A Retrospectiva prossegue e agora vamos ver o que foi notícia no cenário internacional num ano agitado no Oriente Médio, a chegada de um novo Papa e com o retorno de Donald Trump ao poder.
A natureza em fúria: mundo sofre com fenômenos mais uma vez
Francisco diz adeus e entra Leão XIV
2025 marcou pra Igreja Católica um ano de mudança com o novo Papa. O ano começou com o Papa Francisco sendo internado em fevereiro pra tratar de problemas de saúde causados por uma dupla pneumonia e ele chegou a correr risco de morte. Francisco ficou 40 dias internado no Hospital Gemelli em Roma e teve alta em 23 de março. Então os médicos recomendaram repouso, mas o Papa ainda teve tempo de participar das celebrações da Páscoa no domingo 20 de abril e a celebração da missa foi seu último ato. Na manhã do dia 21 de abril o Vaticano anuncia a morte do Papa Francisco aos 88 anos. Os funerais ocorrem no dia 26 de abril com a presença de vários líderes mundiais. Francisco foi sepultado na Basílica de Santa Maggiore em Roma sendo o primeiro Papa a não ser sepultado no Vaticano em um século. O conclave ocorre a partir de 7 de maio e menos de 24 horas depois a fumaça branca saía da chaminé da Capela Sistina anunciando o 267º pontífice que passaria a liderar a Igreja Católica. O escolhido foi o americano Robert Francis Prevost que adotou a alcunha de Leão XIV. Prevost de nacionalidade peruana foi missionário por 20 anos na região andina da América e segue a linha do antecessor com forte caráter social. O novo papa em seus primeiros meses de pontificado fez vários gestos conservadores como a volta das missas tradicionalistas no Vaticano após três anos e descartou a ordenação de mulheres diáconas e o casamento entre homossexuais.
Tempos de agitação e tensão na América Latina
Na América Latina 2025 foi marcado por momentos de alta tensão. No Peru mais um presidente foi afastado do cargo (veja abaixo), no Equador Daniel Noboa foi reeleito presidente em meio a onda de tensão que assola o país, na Colômbia um atentado vitimou o senador Miguel Uribe que era pré candidato à eleição presidencial do próximo ano. Uribe foi baleado enquanto participava de ato político e ficou mais de dois meses internado morrendo em agosto, já Álvaro Uribe, ex-presidente foi condenado por suborno e fraude, na Argentina o presidente Javier Milei enfrentou uma crise interna devido a denúncias de corrupção envolvendo sua irmã Karina e em agosto foi apedrejado por populares, além disso o seu governo enfrenta forte queda nos índices de popularidade devido às medidas adotadas que não tem mais o apoio da população argentina, mas em outubro seu partido venceu a eleição legislativa ganhando fôlego, na Venezuela a oposição voltou a ter força depois que Maria Corina Machado venceu o Prêmio Nobel da Paz por sua luta resistente à ditadura de Nicolás Maduro que tomou posse em janeiro para mais um mandato presidencial, na Bolívia pela primeira vez depois de 20 anos a esquerda cedeu lugar à direita com a eleição de Rodrigo Paz do partido democrata cristão e também no Chile a direita volta ao poder com a eleição de José Antonio Kast que tem admiração pelo ditador Augusto Pinochet.
França sem rumo com troca de premieres
Na França o ano foi muito conturbado com queda de primeiros ministros. Em setembro François Bayrou caiu após a derrota no parlamento que rejeitou o orçamento pra 2026, assumia Sebastién Lecornú que ficou menos de um mês, renunciou, mas voltou à pedido de Emmanuel Macron para reconstruir um novo gabinete, já o ex-presidente Nicholas Sarkozy foi preso em outubro acusado de financiamento ilegal com o governo da Líbia em troca de apoio político. Sarkozy nega todas as acusações e em novembro foi concedido pela justiça que Sarkozy fique em liberdade provisória e ele deixou a prisão onde ficou por três semanas, pois ele foi condenado a pena de cinco anos de reclusão em regime fechado.
Milagre em queda de avião na Índia e tragédia com bondinho em Portugal
Num dos acidentes aéreos de destaque no ano uma pessoa sobreviveu à queda de um avião com mais de 200 pessoas a bordo na Índia em junho. O avião saiu de Ahmedabad com destino a Londres caiu após a decolagem e se chocou com um edifício. Uma outra tragédia de destaque ocorreu em setembro com a morte de 16 pessoas no descarilamento de um bondinho no Elevador da Glória em Lisboa. Os cabos de segurança do bondinho se romperam causando a tragédia.
Um roubo bilionário no museu do Louvre
Um dos mais audaciosos roubos aconteceu no dia 19 de outubro. O Museu do Louvre em Paris foi alvo da ação ousada dos bandidos disfarçados de operários que entraram no prédio, subiram no elevador de carga e armados de lixadeira cortaram as vitrines de exposição roubando várias joias pertencentes à Coroa francesa avaliadas em 88 milhões de euros (547 milhões de reais) e tudo isso feito em oito minutos. Durante a fuga deixaram cair a coroa pertencente à imperatriz francesa Eugenie que foi danificada. Três suspeitos de praticarem o crime foram presas e até agora as joias roubadas ainda não foram recuperadas. Em dezembro os funcionários decidiram entrar em greve protestando contra as más condições de segurança e dias depois voltaram ao trabalho com a segurança reforçada.
Guerra em Gaza chega ao fim, será?
A guerra em Gaza aparentemente chegou ao fim. O conflito entre Israel e o grupo terrorista Hamas que durava dois anos foi cessado diante da pressão dos Estados Unidos em outubro quando ambos entraram em acordo de cessar fogo mediado por Donald Trump. O acordo prevê a volta dos restos mortais dos reféns falecidos e a liberação dos reféns vivos em troca da libertação dos reféns palestinos e ainda possibilitou a entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza, mesmo assim a ajuda ainda é precária. Por outro lado itens do plano de paz correm risco de falharem como o desarmamento do Hamas devido a novos combates entre o grupo e Israel. Meses antes do acordo Israel bombardeou o Irã que realizava testes nucleares e isso gerou uma miniguerra que durou 12 dias no mês de junho. Os Esatados Unidos entraram no conflito bombardeando bases militares iranianas e a miniguerra resultou em 628 pessoas mortas e um acordo decretou o cessar fogo, em setembro Israel atacou funcionários do Hamas numa operação jamais vista em Doha no Catar.
Nada de paz no conflito entre Rússia e Ucrânia
Outra guerra que por sua vez ainda não tem data certa pra acabar é a guerra entre Rússia e Ucrânia que dura mais de três anos. O governo de Donald Trump fez críticas que não agradaram Vladmir Putin nem Volodmyr Zelensky. O líder ucraniano esteve no final de fevereiro na Casa Branca e foi vilipendiado por Trump em público no Salão Oval numa total falta de gratidão, em agosto Trump mediou no Alasca uma reunião de cúpula com Putin, mas sem nenhum resultado. A justificativa do Kremlin é que a Ucrânia ainda rejeita o cessar fogo e exige a tomada de territórios, por sua vez Washington acusa Putin de não querer acabar com o conflito e anunciou uma série de sanções contra o setor petrolífero russo. Um novo plano de paz com 28 itens foi apresentado em novembro aos dois países: a Rússia acolheu de forma satisfatória, mas a Ucrânia entendeu esse plano como método de rendição forçada. Enquanto a guerra não chega ao fim a Rússia segue avançando de forma lenta na parte leste ucraniana e os ataques contra infraestruturas energéticas e ferroviárias continuaram e os ucranianos por sua vez atacaram instituições petrolíferas.
Geração Z sai às ruas e protesta
Por todo lugar houve neste ano protestos da chamada Geração Z contra a precariedade, o bloqueio de redes sociais e a corrupção. Na América Latina houve protestos no Peru por conta da crescente insegurança e esses protestos levaram ao afastamento de Dina Boluarte da presidência do país por incapacidade moral. Dina foi destituída e assumiu o poder o presidente do Congreso José Jeri que é o sétimo a ocupar o cargo em dez anos. A violência foi a marca dos protestos em outros países. No Nepal a onda de protestos levou à renúncia do primeiro ministro nepalês e a dissolução do parlamento, em Madagascar o governo caiu após golpe militar e o presidente fugiu do país e na Tanzânia os jovens participaram das manifestações que foram reprimidas com violência.
Trump volta ao poder mais polêmico
E ele voltou ao poder mais polêmico que nunca. Donald Trump iniciou o seu segundo mandato na Casa Branca com uma série de medidas protecionistas e restritivas seguindo o seu lema America First (América primeiro), a maioria por decreto embora a justiça bloqueasse algumas decisões. Nesse primeiro ano de segundo mandato Trump atacou seus oponentes enviando tropas da Guarda Nacional à viarias cidades, voltou a impor medidas duras a imigrantes e na questão diplomática realizou atividades com maior ou menor sucesso. Ele ainda promoveu uma guerra comercial global impondo tarifas altíssimas, por outro lado a população americana segue descontente principalmente na questão econômica com o aumento do custo de vida e ainda teve os reveses sofridos em eleições legislativas nos estados, uma delas em Nova York pesou muito, a eleição de Zohran Mandami, filho de muçulmano e opositor ferrenho de Trump. Pra piorar o país passou por um shutdown de 43 dias que paralisou os serviços públicos e ainda enfrentou as universidades tentando controlar os centros de pesquisa dentre elas a aclamada universidade de Harvard.
Um dos momentos mais tensos até aqui foi o ataque do exército a uma embarcação que levava 11 tripulantes que foram executados sob a alegação do barco pertencer ao tráfico de drogas da Venezuela criando uma nova linha de tensão com o ditador Nicolás Maduro. A ofensiva de Washington de combater o tráfico de drogas nada mais é que uma justificativa pra derrubar Maduro que é acusado por Trump de estar à frente de um cartel do tráfico, mas ao mesmo tempo virou pretexto pros Estados Unidos se apoderarem das reservas de petróleo do país e por isso o país mandou uma poderosa frota naval pra patrulhar ás águas do Caribe bloqueando navios petroleiros vindos da Venezuela. Vejamos o que nos reserva os próximos capítulos.
A seguir a retrospectiva taz os destaques da televisão.





















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