terça-feira, 31 de dezembro de 2024

Retrospectiva 2024: O show de emoções das Olimpíadas de Paris

E agora a retrospectiva destaca o evento esportivo do ano, os Jogos Olímpicos de Paris. 



A edição de número 33 dos Jogos Olímpicos da Era Moderna realizada entre julho e agosto em Paris promoveu o reencontro do evento com o torcedor após a atípica edição de Tóquio em que a pandemia impediu presença de público. Além disso locais icônicos serviram de cenário pras disputas como a Torre Eiffel que sediou o vôlei de praia, o Rio Sena que foi motivo de polêmica e o Palácio de Versalhes. O Rio Sena foi alvo de polêmicas devido às condições da água. Antes do evento a prefeita da cidade Anne Hidalgo nadou nas águas mesmo com a condição imprópria e nos jogos olímpicos ocorreram as competições de triatlo e a maratona aquática além da cerimônia de abertura que foi realizada debaixo de chuva em 26 de julho. As 85 embarcações levaram os atletas pelos 6 quilômetros do rio, a tocha olímpica passou de mão em mão até chegar às mãos dos atletas Teddy Riner do judô e Marie José-Peréc, ex-atleta que acenderam a pira olímpica no Jardim das Tulheries e a pira simbolizando um balão subiu aos céus dando início aos Jogos Olímpicos.

Os grandes nomes da Olimpíada


Dentre os destaques da Olimpíada primeiro destaque pra Simone Biles, a fenomenal ginasta americana retornou de forma triunfal depois de abandonar em Tóquio conquistando três ouros e uma prata, o nadador francês Leon Marchand que ganhou quatro medalhas de ouro, o sueco Armand Duplantis que quebrou mais uma vez o recorde mundial do salto com vara e tirou o recorde olímpico que era do brasileiro Thiago Braz, a boxeadora argelina Imane Kheiff que se envolveu em uma polêmica por ser suposta transsexual, mas era uma fake news, no tênis o sérvio Novak Djokovic enfim se sagra campeão olímpico e o cubano Mijain López que se sagrou pentacampeão olímpico consecutivo individual na luta greco-romana. 

Uma campanha com brilho feminino

O Brasil realizou em Paris a segunda melhor campanha da história ficando atrás da campanha de Tóquio, mas com desempenho abaixo do esperado. Conquistamos na França 20 medalhas ficando na 20ª posição no quadro final de medalhas sendo 3 ouros, 7 pratas e 10 bronzes. Dessas 20 medalhas 13 foram das mulheres que foram maioria na delegação de 277 atletas que foi à Paris.

Nossa maior atleta da história olímpica


Em Tóquio ela ganhou duas medalhas: ouro no salto e prata no individual geral e em Paris Rebeca Andrade fez história. A ginasta se tornou a atleta mais medalhada da história olímpica brasileira com seis medalhas e em Paris foram quatro. Ela foi ouro no solo e uma das cenas mais marcantes foi a reverência no pódio de Simone Biles e Jordan Chiles que acabou perdendo a medalha de bronze, repetiu a prata no individual geral e ficou com a prata no salto e ajudou o Brasil a ganhar o inédito bronze por equipes numa prova de superação junto de Jade Barbosa, Flávia Saraiva, Júlia Soares e Lorrane Oliveira. 

O ouro que fez história no judô

Nosso primeiro ouro em Paris veio de uma judoca estreante e carismática. Beatriz Souza encantou o mundo com seu sorriso e logo em sua estreia em Olimpíada levou o ouro na categoria acima de 78 kg. Ela enfrentou quatro adversárias e venceu todas e ainda ajudou a equipe mista a ganhar a medalha de bronze por equipes. O judô desde 1984 não sai de mãos vazias de uma edição de Jogos Olímpicos e além dessas medalhas o país conquistou prata com Willian Lima na categoria até 66 ke e bronze com Larissa Pimenta na categoria até 52 kg. 

Ouro nas areias aos pés da Torre Eiffel

O terceiro ouro brasileiro foi conquistado diante da Torre Eiffel. A dupla Duda e Ana Patrícia, líderes do ranking mundial levou o ouro no vôlei de praia 28 anos depois do ouro de Jacqueline e Sandra em Atlanta. A campanha invicta foi coroada com o título na final contra as canadenses. 

Nossas medalhas em Paris




Em quatro participações olímpicas Caio Bonfim chegou perto da medalha no Rio quando foi quarto colocado e em Paris ela finalmente veio. Numa prova consistente o atleta nascido e criado em Sobradinho conquistou a prata inédita na marcha atlética de 20 km e ainda no atletismo Alison dos Santos, o Piu repetiu o bronze de Tóquio na prova dos 400 m com barreiras. Na canoagem Isaquias Queiroz conquistou sua quinta medalha olímpica, prata no C1 1000 m e se igualou a Torben Grael e Robert Scheidt e só está atrás de Rebeca Andrade, no surfe o Brasil conquistou prata e bronze. Tatiana Weston-Webb conquistou a prata sendo superada na final pela americana Carolina Marks, já Gabriel Medina que era favorito ao ouro ficou com a medalha de bronze. Medina foi protagonista de uma das cenas mais marcantes da Olimpíada. Ao tirar a maior nota da história, um 9,9 ele levitou no céu e a foto feita por Jerome Brouillet viralizou em todo o mundo, na semifinal foi prejudicado pela falta de ondas e foi disputar o bronze com o peruano Alonso Correa levando a medalha. No skate Rayssa Leal conquistou o bronze no skate street com 16 anos num pódio todo cheio de atletas menores de idade e Augusto Akio, o Japinha foi bronze no skate park, no boxe Beatriz Ferreira ficou com a medalha de bronze na categoria leve e no taekwondo Edival Pontes, o Netinho conquistou a medalha de bronze na categoria -68 kg. 

O Brasil ainda chegou perto de conquistar medalhas inéditas no tênis de mesa e na luta olímpica. Hugo Calderano ficou muito próximo de conquistar uma medalha inédita no tênis de mesa, perdeu a semifinal depois de ter 10-4 no primeiro set e o sueco Molegard fez oito pontos seguidos e na disputa do bronze perdeu pro francês Félix Lebrun, apesar do quarto lugar esse foi o melhor resultado de um mesatenista da América do Sul na história, já Giulia Penalber se tornou a primeira brasileira a chegar a disputa de medalha na luta olímpica ficando em quinto lugar. Outra atuação surpreendente foi a de Gustavo Oliveira, o Bala Loka, sexto colocado no BMX livre, na ginástica ritmica Bárbara Domingos fez história sendo a primeira brasileira a disputar uma final individual por aparelhos, Miguel Hidalgo obteve a melhor colocação de um brasileiro no triatlo chegando na décima posição e no badminton feminino Juliana Vieira fez história ao vencer uma partida. Já esportes tradicionais como a natação e a vela decepcionaram. A natação chegou em quatro finais sendo o melhor resultado o quinto lugar de Guilherme Costa, o Cachorrão na prova dos 400 m livres e a vela sequer chegou perto da medalha, coisa que não acontecia desde Barcelona 1992.


O futebol feminino do Brasil conquistou o melhor resultado nos esportes coletivos chegando a terceira medalha de prata na história. Depois de uma primeira fase irregular com uma vitória e duas derrotas a seleção comandada por Arthur Elias encarou a França e conseguiu enfim derrotar as francesas, na semifinal o reencontro com as espanholas e mesmo diante das atuais campeãs mundiais o Brasil atropelou com autoridade e chegou à final contra os Estados Unidos e como em 2004 e 2008 perdemos pras americanas. Marta se despediu da seleção com a terceira prata no peito. O futebol masculino bicampeão olímpico sequer obteve classificação pois perdeu pra Argentina no pré-olímpico mesmo tendo nomes como Endrick. O vôlei de quadra manteve a tradição de figurar no pódio desde Barcelona 1992 e as mulheres conquistaram a terceira medalha de bronze na história. A campanha até a semifinal era perfeita, mas na semifinal a seleção esbarrou no time dos Estados Unidos que venceu e disputou o ouro que foi da Itália, já o time masculino caiu nas quartas de final também perdendo pros Estados Unidos e pela primeira vez desde Sydney ficou de fora do pódio, o basquete masculino do Brasil voltou a disputar uma edição dos Jogos Olímpicos depois de ficar ausente de Tóquio e terminou a competição em sétimo lugar parando nas quartas ao cair diante dos Estados Unidos e o handebol feminino parou na Noruega. 

No quadro geral de medalhas os Estados Unidos ficaram à frente da China pelo número maior de pratas já que em ouros os dois países empataram com 40 ouros cada seguidos do Japão, Austrália e dos anfitriões franceses. Agora é esperar quatro anos e a próxima parada do movimento olímpico será em Los Angeles na Califórnia que receberá o evento pela terceira vez na história.

Brasil vira potência nos Jogos Paralímpicos


Nas Paralimpíadas que foram realizadas após os Jogos Olímpicos o Brasil entrou definitivamente no rol das potências ao realizar em Paris a melhor campanha da história. Foram 89 medalhas conquistadas sendo 25 de ouro, 26 pratas e 38 de bronze terminando na quinta posição terminando no Top 5 pela primeira vez. Dentre os destaques o atletismo que trouxe 36 medalhas, a natação com 26 tendo como destaques o simpático Gabriel Araújo, o Gabrielzinho que amassou a concorrência e Carol Santiago que se tornou a atleta paralímpica com mais medalhas individuais e o judô que foi o combustível que impulsionou o país nos últimos dias. A China terminou a Paralimpíada na frente com 94 ouros. 

Aqui no Blog de knunes a Olimpíada foi tratada de forma especial, desta vez não criei um blog olímpico e concentrei aqui as notícias sobre a preparação final. De 8 de março à 19 de julho sempre às sextas feiras trouxe no quadro Notinhas Olímpicas os preparativos dos atletas em 20 edições semanais, em maio trouxe às terças e quintas o Top 10 olímpico com 10 destaques olímpicos na história do Brasil e do mundo e nossa cobertura diária enfatizou o desempenho dos atletas brasileiros e destacou os grandes nomes do esporte, o quadro de medalhas e a imagem do dia nesta que foi a quinta Olimpíada coberta em 17 anos de história.

A retrospectiva será fechada com o ano do futebol.

Retrospectiva 2024: O balanço do esporte

A retrospectiva prossegue e agora os destaques do esporte no ano.

Nadal se aposenta e italiano é o novo número 1

O ano do tênis foi marcado pelo novo número 1 e da aposentadoria de Rafael Nadal. O espanhol, dono de 22 troféus de Grand Slam foi vencido pelos limites do corpo e se retirou das quadras em novembro na disputa da Copa Davis. Com a aposentadoria de Nadal o único do chamado Big 3 que ainda resta é Novak Djokovic. O sérvio este ano foi campeão olímpico em Paris e ainda não dá mostras de que vai se aposentar. Enquanto Djoko não se aposenta um novo número 1 surge no cenário. O italiano Jannik Sinner fecha 2024 como o melhor tenista do planeta. Sinner venceu os Grand Slams da Austrália e dos EUA e foi campeão do ATP Finals sem perder um set sequer. O espanhol Carlos Alcaraz venceu o grand slams de Roland Garros e Wimbledon. No tênis feminino a russa Aryna Sabalenka termina a temporada como número 1. Sabalenka venceu o Australian Open e o US Open desbancando a polonesa Iga Swiatek que no fim do ano foi suspensa por doping. A brasileira Bia Haddad Maia teve um ano de altos e baixos terminando no Top 20 e ela teve como melhor resultado as quartas de final no US Open sendo o melhor resultado de uma tenista brasileira desde 1968. E nesse final de ano João Fonseca conquistou o título do torneio Next Gen ATP Finals num feito que não acontecia desde 2017.

Rayssa Leal chega ao tri mundial no skate


No skate quem segue mandando bem é Rayssa Leal. Nossa fadinha fez história mais uma vez ao se sagrar tricampeã mundial no street numa final épica em São Paulo no dia 15 de dezembro. Rayssa enfrentou o exército de japonesas e mesmo depois de ir mal nas duas primeiras manobras reagiu e na última cravou 9.1, nota suficiente pra ser campeã mais uma vez. E não foi só Rayssa Leal que brilhou não. Raicca Ventura de 17 anos conquistou em setembro o título inédito para o Brasil no skate park dando um show na final do mundial em Roma.

Celtics se torna o maior vencedor na NBA

No basquete o destaque é para o título do Boston Celtics na NBA. Pela 18ª vez na história a franquia venceu o campeonato com um atropelo na decisão sobre o Dallas Mavericks vencendo a série por 4 x 1. Aqui no Brasil o NBB teve o Franca conquistando o título vencendo o Flamengo na série melhor de cinco partidas. 

França e Itália vencem a Liga das Nações


No vôlei o ano teve mais uma edição da Liga das Nações. No feminino a seleção da Itália levou o seu segundo título e o Brasil que vinha fazendo uma campanha perfeita caiu na semifinal diante das japonesas, no masculino a França conquistou o segundo título no torneio vencendo o Japão. O Brasil fez uma campanha horrorosa ficando fora dos seis primeiros, fato que não acontecia nos torneios da FIVB desde 1977. Coincidência ou não as duas seleções acabariam sendo campeãs olímpicas dois meses mais tarde em Paris. No mundial de clubes masculino o Cruzeiro venceu mais uma vez.

Kansas City Chiefs estabelecem dinastia na NFL em ano de jogo histórico no Brasil

A NFL mais uma vez foi do Kansas City Chiefs que ganhou seu terceiro Super Bowl nos últimos cinco anos e de forma dramática. O San Francisco 49ers tinha vantagem e no último quarto de partida os Chiefs conseguiram um field goal levando o jogo pro tempo extra e na prorrogação o quarterback Patrick Mahomes foi decisivo e deu o passe pra entrada de Hardman até a endzone. Os Chiefs conquistaram seu quarto título de Super Bowl na história e impõe uma dinastia. A atual temporada começou em setembro e com jogo no Brasil. Pela primeira vez o país assistiu a um jogo da liga de futebol americano e a Neo Química Arena foi palco da vitória de virada do Philadelphia Eagles sobre o Green Bay Packers por 24 x 19.

Hegemonia brasileira novamente interrompida no surfe

No surfe a hegemonia brasileira voltou a ser interrompida com o terceiro título do havaiano John John Florence. Ele voltou a desafiar o domínio da Brazilian Storm e venceu o WSL Finals derrotando o campeão olímpico em Tóquio Ítalo Ferreira e interrompendo o domínio brasileiro no Finals desde 2021. No feminino a americana Catilin Simmers foi a campeã derrotando a compatriota Carolina Marks, campeã olímpica e a brasileira Tatiana Weston-Webb ficou em terceiro. 

A seguir vamos recordar o que aconteceu de mais importante nas Olimpíadas de Paris.

Retrospectiva 2024: O ano dos mais velozes das pistas

A partir de agora o esporte passa a ditar o ritmo e começamos acelerando com o que de mais importante rolou nas pistas pelo mundo.

Max Verstappen conquista o tetra da Fórmula 1 e Brasil volta a figurar no grid 7 anos depois

A Fórmula 1 segue dominada pelo holandês Max Verstappen que chegou ao tetracampeonato mundial numa temporada que teve de superar problemas da Red Bull devido à saída do projetista Adrian Newey e a ascensão da McLaren Super Max se reafirma como o melhor piloto da atualidade e chega ao tetra se igualando a Alain Prost e Sebastian Vettel. A temporada de 2024 começou com triunfos nas duas primeiras provas do ano, mas o abandono na Austrália deu indícios de que a temporada não seria igual a de 2023, nesta corrida a vitória foi de Carlos Sainz, Max reagiu e venceu as provas do Japão e China. No GP de Miami surgiu o adversário Lando Norris que vencia pela primeira vez na carreira, mas Max deu a resposta rapidamente vencendo em Ímola, em Mônaco Charles Leclerc enfim vencia em casa, no Canadá superou o clima adverso e levou mais uma e ainda venceu na Espanha, ao mesmo tempo iniciava um indigesto jejum e ao mesmo tempo a McLaren crescia no campeonato. No GP da Áustria Verstappen e Norris se tocaram, Max foi punido e a vitória foi de George Russell, em Silverstone Lewis Hamilton venceu em casa quebrando um jejum de três anos e Max subiu ao pódio chegando em segundo, na Hungria a McLaren mostra força e Oscar Piastri vence pela primeira vez, na Bélgica Russell venceu, mas não levou e a vitória foi de Hamilton. No GP da Holanda Verstappen sobe ao pódio atrás de Norris, em Monza a Ferrari fez festa na vitória de Charles Leclerc, no Azerbaijão Piastri vencia de novo e em Singapura Norris levou e diminuiu a vantagem, aí veio a perna americana com Leclerc vencendo no Circuito das Américas e com polêmica: Max e Norris disputavam posição e Norris acabou punido por sair da pista e levar vantagem, aí no México foi a vez de Verstappen ser punido por jogar Norris pra fora da pista duas vezes chegando em sexto e nas duas corridas deu Ferrari com Leclerc vencendo nos EUA e Sainz no México. Em Interlagos Max Verstappen realiza a sua maior atuação largando de 17º e debaixo de chuva saltou pra primeiro e vence o GP de São Paulo e em Las Vegas o quinto lugar foi o suficiente pra consagração. A temporada teve uma diversidade de vencedores, fato que não acontecia desde 2012. Foram sete pilotos diferentes vencendo corridas com Verstappen vencendo mais provas, foram nove vezes na frente e Lando Norris venceu quatro sendo vice campeão e a McLaren conquistando o título dos construtores, o nono na história.

 

E um jejum de sete anos de ausência chegará ao fim no próximo ano. Desde a aposentadoria de Felipe Massa em 2017 que não havia um piloto brasileiro disputando uma temporada completa na Fórmula 1 e durante esse período tivemos duas participações de Pietro Fittipaldi na temporada de 2020, agora voltamos a ter piloto disputando em tempo integral. Gabriel Bortoleto será o 33º piloto do país a figurar no grid pois foi anunciado como piloto na Sauber/Audi e usará o número 5. Bortoleto conquistou o título da Fórmula 2, categoria de acesso com atuações espetaculares como em Monza quando saiu de último pra primeiro. O ano também marcou as homenagens pelos 30 anos da morte de Ayrton Senna e tivemos Sebastian Vettel e Lewis Hamilton pilotando carros antigos do tricampeão. Vettel guiou em Ímola um carro usado por Senna em 1993 e Hamilton deu uma volta com o carro do bicampeonato do brasileiro em Interlagos levando o público ao delírio. E em 2026 teremos mais uma equipe no grid com a entrada da americana Cadillac através da General Motors que fornecerá motores a partir de 2028.

E em 2025 as corridas vão continuar sendo transmitidas na Band. A emissora paulista atravessa dificuldades financeiras e teve calote de um patrocinador, mas conseguiu manter acordo com o grupo Liberty Media e vai mostrar a temporada. Durante o ano surgiram rumores de que a categoria não continuaria e que a Globo estaria de volta. A emissora carioca chegou a anunciar o esquema de cobertura e os profissionais que trabalhariam nela e até fez anúncio do retorno em um evento pro mercado publicitário, mas pagou enorme mico e terá de esperar por um ano.

A dinastia Palou na Indy

O espanhol Álex Palou mais uma vez foi o melhor e venceu seu terceiro título na Fórmula Indy fazendo uma temporada constante confirmando o status de um dos melhores pilotos da atualidade e mais uma vez a equipe Chip Ganassi se destaca com mais um título na categoria, o 16º e o quarto nos últimos cinco anos e agora está a um título de igualar a Penske. Com o terceiro título nos últimos cinco anos Palou não foi perfeito como foi em 2023, mas sabe aliar estratégia e consistência muito bem e ainda contar com infortúnios dos rivais e caminha pra ter uma dinastia, coisa que não era vista na Ganassi depois do tetracampeonato do escocês Dario Franchitti. Na temporada Palou venceu as provas do misto de Indianápolis e em Laguna Seca além do confuso desafio do milhão na pista do Thermal Club e o título veio graças a problemas no cinto de segurança que fez Will Power perder 13 voltas em Nashville. O vice campeão foi Colton Herta que venceu duas corridas e recuperou o status que tinha antes de piloto com enorme potencial. Josef Newgarden venceu novamente as 500 milhas de Indianápolis com uma ultrapassagem épica em cima de Pato O'Ward na metade da última volta, mas teve uma mancha pois ele perdeu a vitória em St. Pete na abertura do campeonato pois foi descoberto um esquema de manipulação do push to pass que tirou a dobradinha da Penske, mesmo com o bi seguido na Indy 500 Newgarden ficou tachado como vilão e passou a ser questionado pela categoria e pelos próprios colegas. A temporada marcou a estreia dos motores híbridos no meio do campeonato. O Brasil esteve representado por Pietro Fittipaldi que com o carro da Rahal não teve um bom desempenho e em 2025 corre risco de ficar a pé pois o grid está quase fechado já que as duas vagas que estão disponíveis são as da Dale Coyne. E 2024 foi ano especial pois a Indy completou 40 anos de Brasil e o Blog de knunes fez no começo de março uma semana especial comemorativa relembrando momentos marcantes da categoria e relacionando todos os pilotos brasileiros que participaram em quatro décadas.

Joey Logano é tri na NASCAR

Nos últimos três anos três títulos da equipe Penske na NASCAR Cup e dois deles com Joey Logano. O piloto foi cerebral e na prova final segurou Ryan Blaney que vinha forte e buscava o bicampeonato seguido, mas Logano experiente levou a decisão em Phoenix se sagrando tricampeão. A temporada foi marcada pelo equilíbrio e o maior vencedor foi Kyle Larson com 6 triunfos, Logano conquistou cinco e chegou a ficar de fora da sequência, mas com a desclassificação de Alex Bowman na inspeção pós corrida no ROVAL Logano se recolocou no páreo e partiu pra conquista, a terceira em 7 anos. A decepção foi Kyle Busch que pela primeira vez passou o ano em branco sem vencer uma corrida sequer. A temporada também marcou o adeus de Martin Truex Jr, campeão em 2017 que se aposentou. O título de Logano foi o quinto da história da equipe na NASCAR.

Pascal Wehrlein é campeão numa temporada empolgante na F-E

No ano que completa 10 anos a Fórmula E viu uma temporada espetacular e uma briga intensa pelo título que acabou nas mãos do alemão Pascal Wehrlein. As corridas tiveram muitas brigas de pelotão e dentre as equipes se destacaram Jaguar e Porsche. Wehrlein começou o ano vencendo o ePrix do México, na rodada dupla da Arábia vitórias de Jake Dennis (a única da Andretti) e Nick Cassidy. No segundo ePrix do Brasil Sam Bird venceu depois de uma ultrapassagem épica sobre Mitch Evans na última curva, em Tóquio a Maserati fez a festa com Max Günther, em Misano Oliver Rowland levou depois da polêmica desclassificação de Antonio Félix da Costa por causa de uma inofensiva mola do amortecedor fora do regulamento com Werlhein vencendo a segunda bateria, em Mônaco Mitch Evans ressurgiu e levou, na rodada dupla de Berlim Nick Cassidy e Félix da Costa levaram e a Porsche ressurgia no campeonato. O português vencia em Xangai assim como Evans e antes da rodada dupla decisiva varreu o circuito de Portland e Cassidy tinha a faca e o queijo na mão só que cometeu um erro ao sair da pista jogando fora pontos importantes na luta pelo título, foi então que Wehrlein acordou e venceu a primeira corrida de Londres contando com o infortúnio de Cassidy que foi o sétimo mas o neozelandês não queria entregar de mão beijada, largou na pole na corrida decisiva mas aí voltou a cometer um erro que foi fatal: ao acionar duas vezes o modo ataque de forma apressada seu desempenho caiu e foi ficando pra trás, Wehrlein contou com a sorte de ver Evans errar no acionamento do modo ataque e deu de presente o segundo lugar pro alemão e o título da temporada num grande trunfo da Porsche. O novo modelo de carro, o Gen3 mostrou evolução proporcionando corridas muito disputadas do início ao fim. Os brasileiros tiveram mais um ano ruim ficando bem longe da briga por vitórias. Sérgio Sette Câmara somou 16 pontos e Lucas di Grassi foi bem pior somando apenas 4 pontos na sua pior temporada na categoria. Lucas di Grassi é o único representante do país na atual temporada que começou em São Paulo e Mitch Evans venceu uma prova caótica e ela segue no México em janeiro e vai até julho. 

Felipe Giaffone é tri e Bia Figueiredo faz história na Copa Truck


Na Copa Truck Felipe Giaffone conquistou o seu sétimo título na história somando Fórmula Truck e Copa Truck e se tornou tri da categoria na classe Pro com quatro vitórias e quatro poles nas 9 etapas disputadas no ano. A Volkswagen garantiu a dobradinha com o segundo lugar de André Marques. Na categoria Elite uma mulher fez história e levantou o troféu. Bia Figueiredo faturou o título vencendo 7 corridas e no ano que vem estará na Pro.

Gabriel Casagrande impõe dinastia e é tri na Stock Car

Na Stock Car Gabriel Casagrande conquistou seu terceiro título nos últimos quatro anos numa temporada que começou irregular, mas arrancou na segunda metade da temporada. Casagrande venceu duas corridas e fez uma pole além de seis pódios. Felipe Massa fez sua melhor temporada na Stock e ficou com o vice campeonato e o resultado final chegou a ficar sub júdice devido à polêmica questão dos pneus na etapa do Velopark pois duas equipes manipularam os compostos que deixavam os carros 2s mais rápidos e os pilotos foram desclassificados. A temporada que marcou os 45 anos de história da categoria marcou o fim da era dos sedans. Em 2025 a Stock correrá com carros SUV adaptados pra competição.

A seguir como foi o ano esportivo.

Memória 2024: Adeus àqueles que nos deixaram

Agora a retrospectiva traz o quadro Memória pra lembrar as personalidades que nos deixaram este ano. 

O homem que fez o Brasil sorrir e cantar aos domingos diz adeus e vira lenda

Sábado, 17 de agosto. O dia que a televisão brasileira testemunhou o fim de uma era com a morte de Silvio Santos. Aos 93 anos o apresentador que conquistou o Brasil levando alegria aos domingos com bordões inesquecíveis e muito bom humor saia definitivamente de cena vitimado por uma broncopneumonia causada pela infecção por H1N1. Uma carreira que começou como camelô, passou pelo rádio e chegou até a televisão onde se consagrou no Programa Silvio Santos que por mais de 60 anos trouxe alegria fazendo o domingo de milhões de brasileiros feliz e alegre e o seu legado segue com sua filha Patrícia Abravanel. Se torna empresário criando muitas empresas e em 1981 se torna dono de televisão com a criação do Sistema Brasileiro de Televisão, o SBT. 

A voz que embalou as noites dos brasileiros se cala

Por mais de 8 mil vezes Cid Moreira deu boa noite aos brasileiros no final de cada edição do Jornal Nacional por mais de 26 anos. A voz que fez ficar famoso o mágico mascarado Mr. M no Fantástico se calou pra sempre em 3 de outubro aos 97 anos vitimado por uma pneumonia. 

Um ator que deixou sua marca na teledramaturgia

No dia 26 de dezembro perdemos Ney Latorraca. O ator de 80 anos fez história numa carreira que começou no teatro e que na TV fez enorme sucesso com personagens inesquecíveis como Mederiquis, o rebelde sem causa de Estúpido Cupido, Quequé, o caixeiro viajante de Rabo de Saia, o vampiro Vlad que fazia o público rir em Vamp, Barbosa, o velho gagá que vivia repetindo o próprio nome em Fogo no Rabo, paródia da TV Pirata e tantos outros personagens que marcaram a história da teledramaturgia.

Outras perdas da TV no ano: Jandira Martini (29 de janeiro), José Santa Cruz (26 de abril), Paulo César Pereio (12 de maio), Ilva Niño (13 de junho), Jacqueline Laurence (17 de junho), Wandeko Pipoka (18 de junho), Tetê Medina (2 de julho), Emiliano Queiroz (4 de outubro) e Ary Toledo (12 de outubro).

O adeus a Ziraldo, o maior escritor da literatura infantil brasileira

Quem leu os livros de Ziraldo viajou por lindas histórias que encantaram gerações de brasileiros se tornando um dos maiores escritores de nossa literatura infanto juvenil. Obras como O Menino Maluquinho, Flicts, Turma do Pererê foram e são sucessos até hoje no inimaginário de muita gente. No dia 6 de abril Ziraldo nos deixava aos 91 anos.

No dia 9 de dezembro morre o escritor Dalton Trevisan aos 99 anos. Ganhador do prêmio Camões ele era avesso á aparições públicas vivendo de forma reclusa e escreveu livros de destaque como O Vampiro de Curitiba e foi um dos maiores contistas da literatura brasileira.

O futebol diz adeus à Zagallo, o velho lobo

Mal o ano começou e no dia 5 de janeiro nos despedimos de Mário Jorge Lobo Zagallo aos 92 anos. O Velho Lobo foi um dos homens de maior identificação com a amarelinha sendo campeão como jogador nas Copas de 1958 e 1962, como técnico dirigindo a fantástica seleção de 1970 e como coordenador técnico na Copa de 1994, o único na história a ser tetracampeão mundial em três funções diferentes. 

 

O alemão Franz Beckenbauer ficou conhecido como o Kaiser e pela seleção alemã foi campeão em 1974 como jogador e como técnico levou a Alemanha ao tricampeonato em 1990. Beckenbauer morre em 7 de janeiro aos 78 anos. 

O pugilista José Adilson Rodrigues ficou conhecido como Maguila e como o personagem dos desenhos animados ele foi um gorila dos ringues, foi número 1 dos pesos pesados e tinha o sonho de desafiar o então campeão mundial Mike Tyson, mas perdeu pra Evander Holyfield em 1989. Foram 85 lutas com 77 vitórias e o título dos pesados pela FMB. Por ter levado muitos golpes na cabeça acabou desenvolvendo demência pugilística. Maguila falece no dia 24 de outubro aos 66 anos.

O.J Simpson foi um dos maiores jogadores de futebol americano da história nos anos 1970 e em 1994 sua vida é virada às avessas ao ser acusado de matar a mulher e o amante e teve sua perseguição transmitida pelas televisões americanas.  O.J Simpson morre em 10 de abril vitimado por um câncer.

Outras perdas no esporte: Andreas Brehme (20 de fevereiro), Wilson Fittipaldi Jr (23 de fevereiro), Cesar Luis Menotti (5 de maio), Pampa (7 de junho), Dudu (28 de junho), Adílio (5 de agosto), Sven Goran-Erikson (26 de agosto), Juan Izquierdo (27 de agosto), Salvatore "Totó" Schilacci (18 de setembro), Johan Neskeens (7 de outubro), Tonhão (22 de outubro), Zé Carlos (25 de outubro), Luiz Onmura (2 de novembro) e Amaury Pasos (12 de dezembro).

Triplo desfalque no jornalismo esportivo



Entre os dias 15 e 16 de maio o jornalismo esportivo brasileiro ficou desfalcado pra sempre de três talentosos representantes: Washington Rodrigues, o Apolinho foi uma figura folclórica no rádio e popularizou geraldinos e arquibaldos no antigo Maracanã, Antero Greco foi um jornalista dono de um texto inteligente e formou uma dupla imbatível com o amigão Paulo Soares no Sportscenter da ESPN e Silvio Luiz foi um dos maiores locutores esportivos da história com uma linguagem típica do torcedor. Ele não precisava gritar gol e junto de Galvão Bueno e Luciano do Valle formou a Santíssima Trindade da locução esportiva. 

Testemunha ocular viva da história

Evandro Teixeira foi uma testemunha ocular da história e pela sua lente foram documentados fatos que marcaram pra sempre. Na ditadura militar registrou passeatas e a tomada do Forte de Copacabana e documentou os horrores da ditadura chilena de Augusto Pinochet e fotografou os funerais de Pablo Neruda. Por 47 anos trabalhou no extinto Jornal do Brasil e suas imagens ficaram eternizadas pra sempre na memória. Evandro Teixeira morreu em 4 de novembro aos 88 anos. 

Outras mortes do ano: José Nello Marques (25 de janeiro), Paulo Pestana (11 de março), Afonso Mônaco (12 de abril) e Sérgio Cabral (14 de julho)

O mais criativo publicitário do Brasil se foi

Um dos mais criativos publicitários brasileiros da história da propaganda Washington Olivetto criou peças publicitárias que ficaram gravadas na vida dos brasileiros como o garoto Bombril eternizado por Carlos Moreno, meu primeiro sutiã, o cão da Cofap e tantas outras. Ainda ficou 53 dias sequestrado em 2001 e libertado do cativeiro. Washington Olivetto morreu em 13 de outubro depois de ficar quatro meses internado.

As perdas que emudeceram a música

No dia 3 de novembro a música perdeu o produtor musical e arranjador Quincy Jones aos 91 anos. Ele trabalhou com grandes artistas mas foi com Michael Jackson sua maior parceria. Juntos produziram três álbuns de sucesso: Off the wall, Thriller, o álbum mais vendido da história e Bad. 

O brasileiro Sérgio Mendes foi um divulgador da música brasileira no exterior ao difundir a Bossa Nova e o samba e por lá se radicou produzindo discos e fazendo parcerias. Ganhou um Grammy e foi indicado ao Oscar de melhor canção. Sergio Mendes morreu no dia 5 de setembro devido à problemas respiratórios. 

Antônio Cícero foi além de poeta compositor de canções de artistas como Lulu Santos e sua irmã Marina Lima que fizeram sucesso no rock nacional. Foi membro da Academia Brasileira de letras e filósofo. Morando na Suíça ele decidiu praticar a eutanásia pois era portador do mal de Alzheimer e morre no dia 23 de outubro aos 79 anos.

 

Um dos maiores intérpretes românticos do Brasil Agnaldo Rayol cantou músicas em italiano e além de cantor também foi apresentador e ator. Na manhã do dia 4 de novembro ele sofreu uma queda e não resistiu aos ferimentos morrendo aos 86 anos. 

Considerado o Pelé do piano Arthur Moreira Lima interpretou nomes da música erudita e da MPB e o projeto Um piano pela estrada percorreu o Brasil através de um caminhão. O pianista morreu em 30 de outubro de câncer recém descoberto no intestino.

Outras perdas da música: Quinho (3 de janeiro), Eric Carmen (11 de março), Anderson Leonardo (26 de abril), David Sanborn (12 de maio), Nahim (13 de junho), Chrystian (19 de junho), Caçulinha (5 de agosto), Diana (21 de agosto), Tito Jackson (14 de setembro), Liam Payne (16 de outubro) e Paul DiAnno (21 de outubro).

As perdas que entristeceram o cinema

Um dos galãs de destaque o ator francês Alain Delon foi um dos maiores nomes do cinema europeu se tornando um símbolo sexual do seu tempo. Alain Delon morre no dia 18 de agosto aos 88 anos.

 

O paraibano Vladimir Carvalho adotou Brasília e aqui fez carreira principalmente no Cinema Novo onde filmou com Glauber Rocha e foi assistente de Eduardo Coutinho em documentários como Cabra marcado pra morrer. Vladimir Carvalho morre em 24 de outubro aos 89 anos.

Outras perdas do cinema: Carl Weathers (1º de fevereiro), Loius Gossett Jr (29 de março), Donald Sutherland (20 de junho), Shelley Duvall (11 de julho), Shannen Doherty (13 de julho), James Earl Jones (9 de setembro), Maggie Smith (27 de setembro), Kris Kristofferson (28 de setembro) e Marisa Paredes (16 de dezembro).

O empresário que construiu um império no varejo


Um dos maiores empresários do país Abílio Diniz fez do Pão de Açúcar um império no varejo e era dono de um patrimônio de US$ 3 bilhões. Abílio Diniz morre em 18 de fevereiro aos 87 anos. 

O homem que revolucionou a Jovem Pan se vai

Criador da rádio Jovem Pan Antônio Augusto Amaral de Carvalho, o Seu Tuta fez da rádio uma das maiores do país apostando em jornalismo voltado pra prestação de serviço e foi pioneiro na internet ao lançar o portal Jovem Pan Online em 2007 e em 2021 ajudou a implantar a Jovem Pan News. Seu Tuta morre em 4 de novembro aos 93 anos deixando um enorme legado à comunicação.

Adeus a figura controversa de Fujimori

Ex-presidente do Peru entre 1990 e 2000 Alberto Fujimori é considerado uma figura controversa na política peruana e sua gestão foi bem polêmica e foi condenado a pena de 25 anos de prisão por crimes contra a humanidade além de abuso de direitos humanos. Fujimori morreu em 11 de setembro aos 86 anos devido à complicações causadas por um câncer na língua.

Jimmy Carter saiu do estado da Geórgia onde foi governador e em 1976 foi eleito presidente dos Estados Unidos governando entre 1977 e 1981, tentou a reeleição mas perdeu pra Ronald Reagan e desde então se dedicou a mediar crises através da Fundação Carter criada em 1982 e pelo ativismo político ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 2002. Jimmy Carter morreu no dia 29 de dezembro aos 100 anos de idade.

O czar que comandou a economia na ditadura sai de cena

Um dos ministros mais longevos da ditadura militar entre 1964 e 1985 Antônio Delfim Netto foi o comandante do chamado milagre econômico entre 1970 e 1974, foi ministro nos governos Médici e Figueiredo, depois foi deputado federal em vários mandatos e se tornou o economista mais influente na redemocratização tanto na direita quanto na esquerda. Delfim Netto morre em 12 de agosto aos 96 anos. 

Outras mortes: Sebastián Piñera (6 de fevereiro), Alexei Navalny (17 de fevereiro), Ebrahim Raisi (19 de maio), Maria da Conceição Tavares (8 de junho), Saturnino Braga (3 de outubro) e Alceu Collares (24 de dezembro).

Outras mortes do ano: Edemar Cid Ferreira (13 de janeiro), Peter Higgs (8 de abril), Rosa Magalhães (25 de julho), Carlota Portela (31 de agosto), Ibrahim Eris (8 de novembro) e Rogério Cerqueira César (1º de dezembro).

A seguir começa a parte esportiva com os destaques do automobilismo.