segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Retrospectiva 2014: Escândalo mina o vôlei brasileiro e surge um novo ídolo no esporte brasileiro

A Retrospectiva 2014 prossegue e hoje é dia de falarmos de esporte em geral. A temporada dos esportes em geral trouxe grandes emoções nas quadras, campos, piscinas e no mar.

MMA: Brasil com apenas um campeão





José Aldo passou sufoco, mas manteve o cinturão dos pena e Lyoto Machida teve sua chance, mas perdeu para Weidman

O Brasil começou o ano com dois campeões, mas termina o ano com apenas um, o manauara José Aldo que manteve o cinturão no peso pena depois de bater o americano Chad Mendes. Renan Barão era o campeão do peso galo, mas em maio acabou sendo derrotado pelo americano TJ Dillashaw em atuação irreconhecível, bem que ele tentou a revanche, mas se machucou na banheira e a revanche ficou pra 2015. Já Lyoto Machida esteve próximo de recuperar o título dos pesados, mas foi derrotado por Chris Weidman em julho e fechou o ano vencendo de forma arrasadora o canadense CB Dollaway com menos de um minuto. Enquanto isso Anderson Silva passou o ano se recuperando depois de quebrar a perna na revanche contra Weidman no final do ano passado e retornará ao octógono em janeiro do próximo ano contra Nick Diaz. Fabrício Werdun ficou com o título provisório dos pesados ao nocautear Mark Hunt e se credenciar a disputar o título contra o detentor do cinturão, o americano Cain Velasquez.

Tênis: Djokovic domina e Federer ajuda Suíça a vencer a Davis







Novak Djokovic manteve o topo e Roger Federer se superou ajudando a Suíça a vencer a Copa Davis onde o Brasil voltará ao Grupo Mundial

No tênis mundial quem segue mandando entre os homens é o sérvio Novak Djokovic. Djoko levantou sete títulos na temporada, um Grand Slam em Wimbledon e fecha o ano como número 1. A Suíça mostrou sua força mais uma vez. Logo no começo do ano Stanislas Wawrinka faturou o título do Aberto de Tênis da Austrália e o tenista terminou o ano como quarto melhor no ranking da ATP. Já Roger Federer, o segundo do mundo foi o grande responsável pela vitória de seu país na Copa Davis numa virada sensacional contra a França conquistando um dos poucos títulos que ele anida não tinha. Rafael Nadal mais uma vez passou boa parte do ano lesionado, mesmo assim ganhou pela nona vez o torneio de Roland Garros e o US Open foi vencido pelo croata Marin Cilic numa final surpreendente contra o japonês Kei Nishikori. Entre as mulheres a americana Serena Williams segue como a número 1. Serena venceu o US Open. Na Austrália a ganhadora foi a chinesa Na Li, em Roland Garros a russa Maria Sharapova venceu o torneio pela segunda vez e em Wimbledon a tcheca Petra Kvitova levou seu segundo troféu na grama sagrada. Nas duplas o domínio segue sendo dos irmãos Bob e Mike Bryan. No Brasil a única notícia boa foi o retorno do país ao Grupo Mundial da Davis com uma vitória sensacional sobre a Espanha, desfalcada de Nadal e David Ferrer. O brasileiro Thomaz Belucci venceu um jogo dramático contra Roberto Bautista Agut e classificou o país. No ano que vem a equipe brasileira vai encarar a Argentina.

Basquete: Splitter faz história e Flamengo ganha o mundo





Tiago Splitter fez história com o Spurs assim como o Flamengo que se tornou campeão mundial interclubes

No basquete 2014 será lembrado como ano em que um brasileiro fez história na NBA e um time brasileiro foi campeão mundial de clubes. No dia 15 de junho o Brasil fez história na NBA com o título do San Antonio Spurs do brasileiro Tiago Splitter que venceu a série melhor de sete partidas contra o Miami Heat. Aqui no Brasil o dono da bola laranja foi o Flamengo. O rubro negro venceu pela terceira vez o NBB derrotando na final o Paulistano. Em 28 de setembro o Flamengo fez história ao derrotar na Arena HSBC o Maccabi de Israel e conquistar o título mundial interclubes se juntando ao Sírio como um dos clubes brasileiros a vencer esse torneio. Como prêmio o time fez uma excursão aos Estados Unidos para jogar com os times da NBA. Mesmo perdendo seus três jogos para Phoenix Suns, Orlando Magic e Memphis Grizzles o que valeu foi ter experiência internacional.





Os Estados Unidos dominaram tudo e levaram os dois títulos da Copa do Mundo tanto no masculino como no femimino

O grande evento do ano foi a Copa do Mundo que aconteceu entre agosto e setembro na Espanha. A seleção brasileira dirigida por Rúben Magnano havia sido eliminada na Copa América do ano passado e ficaria de fora, mas recebeu um wild card e numa participação digna fez sua melhor campanha desde 1990 ficando com a sexta posição. Na primeira fase o time perdeu apenas para a Espanha, dona da casa. Nas oitavas venceu de forma brilhante a Argentina de Luís Scola, mas o sonho de voltar a ficar entre os quatro melhores parou na Sérvia de Milos Teodosic de quem o Brasil havia derrotado na primeira fase. Os campeões foram os americanos que atropelaram os sérvios na final ganhando seu quinto título mundial. Já no torneio feminino as americanas também sobraram diante da seleção da Espanha levando seu nono título no torneio. O Brasil fez uma campanha ridícula com apenas uma vitória sobre o Japão terminando o mundial na 11ª posição demonstrando de forma clara e urgente de que precisa renovar para não ficar pra trás. Adrianinha deixou o time aos 35 anos e encerrou sua carreira na seleção.

Olimpíadas: Sóchi dá show nos Jogos de Inverno e Rio leva puxão de orelhas do COI



Delegação brasileira que foi à Sochi: poucos resultados e muito espírito olímpico

No mês de fevereiro foi realizada mais uma edição dos Jogos Olímpicos de Inverno na cidade russa de Sóchi. 88 países participaram da competição e a Rússia liderou o quadro de medalhas ganhando 33 no total, sendo 13 de ouro. O Brasil participou do evento com 13 atletas. Mas o ano também teve um drama com a ex- ginasta Lais Souza. Em janeiro durante um treinamento em Salt Lake City ela se chocou contra uma árvore, teve trauma severo em uma vértebra e ficou tetraplégica.



Vinícuis e Tom serão os nomes dos mascotes para as Olimpíadas e Paralimpíadas

E o COI deu um puxão de orelhas no Comitê organizador das Olimpíadas de 2016 pelo atraso nas obras. Depois do puxão as obras seguem dentro do prazo estabelecido, segundo a Prefeitura. E os mascotes do evento foram apresentados em novembro e foram batizados com dois nomes da nossa música: Vinícius será o mascote dos Jogos Olímpicos e Tom é o mascote dos Jogos Paralímpicos.

Nos Jogos da Juventude o país fez uma brilhante campanha com 16 medalhas, seis de ouro. Dentre os destaques Matheus Santana na natação, Flávia Saraiva na ginástica e Marcus Vinícius no tiro com arco.

Mayra brilha no judô e Zanetti perde a coroa nas argolas




Martine Grael junto de Kahena Kunze conquistaram mais um título na vela e no judô Mayra Aguiar superou a cirurgia para vencer o mundial

Visando as Olimpíadas do Rio nossos atletas seguem brilhando e em 2014 comemoramos títulos importantes: na vela o Brasil fez bonito com o título de Martine Grael e Kahena Kunze na classe 49erFX. No mundial de judô realizado na Rússia quem brilhou foi Mayra Aguiar. Vinda de uma cirurgia nos dois joelhos, a judoca se recuperou e conquistou de forma brilhante o título mundial na categoria até 71 kg. Mayra é a segunda colocada no ranking da modalidade. Já Arthur Zanetti perdeu sua coroa de campeão mundial nas argolas ao ficar em segundo lugar no mundial da China. O Brasil ainda ganhou outra medalha, bronze para Diego Hypólito no solo.

Seattle é o dono do Super Bowl



Seattle Seahawks arrasou o Broncos para vencer o Super Bowl

Na NFL o Seattle Seahawks conquistou o Super Bowl derrotando na final o Denver Broncos por 43 a 8 e pela primeira vez foi o campeão da temporada.

Show da natação em Doha





Felipe França levou cinco ouros e Ethiene Medeiros bate o recorde mundial nos 50 costas

O Brasil fez história e em dezembro no mundial de natação em piscina curta no Catar ganhou sete ouros e o primeiro lugar geral. Cinco desses ouros foram conquistados por Felipe França, ainda teve um ouro para César Cielo e um inédito para Ethiene Medeiros com recorde mundial nos 50 m costas. O Brasil também brilhou na maratona aquática com o tricampeonato de Ana Marcela Cunha.

FATO DO ANO I: Vôlei entra em crise após descoberta de escândalo



Jogadores com nariz de palhaço protestam em jogo da Superliga contra a corrupção na CBV

Em 2014 o vôlei brasileiro que até então era uma ilha de prosperidade mergulhou em uma crise administrativa que pode colocar no chão todo um trabalho de anos. Tudo começou através de denúncias exibidas pelo canal ESPN apontando irregularidades na gestão de Ary Graça, atual presidente da FIVB. Investigação do Ministério Público apontou desvio de dinheiro oriundo do patrocínio do Banco do Brasil e o dinheiro foi usado para o pagamento à empresas do dirigente. O Banco do Brasil decidiu suspender o patrocínio à CBV. Assim que souberam do caso os jogadores entraram nos jogos da Superliga com nariz de palhaço demonstrando a indignação com a corrupção. O país abriu mão de sediar a fase final da Liga Mundial de Vôlei e recebeu várias punições. Já o técnico Bernardinho em entrevista na edição desta semana da revista Veja disse que chegou a pedir demissão, mas que não foi aceita. Ele ainda revelou ter retirado um tumor maligno no rim.





Polônia levou o título masculino em casa e no feminino as americanas foram as melhores

Já nas competições disputadas no ano o Brasil passou em branco. No masculino foram dois vices: Na Liga Mundial em julho o Brasil se recuperou de um começo ruim, chegou à final, mas acabou sendo derrotado pelos Estados Unidos que foram bicampeões. No Mundial da Polônia mais uma vez chegamos à final, e de novo perdemos de virada, desta vez para a seleção dona da casa, empurrada por mais de 16 mil pessoas que lotaram a arena de Katowice. Os poloneses voltaram a ganhar o título depois de 40 anos. Já entre as mulheres o Brasil conquistou o seu décimo título do Grand Prix, mas no mundial, de novo os Estados Unidos no caminho e uma derrota doída que tirou o time do sonho do título. O consolo foi ter vencido a Itália na decisão da medalha de bronze e ficar com o terceiro lugar. As campeãs foram as americanas.

FATO DO ANO II: O novo ídolo do esporte

Gabriel Medina, taça, surfe, Pipeline (Foto: Pedro Gomes Photography)

Gabriel Medina ergue o troféu de campeão mundial de surfe: surge um novo ídolo no esporte nacional

Num ano em que o Brasil tomou de 7 na Copa tinha de aparecer alguém para consolar uma nação. E eis que surge Gabriel Medina. Aos 21 anos completados hoje, ele se tornou o primeiro brasileiro campeão mundial de surfe, o primeiro desde a profissionalização em 1976. A façanha histórica começou a ser escrita na primeira etapa na Gold Coast. Ele ainda venceria as etapas de Fiji e Teahuppo, esta em cima de ninguém mais ninguém menos que Kelly Slater, 11 vezes campeão mundial da modalidade. Ele poderia ser campeão em Peniche, mas acabou sendo eliminado e a decisão ficou pra última etapa, na meca do surfe: a praia de Pipeline. Depois de sucessivos adiamentos por conta da condição das ondas Gabriel Medina foi com tudo, venceu suas baterias e ainda teve a ajuda de outro brasileiro: Allejo Muniz. Ele tirou Slater e depois eliminou o australiano Mick Fanning, o único que ainda ameaçava o título. Festa brasileira em Pipeline. Medina era o campeão, faltava vencer a etapa, mas ele acabou com o vice campeonato sendo superado por Julian Wilson, isso pouco importava, o que importava era comemorar. Gabriel Medina tornava realidade o sonho de ser o primeiro brasileiro campeão e escrever seu nome na lista dos ídolos do esporte nacional.

A retrospectiva prossegue nesta terça feira falando de Copa do Mundo, a Copa no Brasil.

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