A série Copa na Imprensa entra em seus últimos capítulos e hoje vamos relembrar a Copa do Mundo de 2010 disputada na África do Sul.
A primeira Copa do Mundo disputada na África foi simplesmente animal no bom sentido literal da palavra por conta de zebras, frangos e personagens pra lá de inusitados e quem não se lembra do Polvo Paul que previa o vencedor de determinadas partidas, as vuvuzelas, as estridentes e barulhentas cornetas tocadas nos estádios e da Jabulani, a bola produzida pela Adidas que virou meme aqui no Brasil na voz do saudoso Cid Moreira? A Copa do Mundo ganhava um novo integrante no clube dos campeões com a conquista da Espanha que deixava de lado o estigma de seleção que amarelava em campo chegando ao ápice com o esquema tik taka.
E o Brasil? A seleção brasileira depois do fiasco na Alemanha trocou o comando técnico saindo Parreira e entrando Dunga. O capitão do tetra blindou o time e fugiu como pode da imprensa, por conta disso o Brasil de 2010 era um time à imagem e semelhança de Dunga. Nem mesmo o clamor popular pela dupla do Santos Neymar e Ganso que voavam nos meses antes da Copa convenceu o turrão a levar os dois pra África do Sul.


O Brasil estreou com vitória suada diante da Coreia do Norte no Ellis Park em Johanesburgo com gols marcados por Maicon e Elano.



O segundo jogo foi contra a Costa do Marfim e Luís Fabiano foi destaque marcando dois gols, o segundo ajeitando com a mão malandra e só o juiz não viu.

Contra Portugal um jogo sonolento que terminou 0 x 0 e o Brasil estava classificado pras oitavas como primeiro do grupo.


Nas oitavas o Brasil despachou o Chile vencendo tranquilamente por 3 x 0, gols de Juan, Luís Fabiano e Robinho.





E veio o jogo com a Holanda no estádio Nelson Mandela Bay em Port Elizabeth pelas quartas de final. O Brasil foi um time duas caras: exuberante no primeiro tempo onde saímos na frente com Robinho e perdemos chances claras de matar o jogo e patético no segundo tempo quando a Holanda reagiu e com dois gols de cabeça virou o jogo: o primeiro gol saiu em uma bola cruzada e na falha de comunicação entre Felipe Melo e Júlio César a bola entrou e no gol da virada holandesa o pequenino Sneijder cabeceou e a bola entrou, pra completar Felipe Melo pisa em Robben e é expulso. Sem opção para tentar reverter o resultado Dunga e a seleção caíram diante da impassividade e pagaram o preço de não ousar. O Brasil dava adeus ao sonho do hexa que era adiado para 2014.
A Holanda foi em frente e chegou à final contra a Espanha que começou perdendo na estreia, mas depois venceu seus jogos e chegou à sua primeira final. O jogo em si foi extremamente violento e no fim a Fúria chegava ao seu primeiro título com gol de Andrés Iniesta. Era o fim das gozações à seleção espanhola que era tachada de amarelar nos momentos decisivos. Pela primeira vez uma seleção europeia conquistava um título fora de seu continente.
A Copa de 2010 para mim foi boa, apesar da eliminação antes da semifinal. Assisti os jogos na minha casa (Coreia do Norte e Chile), na antiga casa onde morei (Portugal e Costa do Marfim) e o jogo com a Holanda assisti no meu antigo local de trabalho, a Copynet Copiadora. Comprei a camisa da seleção e pude comprar os jornais nos dias depois de jogo do Brasil e como eu fazia: ia cedo á banca e pedia ao jornaleiro reservar pra mim os jornais O Globo, Folha e Estadão deixando pagos e buscando na hora do almoço. Já era assinante do Correio Braziliense e recebia nos fins de semana (sexta, sábado, domingo e segunda) e em dois dias comprei o jornal. Ao mesmo tempo comprei toda a coleção de DVDs da Copa do Mundo FIFA que saía toda semana.
- Campeã: Espanha. A Fúria entrava finalmente para o seleto grupo dos campeões de Copa do Mundo. A estreia foi com derrota para a Suíça, mas o time se recuperou e avançou até a final quando venceu a Holanda na prorrogação. O time marcou 8 gols e sofreu 2
- Vice - campeã: Holanda
- Brasil: A seleção de 2010 foi a mais fechada, tudo culpa do Dunga que ao estilo militar brigou feio com a imprensa que ficou impedida de acompanhar os treinos e dentro de campo um time à imagem e semelhança do treinador e as câmeras de TV flagraram muitas vezes as reações exageradas do técnico. A primeira fase foi sem brilho, nas oitavas uma vitória convincente sobre o Chile, mas nas quartas de final o time faz um primoroso primeiro tempo diante da Holanda e não aproveita as chances para matar o jogo, no segundo tempo veio o castigo ao tomar a virada e num exemplo notório de descontrole Felipe Melo pisa em Robben, é expulso e desmantela de vez o psicológico do time.
- Países participantes: 32
- Gols: 145 - média de 2,27 por partida
- Jogos: 64
- Artilheiros: quatro jogadores dividiram a artilharia: Thomas Müller (Alemanha), David Villa (Espanha), Wesley Sneijder (Holanda) e Diego Forlán (Uruguai) - 5 gols cada
A série prossegue na sexta com a Copa do Mundo de 2014, a segunda disputada no Brasil mas que não terminou bem.

























































































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