A seleção brasileira fez nos EUA sua pior campanha em 36 anos e volta mais cedo pra casa, mas essa eliminação pra Noruega não veio hoje, 5 de julho de 2026, ela veio através de todo o processo que teve nesse ciclo completamente tumultuado após a queda pra Croácia em 2022. Em março daquele ano Tite anunciava que não iria seguir na seleção e a CBF começou a bater cabeça na escolha do sucessor. Em março de 2023 a CBF então presidida por Edinaldo Rodrigues escolheu como técnico interino Ramón Menezes que era técnico da base e ele treinou o time em três amistosos sofrendo duas derrotas pra Marrocos e Senegal, em julho a CBF anunciou Fernando Diniz que treinava o Fluminense na época como o segundo técnico interino preparando o terreno pra chegada de Carlo Ancelotti e ele começou as eliminatórias, ou seja na fogueira. O Brasil venceu dois, empatou um e perdeu os três jogos seguintes sendo um deles pra Argentina em pleno Maracanã. Em janeiro de 2024 a CBF chamou Dorival Júnior em meio ao caos político ocasionado pelo afastamento de Edinaldo pela justiça e pelas negativas de Carlo Ancelotti. Dorival assumiu a seleção e na Copa América a seleção caiu nas quartas de final perdendo pro Uruguai nos pênaltis, depois na sequência das eliminatórias vieram atuações ruins até que veio um novo revés com requintes de crueldade pra Argentina colocando ponto final na passagem de Dorival Júnior e depois de idas e vindas Carlo Ancelotti foi anunciado em 12 de maio do ano passado como novo técnico da seleção, três dias depois estoura a crise e Edinaldo é afastado novamente e Samir Xaud é escolhido presidente como candidato único. Carleto estreou empatando com o Equador, na partida seguinte o Brasil se classificou vencendo o Paraguai por 1 x 0, depois vieram três derrotas: pra Bolívia, Japão e França e a derrota de hoje pra Noruega coloca ponto final no ciclo mais bagunçado da história. Agora que se passe uma borracha bem enorme nesse ciclo e que comece um novo ciclo do zero pra que em 2030 nossa seleção chegue forte e nas cabeças pra tentar o hexa que mais uma vez foi adiado.
A crônica de um ciclo tumultuado e o preço que a seleção brasileira pagou
Kleber Nunes
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