E hoje na série Copa na Imprensa vamos destacar uma das Copas mais dolorosas pro torcedor brasileiro, a Copa do Mundo de 1982 disputada na Espanha.
A Copa do Mundo de 1982 seria a primeira com 24 seleções e marcava a expansão do torneio promovida pela FIFA. O Mundial de 82 ficará sempre marcado pelo futebol arte que a seleção brasileira comandada por Telê Santana encantou o mundo com jogadores como Zico, Falcão, Sócrates, Cerezo, Éder e outros mostraram um futebol de técnica inigualável, mas que infelizmente não ganhou aquela Copa que acabou nas mãos da Itália, uma seleção que saiu desacreditada, mas que levou o título mostrando força.



O segundo jogo foi contra a Escócia e de novo saímos atrás com Narey, ainda no primeiro tempo Zico empatou em cobrança de falta, a virada veio no segundo tempo com Oscar, Éder e Falcão.


Contra a Nova Zelândia em ritmo de treino o Brasil deu mais um show. Goleada por 4 x 0 com dois de Zico, um de Falcão e outro de Serginho. O Brasil estava classificado para a segunda fase.




Bastava um empate contra a Itália para o Brasil ir à semifinal, mas o estádio Sarriá virou o cemitério do futebol arte em 5 de julho de 1982. Naquela segunda feira de triste memória um certo atacante da camisa 20 chamado Paolo Rossi nos mandava pra casa com três gols de oportunismo. O primeiro escorando cruzamento de Cabrini, o segundo aproveitando uma infelicidade de Toninho Cerezo e o terceiro aproveitando a sobra depois do chute de Tardelli. Três gols que fizeram milhões de brasileiros chorarem entre eles este que vos escreve, pois tinha de 4 pra 5 anos e foi um dia de tristeza profunda. Paolo Rossi nos deixou em dezembro de 2020 vitimado por um câncer.
A imprensa brasileira fez uma cobertura expressiva e oito anos depois da Folha fazer cadernos diários outros jornais brasileiros entravam na onda e desde então em período de Copa do Mundo nossos periódicos dedicam cadernos especiais ao evento. Foi assim no Correio Braziliense, no Jornal do Brasil, O Globo e na Folha. A revista Placar reformulou seu projeto gráfico e brindou o leitor com edições espetaculares sendo que pela primeira vez publicou um guia do mundial, o que seria tradição daqui pra frente e uma edição marcante na derrota para a Itália com a manchete Que Pena Brasil!. Os fotógrafos que foram à Espanha foram: pelo Globo: Aníbal Philot, Erno Schneider, Sebastião Marinho e Luiz Pinto, pelo Jornal do Brasil Ari Gomes, Almir Veiga, Alberto Ferreira e Fernando Pereira, no Estadão o já citado Reginaldo Manente e Alfredo Rizzutti, na Folha o fotógrafo foi Jorge Araújo, pela revista Veja os fotógrafos foram Pedro Martinelli e Ricardo Chaves, pela Manchete os fotógrafos foram Sérgio de Souza e Gil Pinheiro e pela Placar as fotos foram de JB Scalco que faleceria no ano seguinte, Rodolpho Machado e Ronaldo Kotscho.
Claro que não poderia deixar de registrar que esta Copa foi mostrada apenas pela TV Globo e pelas emissoras educativas. A emissora montou um verdadeiro QG no centro de imprensa de Madrid onde trabalharam mais de 150 profissionais. A Copa de 82 foi o último evento de Luciano do Valle como locutor principal da emissora. Foi na voz de Luciano que os brasileiros acompanhavam a Copa, mas tinha quem preferia ouvir pelo rádio e foi na voz de Silvio Luiz na Rádio Record de São Paulo que a emissora conquistou boas audiências.
- Campeã: Itália. A Squadra Azzurra começou mal a Copa e só se classificou por ter feito um gol a mais que Camarões, deslanchou na segunda fase principalmente quando eliminou o Brasil no inesquecível 3 x 2 e acabou com o tri se igualando ao Brasil.
- Vice - campeã: Alemanha
- Brasil: Um time que jogava e encantava, assim o time montado por Telê Santana vinha fazendo uma campanha irrepreensível com jogadores talentosos como Falcão, Zico, Sócrates e Cerezo formando o meio campo. Depois de vencer na estreia a União Soviética e golear Escócia e Nova Zelândia o time enfrentou na segunda fase a Argentina e a Itália. Venceu de forma categórica os hermanos, mas no jogo seguinte Paolo Rossi acabou com o sonho do tetra.
- Países participantes: 24. A FIFA ampliava o número de países participantes expandindo para todos os continentes a democratização do esporte. Foi nesta edição que pela primeira vez um jogo foi decidido em cobranças de pênalti e foi também nesta Copa que tivemos a maior goleada da história: Hungria 10 x 1 El Salvador.
- Gols: 146 - média de 2,81 por partida
- Jogos: 52
- Artilheiro: Paolo Rossi (Itália) - 6 gols
A série prossegue na próxima terça com a Copa do Mundo de 1986 no México e o show de Maradona.




























































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