A série Copa na Imprensa chega à metade e hoje vamos trazer a Copa do Mundo de 1978 disputada na Argentina.
O
mundial de 78 foi o último a ser disputado por 16 equipes. Havia um
clima de tensão na Argentina por conta da ditadura militar e por conta
disto o holandês Johann Cruyff desistiu de jogar o mundial. Os militares
exigiam a vitória argentina a qualquer custo e organizaram o mundial
que foi cheio de polêmicas, a maior delas ocorrida na última rodada da
segunda fase quando a seleção argentina goleou o irreconhecível time do
Peru por 6 x 0 e esse resultado tirou o Brasil da final. A equipe
dirigida por Cláudio Coutinho tentou inovar com elementos táticos novos
como overlapping e ponto futuro, mas no fim das contas o time não perdeu
e mesmo tendo sido alijado da final ganhou o título de campeão moral, o
que não significava nada.
Ao Brasil restou disputar o terceiro lugar com a Itália. O time venceu com gols de Dirceu e Nelinho num chute que pegou efeito e é considerado um dos gols mais bonitos de todas as copas. A final reuniu Argentina e Holanda no lotado Monumental de Nuñez, casa do River Plate. Os argentinos saíram na frente com Kempes e a Holanda empatou com Nanninga. O jogo foi pra prorrogação e aí prevaleceu a categoria argentina com os gols de Kempes e Bertoni. Pela primeira vez na história a seleção hermana conquistava o título mundial e o técnico César Menotti teve a ousadia de deixar de fora um certo Diego Armando Maradona.
Nas
equipes que os veículos de imprensa mandaram para a cobertura da Copa
destaque para duas figuras que anos mais tarde teriam carreiras
distintas na televisão: Marcelo Rezende pelo jornal O Globo e Fausto
Silva, sim, o Faustão que na época foi repórter do Estadão. Foi a última
Copa do Mundo que a extinta Rede Tupi transmitiu e pra mim foi a
primeira Copa do Mundo que vivi pois tinha menos de um ano de vida, era
bem pequeno. Os fotógrafos que os veículos enviaram foram estes: Aníbal
Philot em sua primeira Copa do Mundo, Eurico Dantas e Sebastião Marinho
pelo jornal O Globo, Alfredo Rizzutti e Oswaldo Jurno pelo Estadão,
Antônio Piroselli, Fernando Santos e Jorge Araújo pela Folha de São
Paulo, Ari Gomes e Ronald Theobald pelo Jornal do Brasil, JB Scalco,
Manoel Motta, Rodolpho Machado e José Pinto pela Placar, Carlos Namba
pela Veja, Gil Pinheiro e Frederico Mendes pela revista Manchete.
- Campeã: Argentina - jogando em casa a seleção argentina ganhou seu primeiro título num torneio marcado por inúmeras falhas de organização, mas festivo pra ditadura militar. Foram quatro vitórias, dois empates e apenas uma derrota
- Vice campeã: Holanda. Sem o astro Cruyff a Laranja Mecânica perdeu sua segunda final seguida
- Brasil: O time treinado por Cláudio Coutinho tentou trazer inovações como overlapping e ponto futuro e terminou a Copa sem perder um jogo ficando em terceiro lugar se autointitulando campeão moral, mas a torcida não aceitou essa posição.
- Países participantes: 16. Foi a última edição de um mundial com esta quantidade de países.
- Gols: 102 - média de 2,68 por partida
- Jogos: 38
- Artilheiro: Mário Kempes (Argentina) - 6 gols




























































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