Seguimos a Retrospectiva 2025 e agora é hora de falarmos de televisão. Nesse ano ao invés de falar como foi por emissora falaremos por setor: da teledramaturgia ao jornalismo vamos resumir o ano da telinha de um jeito diferente.
Fiasco do remake de Vale Tudo e novos formatos marcam ano na teledranaturgia
2025 na teledramaturgia foi ano de remake que não empolgou na audiência e também de novas experiências. Na Band a novela Beleza Fatal exibida no streaming foi mostrada em versão com cortes entre março e maio, depois voltou a exibir novelas turcas. Na Record o ano marcou mais uma desativação no setor com o fim da produção de novelas bíblicas passando a investir em séries bíblicas como Jó e Mãe como forma de conter gastos. No SBT as novelas infantis pelo jeito chegaram ao fim com o novo corte de gastos no setor de dramaturgia. Na Globo o ano foi marcado pelo remake de Vale Tudo, novela de sucesso escrita por Gilberto Braga em 1988 que ganhou uma nova versão por Manuela Dias. A novela repercutiu nos bastidores com brigas e desentendimentos entre os atores, principalmente Taís Araújo que viu a história de Raquel sumir com o desenrolar da trama e após o fim da novela teve uma treta com a autora, já Débora Bloch arrasou na nova versão da icônica Odete Roitman que diferente da versão de 1988 sobreviveu e terminou a novela viva. Odete forjou a própria morte e voltou viva dizendo que sempre volta. Os números de audiência não foram dos melhores pois o público rejeitou a nova versão. Já Êta Mundo Melhor, continuação de Êta Mundo Bom não empolga e sofre no horário das 18 horas assim como Dona de Mim e a atual novela das 9 Três Graças também passa por percalços na audiência apesar de elogios da crítica. No streaming a novela Guerreiros do Sol produzida pro Globoplay agradou a crítica com uma história sobre os cangaceiros Lampião e Maria Bonita e ganhou o prêmio Rose D'or de melhor telenovela desbancando produções turcas. A grande novidade foi uma nova forma de assistir novela pelo celular. A novela Tudo por uma segunda chance foi lançada em novembro pela TV Globo com episódios curtíssimos e duração máxima de 70 capítulos e em dezembro estreou Cinderela e o segredo do pobre milionário.
Fim da era Bonner no JN é o destaque do telejornalismo
No telejornalismo o fato mais marcante do ano foi a troca de bastão no Jornal Nacional. Depois de 29 anos à frente da bancada William Bonner deixou o comando e foi substituído por César Tralli e em 2026 ele parte pra um novo desafio dividindo a apresentação do Globo Repórter com Sandra Annenberg. Tralli passou o bastão no Jornal Hoje pra Roberto Kovalick e virou novo parceiro de Renata Vasconcellos na bancada. O ano começou com a demissão de Rodrigo Bocardi que nos bastidores era muito cotado pra ser o substituto de Bonner, mas se envolveu em negócios nebulosos, outra demissão polêmica foi a da jornalista Daniela Lima da Globo News em agosto. Daniela foi dispensada após retornar de férias e o real motivo da saída foi uma pesquisa da Quaest que apontou tendência esquerdista. Daniela foi substituída no Conexão pelo jornalista Rafael Colombo, foi contratada pelo UOL e está na rádio TMC, antiga Transamérica onde estão também Joana Treptow e Rodrigo Alvarez que deixaram a Band em setembro. José Luiz Datena deixou o SBT em maio depois de seis meses no comando do Tá na Hora e foi contratado pela Rede TV! onde apresenta o Brasil do Povo mas sem o mesmo protagonismo de antes e no final do ano é contratado pela TV Brasil onde terá um talk show em 2026, voltando ao SBT a emissora relançou o Aqui Agora, mas os índices não ajudaram e o telejornal está com os dias contados. A emissora tentou de tudo pra emplacar, mas não percebeu que o público é outro e nem mesmo a tal arma secreta funcionou. Geraldo Luís foi um fiasco e saiu em dezembro, por outro lado foi lançado o canal de notícias 24 horas no ar, o SBT News que conta com grandes nomes entre eles Celso Freitas que foi dispensado pela Record em março e o lançamento rendeu uma enorme polêmica nas redes sociais com as fortes declarações do cantor Zezé di Camargo que criticou as filhas de Silvio Santos que sempre esteve ao lado dos presidentes da república e teve seu especial de fim de ano cancelado por causa dessas declarações, na Record mudanças pontuais nos telejornais com Edu Ribeiro assumindo o posto de Celso no Jornal da Record e Roberto Cabrini passou a ser apresentador do Domingo Espetacular.
GE TV é lançada e Galvão Bueno naufraga na Band
No esporte o ano foi marcado pelo lançamento da GETV, plataforma no YouTube do Grupo Globo pra bater de frente com a Cazé TV que por sua vez segue lucrando e adquirindo eventos como a Copa do Mundo de Clubes, jogos de basquete e as Olimpíadas de 2028 e trouxe novos profissionais como Bárbara Coelho que deixou a Globo no começo do ano, na Band o ano foi marcado por perdas, a mais impactante a perda dos direitos de transmissão da Fórmula 1 pra Globo depois de 5 anos (leia mais na retrospectiva do automobilismo). Galvão Bueno voltou pra Band depois de 44 anos pra fazer uma mesa redonda nos mesmos moldes do Bem Amigos que comandou no Sportv por 20 anos, mas o programa Galvão e Amigos flopou na audiência beirando o traço e em 2026 ele estará em casa nova. Galvão vai narrar a Copa do Mundo no SBT que volta a transmitir depois de 28 anos e fará parceria com a NSports transmitindo um pacote de 32 partidas entre elas as partidas do Brasil.
Poucas mudanças nos auditórios e SBT sofre com queda na audiência
Nos programas de auditório poucas mudanças. O Melhor da Noite na Band mudou de apresentadores com Pâmela Lucciola assumindo o comando depois da saída de Otaviano Costa que ficou seis meses no comando da atração, já no Melhor da Tarde Cátia Fonseca deixou a emissora em junho reclamando da estrutura da Band e depois participou da Dança dos Famosos no Domingão com Huck e em agosto foi reformulado com Léo Dias à frente da atração, no SBT as maiores audiências seguem sendo com os dominicais de Celso Portiolli e Patrícia Abravanel, por outro lado a emissora sofre com as quedas brutais nos índices que são os piores da história e em meio a tudo isso houve a saída de Rinaldi Faria da superintendência de programação depois de cinco meses onde implantou mudanças que não deram certo afundando ainda mais os índices.
A seguir as doze frases de destaque em 2025.











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