Mostrando postagens com marcador Retrospectiva 2017. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Retrospectiva 2017. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Retrospectiva 2017: Os dez personagens que fizeram o ano

E para fechar nossa retrospectiva elegemos dez destaques do ano que está terminando.


O ministro do STF Gilmar Mendes ficou conhecido por soltar políticos presos por corrupção, gerando enorme revolta da população. Gilmar soltou o casal Garotinho como exemplo e foi dele também o voto decisivo para a absolvição da chapa Dilma/Temer.


Em 2017 a mulher foi o símbolo da luta contra o assédio num ano em que tivemos vários casos envolvendo machistas, um deles levou ao afastamento do ator José Mayer. A mulher gritou por liberdade e a recompensa para o silêncio foi o reconhecimento da revista Time que elegeu sua luta através do movimento The silence Breakers e a hashtag #metoo como personalidade do ano.


Eles foram os autores do hit do ano em todo mundo. Os portorriquenhos Luís Fonsi e Daddy Yankee gravaram Despacito que atingiu a marca de 245 milhões de visualizações graças à mistura de ritmos caribenhos que colocaram a música líder nas paradas de 59 países.



Aqui no Brasil dois artistas viveram grandes momentos e ganharam os holofotes. Pabllo Vittar, a drag queen mais comentada do país estourou nas paradas e os shows que eram apenas oito quintuplicaram e o cachê subiu para 40 mil reais, já Anitta emplacou quatro clipes de sucesso, o último deles, Vai Malandra já passou dos 2 milhões de visualizações rendendo comentários sobre a celulite da cantora e dando mostra de que quer seu lugar no mundo da música pop.


Ela foi a grande revelação na teledramaturgia no ano ao interpretar um transexual no sucesso A Força do Querer. Carol Duarte fez o Brasil acompanhar com emoção a saga de Ivana que era Ivan e a cena em que revela ser um homem fez disparar a audiência da novela e levantar a questão dos transgêneros no Brasil. Na mesma novela Juliana Paes brilhou na pele de Bibi em seu melhor personagem na carreira.


Em seu primeiro ano como dirigente da maior nação do planeta o americano Donald Trump aprontou todas ao comprar briga com o ditador da Coreia do Norte e ameaçar o mundo. O bilionário empresário que se meteu a ser presidente se tornou um líder populista e perigoso pro mal do planeta.


Em um ano dirigindo a seleção Tite resgatou o espírito de seleção à um time destroçado pelo 7 x 1 três anos atrás na Copa em casa. Com um padrão de jogo elogiável conduziu a seleção que foi a primeira do mundo a se classificar pra Copa na Rússia e colocar a seleção no rumo do hexa novamente. E no Brasil o técnico revelação foi Fábio Carille que com o Corinthians ganhou dois títulos: paulista e o Brasileiro pela sétima vez.


Neymar deixou Barcelona para ser protagonista em Paris. Contratado pelo Paris Saint Germain se tornou o mais caro jogador da história na maior transação financeira do futebol em todos os tempos.

A retrospectiva 2017 termina aqui e esperamos que 2018 nos traga boas e melhores notícias. O blog segue neste sábado com o calendário dos eventos e o balanço do ano e no domingo a Corrida de São Silvestre, a retrospectiva dos fatos de dezembro e a mensagem de final de ano encerrando os trabalhos.

Retrospectiva 2017: As frases mais impactantes do ano

A Retrospectiva 2017 traz hoje as dez frases mais impactantes do ano.

A primeira frase é o maior legado da corrupção em 2017. Gravado em conversa com o empresário Joesley Batista o presidente Temer falou o seguinte:

"Tem que manter isto, viu!", significando dar o aval para comprar o silêncio de Eduardo Cunha.

No dia seguinte depois da bombástica gravação o presidente disse o seguinte:

"Não renunciarei. Repito, não renunciarei."

O ex- procurador - geral Rodrigo Janot perto do fim de seu mandato em entrevista deu a seguinte declaração:

"Enquanto houver bambu lá vai flecha."

O deputado estadual pelo Rio de Janeiro André Lazaroni confundiu o filósofo alemão Bertold Brecht com o personagem Bertoldo Brecha da Escolinha em discurso:

"Finalizo, como diria Bertoldo Brecha ai do povo... Brecht, Brecha, Bertoldo Brestes. Ai do povo que precisa de heróis."

Durante o ano o presidente Donald Trump disparou no Twitter contra seus inimigos, um deles o ditador da Coreia do Norte e ele disse o seguinte:

"Porque Kim Jong un me insulta chamar de velho quando eu nunca o chamo de Baixo e gordo? Oh, bem eu tento tanto ser amigo dele - e talvez um dia isso aconteça."

Uma das vítimas da língua virtual ferina foi o ditador Nicolás Maduro que disse o seguinte:

" Hoje se expressou o magnata que acredita ser o dono do mundo, mas ninguém ameaça a Venezuela."

Grande nome da música no ano Anitta comentou como fez sucesso rapidamente.

"Eu fico feliz quando vejo as pessoas acreditarem que seja caso de marketing porque sou eu que faço marketing."

No começo do ano a crise carcerária chegou ao auge e depois do massacre no presídio de Alcaçuz o então major da PM Eduardo Franco deu a seguinte declaração:

"Eles estão matando e se armando".

Cheio de polêmicas o prefeito João Dória polemizou este ano com a farinata, um alimento que seria distribuído à abrigos e disse isso:

"O alimento utilizado é o mesmo que é usado pelos astronautas quando vão em missões espaciais".

Fechando a série de frases o produtor americano Harvey Weinstein, acusado de assédio sexual em Hollywood deu a seguinte declaração.

"Admito que o jeito que me comportei com os colegas no passado me causou dor e peço sinceras desculpas por isso. Embora eu esteja tentando melhorar eu sei que esse é um longo caminho a percorrer."

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Memória 2017: Quem nos deixou e as saudades

A Retrospectiva continua e o assunto de hoje é saudade. 2017 foi repleto de perdas em todas as áreas.

As perdas na música



Na música foram várias perdas. Uma delas foi a de Chuck Berry (18 de março), guitarrista americano autor de clássicos como Johnny be Goode e ídolo dos Beatles e Rolling Stones. Em 12 de fevereiro morria Al Jarreau, ganhador de sete prêmios Grammy, o Oscar da música, em 20 de julho Chester Bennington, vocalista da banda Linkin Park é encontrado morto dois meses depois da morte de Chris Cornell (17 de maio), vocalista da banda Audioslave, Fats Domino (25 de outubro), influenciador de Elvis Presley e dos Beatles, Tom Petty (2 de outubro), dono de uma das carreiras mais bem sucedidas do rock americano e Malcolm Young (18 de novembro),vocalista da banda de heavy metal ACDC.






No Brasil tivemos as perdas da cantora Loalwa Braz (19 de janeiro) que era vocalista da banda de lambada Kaoma que estourou no final dos anos 80, Jerry Adriani (23 de abril), ídolo da Jovem Guarda que sucumbiu a um câncer descoberto meses antes, Belchior (30 de abril), cantor e poeta cearense autor de clássicos da MPB como Apenas um rapaz latino americano e Como Nossos pais e nos últimos dez anos ninguém sabia do seu paradeiro, Almir Guineto (5 de maio), um dos sambistas que fundou o grupo Fundo de Quintal, Kid Vinil (19 de maio), amante fervoroso do rock e fez sucesso nos anos 80 com o grupo Magazine. Ele sofria de diabetes e teve uma parada cardíaca, Barros de Alencar (5 de junho), cantor e também radialista chegando a apresentar um programa de auditório nos anos 80 na TV Record, Wilson das Neves (26 de agosto), sambista que participou de 800 gravações com grandes nomes da MPB, Elson do Forrogode (1º de novembro), autor de Talismã, música que foi gravada pela dupla Leandro e Leonardo e que rendeu um disco de ouro e em 4 de agosto Luiz Melodia saía de cena. O cantor de sucessos como Juventude Transviada e Pérola Negra morre aos 66 anos vitimado por um câncer na medula.

O luto na televisão 




No começo do ano a TV perdia a atriz Vida Alves (3 de janeiro). Vida foi a primeira atriz a dar um beijo em uma novela. Em 28 de janeiro morria o assistente de palco Russo, famoso por ser auxiliar de Chacrinha e também de Xuxa durante muito tempo na Rede Globo. Em 10 de maio o ator Nelson Xavier morre aos 75 anos. Seus personagens de destaque foram o cangaceiro Lampião e no cinema no papel de Chico Xavier e em 17 de agosto o humor brasileiro ficou sem Paulo Silvino, autor de bordões que caíram na boca do povo com personagens lunáticos.





No dia 4 de setembro Rogéria saía de cena. Atriz, cantora, jurada, modelo e maquiadora Rogéria foi todas numa só e se considerava o primeiro travesti da família brasileira. No dia 5 de outubro Ruth Escobar morria aos 81 anos. A portuguesa que virou brasileira foi uma das mais notáveis personagens do teatro brasileiro e foi vítima do Mal de Alzheimer. Em 10 de novembro o câncer levou a atriz Márcia Cabrita aos 53 anos e que ficou conhecida pelo papel da empregada Neide Aparecida em Sai de Baixo, em 30 de novembro morria a atriz Ana Maria do Nascimento e Silva, no dia 10 de dezembro morria a atriz Eva Todor aos 98 anos. Eva nasceu na Hungria e veio para o Brasil após a Primeira Guerra Mundial. Atuou em novelas como Locomotivas (1977), Roque Santeiro, Partido Alto e seu último trabalho foi em Salve Jorge de 2012 e em 26 de dezembro morria a atriz Araci Cardoso aos 80 anos.

Silêncio no jornalismo




No jornalismo o ano foi de adeus para Jorge Bastos Moreno (14 de junho). O jornalista foi autor de furos que renderam dois Prêmios Esso e havia voltado a atuar no rádio com seu Moreno no Rádio na CBN. Carlos Chagas (26 de abril) acompanhou todos os passos da política brasileira desde a revolução de 1964 até o impeachment de Dilma no ano passado e ganhou um Prêmio Esso. No dia 29 de junho morria Paulo Nogueira, jornalista que passou pela redação das revistas Veja e Época e fundador do site independente Diário do Centro do Mundo. Arthur Almeida (24 de julho) estava em férias quando passou mal e morreu. Ele era o apresentador do telejornal MG TV pela Globo Minas e era entusiasta pelo jornalismo comunitário. No mesmo dia morria o argentino Domingo Alzugaray que veio para o Brasil para fazer fotonovelas e fundou a Editora Três além de criar a semanal Istoé.

E ele cortou pro céu


Foram apenas quatro meses de batalha e no dia 16 de setembro o câncer levou Marcelo Rezende. Aos 65 anos saía de cena o jornalista que começou no esporte, passou pela revista Placar e chegou à televisão, primeiro na Globo onde mudou de área se especializando no jornalismo investigativo. Em 1997 revelou para o Brasil a truculência de policiais na Favela Naval, depois passou por Rede TV, Band e duas vezes pela Record, a última à frente do renovado Cidade Alerta onde deu um toque de humor ao dar apelidos divertidos aos jornalistas de sua equipe além de criar o bordão Corta pra mim.

Silêncio no set




No cinema as perdas mais marcantes foram as de Mary Tyler Moore (25 de janeiro), atriz americana conhecida por seu trabalho em séries como Mary Tyler Moore Show e Dick Van Dyke Show, Bill Paxton (27 de fevereiro), ator que participou de mais de 50 filmes e ganhador de um Emmy, Harry Dean Stanton (15 de setembro), ator americano que participou de filmes como Alien e Twin Peaks,  John G. Avdilsen (16 de junho), diretor que ganhou um Oscar com o filme Rocky, um lutador em 1977, John Hurt (27 de janeiro), ator que atuou em O Homem Elefante, Jonathan Demme (19 de abril), diretor do filme O Silêncio dos Inocentes, Roger Moore (23 de maio), ator inglês que foi o mais longevo a interpretar 007 nos filmes da série de James Bond, Adam West (10 de junho), o mais popular Batman já interpretado no seriado de TV na década de 60, Jeanne Moreau (31 de julho), atriz francesa que atuou em mais de 100 filmes, Tobe Hooper (27 de agosto), diretor da série de filmes de terror Poltergeist e Sam Shepard (30 de julho), ator e dramaturgo americano.


No dia 20 de agosto ficamos privados do humor de Jerry Lewis, o Rei da Comédia. Um dos maiores comediantes da história Lewis fez parceria com o ator Dean Martin e seus filmes viraram clássicos do gênero como O Bagunceiro Arrumadinho, O mensageiro trapalhão e o Professor Aloprado.

Fim de jogo na vida esportiva



Em janeiro morre no dia 20 Carlos Alberto Silva,ex- técnico da seleção entre 1987 e 1988 e treinando o Guarani foi campeão brasileiro em 1978. Em 3 de março morria o francês Raymond Kopa,um dos destaques da seleção francesa na Copa do Mundo de 1958, no dia 10 morria o ex- piloto John Surtees o único a ser campeão tanto na Fórmula 1 quanto nas motos. No dia 19 de abril morria o ex- jogador de futebol americano Aaron Hernandez. No dia 22 de maio morria o piloto americano Nicky Hayden,campeão da Moto GP em 2006. Em 23 de julho o ex- goleiro Waldir Peres, titular da seleção brasileira na Copa de 1982 morre vítima de ataque cardíaco fulminante. Dois ex- jogadores do Botafogo morreram em um espaço de dois dias: no dia 26 morria o ex- goleiro Max e no dia 27 o lateral Perivaldo que chegou a jogar na seleção brasileira.

Luto na política





No dia 19 de janeiro um acidente com um jatinho matou Teori Zavascki que era o relator da Lava Jato. No dia 3 de fevereiro morria a ex - primeira dama Marisa Letícia, esposa do ex- presidente Lula devido a um AVC. Em 16 de junho morria Wilma Faria, ex- governadora do Rio Grande do Norte vítima de câncer. No dia 20 de julho morria Marco Aurélio Garcia, um dos fundadores do PT, em 12 de agosto morria Carlos Araújo, ex- marido da ex- presidente Dilma Rousseff. O ano foi repleto de perdas políticas no mundo. O português Mário Soares (7 de janeiro) foi fundador do Partido Socialista, presidente e duas vezes primeiro ministro de Portugal, Manuel Noriega (30 de maio) foi o homem forte do Panamá até ser derrubado numa invasão dos Estados Unidos em 1989. Ele foi acusado de cometer diversas atrocidades, Helmut Kohl (16 de junho), ex- premier alemão e primeiro chanceler após a reunificação da Alemanha em 1990 e Roger Pinto Molina (16 de agosto), senador boliviano que em 2013 buscou asilo político ao alegar perseguição do então presidente Evo Morales. Ele morreu em decorrência de um acidente aéreo no entorno de Brasília.

Letras em silêncio com as mortes na literatura e adeus nas artes plásticas



As perdas na literatura foram as de Antônio Cândido (12 de maio), crítico literário e autor do livro Formação da Literatura Brasileira, Ricardo Piglia (6 de janeiro), escritor argentino que ganhou dois prêmios de literatura no continente e Luiz Carlos Maciel (9 de dezembro), ícone da contracultura, fundador do Pasquim e que já passou pelo extinto Jornal do Brasil. Nas artes plásticas tivemos a morte de Franz Krajcberg (15 de novembro), artista nascido na Polônia e radicado no Brasil usou as obras de arte para lutar contra o desmatamento na Amazônia e a devastação das florestas brasileiras.





Outras mortes do ano: Totó Rinna (18 de novembro), mafioso italiano e líder da máfia da Sicília que foi condenado à prisão perpétua, Charles Manson (20 de novembro), criminoso que em 1969 cometeu um dos mais horrendos crimes do século XX ao ordenar a morte da atriz americana Sharon Tate, grávida de oito meses, Hugh Hefner (27 de setembro), criador da revista Playboy, sinônimo de revista masculina onde mulheres posavam nuas, Farah Jorge Farah (22 de setembro), médico que em 2003 matou e esquartejou a amante que era sua paciente e foi condenado à pena em regime fechado. Ele foi encontrado morto dentro de sua casa, o publicitário José Zaragoza (15 de maio) fundou a agência de publicidade DPZ, o estilista Ocimar Versolato (8 de dezembro), ele ficou conhecido ao assinar o figurino de Ney Matogrosso e ser o estilista do filme Tieta do Agreste e da socialite Carmen Mayrink Veiga (3 de dezembro), símbolo da elegância carioca e chegou a ser considerada uma das mulheres mais bem vestidas do mundo pela revista Vanity Fair.

A retrospectiva termina nesta sexta com as frases e as pessoas que foram destaque no ano.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Retrospectiva 2017: A mancha negra no legado da Rio 2016

A Retrospectiva continua e o assunto hoje é o ano esportivo que teve como principal notícia o legado manchado da Rio 2016.

MMA: O futuro dos ídolos em xeque


José Aldo perdeu duas vezes a chance de voltar a ser campeão dos penas

No ano do MMA o Brasil assistiu à queda dos ídolos do passado e o surgimento de novos lutadores como Rafael dos Anjos que subiu de peso e pode enfrentar o campeão Tyron Woodley. Cris Cyborg e Amanda Nunes são as detentoras do título pelo Brasil sendo que Cyborg se tornou campeã nos penas e a Leoa defendeu brilhantemente seu título. Já para Anderson Silva e José Aldo um ano pra ser esquecido. O Spider até que começou bem o ano vencendo Derek Brunson por pontos, mas foi flagrado em exame antidoping e José Aldo perdeu o cinturão para Max Holloway duas vezes. O americano Jon Jones caiu de novo no doping e perdeu o cinturão de campeão dos pesados que havia sido reconquistado em julho. Já o irlandês Conor McGregor desafiou o campeão de boxe Floyd Mayweather e acabou sendo derrotado pelo americano no combate.

Nadal volta ao topo do tênis


Rafael Nadal e Roger Federer deram a volta por cima depois de sofrerem com lesões e dominaram a temporada nas quadras

Três anos depois o espanhol Rafael Nadal reassumiu o posto de tenista número 1 superando uma série de lesões que desgastaram seu preparo físico recentemente. Nadal e o suíço Roger Federer foram os donos do circuito de tênis na temporada onde cada um ganhou dois Grand Slams. Federer venceu na Austrália e em Wimbledon enquanto Nadal faturou Roland Garros e o US Open. Andy Murray e Novak Djokovic despencaram no ranking devido à lesões enquanto isso surgiram novos nomes no ranking como o austríaco Dominic Thiem, o búlgaro Grigor Dmitrov e o alemão Alexander Zverev.


Nenhum brasileiro figura no Top 100 do ranking da ATP em simples, mas nas duplas o número 1 é brasileiro. Marcelo Melo ao lado do polonês Lukasz Kubot venceu neste ano o torneio de Wimbledon e ficou com o vice do ATP Finals e fecha o ano como melhor duplista do mundo. No ranking feminino a liderança é da romena Simona Halep seguida pela espanhola Garbine Muguruza.

Tempo de renovação no vôlei



Derrota na final da Liga para a França marcou o começo da era Renan à frente da seleção masculina de vôlei

O vôlei brasileiro iniciou este ano um novo ciclo visando os Jogos Olímpicos de Tóquio. No time masculino Bernardinho deu lugar à Renan Dal Zotto. O novo técnico chegou à final da Liga Mundial perdendo pra França que conquistou seu segundo título tendo como destaque o atacante Earvin Ngapeth, melhor atacante do mundo. No feminino o Brasil ganhou o Grand Prix vencendo na decisão a Itália por 3 sets a 1 conquistando seu 12º título na competição. Na Superliga o título feminino foi para o Rexona - RJ e no masculino o campeão foi o Sada/Cruzeiro. O time de vôlei feminino do Brasília chegou aos playoffs mas foi eliminado pelo Praia Clube.

Basquete brasileiro tenta começar de novo


Guy Peixoto assume CBB em momento difícil para o basquete nacional que busca se reerguer no cenário mundial depois da suspensão imposta pela FIBA

O basquete brasileiro saiu da suspensão imposta pela FIBA e voltou a participar de competições internacionais. Guy Peixoto foi eleito o novo presidente da CBB e iniciou uma gestão que tem como objetivo reerguer o basquete abalado depois das denúncias de corrupção na gestão anterior. Ele conseguiu acabar com a suspensão imposta pela FIBA, pois sabe que tem muito trabalho pela frente. A seleção masculina disputou duas competições: fracassou na Copa América ficando de fora dos Jogos Pan Americanos de Lima em 2019 e começou sua caminhada nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2019 na China vencendo seus dois primeiros jogos contra Chile e Venezuela sob o comando do novo treinador Aleksandar Petrovic , já a seleção feminina não vai disputar o mundial pois ficou em quarto lugar na Copa América e apenas as três primeiras se classificaram para o torneio. O Novo Basquete Brasil teve um campeão inédito interrompendo a hegemonia do Flamengo. O Bauru levou o título da competição ao derrotar o Paulistano na série melhor de cinco jogos. A má notícia ficou com a saída do time de Brasília. Por falta de dinheiro o Uniceub não conseguiu as garantias financeiras para seguir e o time que foi tetracampeão nacional se desfez e na NBA o Golden State Warriors recuperou a hegemonia perdida para o Cleveland Cavaliers e nos playoffs só perdeu apenas um jogo no mata mata.O armador Kevin Durant foi escolhido o MVP das finais.

Como se saíram nossos atletas um ano após a Olimpíada


Dois judocas do Brasil dividem o pódio dos pesados com o multicampeão e imbatível Teddy Riner

Um ano após a Rio 2016 o desempenho de nossos atletas nos mundiais foi bom. No mundial de judô disputado na Hungria o Brasil obteve cinco medalhas com o ouro para Mayra Aguiar, a prata por equipes mistas e prata e bronze para David Moura e Rafael Silva além de Érika Miranda levar outro bronze. No mundial de esportes aquáticos o Brasil conquistou dois ouros em provas que não fazem parte do programa olímpico com Ana Marcela nos 25 km da maratona aquática e Etiene Medeiros nos 50 m livre femininos. Na canoagem de velocidade Isaquias Queiroz, dono de três medalhas na Rio 2016 conquistou o bronze no C1 1000 m e no mundial de atletismo Caio Bonfim ficou com o bronze na marcha atlética. As decepções foram pra Arthur Zanetti, sétimo no mundial de ginástica e pro handebol feminino que ficou de fora da segunda fase do mundial disputado na Alemanha ficando em 18º lugar numa decadência tão rápida quanto foi sua ascensão com o título conquistado em 2013. Falta de uma renovação e troca de treinador foram apontados como as causas do fracasso no mundial. Teve ainda a aposentadoria de Poliana Okimoto, medalha de bronze na maratona aquática de 10 Km no Rio.

Paris e Los Angeles serão futuras sedes olímpicas


O movimento olímpico já tem definidas as sedes das próximas edições dos Jogos Olímpicos. Em comum acordo as cidades de Paris e Los Angeles irão sediar as duas edições seguintes depois da Olimpíada de Tóquio. A cidade francesa será sede dos jogos de 2024 cem anos depois de sediar o evento em 1924 e a cidade californiana será a sede da olimpíada de 2028. As duas cidades se juntam à Londres como as cidades que mais vezes foram sedes dos Jogos Olímpicos. Paris foi sede em 1900 e 1924 e Los Angeles sediou os jogos de 1932 e 1984.

A despedida inesperada de Usain Bolt


Usain Bolt sofre cãibra no momento da passagem do bastão: despedida inesperada e frustrante do raio das pistas

Não foi a despedida que Usain Bolt queria fazer. O raio voltou à Londres, mas desta vez ele não brilhou e perdeu a coroa de homem mais rápido do mundo para o americano Justin Gatlin que finalmente foi campeão mundial nos 100 m rasos. Bolt ainda tentaria ganhar o último ouro no revezamento 4 x 100, mas ele sentiu cãibras, algo raro para ele e não conseguiu terminar a prova de despedida. Bolt sai de cena com 11 ouros em campeonatos mundiais e oito medalhas olímpicas, pois um ouro que ele obteve em Pequim foi cassado devido ao doping de seu companheiro Nesta Carter.

Patriots mandam na NFL com virada histórica


Tom Brady liderou mais uma vez o New England Patriots na grande final do Super Bowl 

A edição 51 do Super Bowl realizada em fevereiro foi vencida pelo New England Patriots que numa virada heroica e épica tirou o sonho do Atlanta Falcons. O time reverteu a desvantagem de 25 pontos que os Falcons tinham no terceiro período e numa virada emocionante reverteu o placar virando o jogo no período final vencendo por 31 x 28. O quarterback Tom Brady foi eleito o MVP da decisão pela quarta vez na carreira.

John John Florence é bi no Circuito de surfe


John John Florence conquistou seu segundo título do circuito e começa a estabelecer uma nova hegemonia no surfe mundial

Que o Havaí é a meca do surfe todo mundo sabe e em 2017 o havaiano John John Florence conquistou o bicampeonato do Circuito Mundial de Surfe numa grande batalha com o brasileiro Gabriel Medina que levou a decisão até a etapa de Pipeline quando venceu duas etapas em sequência na perna europeia: em Hossegor na França e em Peniche. A decisão em Pipeline foi tensa e Gabriel chegou até as quartas de final sendo eliminado por Jeremy Flores ficando com o vice campeonato e John John acabou chegando à decisão e perdeu pra Flores, mas pouco lhe importava pois o título era dele e em seu quintal.

FATO DO ANO: A grande mancha no legado da Rio 2016

Um ano depois da realização dos Jogos Olímpicos do Rio o legado virou uma enorme mancha devido ao escândalo de corrupção que causou a renúncia de Carlos Arthur Nuzman.




Prisão de Nuzman foi o ápice de uma crise que manchou o legado olímpico com arenas em estado de abandono e dirigentes como Coaracy Nunes preso por corrupção

O ano mal havia começado e em janeiro foram divulgadas imagens do estádio do Maracanã completamente abandonado com o gramado em péssimas condições, um mês depois reportagem exibida na Rede Globo mostrava o estado de abandono do Parque Olímpico seis meses depois do evento. A piscina de aquecimento que foi usada pelos atletas estava repleta de água parada, criadouro para a proliferação do mosquito da zika. No Parque Radical em Deodoro a piscina de ondas usada na canoagem slalom estava fechada. O Parque foi reaberto e sediou o Rock in Rio. Teve reclamações de atletas olímpicos e paralímpicos que reclamaram das medalhas que se estragaram em menos de um ano e tiveram de ser trocadas. O velódromo sofreu dois incêndios que afetaram a cobertura e por sorte não fez estragos no piso importado, mas nada se compara à denúncias de corrupção que mancharam de vez a Rio 2016. Em 5 de setembro a Operação Unfair Play (Jogo sujo), um desdobramento da Lava Jato apontou um esquema em que o então presidente do Comitê Olímpico Brasileiro Carlos Arthur Nuzman era o intermediário na compra de votos armado na escolha do Rio como sede dos Jogos de 2016. Nuzman foi preso junto de Leonardo Gryner, diretor de operações da Rio 2016, indiciados por corrupção. O senegalês Papa Diack é acusado de suborno junto ao empresário Arthur Cesar de Menezes, o Rei Arthur no valor de R4 4,7 milhões e a transferência foi feita três dias antes da escolha do Rio como sede. Nuzman foi preso por ocultação de bens e os agentes descobriram 16 barras de ouro que estavam na Suíça. No dia 5 de outubro Nuzman acabaria preso e libertado oito dias depois. Ele acabaria renunciando à presidência do COB no dia 11 de outubro. Assumia o cargo Paulo Wanderley, ex- presidente da Confederação Brasileira de Judô ao mesmo tempo o COB seria suspenso do movimento olímpico provisoriamente. A corrupção no esporte não ficou só no COB. Em abril a Confederação Brasileira de Esportes Aquáticos ficou sob intervenção depois da prisão de Coaracy Nunes por desvio de dinheiro público. Coaracy ficou menos de três meses preso e saiu do comando da entidade onde dirigiu por quase 30 anos. No começo de dezembro foi aprovado o novo estatuto do COB e os atletas passam a ter voz e voto dentro da entidade. Que seja um grande passo para o nosso esporte olímpico evoluir de vez.

A retrospectiva prossegue nesta quinta no clima de saudade onde vamos relembrar quem nos deixou em 2017.