemas de evolução pois um buraco entre as alas pode fazer a escola perder pontos no quesito e ainda por cima conseguiu passar faltando um segundo pra estourar o tempo máximo de desfile, a Dragões da Real, vice-campeã do ano passado trouxe a poesia de Toquinho para falar do ciclo da vida e com cores vibrantes levantou a avenida, a dualidade de religiões foi o tema da Mancha Verde que tratou como se misturam a fé e a profanação. Justiça e esperança através de uma frase de Martin Luther King foram inspiração pro enredo da Acadêmicos do Tatuapé e a comissão de frente representou o caos trazendo num dos carros alegóricos a figura de um homem enforcado, a Rosas de Ouro falou sobre a influência dos jogos na evolução da humanidade transformando a avenida num cassino e fechando a primeira noite a Camisa Verde e Branco levou pra avenida a trajetória de Cazuza fazendo o dia nascer feliz no Anhembi. Neste sábado mais sete escolas entram na avenida na segunda noite de desfile: Águia de Ouro, Império de Casa Verde, Mocidade Alegre, Gaviões da Fiel, Acadêmicos do Tucuruvi, Estrela do Terceiro Milênio e Vai-Vai.