A evolução da cobertura dos jornais brasileiros na Copa do Mundo

A Copa do Mundo vai começar e como acontece de quatro em quatro anos a imprensa se mobiliza e mesmo em tempos digitais os tradicionais jornalões lançam cadernos e nesse post vamos mostrar a evolução a partir da Copa de 1982 na Espanha. 

 

O diário da capital federal publicou seu primeiro caderno especial sobre a Copa na Espanha em 1982, no México não houve caderno, na Copa de 1990 na Itália o caderno foi diário até a eliminação contra a Argentina, na Copa de 1994 nos Estados Unidos o jornal publicou 46 cadernos a cores e lançou uma nova tipografia que depois foi adaptada ao jornal, na França em 1998 foram 43 cadernos e capas impactantes como as que foram mostrads na série Copa na Imprensa, em 2002 não teve caderno diário pois o noticiário ficou no primeiro caderno, na Alemanha em 2006 teve caderno até a eliminação contra a França e nas últimas quatro Copas teve caderno do começo ao fim sendo que nas duas últimas foram 4 páginas diárias. Nesta Copa o CB deve repetir o esquema das duas últimas Copas com caderno de 4 páginas.










 

 

  

O centenário jornal carioca cobriu todas as Copas do Mundo e seu primeiro caderno diário foi publicado na Copa da Espanha em 1982 sob o nome O Globo Esportivo que antes era publicado em formato tablóide, na Copa de 1986 o caderno diário foi publicado até a eliminação do Brasil e lançou a nova tipografia que ficou até a revolucionária reforma gráfica de 1995, na Copa de 1990 foi até o fim, na Copa de 1994 publicou 32 cadernos, na França antes da Copa foram publicados cadernos de aquecimento que também foram publicados no Correio Braziliense, na Copa de 2002 o jornal publicou edições extras em seis dos sete jogos do Brasil, nas cinco Copas seguintes o jornal publicou cadernos até o fim sendo que na Copa de 2014 teve uma versão diferenciada do caderno diário para turistas e agora o jornal a partir de hoje terá caderno diário e serão 41 cadernos. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


O jornal com mais de 150 anos circulando também cobriu todas as Copas do Mundo e só teve seu primeiro caderno diário na Copa de 1990, diário entre aspas porque não circulava às segundas feiras. Com a reforma gráfica de 1991 o jornal passou a circular todos os dias inclusive às segundas e na Copa de 1994 o seu caderno diário tinha a figura do cachorro Striker, mascote daquela Copa e cada dia aparecia de um jeito diferente e nos jogos do Brasil empunhava a bandeira brasileira, na Copa de 2002 tinha uma versão eletrônica pra quem não pôde acompanhar os jogos da madrugada, em 2018 lançou um caderno de 8 páginas no papel e uma edição eletrônica. Desde 2021 que o jornal é publicado no formato berliner e na Copa do Catar as notícias da Copa ocuparam o primeiro caderno, o que será da mesma forma agora em 2026. 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  

 
O jornal foi o primeiro a publicar um caderno específico pra Copa em 1974 na Alemanha, depois em 1986 inovou ao trazer pro contexto estatísticas e números para entender melhor o jogo, em 1998 o seu caderno teve projeto gráfico revolucionário de Vincenzo Scarpellini, na Copa de 2010 publicou em formato tablóide e em 2024 mudou o formato para berliner e terá caderno de 8 páginas que também começa a ser publicado hoje. 



 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sempre fui fissurado pelos cadernos principalmente em 94 quando colecionei os 46 cadernos publicados no Correio Braziliense que eu esperava reproduzir na série Copa na Imprensa, mas a Hemeroteca Digital me deixou na mão. Vem aí uma nova Copa do Mundo e irei acompanhar a cobertura dos impressos de forma eletrônica.

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