sábado, 5 de julho de 2014

O Belo do Sábado: Tony Ramos

O quadro O Belo do Sábado de hoje presta uma grande homenagem a um ator que comemora neste fim de semana 50 anos de carreira e é um dos mais queridos do meio artístico.



Paranaense de Arapongas, nascido em 25 de agosto de 1948, Antonio de Carvalho Barbosa, ou simplesmente Tony Ramos comemora meio século de carreira artística, uma carreira que começou num sonho de criança quando morava em Ourinhos, no interior de São Paulo e assistia a filmes de Oscarito. Ao se mudar para São Paulo fez teatro amador no Teatro Cultura Artística de São Paulo e encenou peças infantis.





Sua estreia na TV foi em 1964 no programa Novos em Foco da extinta TV Tupi, um programa que promovia testes para a descoberta de novos talentos. Depois participou dos programas TV de Vanguarda, TV de Comédia e Grande Teatro Tupi. Sua primeira novela foi A Outra em 1965. Na Tupi participou de outras produções como Antonio Maria, Nino, o Italianinho, Vitória Bonelli, Simplesmente Maria, Rosa dos Ventos, Ídolo de Pano e A Viagem na sua primeira versão. Em 1977 estreia na Rede Globo no papel de Paulo Morel em Espelho Mágico, logo depois na primeira versão de O Astro fez o jovem Márcio, filho de Salomão Hayala e foi protagonista do primeiro nu masculino em telenovelas, apesar da censura existente na ditadura. Em 1979 foi protagonista de Pai Herói no papel de André Cajarana, em 1980 foi Tom em Chega Mais. Em 1981 fez papel duplo em Baila Comigo, novela de Manoel Carlos nos papéis dos gêmeos Quinzinho e João Victor em atuação aclamada pela crítica devido à uma técnica de voz, postura e respiração diferentes para interpretar dois personagens diferentes. Outra atuação de destaque é a do surdo mudo Abel de Sol de Verão, outra novela de Maneco escrita em 1982. Daí pra frente uma série de protagonistas: Pardal de Livre Para Voar (1984), Riobaldo em Grande Sertão: Veredas (1985), Cristiano Vilhena no remake de Selva de Pedra (1986), o atrapalhado Tonico de Bebê a Bordo (1988), Jorge em O Primo Basílio (1988), Edu Figueroa em Rainha da Sucata (1990), João em O Sorriso do Lagarto e Álvaro em Felicidade (ambas de 1991).





Em Olho no Olho (1993) foi o padre Guido, depois foi o feirante Juca em A Próxima Vítima (1995), Floriano em Anjo de Mim (1996). Atua como apresentador do Você Decide e na série A Comédia da Vida Privada. Em 1998 atua em Torre de Babel como o ex- presidiário José Clementino e o público acabou se espantando com o primeiro vilão da carreira, mas ele se regenera pelo amor de Clara (Maitê Proença). Em Laços de Família (2000) foi o romântico Miguel, dono da livraria Dom Casmurro e logo depois o divertido cubano Manolo em As Filhas da Mãe (2001). Em 2003 em Mulheres Apaixonadas é o saxofonista Téo, no ano seguinte foi o Coronel Boanerges no remake de Cabocla. Em 2005 atua em Mad Maria no papel de Percival Farqhuar e em Belíssima foi o grego Nikos. em 2007 foi o empresário Antenor Cavalcanti em Paraíso Tropical. O personagem era muito ambicioso, mas não chega a ser um vilão. Em 2009 foi Opash Ananda em Caminho das Índias e em Passione (2010) foi o italiano Totó. Ainda participou de Guerra dos Sexos no papel de Otavio/Dominguinhos. No cinema atuou em 16 filmes, com destaque para os filmes Leila Diniz, Bufo e Spallanzani, que rendeu o prêmio de melhor ator no Festival de Cinema de Gramado e a comédia Se eu fosse você 1 e 2. No teatro atuou em 20 peças e 80 teleteatros. Agora o ator está prestes a voltar à tela na nova versão de O Rebu que estreia no dia 14 deste mês, depois da Copa. Ele será Carlos Vidigal, que se envolve com orgias. O ator é casado há 45 anos com Lidiane e pai de dois filhos.

Semana que vem tem mais.

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