A partir de agora o esporte toma conta da nossa retrospectiva e começamos com cheiro de gasolina, hora de passar a limpo o ano da velocidade.
Lando Norris é campeão e põe fim ao domínio de Max Verstappen na Fórmula 1
A Fórmula 1 tem um novo rei. O inglês Lando Norris fez uma temporada de superação e depois de 17 anos a McLaren volta a ter um piloto campeão mundial. A jornada rumo ao título inédito teve percalços e no começo Oscar Piastri surgia como candidato ao título com uma primeira parte impecável com vitórias na China, Bahrein, Arábia Saudita e Miami, Lando começou o ano vencendo na Austrália, em Mônaco, na Áustria e em Silverstone diante de sua torcida, Piastri vencia em Spa e Norris levou o GP da Hungria. Depois das férias Norris teve problema de motor na Holanda e Piastri abria 34 pontos de vantagem faltando 9 provas pro fim da temporada, parecia que o título iria pro australiano, só que tinha outro piloto na jogada. Max Verstappen começou a reagir no campeonato ao mesmo tempo que Piastri derretia na ponta da tabela. O holandês emplacou vitórias em Monza, Baku e Austin, mas Norris estava disposto a ser campeão e aproveitou o momento ruim do companheiro de equipe e emplacou vitórias no México e em Interlagos assumindo a liderança enquanto Piastri sentiu o golpe e perdeu a ponta e ainda foi ultrapassado por Verstappen que vence em Las Vegas e no Catar levando a decisão pra Abu Dhabi e na corrida final Norris contou com o regulamento embaixo do braço e com o terceiro lugar subiu ao pódio e foi campeão com dois pontos de diferença sobre Verstappen que depois de quatro títulos seguidos viu a coroa passar de mãos. 2025 não vai deixar saudades pra Lewis Hamilton. A Ferrari não pôde dar a ele um carro à altura do talento que tem e o inglês passou o ano sem subir ao pódio, a exceção foi a vitória na corrida sprint da China, o que não quer dizer nada.
O ano dominante de Álex Palou que é tetra na Indy
Na Fórmula Indy o ano foi mais uma vez de Álex Palou. O espanhol da Ganassi fez uma temporada praticamente impecável não dando brecha pra concorrência que até tentou barrar, mas Palou guiou como nunca ao vencer 8 corridas entre elas a tão sonhada vitória nas 500 milhas de Indianápolis e chegou ao tetracampeonato em cinco anos na Chip Ganassi se igualando a Dario Franchitti que no mesmo intervalo de tempo entre 2007 e 2011 foi tetracampeão. Por outro lado equipes como a Penske sofreram e só no fim da temporada a equipe evitou passar em brancas nuvens com as vitórias de Will Power e Josef Newgarden. O Brasil teve em 2025 mais uma participação de Hélio Castroneves tentando o penta nas 500 milhas de Indianápolis e em 2026 terá novamente um piloto correndo em tempo integral no grid. Caio Collet, vice-campeão da Indy NXT, categoria de acesso fez testes na equipe Foyt e impressionou por isso ficou com a vaga de David Malukas que vai correr na Penske.
Em 2026 o fã de automobilismo terá uma espécie de deja vú, é que as duas categorias mais importantes voltam pra suas casas. A F1 e a Indy retornam pras emissoras que popularizaram no passado, a Globo e a Band. A Fórmula 1 na Band encerrou cinco anos de parceria tumultuada com a Liberty, apesar disso a emissora fez uma cobertura que atendeu as necessidades dos fãs com a transmissão de treinos livres, as classificações, corridas sprint e as corridas com pré e pós com entrevistas de bastidores. Além disso a temporada de 2025 marcou a despedida de uma lenda, o jornalista Reginaldo Leme que agora virou vitalício, já a Indy na TV Cultura se despediu com um trabalho digno e muito correto, não podemos cobrar audiências pois a emissora educativa mostrou que tem tradição no esporte. Pra 2026 as duas categorias retornam pras suas casas. A Globo vai mostrar 15 corridas da Fórmula 1 em TV aberta com narração de Everaldo Marques, comentários de Luciano Burti e Rafael Lopes enquanto o Sportv transmitirá todos os treinos, classificações, sprints e as 24 provas com Bruno Fonseca sendo o narrador e o Globoplay também mostrará as corridas e treinos sob o regime de demanda no streaming, a Band por sua vez vai mostrar 8 das 17 provas da Indy dentre elas as 500 milhas de Indianápolis e deixar todas as corridas no Bandplay e Bandsports de graça e a equipe já está definida: a narração será de Geferson Kern que tem a chance de aparecer em rede nacional com comentários de Felipe Giaffone, Max Wilson e Tiago Mendonça e participação de Reginaldo Leme em algumas corridas.
Kyle Larson é bi na NASCAR
Na NASCAR a sorte sorriu pra Kyle Larson. O piloto da Hendrick levou o título chegando em terceiro lugar na última corrida em Phoenix e conquistou seu segundo título na Cup e mais uma vez Denny Hamlin morreu na praia ficando com o vice campeonato. Nos circuitos mistos o neozelandês Shane van Gisbergen venceu as cinco provas nesse tipo de pista e chegou no playoff. O Brasil participou de uma prova na Cup desde 2003 com Hélio Castroneves, tetracampeão da Indy 500 que correu como convidado nas 500 milhas de Daytona mas foi tocado por Ross Chastain e não terminou a prova. O público brasileiro ficou sem assistir as corridas na primeira metade do campeonato com o fim do contrato com o Grupo Bandeirantes e os fãs voltaram a assistir a partir da etapa de Chicago através do canal PIC TV, depois outras plataformas passaram a mostrar as corridas da Cup.
Oliver Rowland leva Nissan à glória na F-E
Na Fórmula E o ano foi do inglês Oliver Rowland que conquistou o título com um trem de força da Nissan. A campanha do título foi dominante do começo ao fim vencendo quatro corridas, depois foi somando pontos administrando a vantagem e o título veio de forma antecipada em Berlim. O rival que mais chegou perto foi Nick Cassidy da Jaguar que venceu quatro provas na segunda metade do campeonato, mas não o suficiente pra tirar o título das mãos de Rowland. A Porsche ficou com o título entre os construtores. Pros pilotos brasileiros o ano revelou realidades distintas; Lucas di Grassi teve mais um ano problemático e momentos de brilho com o carro da Lola Yamaha e subiu no pódio com o segundo lugar em Miami e terminou a temporada em 17º lugar, Sérgio Sette Câmara ficou de fora do grid, mas apareceu de forma pontual em Berlim e chegou em nono e Felipe Drugovich conseguiu logo no segundo ePrix um resultado expressivo conquistando o sétimo lugar e o seu desempenho rendeu a ele uma vaga no grid pois cansou de esperar oportunidades na Fórmula 1 e agora faz parte do grid correndo na equipe Andretti tendo como companheiro de equipe Jake Dennis, campeão de 2023 e Dennis começou a nova temporada vencendo o ePrix de São Paulo enquanto Drugovich fez uma prova brilhante, mas acabou sendo punido por ultrapassar em bandeira amarela e ficou em 12º
Mais um título pra Marc Márquez e Diogo Moreira faz história no motociclismo brasileiro
Na Moto GP a história foi escrita mais uma vez. O espanhol Marc Márquez conquistou o seu sétimo título na principal classe das motos impondo um domínio avassalador vencendo 11 provas e subindo 15 vezes ao pódio numa reviravolta espetacular depois de passar por três cirurgias, lesão no ombro e visão dupla. E na Moto 2 o Brasil fez história com o título de Diogo Moreira que conseguiu tirar uma desvantagem de 61 pontos sobre o espanhol Manuel González pra se sagrar campeão numa campanha brilhante com quatro vitórias e sete poles e como prêmio foi contratado pela LCR, equipe satélite da Honda e será piloto oficial da equipe na Moto GP de 2026 recolocando o Brasil na elite das motos depois de 19 anos quando Alexandre Barros se aposentou. Em 2026 a Moto GP é mais uma categoria a marcar presença no nosso cardápio de velocidade, vamos acompanhar todas as 22 etapas da principal classe e uma delas é especial, no dia 22 de março o reformado autódromo de Goiânia receberá as motos mais velozes do mundo na volta do Grande Prêmio do Brasil ao calendário depois de 22 anos de hiato.
Felipe Giaffone, Felipe Fraga e Rubens Barrichello vencem nas categorias nacionais
Por aqui tivemos muitas disputas nas categorias nacionais. A Copa Truck foi vencida mais uma vez por Felipe Giaffone. O piloto da Volkswagen não precisou vencer tanto pra se sagrar tetracampeão pois venceu uma etapa e chegou 14 vezes entre os 10 primeiros mostrando regularidade ao longo do campeonato e o título veio com um 12º lugar na corrida final em Interlagos. Na Nascar Brasil que teve acompanhamento pela primeira vez do Blog de knunes o veterano Rubens Barrichello foi o campeão geral da temporada ganhando tanto o campeonato brasileiro em agosto como o Overall em dezembro e por conta disto estará no Hall da Fama da NASCAR, já Gabriel Casagrande ficou com o título do Special Edition e na Stock Car uma temporada polêmica com irregularidades nos carros SUV em sua primeira temporada e o bicampeonato de Felipe Fraga da Eurofarma. Fraga levou o título na prova sprint tumultuada debaixo de chuva em Interlagos vencendo depois de 1h30 de paralisação. A temporada foi consistente mesmo com poucas vitórias, mas o campeonato sólido somando muitos pontos foi a receita pra se chegar ao título. Os carros SUV que substituíram os sedans ofereceram muitos riscos à segurança dos pilotos e num treino no reformado autódromo de Brasília quase houve uma tragédia no acidente entre João Paulo de Oliveira e Bruno Baptista que se chocaram no formato mais temido, o formato em T, felizmente os dois pilotos tiveram lesões sérias. Outra questão polêmica foi a adoção dos motores de quatro cilindros turbinados que não deu certo e em 2026 a categoria volta pros V8. Os impactos negativos da temporada levaram empresas como a Ipiranga e Mobil, fornecedores de combustível a deixarem a Stock Car.
A retrospectiva prossegue a seguir com os destaques do esporte.













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