A Retrospectiva 2025 continua e agora vamos ver como se comportou a economia.
O cenário econômico brasileiro em 2025 mostrou que o Brasil ainda não saiu do lugar. Continuamos tendo as mais altas taxas de juros do planeta e o remédio amargo segue segurando a inflação que segue insistindo em bater a meta estipulada pelo Banco Central. Por outro lado o país registrou as menores taxas de desemprego nos últimos anos, apesar de estarmos na era do pleno emprego houve desaceleração do PIB que no terceiro trimestre teve aumento de 1,8% em relação ao mesmo período de 2024 e os economistas estão preocupados com o crescimento acelerado que pode trazer no futuro grandes problemas, por conta do estacionamento do PIB o país deixou no começo deste mês de dezembro o grupo das 10 maiores economias do mundo. Por outro lado houve mudanças na parte tributária com a revogação de mudanças nas alíquotas do IOF, o imposto sobre operações financeiras em votações no Congresso. O governo conseguiu aprovar a isenção de Imposto de Renda pra quem ganha até R$ 5 mil.
O ano dos tarifaços que preocuparam o mundo
Um dos assuntos que movimentou a economia este ano foi o tarifaço aplicado por Donald Trump. O governo americano promoveu este ano um festival de tarifas elevadas sobre produtos importados de vários países com o intuito de fazer os Estados Unidos grande novamente. Os alvos iniciais do tarifaço foram os vizinhos México e Canadá que sentiram o impacto, em abril foi a vez do Brasil que teve tarifaço de 10% em produtos como o aço e em julho veio um novo tarifaço no calor da crise diplomática entre os dois países, foi quando Trump impôs um tarifaço de 50% e mais de 700 produtos brasileiros não entraram no pacote e ele começou a vigorar em agosto, a partir daí os governos dos dois países buscaram entrar em diálogo até que em outubro Trump e Lula se encontram e ambos comaçam a discutir sobre as formas de reduzir o tarifaço.
Surto de gripe aviária preocupa o Brasil
O Brasil enfrentou em maio um surto de gripe aviária que levou a suspensão da importação de carne de frango pra países da Europa. O surto foi registrado em Montenegro no Rio Grande do Sul e o país passou 28 dias sem o registro de um caso, somente em setembro as importações foram retomadas após o país ficar livre da gripe aviária.
O ocaso dos Correios
Uma estatal que era símbolo de eficiência se tornou nos últimos anos um problemão para o governo. Atolado em um rombo que passa dos R$ 6 bilhões os Correios vivem o seu ocaso. A crise atingiu níveis quase insuportáveis com a diminuição das faturas físicas e o avanço de empresas de logística privada somados ao aumento desenfreado das despesas foram minando a estatal. A estatal vem negociando e ao mesmo tempo busca alternativas emergenciais caso a linha de crédito não seja aprovada e medidas radicais podem ser aceleradas como a venda de imóveis, corte abrupto de contratos e o aprofundamento do programa de demissões voluntárias que no momento está em 15 milhões, mas há uma esperança. Nos últimos dias do ano a empresa conseguiu um empréstimo de R$ 12 bilhões com cinco bancos e um plano e reestruturação pros próximos 12 meses e o contrato tem duraçãode 15 anos terminando em 2040.
O ano dos lucros da inteligência artificial
Cada vez mais presente na vida das pessoas a inteligência artificial segue rendendo dividendos e em 2025 as empresas que trabalham com a IA seguem lucrando, como a Nvidia que só este ano teve seu valor de mercado passando dos 5 bilhões de dólares. Por outro lado a IA é acusada de promover desinformação e num dos casos os pais de um adolescente que cometeu suicídio acusa o ChatGPT de encorajar com conselhos precisos, mas que eram falsos e a empresa reforçou o controle parental.
O fim da Editora Três marca ano dos impressos
O mercado de impressos em 2025 teve um grande impacto com a falência da Editora Três. Atolada em dívidas que passavam de 820 milhões de reais a empresa passava por um processo de recuperação judicial não cumprido e foi decretada a falência em fevereiro. A Três foi fundada por Domingo Alzugaray em 1972 e tinha publicações como as semanais Istoé e Istoé Dinheiro que deixaram de curcular em janeiro no impresso e ambas voltaram a circular somente no digital em setembro pois elas pertencem a Istoé Publicações que adquiriu o portal em 2022.
O cerco se fecha no esquema de combustíveis
O setor de combustíveis foi alvo em agosto de uma operação da Polícia Federal que desvendou um esquema de atuação de facções criminosas que dominavam a adulteração de combustíveis além das fintechs. Mais de 1400 agentes atuaram nas investigações e o esquema revelou como o PCC controlava os postos e adulterava combustíveis, dentre os quais o metanol que foi caso de escândalo (veja mais na retrospectiva nacional).
Escândalo no INSS envolvendo aposentados causa pânico em Brasília
Em abril foi revelado um esquema bilionário que moveu fraudes contra os aposentados do INSS. A operação Sem Desconto da Polícia Federal apontou irregularidades nos descontos de aposentados e pensionistas sem autorização dos mesmos e estima-se que R$ 8 bilhões foram desviados. O inquérito apontou a existência de três núcleos - político, financeiro e de comando e houve várias prisões dentre eles a prisão de Alessandro Stefanutto em novembro. Ele era ex-presidente do INSS e foi afastado do cargo quando explodiu o caso e o escândalo levou junto Carlos Lupi que foi exonerado do cargo de ministro da Previdência Social. O Congresso criou a CPMI para apurar o funcionamento do esquema e o governo anunciou medidas para ressarcir os valores cobrados indevidamente enquanto a AGU bloqueou bens das entidades envolvidas no escândalo.
O festival de falcatruas do Banco Master de Daniel Vorcaro
O mais grave escândalo financeiro dos últimos anos revelou os podres do Banco Master. O banco controlado por Daniel Vorcaro foi pego numa investigação policial que vinha há meses e desvendou como o banco operava de forma ilegal e por pouco não protagonizou uma fraude financeira com a tentativa de comprar o Banco de Brasília - BRB. A operação foi abortada em setembro pelo BC e o banco estatal do DF esteve envolvido numa operação fraudulenta injetando R$ 12 milhões no Master que por sua vez crescia no mercado vendendo títulos com pagamentos muito acima da concorrência. Estima-se que 1,6 milhão de pessoas investiram recursos no banco que foi liquidado no dia 18 de novembro, um dia antes o banco iria ser vendido para o grupo Fictor e no mesmo dia Vorcaro foi preso no aeroporto de Guarulhos quando iria embarcar para fora do Brasil. Ao mesmo tempo o GDF afastou toda a diretoria do BRB envolvida no escândalo. Vorcaro ficou preso preventivamente por 11 dias e solto por decisão da desembargadora Solange Salgado do TRF-1 que determinou o uso de tornozeleira eletrônica. Em dezembro a jornalista Malu Gaspar do jornal O Globo revela que o ministro do STF Alexandre de Moraes se encontrou com Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central para falar da compra do banco Master, mas ambos negaram e ontem foi feita a acareação entre Vorcaro e o ex-presidente do BRB.
A seguir os fatos nacionais que marcaram o ano.











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