quarta-feira, 31 de agosto de 2016

O Mês em Resumo: Cai Dilma Rousseff e era PT no poder chega ao fim e Brasil realiza uma Olimpíada inesquecível

O quadro O Mês em Resumo traz os principais fatos do mês de agosto.


A presidente afastada Dilma Rousseff no Palácio da Alvorada a dois dias da decisão final sobre o impeachment
Foto: Andressa Anholete / AFP / 29-8-2016

Depois de nove longos meses chegou ao fim definitivamente o ciclo petista no governo. No dia 10 Dilma era considerada ré e com isso o processo avançou. O julgamento do impeachment que começou no dia 25 termina no começo da tarde do dia 31 de agosto quando 61 dos 81 senadores decidiram por fim ao mandato de Dilma Rousseff e consequentemente o fim da era PT no poder. Dilma foi acusada de cometer crime de responsabilidade em razão das pedaladas fiscais, mas por outro lado a ex- presidente segue habilitada à exercer qualquer outro cargo público. Com isso o vice Michel Temer assume definitivamente o poder e seu mandato vai até 2018.







Foram dezessete dias inesquecíveis para os brasileiros. A primeira Olimpíada na história da América do Sul deixou saudades. O Rio de Janeiro fez uma Olimpíada primorosa e logo na cerimônia de abertura o mundo se encantou com uma festa com a cara do Brasil. A história da formação do povo brasileiro foi contada de um jeito diferente. A delegação brasileira entrou aplaudida no estádio só que a torcida vaiou Michel Temer que declarou abertos os jogos. A tocha olímpica chegou ao Maracanã nas mãos de Guga Kuerten que passou para a rainha Hortência e chegou à Vanderlei Cordeiro de Lima que foi o responsável por acender a pira olímpica. Uma outra pira, a pira do povo localizada no Boulevard Olímpico foi acesa por um garoto de 15 anos e lá ficou acesa até o fim. Na cerimônia de encerramento a brasilidade foi a marca da festa. O Rio passou o bastão para Tóquio, sede das próximas Olimpíadas e os japoneses se apresentaram com referências high tech com o primeiro ministro Shinzo Abe caracterizado como Mario Bros, popular personagem dos games. A pira olímpica foi apagada numa chuva artificial e os jogos fecharam em clima de carnaval com a presença dos blocos de rua e das escolas de samba.





A Rio 2016 foi o adeus de dois astros do esporte: o nadador americano Michael Phelps que conquistou mais seis medalhas, sendo cinco de ouro e do corredor jamaicano Usain Bolt que foi tricampeão olímpico seguido nos 100, 200 m e revezamento 4 x 100. A Olimpíada viu também surgir novas estrelas do esporte como a ginasta americana Simone Biles, dona de quatro medalhas de ouro e da nadadora Katie Ledecky, também vencedora de quatro medalhas douradas.



O nadador americano Ryan Lochte foi protagonista da grande farsa da Olimpíada ao alegar ter sido vítima de assalto. Junto de outros três nadadores, Lochte mentiu ao mundo pois imagens da Polícia desmontaram a farsa. Ele acabou perdendo patrocínios e corre risco de ser indiciado por falsa comunicação de crime.



O Brasil faz sua melhor campanha olímpica em todos os tempos, mas não atinge a meta de ficar entre os dez primeiros estabelecida pelo COB. O país termina os Jogos em 13º lugar com sete medalhas de ouro, seis de prata e seis de bronze. Destaque para Isaquias Queiroz, atleta da canoagem de velocidade que se tornou o mais medalhado em uma só Olimpíada. Isaquias conquistou duas pratas (C1 e C2 1000 m junto de Erlon Souza) e um bronze no C1 200 m.









Nosso hino nacional foi tocado sete vezes durante a Olimpíada. O primeiro foi no judô com Rafaela Silva, judoca da comunidade de Cidade de Deus que há quatro anos em Londres foi alvo de racismo e que deu a volta por cima. Na vela o Brasil conquistou um ouro com mais um nome da família Grael. Martine, filha de Torben Grael e Kahena Kunze conquistaram o ouro na 49er FX, nas areias da praia de Copacabana veio o ouro da dupla Alison Ceruti e Bruno Schmidt no vôlei de praia masculino e tivemos ouro inédito no boxe masculino com Robson Conceição no peso ligeiro.



Talvez o ouro mais surpreendente e emocionante da Olimpíada veio no salto com vara masculino. O paulista de Marília Thiago Braz fez história ao bater o francês Renaud Lavillenie e com direito à recorde olímpico (6,03 m). O francês não gostou de ser vaiado pela torcida, aliás a torcida às vezes exagerou nas vaias e trouxe um clima de futebol nas arenas.



Falando em futebol enfim o Brasil conquistou o tão sonhado ouro olímpico. O time dirigido por Rogério Micale começou mal com dois empates sem gols em Brasília, mas desencantou e chegou à final contra a Alemanha sem sofrer gol. Depois de 120 minutos o jogo foi decidido nos pênaltis. O goleiro Weverton, substituto de Fernando Prass defendeu a cobrança de Petersen e Neymar converteu o pênalti decisivo pondo fim à uma espera de 64 anos.



O nosso último ouro veio com o time masculino de vôlei que deu a volta por cima e na final atropelou a Itália com um 3 x 0 incontestável. O jogo foi o adeus do líbero Serginho que havia se aposentado, mas decidiu voltar atrás e ser contemplado com mais um ouro. O Brasil ainda ganhou prata no tiro esportivo com Felipe Wu na pistola de ar 10 m, Ágatha e Bárbara no vôlei de praia feminino, ginástica artística com Arthur Zanetti (argolas) e Diego Hypólito (solo) e nossos bronzes foram para Arthur Nory (solo), Poliana Okimoto (maratona aquática), Maicon Andrade (taekwondo), Mayra Aguiar e Rafael Silva (judô). Dentre as decepções destaque para Fabiana Murer que voltou a fracassar no salto com vara devido à hérnia e por isso decidiu se aposentar das competições, o futebol feminino que começou muito bem, mas depois não fez mais gol e ficou em quarto lugar, o vôlei feminino que vinha de cinco vitórias, mas parou na China que acabaria sendo campeã olímpica, a natação que mesmo chegando em cinco finais não trouxe medalha, o handebol feminino que parou na Holanda e o basquete que venceu apenas dois jogos no masculino e passou vergonha no feminino.



Fora da Olimpíada houve um caso triste de violência com a morte do soldado da Força Nacional Hélio Andrade que foi baleado ao entrar por engano na comunidade da Maré por traficantes.

Começa em 26 capitais a campanha eleitoral para as prefeituras. A campanha é a primeira depois da minirreforma política que reduziu o tempo de 90 para 45 dias.



Na Itália um forte terremoto mata 293 pessoas. O epicentro foi registrado na região central do país. A cidade turística de Amatrice foi a mais afetada.



Na Síria a guerra produz uma das imagens mais emblemáticas. Um menino de 4 anos com o rosto coberto de sangue e poeira em Aleppo é o retrato da guerra civil que assola o país há cinco anos.

Na França uma lei proibiu o uso de burquíni em mulheres muçulmanas. A lei é aplicada em todas as praias francesas.



Depois de 50 anos de uma guerra civil o governo da Colômbia entra em acordo de paz com as FARC colocando ponto final numa guerra que matou milhares de pessoas.



Chega ao fim um dos casamentos mais duradouros e queridos da TV brasileira. Em anúncio pelo Twitter William Bonner e Fátima Bernardes anunciam a separação. O casal tem três filhos.



Ivo Pitanguy era um dos cirurgiões plásticos mais aclamados do mundo e referência em cirurgia plástica. Ao longo de sua vida ele fez mais de 60 mil cirurgias restauradoras e até o fim da vida trabalhava atendendo em hospitais. Publicou centenas de trabalhos científicos e era membro da Academia Brasileira de Letras. No dia 5 ele participou do revezamento da tocha em cadeira de rodas, no dia seguinte morre de parada cardíaca aos 93 anos.



João Havelange foi atleta olímpico, participou de três Olimpíadas e depois virou dirigente esportivo, primeiro dirigindo a CBD, depois se tornando presidente da FIFA e em 24 anos transformou a entidade em uma multinacional planetária transformando o futebol numa paixão mundial. Ao mesmo tempo surgiram escândalos de corrupção que o levaram a renunciar ao mandato de presidente vitalício da FIFA e de membro do COI. Internado por conta de uma pneumonia morre no dia 16 aos 100 anos.



Elke Maravilha veio da Rússia e trouxe para o Brasil sua alegria e extravagância. Modelo nos anos 60 fez sucesso como jurada em programas de auditório da TV, em especial Chacrinha e Silvio Santos. Seus figurinos cheios de exageros e perucas surreais conquistaram os brasileiros além da risada alegre. Elke Maravilha morre no dia 16 aos 71 anos depois de complicações devidas á uma cirurgia de úlcera.



O pernambucano Geneton Moraes Neto iniciou carreira na imprensa escrita trabalhando no Diário de Pernambuco, Jornal do Brasil, O Globo e O Estado de S. Paulo, Nos anos 80 passou a trabalhar para as Organizações Globo. Foi editor do Jornal Nacional, correspondente internacional e editor - chefe do Fantástico e desde 2006 na Globo News onde apresentava o programa Dossiê. Se notabilizou por entrevistas feitas com personalidades históricas e publicou vários livros. Geneton morre no dia 22 devido à complicações causadas por um aneurisma na artéria aorta.



O jornalista Luiz Felipe Goulart de Andrade em seis décadas de carreira transformou personagens da madrugada brasileira em belas histórias para o Plantão que depos virou Comando da Madrugada e o bordão Vem Comigo virou sua marca registrada em várias emissoras do país, a última a Gazeta onde apresentava o programa que levava o nome de seu bordão. Goulart de Andrade morre no dia 23 devido à problemas cardiorrespiratórios.

Divulgação

O ator americano Gene Wilder sofria de Alzheimer e morreu no dia 29 aos 83 anos. Dentre seus personagens mais famosos destaca - se Willy Wonka em A Fantástica Fábrica de Chocolate

O mês ainda teve as mortes do ator inglês Kenny Baker (13 de agosto), primeiro intérprete do robô R2 - D2 na saga Star Wars, do cineasta americano Arthur Hiller (17 de agosto), diretor do filme Love Story - Uma História de Amor, indicado ao Oscar em 1970 e do gaitista belga Tooths Thielmans (22 de agosto) que tocou ao lado de grandes nomes da música mundial como Frank Sinatra e Elis Regina.

O quadro volta em setembro.

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