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quarta-feira, 6 de março de 2019

20 vezes Mangueira, a grande campeã do carnaval carioca



Uma das escolas de samba mais tradicionais e queridas do Rio de Janeiro, a Estação Primeira de Mangueira chega à 20 títulos do Grupo Especial e com um desfile perfeito e impecável contando a história dos heróis esquecidos nos livros de história. Com 270 pontos a escola tirou nota 10 em todos os quesitos e o carnavalesco Leandro Vieira conquista seu segundo título em quatro anos como criador de ideias. O enredo foi uma verdadeira aula de história e falou de heróis que foram esquecidos e teve ainda uma homenagem à Marielle Franco. A Unidos do Viradouro ficou com o vice campeonato um ano depois de subir para o Grupo Especial no retorno de Paulo Barros. A Vila Isabel ficou em terceiro seguidos de Portela, Salgueiro e Mocidade Independente que vão pro Desfile das Campeãs. Foram rebaixadas para a Série A a Imperatriz Leopoldinense que não era rebaixada desde 1977 e a Império Serrano.

Atualização: Na Série A a Estácio de Sá subiu para o Grupo Especial em 2020 pois venceu a disputa com um enredo sobre a saga do povo do Panamá. Ano que vem serão 13 escolas e duas irão cair e em 2021 teremos 12 escolas. 

terça-feira, 5 de março de 2019

Mancha Verde é campeã inédita no carnaval de São Paulo



Com uma virada no último quesito a Mancha Verde é a campeã do carnaval de São Paulo pela primeira vez na sua história. A escola levou para a avenida a saga de Oxalá, a princesa negra através da princesa Aqualtune  A Acadêmicos do Tatuapé liderava até o último quesito mas um festival de notas abaixo de 10 a derrubaram para o sétimo lugar. A Dragões da Real ficou com o vice campeonato seguidas da Rosas de Ouro, Unidos de Vila Maria e Império de Casa verde. Foram rebaixadas a Acadêmicos do Tucuruvi e por incrível que pareça, a Vai - Vai, a maior campeã da história do carnaval paulista que pela primeira vez vai desfilar no grupo de acesso em 2020. A escola ano passado havia ficado em 10º lugar e neste ano ficou na lanterna.

Atualização: Subiram para o Grupo Especial em 2020 a Pérola Negra e a Barroca Zona Sul enquanto a Unidos do Peruche cai para o grupo de Acesso 2.

Mangueira mostra força e se credencia como candidata ao título

A segunda noite de desfiles mostrou que a Mangueira vem muito forte pra brigar pelo título deste ano. 

Pablo Jacob (2), Gabriel de Paiva, Márcio Alves, Antonio Scorza (2) e Gabriel Monteiro/Ag. O Globo


Sabrina Sato desfilou dando vida à Maria-Fumaça. 'Matéria de combustível' da Rainha de Bateria para a Swingueira de Noel Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo

Águia não pode faltar nos desfiles da Portela Foto: Márcio Alves / Agência O Globo



Mangueira encerrou o desfile em ala com bandeiras de ícones da escola; Marielle, tônica do cortejo, foi representada Foto: Antonio Scorza / Agência O Globo

Para levar enredo do tempo ao público, Mocidade apostou em representações de vários relógios Foto: Gabriel Monteiro / Agência O Globo

Michael Jackson e Madonna incorporaram o casal de mestre sala e porta bandeira da São Clemente, Sabrina Sato veio de Leopoldina na Vila Isabel, Portela trouxe muita cor na homenagem à Clara Nunes, União da Ilha trouxe um padim Ciço voador pra contar as histórias do Ceará, Paraíso do Tuiuti apostou em nova história sobre corrupção, Mangueira fez críticas e contou a história de heróis esquecidos e Mocidade falou sobre o tempo com um Einstein na comissão de frente

Abrindo os desfiles da segunda noite a São Clemente reeditou o samba de 1990 E o samba sambou, uma crítica á comercialização do carnaval. A Unidos de Vila Isabel contou a história de Petrópolis narrada pela princesa Isabel, mas deverá perder pontos porque o seu desfile passsou um minuto além do permitido. A Portela fez uma homenagem á cantora e portelense de coração Clara Nunes abusando das cores em suas fantasias e a atriz Emanuelle Araújo encarnou a cantora. Com um enredo sobre o Ceará a União da Ilha trouxe na comissão de frente um Padim Ciço voador e contou as histórias das obras de Rachel de Queiroz e José de Alencar. Com um enredo sobre um bode cearense que foi eleito em 1920 com pitadas de humor a Paraíso do Tuiuti voltou a chamar a atenção para a corrupção numa fórmula que deu certo ano passado com o vice campeonato e pode surpreender de novo, mas um problema na evolução poderá tirar a escola da briga. A grande expectativa ficou para o desfile da Estação Primeira de Mangueira e o carnavalesco Leandro Vieira trouxe os heróis da resistência esquecidos que os livros de História não contam. Críticas fortes à ditadura militar e uma homenagem à vereadora Marielle Franco que tem seu assassinato completando um ano na próxima semana foram os destaques da escola que levou o Prêmio Estandarte de Ouro do jornal O Globo de melhor escola. Fechando a maratona a Mocidade Independente de Padre Miguel falou do tempo e da sua história. Nesta quarta feira de cinzas teremos a apuração das notas e a expectativa fica pra ver quem será a campeã do carnaval carioca de 2019.

segunda-feira, 4 de março de 2019

Magia da Viradouro e Tijuca com o pão sagrado são destaques da primeira noite de desfiles no Rio

A primeira noite de desfiles do Grupo Especial do Rio teve de tudo: magia, dinheiro e fome.

Antonio Scorza (2), Alexandre Cassiano, Márcio Alves, Domingos Peixoto (2) e Pablo Jacob/Ag. O Globo






Comissão de frente da Imperatriz tinha 16 Robin Hoods que jogavam dinheiro sobre o público nas arquibancadas Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo


Império tentou inovar mas ideia de casal de mestre sala e porta bandeira não funcionou, Viradouro aposta nos seres encantados, Juliana Paes volta com tudo na bateria da Grande Rio, Salgueiro aposta em Xangô, Beija Flor não empolga com retrospectiva de seus carnavais, Imperatriz fez chover dinheiro de mentirinha e Unidos da Tijuca levou a história do pão sagrado através dos tempos

A chuva que caiu atrasou o início dos desfiles em meia hora e abrindo os desfiles a Império Serrano tenta se manter no Grupo Especial com um samba em homenagem à Gonzaguinha: O que é o que é, uma das músicas de sucesso do cantor falecido que virou samba que foi bem aceito pelo público. A inovação de levar um casal de mestre- sala e porta bandeira para um tablado não deu muito certo pois a saia da porta bandeira ficou presa. Com o carnavalesco Paulo Barros de volta a Unidos do Viradouro apostou em bruxaria e magia para falar de seres encantados com o enredo ViraViradouro. A Grande Rio apostou na falta de educação das pessoas na sociedade para dar seu recado. De volta à avenida Juliana Paes foi a madrinha de bateria. A Acadêmicos do Salgueiro trouxe pra avenida a saga de Xangô, o orixá que é símbolo de religião e imparcialidade. A Beija Flor, atual campeã contou 70 anos de história com um desfile revisitando enredos anteriores. A Imperatriz Leopoldinense foi irreverente e trouxa a ganância e o poder do dinheiro com o enredo Me dá um dinheiro aí. A escola deve perder pontos no quesito evolução pois um carro alegórico quebrou na concentração. Fechando a primeira noite a Unidos da Tijuca trouxe a história do pão sagrado de cada dia como alimento físico e espiritual. Nesta segunda vão desfilar as seguintes escolas: São Clemente, Vila Isabel, Portela, União da Ilha, Paraíso do Tuiuti, Mangueira e Mocidade Independente de Padre Miguel. 

domingo, 3 de março de 2019

Vai - Vai, Dragões e Mocidade Alegre se destacam na segunda noite de desfiles em Sampa

Na segunda noite de desfiles no sambódromo do Anhembi Vai - Vai, Mocidade Alegre e Dragões da Real foram as que mais se destacaram.

André Penner/AP e Werther Santana (3)/AE

Dragões da Real

Vai-Vai canta contra preconceito e em defesa das raízes africanas

Gaviões da Fiel

Escola Rosas de Ouro homenageia Armênia na avenida

Dragões da Real levou a história do tempo, a luta dos negros foi tema da Vai - Vai, Sabrina Sato voltou aos desfiles agora como rainha de bateria da Gaviões e Rosas de Ouro focou a história da Armênia

Abrindo a segunda noite de desfiles a Águia de Ouro expôs os extremos do país através das mazelas e as riquezas do Brasil. Falando sobre a influência do tempo a Dragões da Real fez uma viagem pelo passado, presente e futuro empolgando a avenida. A Mocidade Alegre levou para a avenida a história do sol e da lua que eram amantes mas nunca se encontraram. Maior campeã da história dos desfiles paulistas a Vai- Vai contou a história das lutas dos negros chamando a atenção para o quilombo do futuro. Numa das alas a irmã e a filha de Marielle Franco que foi assassinada há um ano numa homenagem à vereadora carioca. A Rosas de Ouro foi até a Armênia para falar sobre a história do povo armênio que sofreu genocídio no passado com Ellen Rocche à frente da bateria. A Unidos de Vila Maria foi a penúltima escola a desfilar e trouxe a cultura do Peru e a civilização inca. Fechando os desfiles a Gaviões da Fiel recontou a história do tabaco. De volta aos desfiles depois do nascimento de Zoe, Sabrina Sato levantou as arquibancadas á frente da bateria pela primeira vez como rainha. Depois de duas noites a expectativa agora é pela apuração das notas dos jurados. A apuração que irá apontar quem será a campeã de 2019 será na terça feira gorda. 

sábado, 2 de março de 2019

Império de Casa Verde e Tatuapé são destaques na primeira noite de desfiles de São Paulo

A primeira noite dos desfiles do carnaval de São Paulo com sete escolas teve de tudo um pouco.

Fotos de Werther Santana/AE

Império de Casa Verde

X-9 Paulistana

Acadêmicos do Tatuapé

Império de Casa Verde mostrou as garras com enredo sobre o cinema, Arlindo Cruz emocionou o público pela X-9 e bicampeã Tatuapé evitou buracos e fez desfile exaltando o patriotismo

Abrindo os desfiles a Colorado do Brás voltou ao Grupo Especial depois de 25 anos com um enredo sobre o Quênia e a expressão Hakuna Matata, lembrada pelo filme O Rei Leão mostrou que a alegria supera as dificuldades. Debaixo de uma chuva fina a Império de Casa Verde levou para o Anhembi a magia do cinema e uma homenagem ao filme O Império Contra Ataca, da saga Star Wars. Depois veio a Mancha Verde que levou pra avenida a saga de Oxalá, a princesa negra. A Acadêmicos do Tucuruvi cantou a liberdade através da história. O último carro alegórico fez referência à última eleição presidencial com o embate entre o #EleNão x #EleSim que dominou as redes sociais entre apoiadores e opositores de Jair Bolsonaro. A bicampeã Acadêmicos do Tatuapé tentará o tricampeonato consecutivo com um enredo exaltando o patriotismo, mas a escola teve de correr para não deixar buracos pois um carro alegórico teve problemas na concentração. A X-9 fez uma homenagem ao sambista Arlindo Cruz que ainda se recupera de um AVC sofrido há dois anos. O homenageado veio em um dos carros alegóricos e emocionou a plateia. Fechando a primeira noite a Tom Maior trouxe temáticas voltadas à fé e a ciência numa mistura de evolução e religião. Neste sábado mais sete escolas desfilarão na avenida. Pela ordem: Águia de Ouro, Dragões da Real, Mocidade Alegre, Vai - Vai, Rosas de Ouro, Unidos de Vila Maria e fechando vem a Gaviões da Fiel.