A série especial sobre a década de 2010 segue falando dos esportes em geral e das olimpíadas que foram disputadas em Londres e no Rio de Janeiro.
O sucesso e a queda do MMA



Anderson Silva e Júnior Cigano chegaram a ganhar títulos, mas caíram e o Brasil tem a leoa Amanda Nunes soberana entre as mulheres
A década esportiva começou com a ascensão das lutas de MMA. Os eventos do UFC explodiram em audiência no Brasil e em agosto de 2011 o UFC Rio foi o auge do boom. No fim daquele ano a Rede Globo passou a mostrar as lutas fazendo com que o narrador Galvão Bueno criasse a expressão gladiadores do terceiro milênio. Naquele ano Anderson Silva era o ídolo máximo e na sua esteira surgiram Júnior Cigano, José Aldo, Renan Barão e tantos outros. Entre 2011 e 2013 o UFC viveu no Brasil seu boom até que Anderson Silva enfrentasse Chris Weidmann e ele perdeu as duas lutas, sendo que na segunda ele quebrou a perna e ficou afastado por um ano, depois foi flagrado em exame antidoping e entrou em decadência, assim como os outros lutadores dentre eles Jon Jones também flagrado por doping e ao mesmo tempo surgiram lutadores como o irlandês Conor McGregor. Entre as mulheres Ronda Roussey dominou boa parte da década até ser derrotada em 2015 por Holly Holm e assim como o Spider nunca mais foi a mesma, foi então que o octógono passou a ser dominado pela leoa Amanda Nunes.
Federer, Djokovic e Nadal, o trio de ouro do tênis segue dominante na década e Brasil tem bons momentos nas duplas com destaque para o título de Marcelo Melo em Wimbledon
O trio de jogadores que transformou o tênis seguiu dominando nesta década. Roger Federer, Rafael Nadal e Novak Djokovic elevaram o tênis num nível jamais atingido quase beirando a perfeição. Nadal como um touro miúra e um preparo físico invejável já chegou à 19 títulos de Grand Slam, 12 deles no saibro de Roland Garros onde se tornou rei, Djokovic superou uma lesão grave e voltou a jogar um tênis de altíssimo nível e Federer mesmo no alto de seus 38 anos prova que nem a longevidade é capaz de parar um talento. Já o tênis brasileiro teve pouco a comemorar com a inclusão de Gustavo Kuerten, o Guga no Hall da Fama do tênis e com bons momentos de nossas duplas com Marcelo Melo ganhando um título inédito em Wimbledon 2017.
Vôlei masculino segue em alto nível e no começo da década ganhou o tri mundial e o nono título da Liga
O vôlei do Brasil seguiu nesta década como um dos melhores do mundo principalmente entre as seleções. A dinastia Bernardinho seguiu firme e em 2010 conquista o tricampeonato mundial consecutivo e o nono título da Liga Mundial, depois o time fica em segundo por várias competições inclusive os dois vices nos mundiais de 2014 e 2018 perdidos pra seleção da Polônia. O time feminino chegou perto de ganhar o mundial em 2010 e 2014, mas acabaram ficando com a prata e o bronze respectivamente.
Basquete busca luz no fim do túnel


Fiascos do Brasil na década e gestão corrupta levaram a FIBA a suspender o Brasil e país luta pra tentar reerguer a modalidade
O basquete brasileiro termina a década buscando um sopro pra sair do buraco em que se meteu. A década teve uma das gestões mais corruptas e desastradas da história da CBB quando foi comandada por Carlos Nunes. Mesmo assim o basquete brasileiro viveu alguns lampejos como em 2011 quando conquistou a vaga olímpica pra Londres depois de 16 anos ausente, por outro lado vieram vexames como a desclassificação na primeira fase da Copa América de 2013 o que fez com que o time ganhasse um convite pra disputar o mundial de 2014 e corrupção levassem á suspensão pela FIBA no fim de 2016. Depois do fim da suspensão assumiu Guy Peixoto. A seleção masculina teve como treinadores Ruben Magnano e Aleksandar Petrovic e a feminina teve Antonio Carlos Barbosa e José Neto como treinadores. Em decadência desde o mundial de 2006 a seleção feminina passou vergonha em Jogos Olímpicos e não se classificando pro mundial de 2018.
Os nossos campeões mundiais





Década de títulos de destaque no judô, no handebol, ginástica e canoagem com campeões inéditos
Nesta década o Brasil obteve vários títulos mundiais em diferentes esportes, alguns deles foram inéditos como o título da seleção feminina de handebol, campeã na Sérvia em 2013. No judô tivemos Rafaela Silva campeã mundial em 2013 e Mayra Aguiar, bicampeã, na ginástica Arthur Zanetti se manteve entre os melhores nas argolas sendo campeão mundial em 2013. Na vela Martine Grael e Kahena Kunze são as melhores na classe 49er e na canoagem Isaquias Queiroz se tornou tricampeão mundial.
Gabriel Medina e Adriano de Souza conquistaram três títulos para o Brasil na década que consolidou a Brazilian Storm
Uma tempestade verde amarela passou a tomar conta dos mares e oceanos do mundo nesta década. A Brazilian Storm chegou com tudo e tendo à frente o surfista de Maresias Gabriel Medina. Ele abriu as portas para uma série de conquistas do nosso surfe no circuito mundial. Em 2014 ele desbancou havaianos, americanos e australianos pra escrever seu nome no rol dos grandes campeões do circuito, no ano seguinte foi a vez de Adriano de Souza, o Mineirinho se sagrar campeão mundial. Três anos depois o mesmo Medina levou o país ao terceiro título em cinco anos com domínio absurdo dos surfistas brazucas. Além de Medina e Mineirinho se destacam Filipe Toledo e Ítalo Ferreira.
As Olimpíadas da década: Londres vê show de Phelps e Bolt





Londres viu mais um show de Phelps e Bolt e Brasil conquista três ouros com Sarah Menezes, Arthur Zanetti e o time de vôlei feminino
Nesta década tivemos duas edições dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos. A Olimpíada de Londres em 2012 foi palco para mais um show de Michael Phelps e Usain Bolt. Os dois dividiram as atenções ganhando muitas medalhas. O Brasil conquista 17 medalhas terminando em 22º no quadro de medalhas. As nossas medalhas de ouro foram conquistadas por Sarah Menezes no judô feminino, Arthur Zanetti nas argolas e com o time de vôlei feminino. Tivemos as medalhas de prata para Thiago Pereira (400 m medley), Alison e Emanuel (vôlei de praia masculino), Esquiva Falcão (boxe), futebol e vôlei masculino e nossos bronzes para César Cielo (50 m livres), Felipe Kitadai, Mayra Aguiar e Rafael Silva no judô, Juliana e Larissa (vôlei de praia feminino), Robert Scheidt na classe Star da vela, Yamaguchi Falcão e Adriana Araújo (boxe) e Yane Marques (pentatlo moderno).
Rio 2016: Do sonho com conquistas históricas ao pesadelo nebuloso das investigações










Phelps e Bolt dizem adeus ao mesmo tempo que chega Biles e Brasil com sete ouros realiza sua melhor campanha em quase 100 anos de participação olímpica
E chegou então um momento histórico pro esporte brasileiro. A realização da Rio 2016, a nossa Olimpíada foi um marco pro esporte nacional. O país realiza sua melhor campanha olímpica em quase 100 anos de participação conquistando 19 medalhas terminando na 13ª posição no quadro geral de medalhas. Sete desssas medalhas foram de ouro com Rafaela Silva no judô, Robson Conceição no boxe, Martine Grael/Kahena Kunze na vela classe 49er, Alison e Bruno Schmidt no vôlei de praia masculino, o tão esperado e sonhado ouro do futebol masculino, o tricampeonato do vôlei masculino e um surpreendente ouro para Thiago Braz no salto com vara, nossas pratas foram conquistadas no tiro com Felipe Wu, Agatha e Bárbara no vôlei de praia feminino, Diego Hypólito (solo) e Arthur Zanetti (argolas) na ginástica e Isaquias Queiroz com duas pratas nas provas de 1000 m da canoagem de velocidade. O mesmo Isaquias conquistou ainda um bronze nos 200 m sendo o primeiro brasileiro a ganhar mais de uma medalha em uma só Olimpíada e ainda tivemos bronzes com Rafael Silva e Mayra Aguiar no judô, Arthur Nory na ginástica (solo), Maicon Andrade no taekwondo e Poliana Okimoto na maratona aquática. O Rio assistiu ao adeus dos dois maiores atletas olímpicos da história. Phelps e Bolt se despediram em grande estilo e viu também o surgimento de uma nova estrela olímpica, a ginasta americana Simone Biles.

Por outro lado a Olimpíada carioca se tornou alvo de investigações suspeitas por compra de votos e que acabaram levando à prisão de Carlos Arthur Nuzman, ex- dirigente do COB.
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Londres viu mais um show de Phelps e Bolt e Brasil conquista três ouros com Sarah Menezes, Arthur Zanetti e o time de vôlei feminino
Nesta década tivemos duas edições dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos. A Olimpíada de Londres em 2012 foi palco para mais um show de Michael Phelps e Usain Bolt. Os dois dividiram as atenções ganhando muitas medalhas. O Brasil conquista 17 medalhas terminando em 22º no quadro de medalhas. As nossas medalhas de ouro foram conquistadas por Sarah Menezes no judô feminino, Arthur Zanetti nas argolas e com o time de vôlei feminino. Tivemos as medalhas de prata para Thiago Pereira (400 m medley), Alison e Emanuel (vôlei de praia masculino), Esquiva Falcão (boxe), futebol e vôlei masculino e nossos bronzes para César Cielo (50 m livres), Felipe Kitadai, Mayra Aguiar e Rafael Silva no judô, Juliana e Larissa (vôlei de praia feminino), Robert Scheidt na classe Star da vela, Yamaguchi Falcão e Adriana Araújo (boxe) e Yane Marques (pentatlo moderno).
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Phelps e Bolt dizem adeus ao mesmo tempo que chega Biles e Brasil com sete ouros realiza sua melhor campanha em quase 100 anos de participação olímpica
E chegou então um momento histórico pro esporte brasileiro. A realização da Rio 2016, a nossa Olimpíada foi um marco pro esporte nacional. O país realiza sua melhor campanha olímpica em quase 100 anos de participação conquistando 19 medalhas terminando na 13ª posição no quadro geral de medalhas. Sete desssas medalhas foram de ouro com Rafaela Silva no judô, Robson Conceição no boxe, Martine Grael/Kahena Kunze na vela classe 49er, Alison e Bruno Schmidt no vôlei de praia masculino, o tão esperado e sonhado ouro do futebol masculino, o tricampeonato do vôlei masculino e um surpreendente ouro para Thiago Braz no salto com vara, nossas pratas foram conquistadas no tiro com Felipe Wu, Agatha e Bárbara no vôlei de praia feminino, Diego Hypólito (solo) e Arthur Zanetti (argolas) na ginástica e Isaquias Queiroz com duas pratas nas provas de 1000 m da canoagem de velocidade. O mesmo Isaquias conquistou ainda um bronze nos 200 m sendo o primeiro brasileiro a ganhar mais de uma medalha em uma só Olimpíada e ainda tivemos bronzes com Rafael Silva e Mayra Aguiar no judô, Arthur Nory na ginástica (solo), Maicon Andrade no taekwondo e Poliana Okimoto na maratona aquática. O Rio assistiu ao adeus dos dois maiores atletas olímpicos da história. Phelps e Bolt se despediram em grande estilo e viu também o surgimento de uma nova estrela olímpica, a ginasta americana Simone Biles.

Por outro lado a Olimpíada carioca se tornou alvo de investigações suspeitas por compra de votos e que acabaram levando à prisão de Carlos Arthur Nuzman, ex- dirigente do COB.
A série prossegue no sábado que vem trazendo um resumo das Copas do Mundo de futebol disputadas na África do Sul, Brasil e Rússia e o inesquecível 7 x 1.







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