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sábado, 5 de agosto de 2017

Um ano depois da Rio 2016, o que ficou de legado?

Parque Olímpico da Barra: arenas começam a ganhar calendário, mas utilização ainda tem detalhes em aberto

O privilégio ficou com Vanderlei Cordeiro de Lima, maratonista brasileiro, bronze nos jogos de Atenas, em 2004, quando foi atrapalhado atacado por um espectador irlandês e reconhecido mundialmente por seu espírito desportivo

Hoje faz um ano que começou a Rio 2016, a Olimpíada no Brasil e exatamente um ano depois qual foi o legado deixado depois das competições? Passados os Jogos várias promessas não foram cumpridas: uma delas, a despoluição de 80% da Baía de Guanabara, local das provas de vela. Em relação às arenas do Parque Olímpico a piscina usada nas provas de natação já foi desmontada e cedida ao Exército, já a Arena do Futuro que seria desmontada para a construção de quatro escolas não será mais usada para este fim, já as Arenas Cariocas 1, 2 e 3 estão sob responsabilidade do Ministério do Esporte. Quanto à questão do orçamento a dívida está em R$ 132 milhões. No mais esse legado somado ao estado de penúria vivido pelos cariocas é a mancha negra na Olimpíada que esportivamente foi inesquecível.

domingo, 21 de agosto de 2016

RIO 2016 DIZ ADEUS À OLIMPÍADA E PASSA O BASTÃO PARA TÓQUIO

Depois de 16 dias de emoções, chega ao fim a 31ª edição dos Jogos Olímpicos da Era Moderna. O Rio de Janeiro se despediu da Olimpíada 2016 numa grande festa exaltando a brasilidade e sua variação cultural.

Divulgação COB e Yves Hernan/Reuters



Cerimônia de encerramento retratou a brasilidade do povo e Isaquias Queiroz foi nosso porta bandeira

Uma queima de fogos deu início à cerimônia de encerramento. Logo na sequência surgia o 14 Bis de Santos Dumont e um painel humano apresentou os cartões postais da Cidade Maravilhosa ao som da banda Barbatuques. O palco então foi ocupado por Martinho da Vila que cantou Carinhoso, de Pixinguinha além de outros sucessos de nomes clássicos da MPB como Noel Rosa. Depois que Paulinho da Viola cantou o hino nacional na abertura foi a vez de 27 crianças representando cada estado e o Distrito Federal.

A cantora Roberta Sá incorporando Carmem Miranda convidou os atletas a entrarem no estádio do Maracanã. Juntos e misturados os astros da festa foram entrando. Primeiramente a representante da Grécia, o berço dos jogos e o multi medalhado Isaquias Queiroz que foi nosso porta bandeira, logo atrás vieram os outros porta bandeiras como a ginasta americana Simone Biles e o judoca do Congo Popole Misenga, do time de refugiados sob a bandeira do COI. Nem mesmo a forte chuva que caía sobre o Maracanã diminuiu o ânimo dos atletas. No ritmo do frevo, baião, xaxado e outras variações culturais deram prosseguimento à cerimônia. A cantora Julia Michaels e o DJ Kygo cantaram em homenagem aos atletas e um clipe foi exibido simbolizando o lançamento de uma plataforma digital.

A segunda parte da cerimônia trouxe a história do Brasil contada da arte rupestre à arte contemporânea. Uma mulher rendeira teceu um pedaço de pano ao som de Asa Branca de Luiz Gonzaga. A última cerimônia de premiação dos jogos foi na maratona masculina. Atletas que foram eleitos para integrar o COI foram homenageados ao som do hino olímpico e do hino da Grécia. A bandeira olímpica passou primeiro pelo prefeito do Rio Eduardo Paes que foi bastante vaiado, pelo presidente do COI Thomas Bach e chegou às mãos de Yuriko Koike, governadora de Tóquio, sede das próximas Olimpíadas.

Reuters e Fabrice Coffrini/AFP

Reuters

The president of the Olympic Committee of Brazil and Rio 2016 Organising Committee for the Olympic Games, Carlos Arthur Nuzman delivers a speech during the closing ceremony of the Rio 2016 Olympic Games at the Maracana stadium in Rio de Janeiro on August 21, 2016. / AFP PHOTO / Fabrice COFFRINI

Shinzo Abe saiu de um cano de esgoto incorporando o personagem Mario e Nuzman exalta o povo no discurso de despedida

Então foi a vez do Japão se apresentar por oito minutos com um show ao estilo high tech e dos games. Incorporando o personagem popular Mário, o primeiro ministro Shinzo Abe deu início à apresentação japonesa de oito minutos. A parte de discursos começou com o presidente do COB e do Comitê Organizador Carlos Arthur Nuzman exaltando a capacidade do Rio de organizar a Olimpíada e afirmando que foram sete anos de luta, depois em português e francês Thomas Bach agradeceu o empenho do povo carioca ressaltando a celebração da diversidade do evento. Cinco representantes de cada área integrada ao evento foram premiados e Bach conclamou a todos a participarem dos Jogos de Tóquio e declarar encerrados os Jogos Olímpicos Rio 2016.

Reuters

Reuters

A pira olímpica é apagada e estão oficialmente encerrados os Jogos do Rio

A parte final da cerimônia trouxe o paisagismo de Roberto Burle Marx ao som de Tom Jobim e depois a chama olímpica foi apagada numa chuva artificial com a cantora Mariene de Castro cantando a música Pelo tempo que durar, de Marisa Monte. Uma nova queima de fogos ocorreu e como se fosse a Marquês de Sapucaí a celebração do carnaval ao som de Cidade Maravilhosa e com Leandra Leal puxando o Cordão da Bola Preta lembrando os carnavais de rua e ao ritmo de samba estão encerrados oficialmente os Jogos Olímpicos Rio 2016.

E aqui coloco ponto final à cobertura integrada da Olimpíada Rio 2016. Aqui no Blog de knunes, no FC Gols e no Blog Olímpico Rio 2016 trouxemos para vocês tudo que aconteceu de mais importante durante esses 16 dias inesquecíveis, mas o espírito olímpico não para por aqui. Vem aí a Paralimpíada que também terá cobertura especial no Blog de knunes e também no FC Gols a partir de 7 de setembro. Até lá e Obrigado Rio 2016!

A Olimpíada do adeus de dois ídolos e da chegada de novos heróis

A Olimpíada acabou e o que se viu é o adeus de dois gênios e o surgimento de novos ídolos.


- Michael Phelps havia se aposentado em Londres, mas decidiu voltar pra fazer história e no Rio conquistou seis medalhas e encerrou de vez sua história olímpica. Se ele fosse um país estaria atrás do Brasil com 23 medalhas de ouro e 28 no total.


- Diz a lei da física que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar,só que Usain Bolt provou que não. Por nove vezes, três em cada prova Bolt provou que a física estava errada e os Jogos Olímpicos perdem um pouco de seu carisma. Fica na história sua irreverência, a marra e a satisfação de milhões de torcedores.


- Aos 19 anos a americana Simone Biles deu show na ginástica artística. Seu carisma contagiou a todos, inclusive nosso medalhista Arthur Nory. Biles saiu do Rio com cinco medalhas, quatro de ouro.


- Também com 19 anos Katie Ledecky destruiu na natação: três medalhas de ouro e uma certeza. Ela tem tudo pra ser a versão feminina de Phelps.

Teddy Riner Rio 2016 (Foto: REUTERS/Toru Hanai)

- No judô ninguém tem mais vitórias que Teddy Riner e no Rio ele ampliou o recorde para 112 lutas invictas. Mo Farah, atleta que nasceu na Somália virou cidadão inglês e repetiu Londres com dois ouros.



- No basquete vamos sentir a falta de Pau Gasol, astro da Espanha e de uma geração de ouro da Argentina capitaneada por Manu Ginóbili e que tem ainda Luis Scola e Andrés Nocioni.



- Nós brasileiros vamos sentir saudades de Robert Scheidt, nosso maior medalhista junto de Torben Grael que se despediu sem medalha na Laser. Sentiremos também o adeus de Serginho, líbero da seleção de vôlei que ganhou tudo jogando com a camisa da seleção e de Formiga, atacante da seleção de futebol feminino além de Sheilla e de Marilson Gomes dos Santos.

A nossa cobertura será encerrada com a cerimônia de encerramento.

TRICAMPEONATO DO VÔLEI FECHA A MELHOR PARTICIPAÇÃO BRASILEIRA NUMA OLIMPÍADA

O último dia de competições dos Jogos Rio 2016 marcam a melhor participação brasileira em quase 100 anos de história e com fecho de ouro com o tricampeonato do vôlei masculino.

UM OURO PRA LAVAR A ALMA NO VÔLEI

Juan Mabronata e Johannes Eisele/AFP, Yves Hernan (2)/Reuters, Severino Silva/Ag. O Dia e Marcelo Carnaval/Ag. O Globo

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Neymar esteve presente na arquibancada e vôlei do Brasil atropela Itália e volta a conquistar a medalha de ouro depois de duas pratas. Serginho diz adeus e Bernardinho pode também deixar o comando

Numa sensacional recuperação o vôlei masculino do Brasil conseguiu uma espetacular reação e não mais perdeu, sendo que nos dois últimos jogos dois atropelos. Hoje no Maracananzinho e com Neymar na plateia o time de Bernardinho arrasou com a Itália com um incontestável 3 x 0 (25/22, 28/26 e 26/24) em quase 2 horas de jogo. A partida marcou também o adeus de Serginho, o líbero que se tornou símbolo de uma era de conquistas. Este é o terceiro título do vôlei masculino brasileiro que nas duas últimas (Pequim e Londres) obteve a medalha de prata. A campanha que começou irregular e com ameaça de desclassificação terminou de forma positiva. A Itália segue sem ganhar a medalha de ouro e ficou com a medalha de prata e a medalha de bronze foi dos Estados Unidos que venceram de virada a Rússia.

MAIS UMA VITÓRIA QUENIANA NA MARATONA

Sergio Moraes/Reuters e Ernesto Carriço/Ag. O Dia/NOPP

Eliud Kipchoge maratona Olimpíada ouro (Foto: Sergio Moraes / Reuters)

Marilson Gomes dos Santos em pleno esforço na maratona (Foto: Ernesto Carrico/O Dia/NOPP)

Kipchoge cruza a linha e vence a maratona que marcou o adeus às competições de Marilson Gomes dos Santos

O Quênia de novo dominou a maratona masculina e sob forte chuva e com bateria da União da Ilha agitando os maratonistas tanto na largada como na chegada o queniano Eliud Kipchoge venceu a prova com o tempo de 2h08min 04s.O etíope Feyisa Lilesa ficou com a medalha de prata e a medalha de bronze foi para o americano Gallen Rupp. O melhor brasileiro na prova foi Paulo Roberto Paula que foi o 15º colocado. Marilson dos Santos terminou na 59º colocação e Solonei Rocha foi o 78º colocado. Marílson anunciou aposentadoria neste domingo.

PASSEIO AMERICANO EM MAIS UM TÍTULO DO BASQUETE

Dylan Martinez/Reuters


Jogadores americanos se abraçam no centro da quadra para comemorarem mais uma medalha de ouro no basquete

Na última competição das Olimpíadas deu a lógica. Num show de Kevin Durant que fez 30 pontos o Dream Team conquistou o ouro mais previsível dos jogos ao atropelar a Sérvia por 96 x 66. Em 19 torneios olímpicos desde a introdução nos Jogos de Berlim os americanos só perderam três (um foi por boicote) e marcou também o adeus do Coach K que será substituído por Gregg Popovich. A medalha de bronze ficou com a Espanha que venceu a Austrália por um ponto de diferença, 89 x 88. O Brasil terminou a competição em nono lugar.

As últimas competições da Rio 2016

- No mountain bike Henrique Avancini foi o 23º e Rubens Donizete foi o 30º colocado.

Kai Pfaffenbach/Reuters

Dinamarca x França Handebol Olimpíada festa do ouro (Foto: Kai Pfaffenbach/Reuters)

- No handebol masculino a medalha de ouro ficou com a Dinamarca que impediu a França de ser tricampeã olímpica vencendo a decisão por 28 x 26. A Alemanha ficou com a medalha de bronze.

- Na ginástica rítmica a Rússia obteve seu quinto título seguido na prova por equipes. A medalha de prata ficou com a Espanha e o bronze foi pra Bulgária.

Quadro final de medalhas

PAÍSES
1ºMedalhas Estados UnidosEUA463639121
2ºMedalhas Grã-BretanhaGBR27231767
3ºMedalhas ChinaCHN26182670
13ºMedalhas BrasilBRA76619

CLICK OLÍMPICO DO DIA

Daniel Teixeira/AE

Serginho emocionado ao ganhr o ouro

Nosso último click é uma homenagem a um símbolo da era de ouro do vôlei masculino e que aos 40 anos diz adeus à seleção brasileira. O líbero Serginho se despediu com mais um ouro na carreira e agora feliz da vida vai curtir a vida. Muito obrigado por todos os anos de dedicação e sucesso no vôlei. Obrigado Serginho!

A cobertura não acabou. Ainda hoje a cerimônia de encerramento marcando também o encerramento da cobertura integrada da Rio 2016.

Brasil obtém melhor participação olímpica, mas longe da meta do COB

Antes do último dia de competições o Brasil comemora o fato de ter conseguido sua melhor participação olímpica em quase 100 anos de história com 18 medalhas, mas longe da meta que o COB estabeleceu de 27 medalhas e dentro dos dez primeiros.

Apesar disto a Rio 2016 nos apresentou novos heróis, improváveis ou não eles escreveram a história da primeira Olimpíada da história da América do Sul.





- Rafaela Silva, Thiago Braz e Isaquias Queiroz são três exemplos de superação, determinação e sucesso com histórias de vida muito bonitas e sofridas como sempre ocorrem no esporte brasileiro. Para a judoca campeã olímpica criada na comunidade de Cidade de Deus seu ouro foi uma resposta e um cala a boca aos racistas e críticos que após sua desclassificação em Londres a xingaram nas redes sociais. Thiago Braz, nosso campeão do salto com vara foi abandonado pelos pais e criado pelos avós e Isaquias Queiroz aprontou tanto na infância e graças à canoagem se tornou o maior medalhista brasileiro numa só Olimpíada. Outro exemplo de brasileiro humilde é Maicon de Andrade Siqueira, dono de um bronze improvável no taekwondo que antes de ser medalhista era ajudante de pedreiro e vendia sorvete nas ruas. Já Felipe Wu, nosso primeiro medalhista no tiro treinava na sua própria casa sem ter condições para comprar munição e equipamento é outro exemplo de humildade assim como Robson Conceição, campeão do boxe que usou a técnica aprendida nas brigas de rua para ser um campeão.


- Nossos medalhistas sempre comemoravam com saudações militares, pois a maior parte deles servem as Forças Armadas e nos pódios o ritual da continência era sinal de respeito à hierarquia.

- Esta foi a Olimpíada em que o Time Brasil ultrapassou a marca de Atenas e poderia ser melhor ainda se não ocorressem decepções que fazem parte do esporte como o judô onde se esperava um desempenho melhor que o obtido em Londres. Sarah Menezes deu azar em cair numa chave forte assim como Tiago Camilo, por outro lado tivemos boas atuações de Mariana Silva e Erika Miranda que chegaram a sonhar com a medalha. A natação chegou em oito finais, mas nenhuma medalha, Atletas como Robert Scheidt que sempre medalhou, mas desta vez não obteve medalha na Laser, assim como o handebol feminino, o vôlei feminino e a seleção de futebol feminino que conquistou o público com seu esforço também decepcionaram.

O que esperamos é que esse resultado na Olimpíada em casa possa ser o impulso que faltava pro Brasil deixar de ter uma cultura monoesportiva e ser uma potência olímpica, não de quatro em quatro anos.

Rio 2016 vai deixar saudades: o que ficou de bom e de ruim

E depois de 16 dias de competição intensa o Brasil e o mundo se despedem da Olimpíada Rio 2016 e é hora de fazer um balanço do que ficou de bom e de ruim no megaevento.

Primeiro o lado negativo:


- As longas filas nos primeiros dias para comprar comida. Alimentos em falta e desorganização foram constantes nas arenas, mas depois resolvidos.

 
 
- O mistério das piscinas esverdeadas no Maria Lenk. A piscina do polo aquático e o tanque de saltos ficaram esverdeados por conta de aplicação excessiva de um produto que equilibra o PH da água.


- Os excessos da torcida e as vaias que deixaram irritados o francês Lavillenie na final do salto com vara.

Agora o lado positivo


- A receptividade do povo brasileiro em torcer e receber bem os turistas.

- Os elogios da imprensa internacional que antes da Olimpíada espalharam o terror com a ameaça do zika vírus e o terrorismo. Foi uma Olimpíada tranquila que mostrou a enorme capacidade do Brasil em organizar grandes eventos.

- A capacidade do povo brasileiro em superar uma grave crise política apesar das vaias dadas à Michel Temer na Cerimônia de Abertura.

E agora fica cada vez mais difícil para a sede da Olimpíada seguinte repetir o sucesso da anterior e essa deverá ser a missão que o Comitê Organizador da Olimpíada de Tóquio passará a adotar a partir de amanhã quando começa um novo ciclo olímpico, fazer uma Olimpíada melhor que a Rio 2016. O desafio está lançado.

sábado, 20 de agosto de 2016

BRASIL TEM SÁBADO HISTÓRICO COM OURO NO FUTEBOL, ISAQUIAS FAZENDO HISTÓRIA E MAICON GANHANDO BRONZE NO TAEKWONDO

O penúltimo dia dos Jogos Olímpicos foi feliz para o esporte brasileiro com mais três medalhas superando o recorde de medalhas de Londres.

ENFIM O FUTEBOL BRASILEIRO CONQUISTA O OURO OLÍMPICO

Murad Sezer (2)/Reuters, Luca Bruno (2)/AP, Wilton Júnior/AE e Antonio Scorza/Ag. O Globo








Neymar comemorou o gol imitando o gesto de Bolt, Alemanha empatou e nos pênaltis Weverton pega pênalti e Neymar marca o gol do título e da tão sonhada medalha de ouro

O dia 20 de agosto de 2016 entra pra história do futebol brasileiro com o título que faltava na galeria de títulos: a medalha de ouro olímpica. E foram 120 minutos de uma decisão tensa, dramática e sufocante contra a Alemanha. Claro que o trauma do 7 x 1 ainda existia, mas o Brasil jogou com raça, o mesmo dos alemães. O primeiro tempo foi suado e o Brasil abriu o placar com Neymar cobrando falta e o goleiro não conseguiu pegar a bola. Na comemoração a homenagem ao astro Usain Bolt que estava no estádio e o sinal do raio. No segundo tempo os alemães conseguiram o empate com Meyer. Foi o único gol que a seleção tomou em toda a Olimpíada. Depois dos 90 os dois times jogaram mais meia hora tentando o gol que não veio e então foram para as cobranças de pênaltis. As oito primeiras cobranças foram bem cobradas. Quando Petersen cobrou o goleiro Weverton agigantou - se e pegou a cobrança e Neymar, sempre ele converteu a cobrança decisiva, a cobrança do ouro olímpico. E essa seleção que começou mal com dois empates em Brasília reagiu e depois foi encantando o torcedor com garra e esperamos que dessa seleção muito bem dirigida por Rogério Micale o técnico Tite possa extrair uma boa base para que nosso futebol seja reconstruído. E claro que esse ouro não vai mudar em nada a situação atual de nosso futebol mas foi o alicerce inicial de nossa reconstrução.

ISAQUIAS QUEIROZ É O MAIOR ATLETA BRASILEIRO EM UMA SÓ OLIMPÍADA

Eduardo Knapp/Folhapress e William West/AFP



Isaquias e Erlon comemoram junto da torcida a medalha de prata: semana histórica do baiano que será porta bandeira na cerimônia de encerramento

A canoagem brasileira antes de Isaquias Queiroz vivia de resultados inexpressivos, mas depois de 2012 quando se integrou à seleção brasileira e passou a ser treinado por Jesús Morlan ele levou a canoagem brasileira à um outro patamar. E nessa semana inesquecível o baiano de Ubaitaba fez história ao se tornar o primeiro atleta brasileiro com três medalhas numa só Olimpíada. Ao lado do amigo e parceiro Erlon Souza ele ficou com a medalha de prata no C2 1000 m. Os dois foram superados pela canoa da Alemanha de Sebastian Brendel nos metros finais depois de liderarem por 800 metros. Pelo feito alcançado Isaquias será o porta bandeira na cerimônia de encerramento neste domingo.

BRONZE HISTÓRICO PRO TAEKWONDO

Renan Morais/globoesporte.com


Maicon Siqueira pega uma bandeira do Brasil para celebrar a medalha de bronze histórica

O Brasil conquista no penúltimo dia a medalha de bronze no taekwondo. E ela veio com Maicon Siqueira, bronze na categoria até 80 kg ao vencer na decisão da medalha de bronze o britânico Mahama Cho. Esta é a segunda medalha na história da modalidade e a primeira masculina na história. A primeira foi com Natália Falavigna em Pequim 2008.

FAVORITISMO CONFIRMADO NO BASQUETE FEMININO

Shannon Stapleton/Reuters


Americanas confirmam o favoritismo e levam o hexa seguido no basquete

A seleção feminina de basquete dos Estados Unidos conquistou a medalha de ouro pela sexta vez seguida ao vencer na final a seleção da Espanha por 101 x 72. A medalha de bronze foi da Sérvia que venceu a França por 70 x 63.

O desempenho dos demais brasileiros

- No triatlo feminino Pâmella Oliveira terminou na 40ª colocação a 7 minutos da vencedora.

- No golfe Mirian Nagl terminou em 52º lugar e Victoria Lovelady foi a 53ª colocada

- No pentatlo moderno Felipe Nascimento terminou na 31ª colocação

- No polo aquático masculino a seleção perdeu com gol no fim da Espanha e ficou em oitavo lugar.

- Nos saltos ornamentais Hugo Parisi ficou em 16º lugar e não se classificou pra final assim como o inglês Tom Daley que foi o último colocado.

- Na ginástica rítmica o Brasil fez uma apresentação de encher os olhos, mas por muito pouco não entra na final. A equipe ficou na nona colocação e apenas as oito primeiras avançam.

- No mountain bike Raiza Goulão ficou na 20ª colocação

- A equipe do K4 1000 m terminou na quinta colocação na final B e terminou em 13º lugar.

- No último dia do atletismo no Engenhão Usain Bolt e sua turma receberam a medalha de ouro no revezamento 4 x 100 e no revezamento 4 x 400 os Estados Unidos ficaram com o ouro e o Brasil foi oitavo colocado.

Quadro de medalhas

PAÍSES
1ºMedalhas Estados UnidosEUA413736114
2ºMedalhas Grã-BretanhaGBR27221665
3ºMedalhas ChinaCHN24182668
14ºMedalhas BrasilBRA66618


CLICK OLÍMPICO DO DIA

Alex Silva/AE e Eduardo Knapp/Folhapress

Alex Silva/Estadão


Hoje nosso click é em dobro. O primeiro é para um fenômeno do esporte brasileiro que ainda dará muitas alegrias no futuro. Estou falando de Isaquias Queiroz, fenômeno da canoagem e ganhador de três medalhas olímpicas. O outro é para um time que soube dar a volta por cima e conquistar o tão sonhado ouro olímpico no futebol, um ouro que perseguíamos tanto e que finalmente chega.

Amanhã a nossa cobertura chegará ao fim com um balanço da participação brasileira, os destaques, o que houve de bom e de ruim e o resumo do último dia e a cerimônia de encerramento dessa Olimpíada que ficou na história.