domingo, 13 de julho de 2014

O que ficou de bom e de ruim na Copa 2014

A Copa do Mundo chega ao fim hoje e é hora de fazer um balanço de tudo que aconteceu nesses 31 dias inesquecíveis. Começamos pelo lado bom:


- A hospitalidade do povo brasileiro foi um fator determinante para o sucesso da Copa: Os brasileiros acolheram o mundo e torcedores de toda parte fizeram uma linda festa nos estádios e fora deles.

- Jogos empolgantes e muitos gols: Uma primeira fase espetacular, gols e defesas sensacionais dos goleiros. Ao todo a bola balançou as redes 170 vezes, numa excelente média de 2,7 por partida.

- O clima de otimismo: Antes da Copa começar temia - se muito por um caos nos aeroportos e novos protestos violentos. Foi só a bola rolar pra tudo isso ser dissipado rapidamente.



- Sensação vinda da América Central: De possível saco de pancadas, a Costa Rica se transformou na sensação da Copa ao bater três campeões mundiais e só parou nos pênaltis contra a Holanda. O goleiro Navas foi o nome da equipe.

A Colômbia já está fora. Mas, aos 22 anos e em seu primeiro Mundial, James Rodríguez fez bonito e é o artilheiro isolado, com seis gols Foto: EITAN ABRAMOVICH / AFP

- Uma nova revelação do futebol: Quando a Copa começou muito se falava da Colômbia fracassar devido à ausência de Falcao Garcia, mas o time se superou e revelou o talento de James Rodriguez que marcou seis gols e fez esquecer o ídolo rapidamente.



- Campeões em simpatia: Ninguém se aproveitou tão bem como a seleção da Alemanha. Costumeiramente frios os germânicos surpreenderam e durante a Copa ganharam a simpatia do povoado de Santa Cruz Cabrália onde construiu um CT, cantaram o hino do Bahia e o atacante Podolski compartilhou nas redes sociais mensagens em português.

- Garra e exemplo de civilidade: A seleção da Argélia demonstrou garra e lutou até o fim mesmo sendo eliminada nas oitavas. Foi recompensada com uma grande recepção e num lindo gesto doou o dinheiro da premiação aos palestinos da faixa de Gaza, já os japoneses deram um exemplo a ser seguido daqui pra frente. Eles mesmos recolhem o lixo depois das partidas, belo exemplo.



- Pra história: Aos 36 anos Miroslav Klose entrou pra história ao marcar dois gols somando 16. O alemão superou a marca de Ronaldo, justamente no massacre do Mineirão e abrindo o caminho para a goleada histórica.

Messi tem quatro gols na Copa, dois deles marcados sobre a Nigéria, no Beira-Rio, e os outros contra Bósnia e Irã Foto: DARREN STAPLES / REUTERS

- Enfim brilhou a estrela: Lionel Messi enfim brilhou em uma Copa. O craque argentino levou o time nas costas e pode superar Maradona caso sua seleção vença a Copa.

Agora o lado ruim:





- A pior seleção brasileira em todos os tempos: A campanha que não chegou a empolgar terminou de forma melancólica. Um time destroçado e humilhado depois do terrível 7 x 1 da Alemanha perdeu a disputa do terceiro lugar para a Holanda. Além disso o abalo psicológico nos pênaltis diante do Chile e a saída de Neymar que era o melhor jogador brasileiro depois da entrada maldosa de Zúñiga destruíram a chance de redimir do fiasco de 50. O time teve a pior defesa da história ao sofrer 14 gols, sendo 10 nos dois últimos jogos e Fred se transformou no pior centroavante que já passou pelo Brasil com apenas um gol. Agora Barbosa e cia podem enfim descansar em paz.



- Mordida que custou caro: Luis Suárez havia arrebentado contra a Inglaterra, mas no jogo contra a Itália mordeu o ombro de Chiellini. Acabou suspenso por 9 jogos e o Uruguai não foi muito longe na Copa.


- O fiasco do melhor do mundo: E a maldição do melhor do mundo segue. Depois de Figo, Ronaldinho Gaúcho e Messi, agora foi a vez de Cristiano Ronaldo que marcou um golzinho, muito pouco pra quem é o melhor jogador do mundo.


- Adeus tik taka: De favorita à decepção. A Espanha viu sua era de ouro terminar de forma melancólica ao perder de goleada pra Holanda e depois pro Chile. Foi o ocaso de uma geração que por seis anos dominou as rédeas do futebol mundial.



- Máfia que foi desbaratada: A Polícia Federal brasileira em um grande trabalho colocou fim à uma máfia que vendia ingressos para os jogos da Copa que rendia milhões num esquema internacional que durou quatro Copas. O cabeça do esquema foi preso e o diretor da empresa que comercializa os ingressos teve um habeas corpus e sumiu de novo.

A Copa termina e esperamos uma decisão sensacional entre Alemanha e Argentina.

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