terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Retrospectiva 2014: E teve Copa sim senhor - Parte I

A Retrospectiva 2014 prossegue e às vésperas do Natal hoje é dia de falarmos de Copa do Mundo em duas partes. Uma Copa que o Brasil prometeu organizar com sucesso e coroar tudo com o título, mas tudo não passou de uma utopia. A realidade foi bem diferente, sim fizemos uma bela Copa do Mundo, apesar dos atrasos nas obras, só que a seleção de Felipão não colaborou com isso. O hexa foi detonado numa goleada histórica e humilhante e no fim o título de país do futebol não nos pertencia mais. O mundo do futebol fala alemão e pela quarta vez eles levantaram a taça coroando um trabalho bem sucedido de reconstrução do futebol. Nessa primeira parte falaremos sobre o Pré Copa e o fim da Máfia dos ingressos.

O Pré Copa: tensão e pessimismo

Muito antes da bola rolar o clima era de tensão e pessimismo. Nos meses que antecederam o evento muito se falava em Imagina na Copa, #não vai ter copa, Copa do Caos, e pra complicar os seis estádios restantes ainda não estavam prontos. Os protestos e manifestações seguiram com a intensidade de junho de 2013. A imprensa nacional e internacional lançava várias manchetes pessimistas. Tudo isso mudou quando a bola enfim rolou. Os estádios ficaram prontos e o Brasil abriu as portas para receber o mundo.





Brasileiros e estrangeiros fizeram um espetáculo nas ruas e nas arquibancadas dentro das arenas

A hospitalidade do povo brasileiro aos turistas foi um grande legado deixado na Copa. Ao todo mais de 1 milhão de torcedores vieram ao país nos 31 dias de evento. Os latino americanos protagonizaram uma invasão, em especial os argentinos que por exemplo no jogo contra a Nigéria em Porto Alegre invadiram a capital gaúcha promovendo cantorias e às vezes provocações.



Antes da Copa a Panini comercializou o álbum de figurinhas da Copa que vendeu no mundo todo mais de 8 milhões de exemplares. Não há como negar que o álbum virou uma febre e esse blogueiro também entrou na onda. Tudo começou no dia 6 de abril quando recebi na minha casa o jornal Correio Braziliense com o álbum encartado e quatro figurinhas, que eram de jogadores da Alemanha. Depois fui comprando pacotes às pencas, juntei as repetidas e no dia 3 de maio fui até o point da troca de figurinhas em Brasília, a Banca do Brito na 406 Norte e lá fiquei a tarde inteira trocando figurinhas. E não é que gostei da coisa, cinco dias depois decidi comprar a versão em capa dura e de novo fui comprando pacotes, juntando as repetidas e três semanas depois lá eu estava de novo no mesmo lugar trocando figurinhas. Posso dizer que foi um barato fazer parte dessa mania.

Por outro lado as obras de infraestrutura em sua maioria não causaram problemas, em Brasília, por exemplo uma chuva forte gerou goteiras no Aeroporto JK recém reformado. E quem diria que nossos aeroportos virariam um caos, pois tudo funcionou direitinho. Claro que tivemos crimes, mesmo que pequenos. Apesar desses furtos a impressão que ficou na visão de jornalistas estrangeiros e dos turistas foi positiva.

Fim de linha para a Máfia dos Ingressos



Raymond Whelan deixa a sede da PF: ele era um dos envolvidos no esquema de venda ilegal de ingressos que vinha desde 1998

Chegou ao fim uma quadrilha que vendia ingressos para os jogos da Copa ilegalmente. A Operação Jules Rimet da Polícia Federal do Rio de Janeiro desmontou o esquema. O cabeça desse esquema era o argelino Lamine Fofana e tinha como facilitador o britânico Raymond Whelan, o diretor da Match, a empresa encarregada pela venda ao mundo todo de pacotes de ingressos. No dia 1º de julho 12 pessoas foram presas no Rio e em São Paulo. O esquema funcionava com três agências de turismo que faziam contato com outras empresas e vendia ingressos acima do preço estipulado pela FIFA. A quadrilha faturava até R$ 1 milhão por jogo e o preço de um ingresso para a final no Maracanã custava R$ 35 mil. A venda oficial no site da FIFA era feita de forma legal e muita gente madrugou para conseguir uma entrada. Todos os envolvidos foram indiciados por lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, associação criminosa e cambismo. Segundo a Polícia o esquema começou a ser montado e executado na Copa do Mundo de 1998 na França.

A segunda parte da retrospectiva da Copa traz o mundial em si com a conquista da Alemanha e o vexame brasileiro.

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