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quinta-feira, 7 de junho de 2018

Personagens das Copas: O Mineiratzen alemão

Fechamos a série especial dos personagens das Copas com um jogo que jamais será esquecido tanto para nós brasileiros como para os alemães.



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8 de julho de 2014, Belo Horizonte. Brasil e Alemanha fariam no Mineirão uma das semifinais da Copa do Mundo do Brasil. Dois gigantes frente a frente num confronto que poderia ser a final, mas os caprichos da tabela jogaram para uma semifinal. O Brasil por jogar em casa não vinha jogando um bom futebol, mesmo passando aos trancos e barrancos, a Alemanha por sua vez jogava com eficiência. Para piorar o time dirigido por Luiz Felipe Scolari não tem Neymar, excluído da festa depois de uma joelhada do jogador Zuñiga da Colômbia e Thiago Silva, suspenso por tomar o segundo cartão amarelo. Para este jogo Felipão escala Bernard que jogou no Atlético Mineiro. Antes do jogo a torcida apoiava o time que levava Neymar junto. Quando a bola rolou nos primeiros minutos dava impressão de que o Brasil conseguiria vencer, falsa impressão. Aos 10 minutos o massacre alemão começava quando numa cobrança de escanteio a bola passou por toda a área e encontrou o pé de Thomas Müller que sem marcação nenhuma deu um simples tapa na bola. Era o começo do desastre. A partir dos 22 minutos aconteceria o maior apagão de uma seleção brasileira em todos os tempos. Num intervalo de seis minutos o rolo compressor alemão passou o carro em cima da gente com quatro gols. O primeiro deles, o segundo gol alemão foi marcado por Miroslav Klose, gol que o colocaria como maior artilheiro em mundiais. Dois minutos depois veio o terceiro gol marcado por Toni Kroos, mal deu tempo de respirar e um minuto depois o mesmo Kroos rouba a bola de Fernandinho e na troca de passes com Khedira fez seu segundo gol no jogo. Três minutos mais tarde veio o quinto gol em nova troca de passes entre Özil e Khedira que só tocou pro gol. 5 x 0 em apenas meia hora de jogo. O jogo ganhava contorno de tragédia e então muita gente deixou as dependências do estádio atordoadas com a goleada. Vaiada a seleção voltou pro segundo tempo tentando diminuir o prejuízo, mas todas as tentativas pararam em Neuer. Tranquila a Alemanha tirou o pé, mas não deixou de marcar mais dois gols, ambos de Schürrle. No fim Oscar fez o gol de honra, um gol que ninguém comemorou. Final: 7 x 1, a maior derrota brasileira em todos os tempos e não só em Copa do Mundo, a maior derrota jogando dentro de seu país, uma humilhação jamais vista em toda a história centenária. Se o Maracanazzo de 1950 fez o país chorar, o vexame de 2014 foi uma aula de futebol e humildade pra ficar na eternidade. Barbosa e os jogadores da Copa de 50 puderam enfim descansar em paz.

Breve histórico da Copa do Mundo de 2014 - disputada entre 12 de junho e 13 de julho nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Salvador, Natal, Recife, Fortaleza, Curitiba, Porto Alegre e Manaus.
  • Campeã: Alemanha. A fria seleção alemã ganhou a calorosa simpatia do povo brasileiro mesmo após ter humilhado o time anfitrião na semifinal ganhou o carinho do torcedor na decisão contra os argentinos. Foi a coroação do trabalho de reestruturação que se iniciou após a vexatória eliminação da Euro de 2000 quando se iniciou o trabalho de garimpar talentos nos clubes. 
  • Vice - campeã: Argentina
  • Brasil: A pressão por jogar em casa abalou o grupo psicologicamente. Depois que trocou Mano Menezes por Felipão a confiança aumentou depois do título da Copa das Confederações, mas no mundial o Brasil jamais apresentou o futebol que fez confiar a torcida. Na primeira fase vitórias inconvincentes, nas oitavas contra o Chile escapamos da eliminação precoce e Júlio César defendeu duas cobranças na decisão por pênaltis, nas quartas passamos pela Colômbia e perdemos Neymar, mas na semifinal a goleada diante da Alemanha foi catastrófica. Na disputa de terceiro lugar tomamos outro chocolate, desta vez da Holanda terminando num frustrante quarto lugar. 
  • Países participantes: 32
  • Gols: 171 - média de 2,67 por jogo
  • Jogos: 64
  • Artilheiro: James Rodriguez (Colômbia) - 6 gols
E assim nós encerramos a série especial sobre os personagens que ajudaram a contar a história das Copas. Daqui a uma semana na Rússia uma nova Copa do Mundo vai começar e novos personagens surgirão. 

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Personagens das Copas: Os bizarros personagens da Copa de 2010

O penúltimo Personagens das Copas excepcionalmente hoje traz os personagens mais bizarros que surgiram na Copa do Mundo de 2010.

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Um deles você deve se lembrar. Jabulaaaaaaaaaaaani! A bola feita pela empresa de material esportivo Adidas foi o pesadelo dos goleiros e tinha 11 cores representando os idiomas oficiais do país, mas é lembrada por uma brincadeira no Fantástico na voz de Cid Moreira. Antes da Copa a Jabulani foi alvo de muitas polêmicas, dentre elas as críticas feitas pelo ex- goleiro da seleção Júlio César que a comparou com as bolas de mercado. 

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E essa corneta de barulho estridente e irritante? A vuvuzela tem um metro de comprimento e foi proibida pela UEFA, mas na Copa da África fez um tremendo sucesso.

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Nosso terceiro personagem vem do reino animal. Numa Copa em que zebras e frangos deram o ar da graça um molusco ganhou fama mundial pela capacidade de prever fatos. Estamos falando do Polvo Paul que vivia em um restaurante de uma cidade alemã chamada Oberhausen. Ele tinha duas opções para escolher a caixa do vencedor: uma com a bandeira da Alemanha e outra com o oponente e nos 7 jogos acertou todos, inclusive a campeã daquela Copa, a Espanha. Três meses depois do mundial o polvo morreu de causas naturais. 

Breve histórico da Copa do Mundo de 2010 - disputada entre 11 de junho e 11 de julho nas cidades de Johannesburgo (dois estádios - Ellis Park e Soccer City), Cidade do Cabo, Durban, Pretória, Nelspruit, Port Elizabeth, Polokwane, Rustemburgo e Bloemfontain.
  • Campeã: Espanha. A Fúria entrava finalmente para o seleto grupo dos campeões de Copa do Mundo. A estreia foi com derrota para a Suíça, mas o time se recuperou e avançou até a final quando venceu a Holanda na prorrogação. O time marcou 8 gols e sofreu 2
  • Vice - campeã: Holanda
  • Brasil: A seleção de 2010 foi a mais fechada, tudo culpa do Dunga que ao estilo militar brigou feio com a imprensa que ficou impedida de acompanhar os treinos e dentro de campo um time à imagem e semelhança do treinador e as câmeras de TV flagrara muitas vezes as reações exageradas do técnico. A primeira fase foi sem brilho,nas oitavas uma vitória convincente sobre o Chile, mas nas quartas de final o time faz um primoroso primeiro tempo diante da Holanda e não aproveita as chances para matar o jogo, no segundo tempo veio o castigo ao tomar a virada e num exemplo notório de descontrole Felipe Melo pisa em Robben, é expulso e desmantela de vez o psicológico do time.
  • Países participantes: 32
  • Gols: 145 - média de 2,27 por partida
  • Jogos: 64
  • Artilheiros: quatro jogadores dividiram a artilharia: Thomas Müller (Alemanha), David Villa (Espanha), Wesley Sneijder (Holanda) e Diego Forlán (Uruguai) - 5 gols cada
A série Personagens das Copas se encerra amanhã relembrando o Mineiratzen, a goleada alemã em cima da gente na Copa do Mundo de 2014.

sábado, 2 de junho de 2018

Personagens das Copas: Zidane e Materazzi

Hoje a série Personagens das Copas será em dobro e vamos relembrar a treta entre dois jogadores na final da Copa do Mundo de 2006.

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O francês Zinedine Zidane e o italiano Marco Materazzi protagonizaram na final da Copa da Alemanha uma treta daquelas. Dia 9 de julho de 2006, Estádio Olímpico de Berlim. Itália e França decidiram a Copa do Mundo. O time francês saiu na frente com Zizou cobrando penalidade sofrida por Malouda. A Itália empatou com Materazzi de cabeça. O jogo seguia tenso até que no segundo tempo da prorrogação o mundo assiste à um lance bizarro da agressão. Zidane deu uma cabeçada no peito de Materazzi e o juiz Horácio Elizondo expulsou Zidane de campo encerrando de forma melancólica uma carreira vitoriosa e por onde passou desfilou elegância com as camisas de times como Juventus e Real Madrid, time que treinou até a semana passada onde ganhou três títulos seguidos da Champions. Sem seu maestro que liderou os Bleus à uma sensacional arrancada com direito à vitória sobre o badalado Brasil nas quartas a França perdeu a decisão por pênaltis e a Itália chegou ao tetra.

Breve histórico da Copa do Mundo de 2006 - disputada entre 9 de junho e 9 de julho nas cidades de Berlim, Munique, Dortmund, Stuttgart, Gelsenkirchen, Hamburgo, Hannover, Frankfurt, Colônia, Kaiserslautern, Nuremberg e Leipzig
  • Campeã: Itália. 24 anos depois de ganhar na Espanha por ironia a Itália se tornava tetracampeã da mesma forma que o Brasil em 1994 ganhando nos pênaltis. O time dirigido por Marcello Lippi tinha jogadores como o goleiro Buffon, o zagueiro e capitão Cannavaro e os meio campistas Pirlo, Totti e Zambrotta levou a Copa com quatro vitórias e três empates.
  • Vice - campeã: França
  • Brasil: O time mais badalado da época chegou com favoritsmo absoluto e um elenco recheado de estrelas, mas as coisas começaram a dar errado na preparação final em Weggis onde os treinos eram festa para a torcida numa verdadeira balbúrdia. O tal quadrado mágico revelou - se falho. Os Ronaldos vinham de fases distintas: o Ronaldo Nazário estava gordo e fora de forma enquanto o Ronaldinho Gaúcho voava no Barcelona. Diante disto o que seria um elenco de superstars se revelou um bando e o técnico Parreira não conseguiu extrair o máximo do elenco. Depois de uma primeira fase sem empolgar veio uma vitória enganosa contra Gana e nas quartas de final caiu de forma apática pra seleção da França pondo fim à uma geração de jogadores vitoriosos, mas que juntos não formaram um time.
  • Países participantes: 32
  • Gols: 147 - média de 2,3 por partida
  • Jogos: 64
  • Artilheiro: Miroslav Klose (Alemanha) - 5 gols
Na terça feira o penúltimo capítulo da série relembrando personagens esquisitos e bizarros da Copa do Mundo da África do Sul como a vuvuzela, a Jabulani e o Polvo Paul.

quinta-feira, 31 de maio de 2018

Personagens da Copa: Ronaldo

A série sobre os personagens marcantes das Copas traz hoje o Fenômeno Ronaldo.

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Ronaldo Nazário de Lima surgiu para o futebol quando treinou nas categorias de base do São Cristóvão do Rio de Janeiro e foi descoberto por Jairzinho,o Furacão da Copa de 1970 e foi vendido ao Cruzeiro de Belo Horizonte. Em 1993 estreia como profissional aos 16 anos e no Brasileiro daquele ano marca 12 gols em 14 partidas sendo o terceiro colocado na artilharia. No ano seguinte foi artilheiro do campeonato mineiro e logo chamou a atenção de clubes da Europa sendo contratado pelo PSV Eindhoven pouco antes da Copa do Mundo dos Estados Unidos. No clube holandês marcou 54 gols em 57 partidas e em 1996 foi contratado pelo Barcelona onde ficou apenas uma temporada e foi artilheiro com 34 gols. Foi contratado pela Internazionale de Milão e recebeu da imprensa italiana o apelido de Fenômeno. Ao mesmo tempo enfrenta problemas nos joelhos com lesões seguidas, a mais grave em 2000 em jogo contra a Lazio quando seu joelho direito saiu do lugar e teve de passar por uma longa recuperação. Deixou o clube depois da Copa do Mundo de 2002 ao ser contratado para integrar os Galácticos do Real Madrid onde ficou até 2007 se transferindo para o Milan e em fevereiro de 2008 se lesionou novamente e foi desligado do clube e durante esse período fez treinamentos no Flamengo, seu clube do coração, mas acabou não sendo contratado. Em 2009 volta ao Brasil jogando no Corinthians e ajuda o time a conquistar o Campeonato Paulista e a Copa do Brasil. A parceria com o clube rendeu valores acima de 30 milhões de reais, mas também marcada pelos fracassos nas Libertadores de 2010 e 2011. Após a eliminação de 2011 na fase de pré libertadores anuncia sua aposentadoria por não suportar mais as dores físicas.

Na seleção jogou 105 partidas e marcou 67 gols. Esteve em quatro Copas do Mundo. Em 1994 nos Estados Unidos não jogou nenhuma vez e ficou no banco, em 1998 na França era a esperança na conquista do penta. Na época já eleito duas vezes o melhor jogador do mundo marcou quatro gols e o time chegou à final contra a França, mas horas antes da decisão sofre uma convulsão na concentração brasileira,é sacado, mas pouco menos de uma hora antes da bola rolar se diz apto e entra em campo, mas de forma apática. O Brasil perdia a final e uma das prováveis causas da apatia foi o stress em excesso. Na Copa de 2002 mesmo sem ritmo de jogo foi chamado por Luiz Felipe Scolari e ressurgiu em grande estilo. Foi fundamental na vitoriosa campanha do penta marcando oito gols sendo o artlheiro daquele mundial coroando sua ressureição no futebol. A Copa de 2006 seria a consagração definitiva, pois fazia parte do quadrado mágico junto de Adriano, Kaká e Ronaldinho Gaúcho, mas lento e fora de forma deu alguns lampejos de craque e marcou três vezes se tornando na ocasião o maior artilheiro em todos os tempos na Copa, marca que seria superada em 2014 por Klose. O Brasil chegou como favorito no Mundial da Alemanha e decepcionou. O jogo contra a França pelas quartas de final foi o último jogo oficial de Ronaldo e o Brasil perdeu pro time de Zidane. 

Após a aposentadoria se tornou empresário fundando a 9ine, empresa de marketing gerenciando carreiras de esportistas como Anderson Silva, Neymar e Paulo Henrique Ganso. Integrou o Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2014 no Brasil e também se envolveu numa grande polêmica ao se envolver com um travesti. Dentre os títulos conquistados estão duas Copas do Mundo com a seleção e três títulos de melhor jogador do mundo pela FIFA. 

Breve histórico da Copa do Mundo de 2002 - disputada entre 31 de maio e 30 de junho nas cidades coreanas de Seul, Daegu, Busan, Ulsan, Incheon, Gwangiu, Suwon, Jeonju, Daejeon e Seogwipo e nas cidades japonesas de Yokohama, Saitama, Shizuoka, Sapporo, Kobe, Miyagi, Ibaraki, Oita, Niigata e Osaka.
  • Campeão: Brasil. Depois de passar um tremendo sufoco nas Eliminatórias onde ficou ameaçado de não se classificar com quatro treinadores a seleção deu a volta por cima com um grupo que ficou conhecido como a Família Scolari. A campanha perfeita veio com sete vitórias em sete partidas disputadas. O time marcou 18 gols e sofreu apenas quatro
  • Vice - campeã: Alemanha
  • Países participantes: 32
  • Gols: 161 - média de 2,52 por partida
  • Jogos: 64
  • Artilheiro: Ronaldo (Brasil) - 8 gols
A série prossegue no sábado com dois personagens da decisão da Copa de 2006: Zidane e Materazzi. 

terça-feira, 29 de maio de 2018

Personagens das Copas: Gamarra

Hoje a série Personagens das Copas traz o zagueiro paraguaio Gamarra.


Carlos Alberto Gamarra Pavón é considerado um dos melhores jogadores da posição em todos os tempos. Começou carreira no Cerro Porteño e passou pelo Independiente da Argentina antes de voltar pro Cerro. Jogou ainda nos times do Benfica, Atlético de Madrid, AEK de Atenas e Inter de Milão. Jogando no Brasil se destacou no Internacional de Porto Alegre e ganhou dois títulos. Pelo Corinthians virou ídolo e ganhou o campeonato brasileiro de 1998, no Flamengo ganhou o estadual de 2001 e jogou no Palmeiras. Encerrou carreira jogando no Olimpia do Paraguai em 2008. Pela seleção guarani jogou 110 vezes e marcou 12 gols. Na Copa da França em 1998 foi eleito o melhor defensor e não fez uma falta sequer nos quatro jogos da equipe. No jogo das oitavas contra a França deslocou o ombro, mas seguiu jogando bravamente até o time sucumbir aos donos da casa. Pela sua qualidade técnica seu nome ficou pra sempre gravado na história dos mundiais.

Breve histórico da Copa do Mundo de 1998 - disputada entre 10 de junho e 12 de julho nas cidades de Paris, Saint -Denis, Marselha, Lyon, Lens, Nantes, Toulouse, Saint Etiénne, Bordeaux e Montpellier
  • Campeã: França. Foi um título inédito para o país depois de tentativas frustradas de gerações anteriores. No time comandado por Aimé Jacquet o grande destaque foi Zinedine Zidane, o maestro e que na final fez dois gols de cabeça.
  • Vice - campeão: Brasil. Com a base que ganhou o tetra a equipe dirigida por Zagallo era apontada como favorita, mas antes da Copa perdeu Romário e Ronaldo era a esperança até que horas antes da final o nosso melhor jogador teve convulsões e depois de ser liberado entrou e jogou de forma apática junto do time que acabou sofrendo aquela que seria a maior derrota até então (3 x 0 pra França, seria superada em 2014 com o infame 7 x 1 da Alemanha).
  • Países participantes: 32
  • Gols: 171 - média de 2,67 por partida
  • Jogos: 64
  • Artilheiro: Davor Suker (Croácia) - 6 gols
Na quinta a série relembra Ronaldo Nazário, artilheiro da Copa de 2002. 

sábado, 26 de maio de 2018

Personagens das Copas: Romário

A série Personagens das Copas destaca hoje um personagem fundamental na conquista do tetra.

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Romário de Souza Faria nasceu na comunidade do Jacarezinho e aos três anos se mudou pra Vila da Penha. Sua carreira no futebol começou nas categorias de base do Olaria, depois foi pra base do Vasco onde foi três vezes artilheiro e em 1985 inicia carreira profissional. No clube carioca ganhou o bicampeonato estadual entre 1987 e 1988, depois foi vendido ao PSV Eindhoven da Holanda onde ficou até 1993 quando foi comprado pelo Barcelona e jogou dois anos. Em 1995 o Flamengo trouxe o Baixinho de volta ao futebol nacional numa inusitada jogada de marketing. Naquele ano em que comemorava seu centenário o clube fracassa e perde todas as competições que disputou, só que em 1996 ganha o campeonato carioca, único título de expressão conquistado na sua passagem que terminou de forma tumultuada em 1999, em seguida voltou a vestir a camisa do rival Vasco e em 2000 conquista os títulos da Copa Mercosul e da Copa João Havelange, o confuso campeonato brasileiro daquele ano. Em 2001 se torna artilheiro do Brasileirão e em junho de 2002 troca São Januário pelas Laranjeiras e veste a camisa do Fluminense até 2004. Volta ao Vasco para sua terceira passagem em 2005 e pela segunda vez se torna artilheiro do Brasileiro, perto dos 40 anos. Depois de rápidas passagens pelo futebol dos Estados Unidos e da Austrália retorna ao Vasco na luta pelos 1000 gols e em 20 de maio de 2007 em jogo contra o Sport repete Pelé que em 1969 nu jogo do Santos contra o Vasco chegava à 1000 gols e cobrando pênalti. Depois ainda joga mais alguns jogos e vira treinador interino. Sua carreira chegava ao fim em abril de 2008, mas faltava jogar no clube de coração de seu pai, o América onde fez apenas um jogo. Na seleção brasileira estreou em 1987 com Carlos Alberto Silva e em 1988 conquista a medalha de prata olímpica e foi artilheiro. Em 1989 ajuda o Brasil a ganhar a Copa América em casa e era um dos trunfos para a Copa do Mundo da Itália, mas à três meses do torneio sente uma contusão, mas se recupera à tempo e só entra no terceiro jogo da primeira fase contra a Escócia. Em 1992 voltava a ser convocado, agora com Parreira, mas irritado por ter ficado no banco de reservas em um amistoso fica de fora, só que em 1993 com o Brasil passando aperto e correndo risco de não se classificar Parreira resolve chamar o Baixinho e no jogo final contra o Uruguai espanta de vez os fantasmas de 1950 e numa atuação de gala com dois gols classifica o Brasil para a Copa do Mundo de 1994. Na Copa ele é o destaque de um time pragmático armado por Parreira, mas seus gols ajudam o time a chegar à decisão contra a Itália e o tetra veio. No fim do ano é escolhido o melhor jogador da temporada pela FIFA. Ficou dois anos fora da seleção e e voltou em 1997 quando ganhou a Copa América e a Copa das Confederações formando dupla com Ronaldo Nazário. Tudo parecia ser que a dupla arrebentaria na Copa da França em 1998, mas um estiramento na panturrilha o tirou da Copa. Ainda jogaria mais algumas partidas com os técnicos seguintes, mas nem mesmo o clamor popular fez o técnico Felipão levar o baixinho para a disputa da Copa do Mundo de 2002. Se despediu oficialmente da seleção em abril de 2005. Depois de encerrar carreira nos campos iniciou carreira política e em 2010 foi eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro e quatro anos depois senador. Polêmico o jogador colecionou uma lista de desafetos dentre eles Pelé, Wanderley Luxemburgo, Zagallo, Zico e outros. 

Breve histórico da Copa do Mundo de 1994 - disputada entre 17 de junho e 17 de julho nas cidades de Los Angeles, São Francisco, Detroit, Chicago, Dallas, Boston, Washington, Nova York e Orlando
  • Campeão: Brasil. Depois de 24 anos o Brasil enfim era tetracampeão mundial. O time dirigido por Carlos Alberto Parreira era pragmático e em sete jogos venceu cinco. Romário marcou cinco gols. O tetra da seleção foi dedicado ao piloto de Fórmula 1 Ayrton Senna que morria em 1º de maio em acidente no circuito de Imola durante o GP de San Marino.
  • Vice - campeã: Itália
  • Países participantes: 24. Foi o último mundial disputado com essa quantidade
  • Gols: 141 - média de 2,71 por partida
  • Jogos: 52
  • Artilheiros: Stoichkov (Bulgária) e Salenko (Rússia) - 6 gols cada, sendo que o russo fez 5 no jogo em que a Rússia goleou Camarões
Na terça destacaremos o paraguaio Gamarra, único jogador que não cometeu nenhuma falta na Copa do Mundo de 1998.

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Personagens das Copas: Roger Milla

A série Personagens das Copas traz hoje o camaronês Roger Milla.


O atacante Roger Milla começou sua carreira jogando pelo Eclair de Douala, depois passou pelo Léopard e depois foi para a França onde jogou pelo Valenciennes, Bastia, Monaco e Montpellier. Encerrou carreira em 1997 jogando na Indonésia. Disputou três Copas do Mundo: em 1982 quando passou despercebido, 1990 e 1994. Na Copa de 1990 na Itália foi convocado à pedido do então presidente do país Paul Biya e liderou os Leões Indomáveis numa campanha histórica que começou com vitória em cima da Argentina então campeã mundial e que só terminou com a derrota para a Inglaterra nas quartas de final. Voltou em 1994 e fez um gol na derrota de goleada para a Rússia, esse gol o colocou como o mais velho jogador a marcar gol em Copa do Mundo. 

Breve histórico da Copa de 1990 - disputada entre 8 de junho e 8 de julho nas cidades de Roma, Florença, Nápoles, Bari,Turim, Gênova, Milão, Bolonha, Udine, Verona, Cagliari e Palermo.
  • Campeã: Alemanha: A seleção dirigida por Franz Beckenbauer se igualava ao Brasil e a Itália chegando ao tricampeonato com um time liderado por Lothar Matthaus, Jurgen Klinsmann e cia. Foram sete jogos com cinco vitórias e dois empates.
  • Vice - campeã: Argentina
  • Brasil: Sebastião Lazaroni tentou inovar na seleção com um esquema altamente defensivo com três zagueiros, um esquema ao estilo europeu bem diferente do estilo brasileiro, mas fracassou. A chamada Era Dunga sucumbiu de forma melancólica com a derrota para a Argentina. Depois de uma primeira fase sem empolgar, apesar das 3 vitórias o time chegou ao duelo no mata mata e criou inúmeras chances de gol, mas Maradona em uma só jogada decidiu ao driblar dois marcadores e servir Caniggia que driblou Taffarel e adiar por mais quatro anos o sonho do tetra. Esta foi a pior campanha desde 1966.
  • Países participantes: 24
  • Gols: 115 - média de 2,21 por partida, a pior de todas, isso por causa das equipes adotarem sistemas defensivistas
  • Jogos: 52
  • Artilheiro: Salvatore "Totó" Schilacci (Itália) - 6 gols
A série prossegue no sábado com o homem que deu o tetra ao Brasil, o baixinho Romário.

terça-feira, 22 de maio de 2018

Personagens das Copas: Maradona

Hoje a série Personagens das Copas destaca o argentino Diego Armando Maradona.



Conhecido como El Pibe D'Oro Diego Maradona é um dos jogadores mais geniais e polêmicos do futebol mundial. Desde cedo brilhou no futebol, primeiro no Argentinos Juniors e logo subiu para o time profissional. Em 1978 foi preterido por César Luiz Menotti, técnico da seleção argentina e não jogou o mundial em casa. Depois jogou no Boca Juniors e em 1982 foi jogar no Barcelona onde ficou até 1984 quando foi contratado pelo Nápoli e em pouco tempo transformou a pequena equipe italiana numa das grandes com dois scudettos e quando estava no auge em março de 1991 é flagrado em exame antidoping com presença de cocaína. Começava ali a decadência. Depois de ser suspenso voltou à Espanha onde jogou no Sevilha, depois retornou à Argentina onde jogaria no Newell's Old Boys e teve uma rápida passagem no modesto Mandiyu além de treinar o Racing. Em 1995 voltou para o Boca onde encerrou carreira. Logo após encerrar carreira foi comentarista, passou duas vezes perto da morte devido ao seu envolvimento com drogas e na Copa de 2010 treinou sua seleção mas parou nas quartas de final sendo goleado pela Alemanha. Como jogador jogou quatro Copas: em 82 terminou sendo expulso contra o Brasil, em 86 quando liderou o time e no jogo contra os ingleses marcou dois gols antológicos: um com a mão, ou a La Mano de Diós e o segundo, considerado pela FIFA como o mais bonito do século XX quando pegou a bola do campo de defesa e driblou quem vinha pela frente. Na Copa de 90 comandou um time em frangalhos e foi decisivo no jogo contra o Brasil onde deu passe para o gol de Caniggia e levou sua seleção à final, mas perdeu a decisão pra Alemanha e na Copa de 94 fez gol contra a Grécia, mas o exame antidoping após o jogo com a Nigéria foi detectada a presença de efedrina e sua carreira em mundiais terminava ali.

Breve histórico da Copa de 1986 - inicialmente seria disputada na Colômbia, mas a grave crise econômica a transferiu para o México. O torneio foi disputado entre 31 de maio e 29 de junho nas cidades do México (estádios Azteca e Universitário), Puebla, Guadalajara, León, Irapuato, Nezahualcoyotl, Querétaro, Toluca, Monterrey, Zapopan e San Nicolas.
  • Campeã: Argentina. Com o talento de Maradona a seleção hermana ganhava seu segundo mundial com uma campanha de seis vitórias e um empate.
  • Vice - campeã: Alemanha
  • Brasil: Telê Santana voltava a dirigir a equipe, mas não se repetiu o futebol arte de 82, mas o Brasil chegou até as quartas de final quando num jogo emocionante foi eliminado nas cobranças de pênalti pra França. 
  • Países participantes: 24
  • Gols: 132 - média de 2,54 por jogo
  • Jogos: 52
  • Artilheiro: Gary Lineker (Inglaterra) - 6 gols
A série prossegue nesta quinta com o camaronês Roger Milla, comandante dos Leões Indomáveis que empolgaram o mundo na Copa de 1990.

sábado, 19 de maio de 2018

Personagens das Copas: Paolo Rossi

Na série sobre os personagens marcantes das Copas hoje é a vez de um dos maiores, se não o maior carrasco do Brasil.

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Paolo Rossi começou cedo aos 15 anos nas categorias de base da Juventus de Turim e depois emprestado ao Como e depois ao Vicenza, times pequenos da Itália. Em 1977 foi vice campeão italiano e artilheiro, o que valeu a convocação para a Copa de 1978. Na Argentina fez um bom mundial e depois retornou ao Vicenza que seria rebaixado. Então foi jogar no modesto Perugia e o seu mundo caiu quando foi descoberto o Totonero, o escândalo do calcio italiano. As investigações concluíram que 27 atletas foram envolvidos e Rossi era um deles. Ele seria suspenso por três anos, mas sua pena foi reduzida para dois anos e voltou a jogar à tempo de disputar a Copa de 82. No mundial da Espanha a Itália fez uma sofrível primeira fase, mas conseguiu a classificação no saldo de gols. Na segunda fase caiu em um grupo da morte com a Argentina, então campeã mundial e o Brasil que vinha voando em campo. Os italianos venceram os argentinos e o jogo seguinte era contra o Brasil. Foi então que naquele 5 de julho de 1982 no hoje demolido estádio Sarriá de Barcelona que ele enfim apareceu para o mundo. Naquela partida inesquecível ele fez três gols: o primeiro escorando cruzamento de Cabrini,o segundo ao receber de presente uma bola infeliz de Toninho Cerezo e fuzilar Waldir Peres e o terceiro quando o empate classificava o Brasil. Na cobrança de escanteio de Tardelli a bola pipocou na área e no rebote livre de marcação tocou pro gol e fez chorar milhares de brasileiros, dentre eles este que vos escreve, pois tinha 4 anos. Na semifinal contra a Polônia marcou mais dois e na decisão contra a Alemanha abriu o caminho do tri se tornando o artilheiro daquele mundial com 6 gols. Além do título ganhou também a Bola de Ouro da Copa. Depois do mundial jogou pouco pelo Milan, passou pelo Veneto, Verona e encerrou a carreira em 1987 vencido por lesões no joelho. Paolo Rossi não era bem visto por boa parte dos brasileiros e por conta disto lançou o livro Eu fiz o Brasil Chorar. 

Breve histórico da Copa do Mundo de 1982 - disputada entre 13 de junho e 11 de julho nas cidades de Madrid, Barcelona (dois estádios cada), Vigo,La Coruña, Gijón, Oviedo, Elche, Alicante, Bilbao, Valadolid, Valência, Sevilha, Zaragoza e Málaga.
  • Campeã: Itália. A Squadra Azzurra começou mal a Copa e só se classificou por ter feito um gol a mais que Camarões, deslanchou na segunda fase principalmente quando eliminou o Brasil no inesquecível 3 x 2 e acabou com o tri se igualando ao Brasil.
  • Vice - campeã: Alemanha
  • Brasil: Um time que jogava e encantava, assim o time montado por Telê Santana vinha fazendo uma campanha irrepreensível com jogadores talentosos como Falcão, Zico, Sócrates e Cerezo formando o meio campo. Depois de vencer na estreia a União Soviética e golear Escócia e Nova Zelândia o time enfrentou na segunda fase a Argentina e a Itália. Venceu de forma categórica os hermanos, mas no jogo seguinte Paolo Rossi acabou com o sonho do tetra.
  • Países participantes: 24. A FIFA ampliava o número de países participantes expandindo para todos os continentes a democratização do esporte. Foi nesta edição que pela primeira vez um jogo foi decidido em cobranças de pênalti e foi também nesta Copa que tivemos a maior goleada da história: Hungria 10 x 1 El Salvador. 
  • Gols: 146 - média de 2,81 por partida
  • Jogos: 52
  • Artilheiro: Paolo Rossi (Itália) - 6 gols
A série prossegue na terça com o craque argentino Diego Armando Maradona. 

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Personagens das Copas: Quiroga, goleiro de um dos mais escandalosos jogos da história das Copas

A série Personagens das Copas traz hoje o goleiro Quiroga.

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Ramón Quiroga antes de ser goleiro foi jogador de linha no Rosário Central da Argentina, país natal e trocou de posição virando goleiro. Em 1973 foi para o Sporting Cristal do Peru, país que virou sua segunda pátria. Em 1978 a Copa do Mundo foi na Argentina e Quiroga jogou o mundial com a camisa da seleção peruana. Naquele mundial o Peru ainda tinha resquícios de um grande time e na segunda fase caiu num grupo com Brasil, Polônia e a seleção anfitriã. A última rodada daquela fase foi disputada em 21 de junho com Brasil e Polônia e Argentina e Peru. A situação era a seguinte: Brasil e Argentina duelavam pra ver quem seria finalista e o Brasil estava em melhor situação no saldo de gols depois do empate sem gols em Rosário. O Brasil venceu a Polônia em Mendoza por 3 x 1 e estava se classificando pra final. Pra Argentina passar pra decisão tinha de golear o Peru por quatro gols de diferença e foi aí que entra em cena nosso personagem. Quiroga foi muito mal e cometeu inúmeras falhas. Resultado: A Argentina goleou por 6 x 0, bem mais do que precisava e foi pra final onde seria campeã pela primeira vez num jogo que foi o mais escandaloso da história das Copas. Quiroga foi profundamente marcado pelos gols tomados e resolveu encarar o bombardeio de críticas de peito aberto. Jogou a Copa de 1982, mas o Peru não passou da primeira fase. Depois de jogar em seis clubes e ganhar cinco títulos encerrou a carreira em 1986 e tentou ser treinador no Universitário e no Cienciano, mas não obteve êxito.  

Breve histórico da Copa do Mundo de 1978 - disputada entre 1 e 25 de junho nas cidades de Buenos Aires (dois estádios - José Amalfitani e Monumental de Nuñez), Córdoba, Mar del Plata, Mendoza e Rosário.
  • Campeã: Argentina - jogando em casa a seleção argentina ganhou seu primeiro título num torneio marcado por inúmeras falhas de organização, mas festivo pra ditadura militar. Foram quatro vitórias, dois empates e apenas uma derrota
  • Vice campeã: Holanda. Sem o astro Cruyff a Laranja Mecânica perdeu sua segunda final seguida
  • Brasil: O time treinado por Cláudio Coutinho tentou trazer inovações como overlapping e ponto futuro e terminou a Copa sem perder um jogo ficando em terceiro lugar se autointitulando campeão moral, mas a torcida não aceitou essa posição. 
  • Países participantes: 16. Foi a última edição de um mundial com esta quantidade de países.
  • Gols: 102 - média de 2,68 por partida
  • Jogos: 38
  • Artilheiro: Mário Kempes (Argentina) - 6 gols
A série prossegue no sábado com Paolo Rossi, o carrasco que em 1982 acabou com o sonho de uma seleção que encantou o mundo na Espanha.

terça-feira, 15 de maio de 2018

Personagens das Copas: Cruyff

A série Personagens das Copas destaca hoje o holandês Cruyff.

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Johan Cruyff é considerado como um dos maiores jogadores de futebol no século XX. Começou carreira no Ajax onde conheceu o técnico Rinus Michels. Juntos transformaram o time que passou de equipe média para uma potência na primeira metade da década de 70 e Cruyff desenvolveu o futebol total levando suas ideias pra seleção da Holanda. Na Copa de 1974 o mundo foi apresentado ao Carrossel Holandês com um time revolucionário e um esquema tático inovador em que os jogadores não tinham posição fixa dentro de campo, valorizavam a troca constante de passes e marcação firme. Depois da Copa foi negociado e vestiu a camisa do Barcelona. Depois jogou nos Estados Unidos e voltou ao Ajax em 1981 e encerrou carreira no Feyenoord em 1984. Ele jogava com a camisa 14 e não com a 10. Em 1986 iniciava carreira como técnico dirigindo o Ajax,clube que o revelou, depois dirigiu por oito anos o Barcelona e a seleção da Catalunha. Cruyff ao contrário do que demonstrava em campo era um fumante inveterado e em 1991 sofreu um infarto e implantou uma ponte de safena, em outubro de 2015 foi diagnosticado com câncer de pulmão e morreu em 24 de março de 2016. 

Breve histórico da Copa do Mundo de 1974 - disputada entre 13 de junho e 7 de julho nas cidades de Berlim, Hamburgo, Hannover, Stuttgart, Munique, Gelsenkirchen, Dortmund, Frankfurt e Dusseldorf
  • Campeã: Alemanha: Pela segunda vez e em casa a seleção alemã conquistou o título e se tornou a primeira a erguer a Taça FIFA que substituía a Jules Rimet. A campanha teve seis vitórias e uma derrota para a Alemanha Oriental. 
  • Vice campeã: Holanda
  • Brasil: Sem os craques de 70 a seleção manteve a base, mas a campanha foi decepcionante. Sofreu pra se classificar na primeira fase e a vitória sobre o fraco Zaire por 3 x 0 classificou a equipe. Na segunda fase deu de cara com a Holanda e foi totalmente envolvida pela Laranja Mecânica e acabou em quarto lugar ao perder a disputa de terceiro lugar para a Polônia.
  • Países participantes: 16
  • Gols: 97 - média de 2,55 por partida
  • Jogos: 38
  • Artilheiro: Lato (Polônia) - 7 gols
A série prossegue na quinta com o goleiro Quiroga, personagem de um jogo pra lá de suspeito na Copa de 1978.

sábado, 12 de maio de 2018

Personagens das Copas: A fantástica seleção que ganhou o tri no México

A série Personagens das Copas prossegue e hoje vamos destacar um time que entrou pra história do futebol.



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Considerada por 10 entre 10 entendedores como a melhor de todos os tempos a seleção do Brasil que foi tricampeã na Copa de 1970 conseguiu reunir num só elenco uma constelação de craques e gênios que formaram um time que passou por cima de quem vinha pela frente. O Brasil vivia tempos difíceis devido à ditadura militar que assombrava o país, mas também do chamado milagre econômico com obras faraônicas como a Transamazônica que jamais foi concluída. Mas éramos 90 milhões em ação, refrão da marcha Pra Frente Brasil empurrando o time para uma conquista épica. Num só time estava reunido a pura arte com passes precisos, chutes poderosos e jogadas que ficaram pra sempre eternizadas. Foi a partir desta Copa do Mundo que o Brasil passou a torcer via satélite onde o Brasil estiver pela sua seleção se transformando em uma paixão que se renova a cada quatro anos. Mas bem antes de encantar o mundo a seleção foi bastante contestada, mesmo dando show nas eliminatórias com o time que ficou conhecido como As Feras do Saldanha, pois o time era treinado pelo jornalista João Saldanha só que resultados ruins e contestações além de uma suposta interferência do então presidente Médici levaram à queda de Saldanha e para o seu lugar quem assumia o comando era Mário Jorge Lobo Zagallo que pegou o time praticamente pronto. Para fazer bonito em gramados mexicanos a seleção foi a primeira a chegar ao país três semanas antes da bola rolar e os treinos foram intensos para se adaptar à altitude, tanto é que o Brasil desenvolveu nesta Copa um excelente preparo físico. A brilhante campanha começou no dia 3 de junho no estádio Jalisco de Guadalajara com uma contundente vitória sobre a Tchecoslováquia por 4 x 1, verdade que o time saiu atrás, mas veio os gols e a virada e Pelé chutou do meio de campo e a bola não quis entrar. Era apenas o primeiro de uma série de lances geniais do camisa 10, depois veio uma vitória dramática sobre os então campeões mundiais com gol marcado por Jairzinho em grande jogada de Tostão e que ficou marcado por uma antológica defesa do goleiro Gordon Banks que pegou uma cabeçada de Pelé que tinha destino certo. No terceiro jogo uma vitória tranquila sobre a Romênia. Nas quartas de final contra o Peru que era dirigido por Didi o Brasil venceu por 4 x 2 e na semifinal um encontro com o Uruguai no primeiro jogo depois da fatídica final de 50. Parecia que o filme se repetiria com o gol de Cubilla, mas ainda no primeiro tempo Clodoaldo empatou e no segundo tempo veio mais um show com gols de Jairzinho e Rivelino. Pelé protagonizou mais dois lances de gênio: rebateu um chute de Mazurkiewicz de bate pronto e no segundo deu um drible de corpo desconcertante e chutou desequilibrado. A bola não entrou por caprichos, mas não importava. No dia 21 de junho veio a final contra a Itália no estádio Azteca. As duas seleções eram bicampeãs e quem vencesse ficaria em definitivo com a Taça Jules Rimet e o Brasil deu uma verdadeira aula de futebol, primeiro com a cabeçada fulminante de Pelé, depois um segundo tempo impecável com gols de Gérson, Jairzinho e pra fechar a campanha o gol do capitão Carlos Alberto, uma obra prima coletiva com toques envolventes e mágicos. Era o ápice da mágica conquista. A Jules Rimet era definitivamente do Brasil. Um time de outra galáxia com jogadores fantásticos como Rivelino e sua patada atômica, Gérson, o canhotinha de ouro, Jairzinho, o Furacão da Copa e único a marcar gol em todos os jogos e Pelé que chegava ao seu auge. 

Breve histórico da Copa do Mundo de 1970 - disputada entre 31 de maio e 21 de junho nas cidades do México, Puebla, Guadalajara, León e Toluca
  • Campeão: Brasil. Com o terceiro título entre as quatro Copas disputadas o país assegurou a hegemonia do esporte e ganhou em definitivo a Taça Jules Rimet com uma campanha espetacular de seis vitórias em seis jogos. A Jules Rimet acabaria sendo roubada e derretida em 1983
  • Vice campeã: Itália
  • Países participantes: 16
  • Gols: 95 - média de 2,97 por partida
  • Jogos: 32
  • Artilheiro: Gerd Müller (Alemaha) - 10 gols
Na terça a série prossegue falando do holandês Cruyff e o futebol total da Holanda.

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Personagens das Copas: Eusébio

A série Personagens das Copas traz hoje o português Eusébio.

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Muito antes de Cristiano Ronaldo o futebol de Portugal até 1966 jamais havia chegado tão longe graças ao moçambicano Eusébio que ficou conhecido como Pantera Negra ou Pelé português. Em 745 jogos marcou 733 gols, foi o Bola de Ouro na Europa e artilheiro da Copa do Mundo de 1966 jogando por Portugal. Naquela Copa a seleção portuguesa conseguiu um brilhante terceiro lugar. Jogou no Benfica, um dos mais tradicionais clubes de Portugal e encerrou a carreira em 1980 no Buffalo Stallions. Eusébio morreu em 5 de janeiro de 2014 às vésperas de completar 72 anos.

Breve histórico da Copa do Mundo de 1966 - disputada entre 11 e 30 de julho nas cidades de Londres (dois estádios: White City e Wembley), Liverpool, Birmingham, Manchester, Sheffield, Sunderland e Middlesbrough.
  • Campeã: Inglaterra. Pela primeira e única vez o English Team chegava ao inédito titulo mundial com uma polêmica na final contra a Alemanha. O lance do gol de Hurst, o terceiro gerou enorme polêmica pois a bola não entrou, mas o juiz deu gol. Os ingleses fizeram uma campanha de cinco vitórias e um empate.
  • Vice - campeã: Alemanha
  • Brasil: Antes da Copa havia a expectativa do tri, mas a preparação foi uma das mais confusas da história. Uma série de erros culminou na pífia campanha em gramados ingleses. O time sequer passou da primeira fase e acabou sendo eliminado com derrotas para a Hungria e Portugal. 44 jogadores foram convocados e o resultado foi catastrófico.
  • Países participantes: 16
  • Gols: 89 - média de 2,78 por jogo
  • Jogos: 32
  • Artilheiro: Eusébio (Portugal) - 9 gols.
A série prossegue no sábado com a fantástica seleção brasileira de 70. Um time de outra dimensão que nos dava o tri no México.

terça-feira, 8 de maio de 2018

Personagens das Copas: Mané Garrincha

A série Personagens das Copas destaca hoje Mané Garrincha.




Manuel Francisco dos Santos se transformou em Mané Garrincha, o anjo das pernas tortas, o gênio de dribles geniais e desconcertantes que deixavam tontos os joões, a quem apelidou seus adversários. Foi um dos principais jogadores nas conquistas das Copas de 1958 e principalmente 1962, quando Pelé acabou se contundindo e Garrincha assumia a responsabilidade liderando o time na conquista do mundial no Chile. Jogou a maior parte da carreira no Botafogo e depois passagens fugazes por Corinthians e Flamengo. Na seleção jogou 60 partidas e junto de Pelé jamais perdeu uma partida oficial. Depois do fim da carreira acabou se entregando ao alcoolismo e faleceu de cirrose hepática em janeiro de 1983 aos 49 anos. O estádio Nacional de Brasília, reformado para a Copa de 2014 recebe o nome do ex- jogador.  

 Breve histórico da Copa do Mundo de 1962 - disputada entre 30 de maio e 17 de junho nas cidades de Arica, Rancágua, Santiago e Viña del Mar.
  • Campeão: Brasil. O bicampeonato consecutivo da seleção veio com uma campanha de seis partidas com cinco vitórias e um empate. No jogo contra a Tchecoslováquia Pelé sente a virilha e é cortado da equipe. Entra em seu lugar Amarildo, o Possesso que marcou três. Garrincha e Vavá marcaram quatro gols cada.
  • Vice - campeã: Tchecoslováquia
  • Países participantes: 16
  • Gols: 89 - média de 2,78 por partida
  • Jogos: 32
  • Artilheiro: Drazen Jerkovic (Iugoslávia) - 5 gols
  •  
A série prossegue nesta quinta falando do português Eusébio.

    sábado, 5 de maio de 2018

    Personagens das Copas: Pelé, o maior jogador em todos os tempos

    A série Personagens das Copas traz hoje um personagem que brilhou não em uma, mas em três Copas e que transformou o Brasil em potência no esporte, ninguém mais, ninguém menos que Sua Majestade, o Rei Pelé.



    Edson Arantes do Nascimento nasceu em Três Corações e seu talento foi descoberto por Waldemar de Brito que o levou para o Santos. Entrou bem cedo pra seleção brasileira aos 16 anos e aos 17 jogou sua primeira Copa do Mundo. Junto de Garrincha a dupla jamais perdeu um jogo jogando juntos com a camisa da seleção. Em 1958 ajudou o Brasil a ser campeão pela primeira vez marcando gols importantes contra País de Gales e na final contra a Suécia. Na Copa de 1962 uma distensão na virilha o tirou do resto do mundial, em 66 foi caçado impiedosamente pelos marcadores e a seleção sequer chegou ás finais sendo eliminada na primeira fase. O auge veio em 70 no México quando jogou tudo que sabia e presenteou o mundo com lances geniais. Se aposentou da amarelinha em 1971. Pelo Santos conquistou inúmeros títulos sendo os mais importantes o bicampeonato da Libertadores e o Mundial Interclubes em 1962 e 1963. Encerrou a carreira jogando no Cosmos de Nova York em 1977. Foi eleito por jornalistas do mundo o Atleta do Século e marcou ao todo 1282 gols em 1367 partidas. 

    Breve histórico da Copa do Mundo de 1958 - disputada entre 8 e 29 de junho nas cidades de Borás, Eskilstuna, Gotemburgo, Halmstad, Helsingborg, Malmoe, Norkoping, Orebro, Sandviken, Solna, Udevalla e Vasteras.
    • Campeão: Brasil. Pela primeira vez o Brasil era campeão mundial de futebol. A campanha vitoriosa em gramados suecos teve cinco vitórias e um empate e o mundo viu surgir talentosos jogadores como Pelé, Garrincha, Didi, Vavá, Zagallo e outros.
    • Vice - campeã: Suécia
    • Países participantes: 16
    • Gols: 126 - média de 3,5por jogo
    • Jogos: 35
    • Artilheiro: Just Fontaine (França) - 13 gols, recorde jamais alcançado na história.
    A série prossegue nesta terça trazendo um personagem fundamental na conquista do bicampeonato no Chile, Mané Garrincha.

    quinta-feira, 3 de maio de 2018

    Personagens das Copas: Puskas

    A série Personagens das Copas traz hoje um dos grandes jogadores da primeira metade do século XX, o húngaro Puskas.


    Ferenc Puskas é considerado um dos grandes nomes do futebol da primeira metade do século XX e foi o grande nome da seleção da Hungria na primeira metade da década de 50. Conhecido como um dos mágicos magiares Puskas liderou o time que ficou quatro anos invicto e que tinha como base o Honved. Dono de um chute de esquerda fabuloso tinha um vasto repertório de dribles e passes secos e mesmo sendo gordo e baixo era bastante cerebral. Ainda jogou no Real Madrid e defendeu a seleção espanhola. Puskas jogou as Copas de 1954 pela Hungria e 1962 pela Espanha. Marcou 512 gols em 528 partidas na carreira. Puskas morreu em novembro de 2006 e em 2009 a FIFA designou o Prêmio Puskas a quem faz o gol mais bonito do ano.

    Breve histórico da Copa do Mundo de 1954 - disputada entre 16 de junho e 4 de julho nas cidades de Basiléia, Berna, Genebra, Lausanne, Lugano e Zurique.
    • Campeã: Alemanha - campanha de cinco vitórias e uma derrota (8 x 3 para a Hungria, mas na final devolvida a derrota com um 3 x 2)
    • Vice - campeã: Hungria
    • Brasil: trocou a cor da camisa deixando o branco para o amarelo canário, mas a seleção não foi longe parando nas quartas de final quando perdeu para a Hungria no jogo que ficou conhecido como A Batalha de Berna.
    • Países participantes: 16
    • Gols: 140 - média de 5,38 por jogo, a maior da história
    • Jogos: 26
    • Artilheiro: Sandor Kocsis (Hungria) - 11 gols
    No sábado destaque para o maior de todos, simplesmente o Rei Pelé.

    terça-feira, 1 de maio de 2018

    Personagens das Copas: Ghiggia

    A série Personagens das Copas traz hoje um dos homens que conseguiram calar o Gigante do Maracanã, o uruguaio Ghiggia.


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    Alcides Ghiggia jogou como ponta na direita e na seleção uruguaia ficou famoso por marcar o gol que deu o último título mundial da Celeste na Copa de 1950. Fez carreira no exterior onde jogou na Itália pelas equipes da Atalanta, Roma e Milan e chegou a jogar pela seleção italiana. Jogador veloz, bom cabeceador e dono de um chute forte nas duas pernas marcou 110 gols na carreira. Na Copa do Brasil em 50 fez gol em todos os jogos e no jogo final fez mais de 200 mil que estavam no estádio do Maracanã chorarem com o gol que fez. A jogada surgiu na esquerda e recebeu a bola, ganhou na corrida de Bigode e antes que Juvenal chegasse para interceptar chutou forte e a bola passou por baixo do goleiro Barbosa e pela trave morrendo no fundo do gol. Esse gol gerou uma das frases mais impactantes daquela partida: Somente três pessoas calaram o Maracanã: o Papa João Paulo II, Frank Sinatra e eu. Ghiggia encerrou carreira em 1968, depois recebeu várias homenagens, uma delas em 2013 no Centenário quando foi reproduzido no telão o gol do título de 50. Por ironia Ghiggia morria em 16 de julho de 2015 quando o Maracanazo completava 65 anos. 

    Breve histórico da Copa do Mundo de 1950 - disputada entre 24 de junho e 16 de julho nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre e Recife:
    • Campeão: Uruguai - campanha de quatro jogos com três vitórias e um empate
    • Vice - campeão: Brasil - pela primeira vez o país chegava com chance de título e jogando em casa. No quadrangular final o time fez duas goleadas contra Espanha e Suécia e o título parecia que ficaria no país, mas na final perdeu de virada e o time teria de esperar mais oito anos para ser campeão do mundo.
    • Países participantes: 13
    • Gols marcados: 88 - média de 4 por partida
    • Jogos: 22
    • Artilheiro: Ademir de Menezes (Brasil) - 9 gols marcados
    Na quinta a série prossegue falando do húngaro Puskas, personagem da Copa de 1954.

    sábado, 28 de abril de 2018

    Personagens das Copas: Leônidas da Silva

    A série Personagens das Copas traz hoje Leônidas da Silva.

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    Conhecido como Diamante Negro, Leônidas da Silva foi o primeiro craque brasileiro a brilhar em uma Copa do Mundo. Jogou os mundiais de 1934 e 1938. Na Copa de 34 sua participação foi breve de apenas um jogo, pois o Brasil caiu diante da Espanha e Leônidas fez o gol brasileiro na breve campanha na Itália. Quatro anos depois na França liderou o Brasil em sua primeira grande campanha em Copas. Logo na estreia uma vitória dramática contra a Polônia por 6 x 5 e marcou três vezes, depois fez um no jogo contra a Tchecoslováquia, dois dias depois no jogo de desempate marcou de novo e o Brasil chegava à semifinal pela primeira vez. Só que o técnico Ademar Pimenta decidiu poupá - lo, como o futebol não permitia substituições o Brasil perdeu da Itália e restou a decisão do terceiro lugar contra a Suécia e Leônidas fez dois terminando como artilheiro do mundial com 7 gols. Além de ser artilheiro imortalizou a bicicleta, um dos lances mais plásticos do futebol. Leônidas morreu em janeiro de 2004.

    Breve histórico da Copa do Mundo de 1938 - disputada entre 4 e 19 de junho nas cidades de Antibes, Bordeaux, Le havre, Lille, Paris com dois estádios, Reims, Strasburgo, Lyon, Marsehla e Toulouse.
    • Campeã: Itália - campanha de quatro jogos e quatro vitórias
    • Vice - campeã: Hungria
    • Brasil: pela primeira vez leva um time competitivo e chega pela primeira vez à uma semifinal de Copa. Termina em terceiro lugar depois de derrotar a Suécia.
    • Países participantes: 16
    • Gols: 84 - média de 4,67 por jogo
    • Jogos: 18
    A Copa do Mundo foi paralisada devido à Segunda Guerra Mundial e não tivemos os mundiais de 1942 e 1946 voltando em 1950. Falando em Copa de 50 nosso próximo personagem na terça feira lembrará de Ghiggia, um dos que conseguiram calar o Gigante do Maracanã.

    quinta-feira, 26 de abril de 2018

    Personagens das Copas: Vittorio Pozzo

    A série Personagens das Copas traz hoje em seu segundo capítulo o único técnico que foi bicampeão mundial seguido como treinador, o italiano Vittorio Pozzo.

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    Vittorio Pozzo foi jogador de futebol jogando pelo Torino da Itália e pelo Grasshoppers da Suíça. Logo depois se tornou treinador assumindo a equipe olímpica da Itália em 1912, depois treinou o time principal entre 1929 e 1948. No comando da Squadra Azzurra Pozzo dirigiu o time em 95 partidas vencendo 63 e foi bicampeão mundial em 34 e 38 e campeão olímpico nos Jogos de Berlim em 1936. É o único técnico do mundo a ser campeão mundial e olímpico em todos os tempos, mas por outro lado teve sua imagem arranhada por conta de ideais fascistas e sua ligação com o ditador Benito Mussolini. Além da seleção italiana dirigiu o Torino e o Milan. Vittorio Pozzo morreu em dezembro de 1968 aos 82 anos.

    Breve histórico da Copa do Mundo de 1934 - disputada entre 27 de maio e 10 de junho nas cidades de Bolonha, Trieste, Florença, Gênova, Milão, Nápoles, Roma e Turim.
    • Campeão: Itália- campanha de cinco jogos com quatro vitórias e um empate
    • Vice - campeã: Tchecoslováquia
    • Brasil: participação brevíssima. Apenas um jogo e derrota para a Espanha por 3 x 1. Como em 1930 um racha entre cariocas e paulistas impediu a formação de uma seleção competitiva, além disso a longa viagem de navio desgastou o time
    • Países participantes: 16
    • Gols: 70 - média de 4,12 por partida
    • Jogos: 17
    • Artilheiro: Oldrich Nejedy (Tchecoslováquia) - 5 gols marcados
    A série prossegue no sábado com Leônidas da Silva, nosso primeiro grande jogador a brilhar em Copas.

    terça-feira, 24 de abril de 2018

    Personagens das Copas: Jules Rimet

    Faltando pouco mais de 50 dias para a bola começar a rolar nos gramados da Rússia o Blog de knunes dá o pontapé inicial para a cobertura do evento apresentando uma série que vai contar de um jeito diferente a história das 20 edições da Copa do Mundo. E pra começar vamos apresentar o idealizador do torneio, o francês Jules Rimet.


    O francês Jules Rimet foi o idealizador da Copa do Mundo. Terceiro presidente da história da FIFA o francês viu no sucesso do torneio olímpico de futebol a força motriz para fazer um campeonato mundial de seleções. Nascia ali a Copa do Mundo. O seu objetivo era aproximar as nações pelo esporte, mas ao mesmo tempo despertou uma paixão que se renova de quatro em quatro anos.

    A primeira Copa do Mundo foi disputada em 1930 e o Uruguai foi o país sede da primeira edição. Os uruguaios seriam campeões vencendo a Argentina. O Brasil caiu na primeira fase pois perdeu para a Iugoslávia e goleou a Bolívia, mas insuficiente para seguir em frente. Jules Rimet esteve presente nos cinco primeiros mundiais e faleceu em outubro de 1956 e durante seu mandato presidindo a FIFA ampliou o número de nações filiadas de 20 para 85 e depois virou presidente honorário. A Taça que levou seu nome ficou em definitivo com o Brasil em 1970. 

    Breve histórico da Copa de 1930 - disputada entre 13 e 30 de julho com todos os jogos disputados em Montevidéu em três estádios: Pocitos, Parque Central e Centenário. 
    • Campeão: Uruguai - campanha de 4 jogos e 4 vitórias com 15 gols marcados e 3 sofridos
    • Vice - campeã: Argentina. 
    • Brasil: dois jogos com uma vitória e uma derrota. 
    • Países participantes: 13
    • Gols: 70 - média de 3,89 por partida
    • Jogos: 18
    • Artilheiro: Stábile (Argentina) - 8 gols marcados.
    A série prossegue na quinta com mais um personagem que fez história nas Copas, o técnico italiano Vittorio Pozzo.