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sábado, 2 de maio de 2015

Globo 50 Anos: O Top 10 dos programas marcantes e o mago das vinhetas Hans Donner

Para fechar esta semana especial sobre os 50 anos da TV Globo uma homenagem ao mago das vinhetas Hans Donner e os 10 programas mais marcantes em todos os tempos.


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A identidade visual da Globo antes de Hans Donner era simples. O primeiro logotipo era um catavento na forma do número 4 e que durou um ano. Em 1966 o cartunista Borjalo criou a logomarca da emissora, um globo terrestre cortado ao meio pela linha do Equador e pelos meridianos sofrendo acréscimo de cinco argolas simbolizando as emissoras que integraram a Rede Globo: Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Belo Horizonte e Recife. Essa marca ficou no ar até 1975.
 





Naquele ano um jovem austríaco chamado Hans Donner vinha ao Brasil em busca de um emprego e ao voltar para a Europa desenhou num guardanapo o que viria a ser o novo logotipo da Rede Globo que só foi adotado em 1976. Dentro de uma tela de TV o mundo em terceira dimensão. A logomarca sofreu alterações ao longo dos anos. Em 2008 o logo ganhou adaptação à TV digital e tons metálicos. A mais recente alteração foi no ano passado quando o logo perdeu o metal e ficou branco e em movimento, simbolizando a nova era da emissora.



Hans Donner então passou a produzir vinhetas e aberturas de programas e novelas. Dentre as mais marcantes destacam - se as duas aberturas que ele produziu para o Fantástico nos anos 80. A primeira em 1983 foi pioneira no uso da computação gráfica. Figuras geométricas como cones e pirâmides eram cortadas por feixes de laser coloridos formando plataformas para o balé executar a coreografia. Quatro anos depois Hans e sua equipe recriaram no Brasil as principais paisagens do planeta. A cena inesquecível em que Isadora Ribeiro saía da água ficou marcante na memória de todos. Ele acabou se casando com ela. Anos mais tarde uma outra mulher que participou de vinhetas acabou se casando com ele. Valéria Valenssa ficou conehcida como a mulata Globeleza nas transmissões do carnaval.

E chegamos ao Top 10 dos programas mais marcantes dessas cinco décadas:


1 - Jornal Nacional (jornalístico no ar desde 1969). O telejornal foi o primeiro programa de rede e se tornou referência na vida dos brasileiros, de Cid Moreira e Sérgio Chapelin à William Bonner e Renata Vasconcellos já ouvimos muitos boa noites em mais de 45 anos de história.


2 - Os Trapalhões (humorístico que ficou no ar de 1977 à 1995). As noites de domingo nunca mais foram as mesmas depois do fim do grupo, mas durante muito tempo Didi, Dedé, Mussum e Zacarias fizeram fir crianças e adultos de várias gerações.


3 - Cassino do Chacrinha (musical que foi ao ar de 1982 à 1988). O Velho Guerreiro comandava a massa nas tardes de sábado com calouros, convidados e as inesquecíveis chacretes numa salada musical que agitou os anos 80.



4 - Fantástico, o Show da Vida (jornalístico no ar desde 1973). Uma mistura ousada de entretenimento e jornalismo com o melhor da TV numa fórmula que foi exportada e até virou plágio na Itália.


5 - Domingão do Faustão (programa de auditório no ar desde 1989). Fausto Silva trouxe para as tardes de domingo muita diversão com irreverência e quadros marcantes.


6 - Xou da Xuxa (programa infantil no ar de 1986 à 1992). Xuxa Meneghel se tornou a Rainha dos Baixinhos com um programa infantil repleto de brincadeiras, atrações variadas e desenhos animados.


7 - Sítio do Picapau Amarelo (versão exibida entre 1977 e 1986). A obra de Monteiro Lobato encantou gerações e fez história com seus personagens inesquecíveis.


8 - Sai de Baixo (humorístico que ficou no ar de 1996 à 2002). A sitcom que era gravada ao vivo foi uma coqueluche nas noites de domingo com personagens hilários e engraçados.


9 - TV Mulher (programa feminino que foi ao ar de 1980 à 1986). Primeiro programa feminino que ganhou destaque na TV brasileira com Marília Gabriela, Ney Gonçalves Dias e Marta Suplicy.


10 - Esporte Espetacular (esportivo no ar desde 1973). O programa traz histórias de superação dos atletas e os bastidores das competições.

E aqui termina a semana especial dos 50 anos da Globo dando os parabéns à essa emissora que é admirada e odiada, mas tem sua importância na cultura brasileira.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Globo 50 Anos: A fábrica de sonhos das novelas

O penúltimo capítulo da série especial sobre os 50 anos da Rede Globo vai falar hoje das novelas. Não falaremos de todas, destacaremos as dez novelas mais marcantes nesses 50 anos, um pouco das minisséries e seriados e homenagear os grandes autores.

Foram mais de 280 novelas produzidas desde 1965. No começo quem assinava as primeiras tramas era a cubana Gloria Magadan. Em 1967 a novela Anastácia, a mulher sem destino passou por uma sacudida. Foi preciso um terremoto para eliminar de uma vez 100 personagens. Quem assinou esse roteiro? Janete Clair. A autora conseguiu revolucionar a trama que andava em baixa audiência e levantou os índices. Mas a partir de 1969 com Vende - se um véu de noiva que a Globo iniciava seu domínio assustador na dramaturgia.

As produções ganharam elevado nível de qualidade e isso se mantém nos dias atuais, por mais que emissoras como SBT ou Record tentem chegar ao mesmo nível a dramaturgia da Globo é quem dá o tom no país. As novelas são capazes de ditar modismos e parar um país. Exemplos disso são muitos: Em 1972 ainda nos tempos da TV em preto e branco a novela Selva de Pedra teve a façanha de ter 100% de audiência no dia da revelação de que Rosana Reis era Simone numa prova de que a novela era e é um fenômeno cultural de massa e quem não se lembra das meias de lurex em plena era da discoteca? E a dança louca da personagem de Sônia Braga em Dancin Days (1978) de Gilberto Braga? Ou quando o Brasil parou no último capítulo de Vale Tudo (1988) também de Gilberto Braga em parceira com Aguinaldo Silva para descobrir quem matou Odete Roitman (Beatriz Segall). E num exemplo mais recente um país parou para acompanhar o último capítulo de Avenida Brasil (2012). São exemplos como esses que fazem das novelas da Globo um dos fatores que levaram a emissora à liderança. Por ano estreiam de cinco a seis novelas nas faixas horárias das 18, 19 e 21 horas.

E aqui vai o Top 10 das dez novelas mais marcantes nesses 50 anos:


1 - O Rei do Gado (Novela de Benedito Ruy Barbosa) exibida em 1996: Os conflitos entre duas famílias e a luta pela posse de terra foram pontos fortes da trama. Antônio Fagundes fez o papel de Bruno Mezenga e Raul Cortez fez o papel de Geremias Berdinazzi.


2 - Vale Tudo (Novela de Gilberto Braga e Aguinaldo Silva) exibida em 1988. No Brasil do fim dos anos 80 a inversão de valores simbolizados pela corrupção e falta de ética foram temas pontuais dessa trama que iniciou uma trilogia sobre corrupção. Glória Pires aprontou e muito com a mau caráter Maria de Fátima e Beatriz Segall ficou pra sempre marcada com o papel da empresária Odete Roitman que seria assassinada. Uma das cenas mais marcantes ocorreu no último capítulo quando Marco Aurélio (Reginaldo Faria) foge do Brasil e dá uma banana na cabine do avião em uma das cenas mais emblemáticas da TV brasileira.


3 - Roque Santeiro (Novela de Dias Gomes) exibida em 1985. Proibida pela ditadura em 1975 a novela trouxe o dia a dia da fictícia cidade de Asa Branca. Regina Duarte fez da Viúva Porcina uma mania com suas roupas espalhafatosas e Lima Duarte com seu Sinhozinho Malta toda vez que ficava nervoso agitava o braço e dizia Tô certo ou tô errado?


4 - Dancin Days (Novela de Gilberto Braga) exibida em 1978. A novela aproveitou a onda disco e contou a história da rivalidade entre duas irmãs: Júlia Matos (Sõnia Braga) e Yolanda Pratini (Joana Fomm).


5 - Gabriela (adaptação da obra de Jorge Amado) exibida em 1975 na primeira versão e a segunda versão exibida em 2012. Retratou o universo de Jorge Amado misturando sensualidade e questões sociais. A cena da pipa com Gabriela ficou marcada na memória. A versão exibida três anos atrás homenageou o centenário do autor com Juliana Paes no papel da morena brejeira.


6 - Selva de Pedra (Novela de Janete Clair) exibida em 1972. A novela foi a responsável por deixar o país ligado com a revelação de Rosana Reis. Regina Duarte e Francisco Cuoco formaram o casal principal.


7 - Que Rei Sou Eu? (Novela de Cassiano Gabus Mendes) exibida em 1989. Um reino de capa e espada satririzada pelo fictício Reino de Avilan parodiava o Brasil de 89 que se preparava para a eleição presidencial, a primeira em 30 anos.


8 - O Astro (Novela de Janete Clair) exibida em 1977 e remake em 2011. Trazia a história de Herculano Quintanilha (Francisco Cuoco) que subiu ao poder usando da mágica, mas o que mobilizou a atenção foi descobrir quem matou Salomão Hayalla, personagem de Dionísio Azevedo. Foi também em O Astro que foi exibida a primeira cena de nu ainda em plena ditadura com Tony Ramos. Em 2011 quem vestiu o turbante foi Rodrigo Lombardi.


9 - Vamp (Novela de Antônio Calmon) exibida em 1991. Numa mistura ousada de rock e vampirismo a novela conseguiu fazer o público rir, principalmente Ney Latorraca que fez do Conde Vlad um personagem querido entre crianças e adolescentes.


10 - Avenida Brasil (Novela de João Emanuel Carneiro) exibida em 2012. A história de vingança de Rita/Nina contra Carminha mobilizou o país. Adriana Esteves no papel da vilã fez história e o país parou no último capítulo.








E foi graças a eles que as novelas da Globo são o que são. Entre os autores notáveis destacam - se Janete Clair, que ficou conhecida como a Dama das oito, Gilberto Braga, condutor de críticas sociais, Cassiano Gabus Mendes, rei das tramas das 7 da noite, Manoel Carlos, mestre em conflitos familiares e responsabilidade social, Aguinaldo Silva, Dias Gomes, Benedito Ruy Barbosa e da nova geração Lícia Manzo, Thelma Guedes, Duca Rachid e João Emanuel Carneiro. Sem esquecer de outros autores consagrados como Walther Negrão, Lauro Cesar Muniz, Silvio de Abreu, Carlos Lombardi e Glória Perez.



As minisséries também ajudaram a Globo a ser o que é na dramaturgia. Destaque para Lampião e Maria Bonita, que marcou o começo desse formato, ganhadora de prêmio em festival de cinema em NY, O Tempo e o Vento, da obra de Érico Veríssimo e trilha sonora de Tom Jobim, Anos Dourados e Anos Rebeldes, ambas de Gilberto Braga, Memorial de Maria Moura, Dona Flor e seus dois maridos, Hilda Furacão, Engraçadinha, Chiquinha Gonzaga, Hoje é dia de Maria, JK, Amores roubados e recentemente Felizes para sempre.



Dos seriados produzidos destaque para Malu Mulher com Regina Duarte, Carga Pesada com Antônio Fagundes e Stênio Garcia nos papéis dos caminhoneiros Pedro e Bino, Armação Ilimitada, série com linguagem de videoclip, Mulher e tantos outros.


Da academia de ginástica à escola, Malhação se tornou um celeiro para o surgimento de novos atores e com 20 anos de estrada passou por altos e baixos.

Amanhã no último capítulo a revolução visual de Hans Donner, o mago das vinhetas e aberturas e os dez maiores sucessos da história da emissora, fora as novelas.

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Globo 50 Anos: As emoções do esporte que ficaram marcadas pra sempre

No quinto capítulo da série sobre os 50 anos da Rede Globo o destaque é para o esporte.

No ano de sua inauguração a emissora produziu os programas esportivos Por dentro da jogada e Em cima do lance. No ano seguinte o destaque ficou com a resenha Facit, a primeira mesa redonda da emissora. João Saldanha teve um programa de dois minutos que ia ao ar antes do Jornal Nacional até 1974. A primeira transmissão de um jogo de futebol aconteceu em 21 de novembro de 1965 em amistoso entre Brasil e URSS no Maracanã.








Em 1973 estreava o Esporte Espetacular que tinha como objetivo abrir espaço para as mais diversas modalidades esportivas com apresentação de Léo Batista. Depois ganhou linguagem própria e passou pelas tardes de sábado e desde 1996 nas manhãs de domingo. Muitos apresentadores deixaram sua marca no programa dentre eles Isabela Scalabrini, Fernando Vanucci e Mylena Ciribelli que recentemente foram ignorados na festa dos 40 anos do programa. Atualmente o programa é apresentado por Glenda Koslowski e Ivan Moré.









Em 1977 o Copa Brasil era o noticiário diário sobre o Campeonato Brasileiro de Futebol. Foi o embrião para o lançamento em 78 do Globo Esporte, o programa esportivo da hora do almoço. Léo Batista estava lá e foi ele o primeiro a apresentar o programa. No ar há 36 anos o programa passou por várias fases. Em 2008 chegou a lançar uma dupla para apresentar o noticiário, mas em 2009 com a chegada de Tiago Leifert ao comando da edição de São Paulo o programa passou por uma nova fase com a notícia de forma descontraída, seguida depois com a regionalização do programa que tem edições locais como no Rio de Janeiro com apresentação de Alex Escobar, Minas Gerais com Maíra Lemos, Brasília com Viviane Costa e a edição de rede comandada por Cristiane Dias com Fernanda Gentil sendo eventual apresentadora. Além do GE e do EE outro programa esportivo de destaque é o Corujão do Esporte atualmente comandado pelo ex- judoca Flávio Canto. Além de Flávio Canto e Glenda Koslowski o ex- atleta e campeão olímpico Tande é outro nome de destaque no esporte.


O Planeta Extremo que começou como quadro no Esporte Espetacular, depois no Fantástico ganhou vida própria este ano. Apresentado pelos repórteres Clayton Conservani e Carol Barcellos o programa mostra os lugares mais sensacionais do mundo vistos de um jeito diferente.


Em toda sua história a Globo transmitiu 11 Copas do Mundo e 10 Olimpíadas. A primeira Copa transmitida foi a do México em 70, num pool com as redes Tupi, REI e Bandeirantes. A voz que acompanhou a seleção na conquista do tri foi Geraldo José de Almeida na primeira Copa do Mundo transmitida no país. Aliás quando é Copa do Mundo o país para para acompanhar a seleção brasileira e os índices de audiência são muito altos, mesmo quando tivemos Copa em 2002 quando os jogos do outro lado do mundo atingiam altos índices mesmo na madrugada.


Em 1971 Luciano do Valle chegava à Globo e em 1974 se tornava o narrador titular da emissora. Nesse período que vai até 1982 transmitiu as Copas de 1978 e 1982 onde foi a voz dos jogos do Brasil e as Olimpíadas de Montreal e Moscou.

A paixão do brasileiro pela Fórmula 1 surgiu na Globo. A partir de 1972 com uma pequena interrupção em 1980 a Globo fez com que a categoria ganhasse fãs e claro torcer pelos brasileiros. Os oito títulos conquistados por Emerson Fittipaldi, Nélson Piquet e Ayrton Senna foram documentados pela emissora. A trágica morte de Senna em Ímola foi acompanhada de perto e no exato momento da morte do brasileiro o repórter Roberto Cabrini foi o encarregado de dar a notícia. As vitórias brasileiras ficaram pra sempre marcadas com o Tema da Vitória, composição de Eduardo Souto Neto que era tocada no Grande Prêmio do Brasil para os vencedores, mas a partir de 86 ficou exclusiva para as vitórias brasileiras.


Galvão Bueno é um capítulo à parte. O narrador esportivo que é amado e odiado ao mesmo tempo estreou na Globo em 1981. Logo no primeiro ano narrou a conquista do Mundial Interclubes pelo Flamengo. A partir de 1982 passou a transmitir a Fórmula 1. Seus bordões caíram no gosto do povo: Bem Amigos da Rede Globo, Sai que é sua Taffarel, Haja Coração e Ayrton Senna do Brasil ficaram marcados na nossa memória. Na conquista do tetra em 94 quem não se lembra na hora em que o Baggio isolou a bola e Galvão gritando É Tetra junto de Pelé e Arnaldo César Coelho num momento marcante da carreira, ou no ano passado no sofrivel Mineiratzen alemão. Seja em Copa do Mundo ou Olimpíadas a voz de Galvão Bueno ficará marcada pela emoção, mesmo que fale besteiras.

Amanhã o destaque é para a dramaturgia com as dez novelas que ficaram pra sempre e as séries e seriados.