Para fechar a cobertura do Blog de knunes a série Copa na Imprensa traz em capítulo especial os registros da imprensa brasileira na Copa do Mundo de 2026 que terminou no domingo com o título da Espanha.

A Copa de 2026 entrou pra história por ser disputada em três países e por 48 seleções. Um mundial repleto de momentos marcantes como a garra da seleção de Cabo Verde que não perdeu e jogou muito contra a Espanha e a Argentina e o goleiro Vozinha virou ídolo, a despedida de jogadores como Cristiano Ronaldo, Neymar, Messi e a disputa pela artilharia que acabou ficando com Mbappé. No fim a campeã foi a Espanha que depois de 16 anos conquistou seu segundo mundial com uma nova versão do tik taka e um espírito coletivo que foi o segredo pra chegar lá.
O Brasil chegou carregando o peso de 24 anos de jejum de títulos, mas fez um ciclo totalmente tumultuado com quatro técnicos e um time sem identidade de jogo. O italiano Carlo Ancelotti tentou dar uma identidade ao time, mas o Brasil sucumbiu pra mais um europeu e caiu nas oitavas de final, fato que não acontecia desde 1990 e chega a seis Copas seguidas sem ganhar de europeu em mata mta e chegamos a 28 anos de jejum de títulos.
O Brasil estreou contra o Marrocos no estádio MetLife. Saímos atrás com o gol de Saibari, mas Vinícius Júnior empatou marcando um golaço salvando o time da derrota.

O segundo jogo contra o Haiti no estádio de Filadélfia teve mudanças na escalação e o Brasil resolveu o jogo na primeira etapa com dois gols de Matheus Cunha e um de Vinícius Júnior.

Contra a Escócia o Brasil teve uma vitória tranquila vencendo por 3 x 0 com Vinícius Júnior marcando duas vezes e Matheus Cunha fechando o placar de 3 x 0 e o Brasil se classificando em primeiro lugar na chave.

Na segunda fase o Brasil enfrentou o Japão em Houston e saiu atrás com o gol de Sano e na segunda etapa veio a virada com os gols de Casemiro e Gabriel Martinelli numa vitória dramática.
E veio o jogo contra a Noruega em Nova Jersey e o Brasil teve um pênalti logo no começo, mas Bruno Guimarães desperdiçou a cobrança parando no goleiro. Na segunda etapa Endrick teve a chance de marcar, mas chutou pra fora. Ancelotti mexeu no time com a entrada de Neymar, mas tudo isso começou a ir pro ralo quando Haaland ficou livre pra cabecear e dar a primeira estocada na gente, dez minutos depois em chute de fora da área acabou com o sonho do hexa. Nem o gol de pênalti de Neymar marcado nos acréscimos fez o Brasil voltar pro jogo e assim mais uma vez o sonho do hexa foi adiado.

Como na Copa passada os jornais trouxeram cadernos especiais sendo que o Estadão teve o noticiário no primeiro caderno assim como na Copa de 2022, a Folha de S.Paulo que desde 2024 está no formato berliner publicou seu caderno diário com oito páginas, O Globo publicou 41 cadernos de 8 páginas cada e o Correio Braziliense trouxe 4 páginas diárias. Dois repórteres fotográficos cobriram o mundial: Werther Santana pelo Estadão e Eduardo Anizelli pela Folha de S.Paulo.
A Copa de 2026 pra mim teve um gosto muito amargo, como se não bastasse sofri com a dura perda de meu pai depois de dois meses de sofrimento final e mais de um ano sem poder se movimentar e falar, pois ele sofreu um AVC que paralisou o lado direito dele e ficou acamado por mais de um ano, em abril ele fez a cirurgia pra drenar uma secreção alojada no cérebro, mas depois da operação ele teve um sangramento e foi pra UTI e de lá não saiu mais até morrer em 17 de junho entre o primeiro e o segundo jogo do Brasil. Torci pelo time brasileiro até o jogo contra a Noruega demonstrtando depois raiva e frustração dando um murro na televisão, mas não adiantou nada e agora é esperar mais quatro anos pra voltar a ver o Brasil campeão.
- Campeã: Espanha. Dezesseis anos depois a Fúria chega ao bicampeonato mundial com um elenco coletivo e talentoso com nomes de destaque como Rodri, Cuccurela e Lamine Yamal que se tornou o segundo jogador mais jovem a ser campeão mundial atrás de Pelé.
- Vice - campeã: Argentina
- Brasil: Um ciclo horroroso e cheio de problemas dentro e fora de campo com quatro técnicos e turbulência na CBF pesou em mais uma eliminação em Copas, a sexta seguida e desta vez pior parando nas oitavas de final perdendo pra Noruega igualando sua segunda pior campanha quando ficou em 11º lugar.
- Países participantes: 48
- Gols: 308 - média de 2,96 por jogo
- Jogos: 104
- Artilheiro: Kylian Mbappé (França) - 10 gols
E chega ao fim a cobertura da Copa do Mundo 2026 no Blog de knunes, um projeto que começou em fevereiro com o quadro Notinhas da Copa que foi ao ar todo começo de mês, teve a série Copa na Imprensa que foi ao ar entre março e maio duas vezes por semana, apresentamos os grupos, as cidades e os convocados no nosso aquecimento e claro a cobertura dos 104 jogos da competição. Em 2030 tem muito mais e espero do fundo do coração que o Brasil chegue com um time competitivo e que lute até a última gota de suor para quebrar um jejum de 28 anos.






































































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